A convite da Karin, dona do blog  Mamãe e Cia, escrevi lá sobre o que muda com a paternidade.

Não vou falar aqui sobre o assunto, passem no Mamãe e Cia e vejam o que aconteceu comigo. E recomendo que vejam os outros posts da série também, o Caio do blog Pais Modernos é um dos que deixaram depoimento por lá, num post que, de tão honesto, é recheado de bom humor.

🙂

Billy Kramer: Quando que a mamãe vai voltar?
Ted Kramer: Não sei, Billy. Logo.
Billy: Quão logo?
Ted: Logo, oras.
Billy: Ela irá me pegar na saída da escola?
Ted: Provavelmente. E se não for, eu irei.
Billy: E se você se esquecer?
Ted: Não me esquecerei.
Billy: E se você morrer atropelado por um caminhão?
Ted: Daí a mamãe te pega.

Eu amo/sou Kramer vs Kramer! Desde quando fui apresentado ao filme, numa palestra do Fabrício Carpinejar.

Ó um resumo do filme: Ted Kramer (Dustin Hoffman) se afunda no trabalho e deixa o papel de marido e pai em 2º plano, aí a Joanna Kramer (Meryl Streep) se cansa disso, vai viver a vida dela e o deixa com o filho. O pai então tira esse atraso, dá pirueta pra se adaptar a nova vida e, quando se adapta, a mãe reaparece pra brigar pela guarda.

Pegaram o porque amo esse filme?

Mas eu recomendo o filme não porque ele fala comigo, mas sim porque ele fala com todo pai, para lembrá-lo que o trabalho não vem acima de tudo, que ele não é o centro do universo e que a convivência íntima com o filho é a experiência mais enriquecedora que um homem pode ter na vida.

E Ted é um cara normal, por isso nos identificamos com ele. É um ser humano, erra, aprende, e é tão bem interpretado por Dustin Hoffman que é impossível não vibrar em algumas cenas, como quando o pequeno Billy se acidenta, dá vontade de pegar a TV e a levar pro hospital, como se o filho fosse nosso.

E Joanna não é um monstro, só uma pobre alma tentando se encontrar nos lugares errados.

Não tarde, vale ressaltar que Kramer vs Kramer é um filme da década de 70, e que nessa época ele mexia com diversos tabus em relação as novas estruturas familiares, a relação entre pais separados, a busca das mulheres por seu espaço no mercado, o homem se tornando o pai participativo ao invés de somente provedor, entre outras coisas que se eu contasse viraria spoiler hahahahaha…

Kramer vs Kramer é com certeza um dos melhores filmes no gênero drama familiar. Em 1980, venceu o Oscar em cinco categorias: melhor filme, melhor diretor, melhor ator , melhor atriz coadjuvante e melhor roteiro adaptado.

Enfim, quem ainda não assistiu está perdendo tempo. Veja abaixo o trailer de Kramer vs Kramer:

Durante um passeio de carro, nas minhas férias do final de 2011, consegui gravar o Miguel cantando. A letra não é lá aquelas coisas, mas a melodia é muito fofa.

Ou isso ou eu sou um pai coruja demais.

Ouçam e julguem:

A capa do primeiro single dele, ainda em produção.
Parece bom 🙂

Cena de cair o queixo a chupeta

O que esse pai contou pra ele???

Não pode seeeer… Que bafãããããããooooo!

Menino se borra todo de susto e #TodosRi. SAD :-/

Gifs foram retirados do blog Señor Gif e do Gif Bin.

Tenho percebido que o pior lugar para ficar com um bebê é a nossa própria casa. Explico. Não há nada diferente e que instigue a curiosidade dos filhotes, exceto aquilo que eles não podem fuçar (mas fuçam).

Sair de casa com o filho é libertador, tudo é passível de fuçação!

Pra passeá tem que ter disposiçããããão

Não sei se essa dica serve para todos, mas para mim cai como uma luva. O Miguel é muito curioso, gosta de explorar os lugares, aí com isso eu consegui juntar o meu gosto por passear sem rumo.

Não precisa ser um lugar bonito, nem ter um playground (veja, estou descrevendo Pedreira), basta ter o mínimo de segurança. E a diversão é por conta da nossa criatividade.

O Miguel poderia passar a tarde inteira quebrando gravetos
Pelo jeito, até escalar um toco de árvore e pular “lá de cima” é divertido
Ó, os caras de skate, Migs, quando será você ali?

O Miguel nunca deu trabalho passeando e, se acontece dele fazer birra, há sempre algum elemento no ambiente para eu usar e chamar a atenção dele. Mas é raro acontecer.

Final de ano, na praia e de férias, toda tarde íamos de uma ponta a outra, ouvindo música, conversando,  brincando.

Sempre estamos à deriva, redescobrindo os lugares, guiados pelos sentimentos que vamos construindo no caminho, não importa a direção. Uma meditação andando que lembra os escritos de Thich Nhat Hanh:

“Quando praticamos a meditação andando, chegamos a todo momento. Nosso verdadeiro lar é o momento atual. Quando entramos profundamente no momento atual, nossas queixas e preocupações desaparecem, e descobrimos a vida com todas as suas maravilhas.” do livro Meditação Andando

E há um benefício valiosíssimo, como chegar em casa e seu filho desmaiar de canseira 😛

Já faz tempo que eu queria assistir o documentário “Criança, a alma do negócio”, e agora haverá exibição em Campinas e eu não vou perder.

Para quem não conhece, o documentário “Criança, a alma do negócio”, dirigido pela Estela Renner, levanta diversas questões relacionadas à publicidade infantil e os impactos dela para a formação das crianças.

Eu, como publicitário, não apoio de modo algum a publicidade dirigida às crianças, é muito fácil criar um desejo nelas e incentivar elas a consumirem algo que não precisam.

Há uma parcela de culpa dos pais? Com certeza, quantos não compram brinquedos para “compensar” a ausência com os filhos ou para dar a eles o que não tiveram? E há também quem use a TV como babá.

Enfim. Quem quiser pensar um pouquinho nesses temas não pode perder o Cine Debate. Ele será realizado quarta-feira, dia 28 de março, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi Campinas. A exibição do documentário começará às 19h, e após ela, haverá debate com a psicanalista Ana Olmos e a doutora em psicologia Adriana Braga.

Veja abaixo o trailer de “Criança, a alma do negócio”:

Recomendo a todos que se interessam pelo assunto a acompanharem também o blog Consumismo e Infância. 🙂

Há palavras que não tem tradução em outras línguas. Saudade, por exemplo. Outra que descobri ontem é “roughhousing. Eu sempre pratiquei, com meu pai, meu irmão e agora com meu filho, sem saber que tinha um nome especial.

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Roughhousing é aquela brincadeira super saudável física entre duas ou mais pessoas, comum entre pais e filhos, que a mãe sempre alerta: “cuidado que vai acabar em choro”. Pode ser uma guerra de travesseiro, lutinha, agarrão, briga de galo (na psicina ou gramado, de preferência), arremesso de criança pro alto,  etc. Pode parecer bruto para algumas vezes, mas não é tanto, e sério, faz um bem danado para a criança.

Ó uma lista de benefícios do roughhousing para as crianças que tirei do site Art of Manliness:

– Aumenta a resiliência da criança;
– Seu filhote fica mais esperto;
– Ajuda a desenvolver a inteligência social;
– Ensina comportamentos morais;
– Garante uma vida mais ativa;
– Melhora o vínculo de pai e filho.

Ó eu e o Migs brincando disso:

🙂

Kibeloquei o blog hahahahahahahaha

Todos os vídeos dispensam meus comentários. Não sei o que falar. É de ficar besta. Vejam:

Dicken feat. Milah & Korben: “Strangelove”

9 Year Old Jonny Mizzone – How Mountain Girls Can Love – Sleepy Man Banjo Boys

Wake Me Up When September Ends- Green Day Acoustic Cover (Jorge & Alexa Narvaez)

Pronto, podem vomitar arco-íris 😉