Capa do livro A Mão Esquerda da Escuridão, de Ursula K. Le Guin, sobre fundo vermelho. A ilustração mostra uma figura humana estilizada, de costas, caminhando em uma paisagem montanhosa e gelada, com cores vibrantes como rosa, azul, verde e amarelo. No topo, lê-se o nome da autora “Ursula K. Le Guin” e o título “A Mão Esquerda da Escuridão”. A imagem sugere um cenário alienígena, frio e simbólico, ligado à ficção científica.

O primeiro encontro do Leia Diversidades de 2026 já tem tema definido e ele promete expandir nossos horizontes literários, políticos e humanos.

Em janeiro, vamos nos reunir para discutir “A Mão Esquerda da Escuridão”, obra clássica da ficção científica escrita por Ursula K. Le Guin, uma das autoras mais importantes do século XX.

Sinopse e temas discutidos na obra

Publicado originalmente em 1969, o livro acompanha Genly Ai, um emissário terráqueo enviado ao planeta Gethen, um mundo coberto de gelo onde os habitantes não possuem gênero fixo.

Nesse contexto radicalmente diferente do nosso, Genly precisa lidar com intrigas políticas, choques culturais e seus próprios limites ao tentar compreender o “outro”. Ao seu lado (e, muitas vezes, em tensão) está Estraven, um nativo exilado cuja relação com o protagonista se transforma ao longo da narrativa.

Mais do que uma história de sobrevivência em um ambiente hostil, A Mão Esquerda da Escuridão levanta questões profundas sobre gênero, identidade, alteridade, poder, lealdade e empatia.

Ursula K. Le Guin utiliza a ficção científica como ferramenta crítica, mostrando como nossas construções sociais moldam (e limitam) a forma como nos relacionamos com o mundo e com as pessoas ao nosso redor.

No Leia Diversidades, o livro será ponto de partida para refletirmos coletivamente sobre normalidade, diferenças culturais, política, linguagem e convivência.

Informações sobre o encontro de janeiro do Leia

O encontro acontece no último domingo de janeiro, dia 25, às 15h na Praça Ângelo Ferreira, no centro de Pedreira/SP, e é aberto a todas as pessoas interessadas em literatura e diálogo.

Acompanhe o projeto pelo Instagram, pois durante o mês vou compartilhar vários materiais de apoio para a leitura.

Se você busca um espaço seguro para ler, pensar e trocar ideias com afeto e profundidade, esse encontro é um convite.

Prepare a leitura, a curiosidade e venha conversar com a gente!

Atualização pós-evento:

Card da retrospectiva do LinkedIn com a pergunta “Sabe quem foi sua primeiríssima conexão?”. Abaixo, aparece o nome “Mariana Noris”, com a informação “Desde novembro de 2009”, e a foto de uma mulher sorrindo.

o LinkedIn lançou a retrospectiva do ano e o dado que me chamou mais a atenção é o da minha primeiríssima conexão:

foi minha irmãzona Mariana Noris, lá em novembro de 2009.

ela talvez não faça ideia disso (porque nunca devo ter comentado), mas ela sempre foi minha maior referência de organização, planejamento e profissionalismo, bem mais do que meu pai, inclusive, que também era da Administração.

uma inspiração de como atravessar a vida com responsabilidade.

virginiana, né?

faz todo sentido ser minha primeira conexão numa rede como essa. e ela sempre será uma das mais fortes ✨

e você, já deu uma olhada na sua retrospectiva? apareceu algum achado curioso por aí?

Acesse o post original no LinkedIn e me siga por lá!

Data Analyst Using Data Analytics KPI Dashboard

O LinkedIn acaba de lançar o estudo “Easy to Find: Being Where B2B Buying Happens”, um dos materiais mais relevantes do ano para quem quer entender como as marcas B2B crescem em um cenário cada vez mais competitivo e digital.

Com dados quantitativos e qualitativos, o documento mostra que as empresas que crescem são as que estão presentes, visíveis e acessíveis nos canais onde as decisões realmente acontecem.

Mas o que isso significa na prática? E como sua marca pode usar esses aprendizados no LinkedIn para gerar crescimento real?

Nós da Digitale vamos resumir e traduzir os principais insights do estudo a seguir.

Crescimento em B2B depende de duas forças

Segundo o estudo, as marcas B2B que mais crescem são aquelas que equilibram “mental availability” e “physical availability:

  • Mental availability é ser lembrado quando surge uma necessidade de compra.
  • Physical availability é ser fácil de encontrar e comprar nos canais certos.

Em outras palavras, não basta ser reconhecido, é preciso estar presente no momento da decisão.

No LinkedIn, isso se traduz em marcas que constroem presença consistente (por meio de conteúdo, anúncios e networking ativo) e que facilitam o contato e a descoberta de suas soluções.

Presença: estar onde o seu cliente está

O relatório aponta que os compradores B2B usam, em média, 3,7 canais de vendas. Isso mostra que estar presente apenas em um canal é o mesmo que estar ausente de vários.

A pesquisa também mostra que eventos (muitas vezes subestimados) continuam sendo extremamente eficazes quando integrados a uma estratégia digital.

A recomendação do estudo é investir em amplificação digital, combinando presença física com conteúdo e campanhas no LinkedIn para alcançar públicos novos e relevantes.

💡 Insight Digitale: Use os eventos (presenciais ou online) como pontos de partida para conteúdos estratégicos no LinkedIn. Transforme cada palestra, painel ou workshop em posts, vídeos e artigos que mantenham a conversa viva muito depois do evento terminar.

Prominence: seja fácil de achar (e de lembrar)

A prominence, ou destaque, é o que faz uma marca ser lembrada primeiro. E o estudo mostra um dado alarmante: no setor B2B, apenas 46% das buscas mencionam o nome da marca, enquanto no B2C o número chega a 87%.

Isso significa que muitas empresas B2B ainda dependem demais de anúncios pagos (rented prominence) e pouco constroem ativos próprios de marca (owned prominence), como identidade visual, tom de voz e presença orgânica sólida.

💡 Insight Digitale: No LinkedIn, construir destaque orgânico é uma vantagem competitiva. Marcas que publicam com consistência e estimulam seus colaboradores a se tornarem criadores internos fortalecem o reconhecimento e reduzem a dependência de mídia paga.

Portfólio: menos é mais

O estudo revela que 30% dos profissionais de marketing B2B não sabem o quanto seu portfólio principal representa do faturamento.

Entre os que sabem, o core responde por cerca de 50% das vendas.

Ou seja, portfólios enxutos e bem posicionados são mais eficientes do que catálogos extensos e confusos.

O relatório propõe uma abordagem inspirada no varejo: priorizar hero products, simplificar a comunicação e alinhar mensagens às situações reais de compra.

💡 Insight Digitale: No LinkedIn, a clareza é poder. Destaque suas soluções principais em carrosséis, cases e depoimentos. Concentre-se em mostrar o valor do que sua marca faz de melhor.

O que isso significa para o marketing B2B no LinkedIn

O estudo reforça que o crescimento em B2B não acontece por acaso, mas é resultado de estratégias bem calibradas de presença, destaque e consistência.

Para as marcas que atuam no LinkedIn, isso se traduz em três movimentos estratégicos:

  • Amplie sua presença: esteja ativo nos formatos certos (páginas, newsletters, vídeos e LinkedIn Ads).
  • Construa ativos distintivos: mantenha um tom e uma estética reconhecíveis.
  • Simplifique sua mensagem: comunique o essencial com frequência e propósito.

Para ler o estudo completo, acesse a página do LinkedIn Marketing Solutions.

 


Post para o blog da Digitale.

Banner com fundo roxo. Na parte direita, há uma ilustração pixelizada de um homem careca de barba com roupão tomando café e o número 5 embaixo, indicando o número da edição. À esquerda está o seguinte texto: "Listão do Noris: Chico Bento, deep fakes, post todo dia, etc".

oi, aqui é o Noris!

aqui está a minha 5ª baguncinha com 10 coisas que achei por aí e quis compartilhar.

finalmente perdi a primeira segunda do mês. como TDAH não medicado, confesso que acho até que demorou um pouquinho pra ter um atraso, mas vocês me perdoam, né?

vamos lá pras aleatoriedades da vez, boa leitura!

1️⃣ 90 anos de Mauricio de Sousa!

Foto do aniversário do Mauricio de Sousa, onde ele está em uma cadeira de rodas no centro da imagem cercado da família.

Foto de Iude Rìchele

preciso começar a news com essa notícia da semana passada: o criador da Turma da Mônica completou 90 anos. esse senhorzinho, que tocou a vida de diversas gerações de pessoas de todo o Brasil (e do mundo, já que há traduções), tem um espaço especial no meu coração: aprendi a ler e virei um grande leitor com o apoio de seus gibis (e graças a minha maravilhosa irmã, Mariana Noris, que aprendia as coisas na escola e vinha me ensinar, brincando de escolinha em casa). a paixão pelos seus personagens é um legado que deixei pro meu filho também, que é viciado na turminha. longa vida ao Mauricio e à MSP Estúdios! — assista sua cinebiografia Mauricio 90: desenhando o Brasil

2️⃣ só por curiosidade, qual sua personagem favorita do Mauricio de Sousa?

Linha evolutiva do desenho do Chico Bento, mostrando as reformulações que o personagem passou pelos anos 1963, 1964, 1966, 1975 e nos anos 80 e 90.

no meu departamento de RH imaginário, essa pergunta seria muito melhor do que “que animal você seria?” hahahahaha eu tenho um pezinho na Magali (quem me conhece sabe), mas meu favorito é o Chico Bento. como alguém do interior que entrava no terreno dos outros pra comer goiaba direto do pé, não tem como não me identificar com ele. e você, com quem se identifica?

3️⃣ o que poderia dar errado?

4️⃣ a audiência B2B do LinkedIn

saiu um texto muito interessante no blog do LinkedIn for Marketing. você sabia que 98% dos CEOs da Fortune 500 usam aqui como sua rede primária ou única plataforma? outro dado bacana é que os Millennials e Gen Z já são maioria entre os compradores B2B presentes no LinkedIn. aliás, dá pra ver que o LinkedIn vem rejuvenescendo, com memes e textos mais despojados, o que acho muito benéfico. outro dado importante de B2B nessa matéria é que 95% do público no LinkedIn ainda não está em fase de compra, o que faz a gente pensar na importância de estratégias topo de funil ao invés de trabalhar como panfletos ambulantes. — ah, o link do artigo “The B2B Audience on LinkedIn: Who They Are, and How They Engage”

5️⃣ um pouco de arte

A imagem mostra uma pintura com seis pessoas sentadas lado a lado num banco de madeira dentro de um ônibus. À esquerda, há uma mulher com vestido claro e cesta no colo; ao lado dela, um homem de macacão azul segura uma ferramenta. No centro, uma mulher indígena com manto amarelo envolve um bebê; ao seu lado, um menino olha pela janela. Depois, um homem branco de terno escuro segura um saco de dinheiro, aparentemente, e à direita, uma jovem de vestido claro e lenço vermelho no pescoço encara o observador. Pelas janelas, vê-se uma cidade com fábricas e árvores ao fundo.

você já tinha visto essa pintura? ela se chama “O Ônibus” e mostra diferentes grupos da sociedade mexicana, num momento aparentemente comum e tranquilo num ponto de ônibus, mas… foi pintada por Frida Kahlo, poucos anos depois do acidente em que um bonde colidiu com o ônibus em que ela estava e uma barra de ferro atravessou seu corpo. algumas teorias dizem que a jovem à direita da tela seria Frida e que o homem de macacão azul lembraria o que a ajudou no resgate. e tcharam!, a obra foi de cena cotidiana de paz pra uma tensão gigante da paz que antecede uma calamidade. amo como um contexto transforma uma obra de arte <3

6️⃣ nunca é demais uma citação do James Clear

“A mente forte é aquela que se mantém firme mesmo quando os planos desmoronam. O corpo forte é o que encontra energia pra treinar mesmo quando o dia não colabora. O relacionamento forte encontra um jeito de se reconectar mesmo quando as coisas ficam complicadas. Em certo sentido, o que mais importa é como você reage nos dias ruins, não nos bons.”

 

7️⃣ pais e mães, dica de TED pra vocês

assisti recentemente uma palestra da Lenore Skenazy e fiquei simplesmente dizendo “sim!” mentalmente a cada frase que ela terminava. com uma boa dose de humor, ela dá uma sugestão que pode fazer os pais de hoje em dia pirarem: passe menos tempo com seus filhos. apesar do choque do título da palestra, obviamente não é uma ode ao abandono parental. ela explica com ótimos argumentos a importância de pais e filhos terem seus espaços, sem um microgerenciamento que tem o potencial de deixar todo mundo ansioso e/ou deprimido. 13 minutinhos só. passe lá! — TED2025, “Porque devemos passar menos tempo com os nossos filhos”

8️⃣ uma coisa que não entendo

por que tantas pessoas não usam uma URL amigável em seu perfil do LinkedIn, sendo que é de graça e fácil de trocar? preferem usar /in/rafael-noris-284727628934 ao invés de /in/rafanoris, por exemplo. às vezes é gente que até trabalha com mídias sociais, eu não consigo entender porque dificultam. são apenas 3 cliques pra mudar isso, juro:

  1. clique nesse link https://www.linkedin.com/public-profile/settings
  2. clique no ícone de lápis em “Alterar sua URL personalizada”
  3. clique em “Salvar”

9️⃣ será que você precisa?

🔟 você anda com dificuldade pra ler? crie um desafio!

agora que o fim do ano está chegando, pode ser uma boa hora de planejar formas de conseguir ler mais em 2026. uma coisa que funciona pra mim é criar desafios literários (saudades do #DLdoTigre, Tati Lopatiuk). teve ano que me desafiei a terminar livros que eu só tinha começado, outra vez eu decidi que só leria obras da biblioteca municipal aqui de Pedreira/SP. pra 2026, vou ler apenas indicações de amigos pra mim, vamos ver no que dá.

tem algo legal pra indicar também? deixe nos comentários e bora aumentar o Listão! 🫶

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Rocket launching above 2026 cubes with target icon and growth graph on yellow background, symbolizing business startup, creative market, innovation strategy, new year goals, and future success.

O LinkedIn vive um momento decisivo.

Desde a queda do Twitter (e o enfraquecimento do X), a rede se consolidou como o principal espaço para discussões profissionais, troca de conhecimento e marketing B2B.

Com mais de 1,2 bilhão de membros e uma curva constante de engajamento, a plataforma está ampliando sua presença entre criadores de conteúdo e marcas, mas, como todo ecossistema digital, também passa por transformações profundas.

As previsões para 2026 apontam para uma fase marcada por vídeos, inteligência artificial, aprendizado rápido e personalização de jornada.

Entender essas mudanças agora é fundamental para quem quer continuar relevante no LinkedIn, seja como profissional, criador ou empresa.

1. O vídeo assume o protagonismo

O vídeo será o principal formato do LinkedIn em 2026.

O tempo de visualização de vídeos cresce 36% a cada ano, e publicações em vídeo são 20 vezes mais compartilhadas do que qualquer outro tipo de conteúdo.

A plataforma já vem testando em algumas regiões um feed dedicado de vídeos em tela cheia, com experiência semelhante ao TikTok e ao Reels, o que reforça o foco em consumo rápido e visual. A expansão global dessa funcionalidade poderia vir em 2026.

Além disso, o LinkedIn planeja fortalecer o uso de transmissões ao vivo (live streaming), conectando usuários a eventos corporativos, feiras e conferências em tempo real, assim transformando a rede em uma vitrine dinâmica para discussões setoriais e insights de mercado.

💡 Oportunidade: marcas e profissionais que dominarem o vídeo curto, o storytelling e as lives temáticas terão vantagem competitiva. A tendência é clara: quem não aparecer, dificilmente será lembrado.

2. A inteligência artificial como motor de personalização

O LinkedIn está prestes a usar a IA em larga escala para reconfigurar a experiência dos usuários.

A expectativa é que a plataforma consiga finalmente entregar um mapeamento de trajetória profissional personalizado, utilizando dados sobre histórico, formação, experiências e interesses. Essa função deve ser combinada a sugestões de cursos do LinkedIn Learning, vagas compatíveis e recomendações de conexões estratégicas.

Com o apoio das tecnologias da Microsoft, o LinkedIn pode finalmente ganhar um assistente de IA integrado ao feed, que ajudará usuários a otimizar perfis, planejar postagens e acompanhar tarefas diárias na plataforma. Hoje são recursos espalhados nos perfis Premium, mas que podem ser ampliados e melhor conectados.

Para profissionais e empresas, isso representa uma nova era de perfis orientados a dados. A curadoria de conteúdo e o posicionamento pessoal serão ainda mais decisivos, já que a IA vai privilegiar quem demonstra autoridade e consistência temática.

3. Criadores, dados e monetização de conteúdo

O LinkedIn está se aproximando cada vez mais da lógica da creator economy.

A rede já iniciou testes de monetização por anúncios em vídeos de criadores e deve, em 2026, fortalecer os “trend insights”, ferramentas que mostram quais temas estão em alta dentro da plataforma.

Essas informações, alimentadas por IA, ajudarão profissionais e marcas a entender o que está sendo discutido e a direcionar melhor suas pautas e campanhas.

4. B2B mais humano e multiformato

Mesmo com o avanço da IA, o LinkedIn reforça uma mensagem essencial em todos os seus estudos e pesquisas: autenticidade continua sendo o maior ativo.

O algoritmo vem privilegiando publicações com voz humana, transparência e propósito.

Isso vale para executivos, empreendedores e empresas. O público quer histórias reais, aprendizados genuínos e visões de mundo.

O desafio para 2026 será equilibrar automação e empatia: usar tecnologia para potencializar a voz das pessoas, não substituí-las.

Posts em texto seguirão relevantes, mas o sucesso dependerá de uma narrativa que una clareza, consistência e identidade de marca apoiada por vídeos, carrosséis e novos formatos que valorizem a experiência visual.

2026: o ano da maturidade do LinkedIn

O LinkedIn entra em 2026 mais maduro, mais audiovisual e mais inteligente.

A plataforma deixa de ser apenas um espaço de networking para se consolidar como um ecossistema de conteúdo, aprendizado e negócios.

Para profissionais, isso significa aprimorar a gestão de presença e reputação digital.

Para empresas, exige visão estratégica para integrar branding, dados e performance em um mesmo fluxo de comunicação.

 


Post criado para a Digitale.

VoCêH S3 leeMbR@h dUh mIguXês?? ^^

Eu lembro.

Mesmo não tendo usado ele, muitos amigos enchiam seus perfis e scraps com ele.

A imagem mostra um retrato do filósofo Friedrich Nietzsche em preto e branco ao lado da personagem Hello Kitty em tons de rosa, com fundo floral vibrante típico do visual miguxês e a frase “hello nietzsche” sobre o rosto dele. Ela era a capa da comunidade Niilismo Miguxo no Orkut.

Esses dias fiquei viajando na maionese, pensando em como a gente escreve na internet e como o estilo de comunicação muda conforme as plataformas que estão no hype.

Do miguxês espalhafatoso no Orkut às abreviações para caber em 140 caracteres no falecido Twitter (convenhamos que o X é outra coisa, né?) rolou muita coisa.

Agora é a vez do TikTok e do LinkedIn moldarem o jeito de se comunicar: o discurso taquigráfico de um e os vícios de IA do outro.

Se a língua muda, é porque a gente muda também.

E faz parte. São as necessidades do mercado, o espírito do tempo, as ferramentas que nos atravessam.

O que me fascina em ser redator é me debruçar sobre esses códigos e ouvir as vozes de cada geração.

Olhar sem preconceito linguístico.

(como se um Marcos Bagno metafísico me observasse desde a faculdade rs)

É nesses movimentos que mora a mágica da comunicação: ela cria pertencimento, conexão, proximidade.

Tô me sentindo tiozão com essa nostalgia toda, mas sei lá… desde os 15 anos eu já frequentava a comunidade “Jovens idosos” no Orkut.

Então acho que tá tudo certo ✌ 😅

Acesse o post original no LinkedIn e me siga por lá!

 

oi, aqui é o Noris!

eis a primeira segunda do mês e aqui está a minha 4ª baguncinha com 10 coisas que achei por aí e quis compartilhar.

entramos no meu mês favorito, quando coisas de terror ganham mais espaço. você também é fã de Halloween, Dia das Bruxas ou Dia do Saci? deixe um comentário 🎃

boa leitura (e boas travessuras)!

1️⃣ quantos anos você tinha quando descobriu que a tradição original de Halloween era decorar nabos ao invés de abóboras?

Imagem de 2 nabos com feições humanóides decoradas para Halloween, com olhos inteiramente negros e dentes bizarros. São exemplares do National Museum of Ireland.

eu tinha 36, e a descoberta foi na semana passada. na minha humilde opinião, nabos de Halloween são 1.000x mais assustadores. — pra saber mais, link da Superinteressante

2️⃣ falando em coisas que dão medo, o medo de flopar

quem cria conteúdo está sujeito a ter essa experiência que o André Oliveira destrinchou MUITO bem.

importante enfrentar o pavor de ser ignorado ou zoado se quiser que seus posts cheguem em algum lugar.

recomendo a leitura!

 

3️⃣ saiu a lista de vencedores do Ig Nobel 2025

falei que ia rolar o Ig Nobel na newsletter passada e agora saiu a lista dos vencedores de 2025. tem pesquisas de pizzas favoritas de lagartos a vacas pintadas de zebra pra enganar mosquitos. tá muito imperdível!

e o melhor lugar pra conhecer os premiados é no podcast Naruhodo, do Ken Fujioka e Altay de Souza, que tem episódio duplo pra você se aprofundar um pouco mais em cada um dos estudos — ouça no Spotify o quanto antes

 

4️⃣ pesquisa nova pra galera do B2B no LinkedIn

finalzinho de setembro saiu uma pesquisa muito interessante sobre conteúdo de lideranças aqui nessa plataforma e o impacto “invisível” dele sobre decisões de compra.

a Edelman e o LinkedIn se debruçaram sobre stakeholders internos das organizações que influenciam decisões de compras mesmo sem serem usuários diretos. 71% deles têm pouca ou nenhuma interação com times de vendas.

falei disso num post semana passada (passe lá deixar um like amigo), mas… — recomendo ler o estudo completo

5️⃣ palavra do mês: WORKSLOP

você com certeza já topou com algo gerado por IA (post, apresentação, análise) que parece ok, mas carece de “substância”, não te ajuda em nada, e aí você precisa retrabalhar total no conteúdo. isso tem nome: “workslop”, e vi essa palavra pela primeira vez na Harvard Business Review.

num estudo publicado por eles, 40% dos funcionários relatam receber “workslops”, o que custa às empresas um “imposto invisível” de cerca de $186 por mês por trabalhador em perda de produtividade. curiosidade: metade dos receptores passa a ver o colega que enviou o “workslop” como menos inteligente.

leitura essencial pra quem quer entender melhor a IA e seus desafios, até pra também usá-la de forma mais… inteligente. — AI-Generated “Workslop” Is Destroying Productivity

 

6️⃣ Tylenol não causa autismo

é simplesmente angustiante esse tópico ser necessário, mas vivemos numa sociedade que parece que perdeu o bom senso e esse assunto bombou em muitos lugares no mês passado. o Igor Eckert postou um carrossel no Instagram que explica direitinho a desinformação que o Trump propagou, vale passar lá e engajar — link do post do @igoreckert

 

7️⃣ falando em correlações espúrias…

A imagem mostra uma correlação curiosa, mas sem relação causal, entre dois dados: De 1995 a 2021, o número de bebês chamados Eleanor nos Estados Unidos cresceu bastante, saindo de cerca de 400 nascimentos por ano para mais de 7 mil. No mesmo período, a quantidade de energia gerada por usinas eólicas na Polônia também aumentou, de praticamente zero para cerca de 16 bilhões de kWh. O gráfico coloca essas duas curvas lado a lado e mostra que elas sobem de forma parecida, com uma correlação estatística muito alta. A intenção é ilustrar um “spurious correlation” (correlação espúria): duas variáveis que parecem andar juntas nos números, mas que não têm nenhuma ligação real entre si.

a popularidade do nome Eleanor nos EUA não aumenta a geração de energia eólica na Polônia. por quê? porque correlação não é causalidade. e esse site do Tyler Vigen mostra isso de uma maneira maravilhosa já faz um tempo, recomendo muito, é divertido e educativo ❤️ — Spurious Correlations

 

8️⃣ vamos falar de coisa boa? vamos falar do aniversariante do mês passado?

no dia 19 de setembro, foi o aniversário de 35 anos do maior sistema de saúde do mundo: o SUS! é um sistema que tem desafios, sim, mas é uma conquista social do povo brasileiro e motivo de muito orgulho.

por não ter plano de saúde, eu e meu filho usamos ele o tempo todo (76% da população brasileira depende dele), já consegui fazer cirurgias em que o tempo da consulta até o procedimento, passando pelos exames, aconteceu em menos de 6 meses, e todo ano faço meu check-up. quem criticar o SUS perto de mim está sujeito a pauladas.

 

9️⃣ dica de leitura

se no tópico anterior eu falei do SUS como conquista, aqui vai uma indicação de livro que mostra bem o que era a vida sem ele: “Quarto de Despejo”, da Carolina Maria de Jesus.

no diário, ela conta o dia a dia de uma mãe na favela dos anos 50, vivendo de catar papel, enfrentando fome, doença, falta de remédio e dependendo de caridade pra sobreviver. é um relato cru, dolorido e necessário, que ajuda a entender por que saúde pública tem que ser direito de todos, e não favor de alguns.

leitura rápida, mas que fica ecoando por muito tempo. — link do livro na Amazon (com desconto)

 

🔟 dica de newsletter aqui no LinkedIn

você também curte a interssecção entre psicologia e escrita? então você precisa seguir a newsletter Int. Emocional & Comunicação, da Tatiane Lucheis. eu descobri o conteúdo graças às curtidas e comentários da Carolina Abilio, MSc por lá, e aí apareceu no meu feed. eu acho muito interessante as voltas que os conteúdos no LinkedIn dão pra chegar na gente 😊 — veja todas as edições publicadas

tem algo legal pra indicar também? deixe nos comentários e bora aumentar o Listão! 🫶

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A imagem mostra a capa do livro “Confissões de uma Máscara”, de Yukio Mishima. O fundo é azul-escuro e traz em destaque um leque japonês azul-claro, com o título e o nome do autor escritos em branco e dourado. À direita, há caracteres japoneses verticais também em azul-claro. O selo da editora Companhia das Letras aparece na parte inferior. A capa está sobre um fundo vermelho com uma folha branca inclinada atrás dela.

No mês de novembro (data foi atualizada), o Leia Diversidades, círculo de leitura realizado em Pedreira/SP, convida o público a mergulhar em uma das obras mais intensas da literatura japonesa moderna: Confissões de uma Máscara, de Yukio Mishima.

Você já ouviu falar do livro?

Publicado em 1949, Confissões de uma Máscara é o primeiro grande sucesso de Mishima e uma de suas obras mais autobiográficas. Em carta do próprio autor para o seu editor, em 1948, ele disse:

“Voltarei sobre mim mesmo o bisturi da análise psicológica que afiei em personagens fictícios. Tentarei me dissecar vivo. Espero alcançar uma precisão científica, tornar-me, nas palavras de Baudelaire, ao mesmo tempo o condenado e o carrasco.”

A narrativa acompanha Kochan, um jovem que cresce tentando forjar uma máscara de normalidade para esconder sua homossexualidade e seus desejos mais sombrios. Em um Japão ainda marcado pelos traumas da Segunda Guerra, o romance revela o conflito entre o desejo e a moral social.

Com uma linguagem intensa e simbólica, Mishima transforma sua experiência pessoal em reflexão sobre identidade, corpo, desejo, violência e beleza, temas que atravessam toda sua trajetória literária.

Mas quem foi Yukio Mishima?

Nascido em 1925, em Tóquio, Mishima (pseudônimo de Kimitake Hiraoka) foi muito mais do que um escritor. Ele era uma personalidade multifacetada: ator, dramaturgo, mestre de artes marciais e chegou até a liderar um polêmico exército privado de estudantes nacionalistas.

Foto mostra Yukio Mishima brincando com um gato na década de 1940.

Considerado um dos maiores escritores do século XX, Mishima foi indicado diversas vezes ao Prêmio Nobel de Literatura e deixou uma obra extensa. São romances, peças e ensaios que exploram o conflito entre tradição e modernidade, corpo e espírito, repressão e liberdade.

Sua vida foi uma tentativa constante de fundir a arte à ação.

Essa tensão atingiu seu clímax em novembro de 1970, quando Mishima chocou o mundo ao cometer seppuku (suicídio ritual samurai) após uma tentativa frustrada de insurreição militar num quartel, com o objetivo de restaurar os poderes do imperador.

O gesto, trágico e teatral, selou uma certa coerência entre sua vida e sua obra, pois a morte era a forma suprema da beleza para ele.

O encontro do Leia Diversidades em Pedreira/SP

O próximo encontro do Leia Diversidades acontece no domingo, 7 de dezembro de 2025 (data foi atualizada!), às 15h, na Praça Ângelo Ferrari, no centro de Pedreira/SP.

A participação é gratuita e aberta ao público, mesmo para quem ainda não leu o livro.

O livro está disponível nas principais livrarias e em formato digital. Compre Confissões de uma Máscara com desconto na Amazon.

Atualização pós-evento:

Publicar no LinkedIn pode impactar MUITO além do seu público direto.

É o que mostra a pesquisa da Edelman e LinkedIn “B2B Thought Leadership Impact Report”, sobre conteúdo de porta-vozes:

 

📊 63% dos “hidden buyers” (influenciadores internos que não aparecem nas negociações, mas opinam na decisão final) gastam mais de 1h por semana consumindo thought leadership.

📊 71% têm pouca ou nenhuma interação com times de vendas, mas 95% se tornam mais receptivos quando consomem thought leadership de qualidade.

📊 91% dos hidden buyers valorizam conteúdos que revelam oportunidades ainda não percebidas.

📊 71% deles confiam mais nesse tipo de conteúdo do que em materiais tradicionais de marketing.

OU SEJA

Mesmo que você não saiba quem está lendo, seu conteúdo pode estar ajudando nas negociações.

Já já tem post no blog da Digitale com mais dados sobre isso, mas recomendo muito que tirem uns minutinhos pra ler o estudo completo.

Capa do relatório 2025 B2B Thought Leadership Impact Report, produzido pela Edelman em parceria com o LinkedIn. A imagem tem fundo azul-escuro, com círculos azuis organizados em uma grade à esquerda e o título em destaque à direita: “Invisible Influence: Unlocking the Power of Hidden Buyers” (em português: “Influência Invisível: Desbloqueando o Poder dos Compradores Ocultos”).

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Colagem que combina elementos de inteligência artificial (IA) e criatividade. Ela apresenta um jovem desenhando em um caderno, posicionado sobre um pincel, simbolizando a criação humana. Ao lado, um monitor de computador antigo exibe um robô com uma expressão sorridente, representando a tecnologia e a IA. Engrenagens, um símbolo de mecanismo e funcionamento, conectam esses dois mundos. A sigla "IA" em destaque reforça o tema principal.

Acabei de concluir o curso “Como Integrar a IA Generativa no Processo Criativo”!

O curso tá disponível no LinkedIn Learning e recomendo pra quem está começando a explorar IA e quer uns truques para uma rotina com mais criatividade. São só 1h09min bem aproveitados.

Mesmo já usando ferramentas como ChatGPT e Gemini no meu trabalho, achei muito válido pra reforçar ideias (como o uso da IA pra desbloqueio da criatividade) e conhecer outras abordagens (como o Copilot, que eu nunca testei).

Vale o play pra quem trabalha com conteúdo, comunicação ou economia criativa e quer começar a usar a IA com mais intenção.

Parabéns pelo curso, Paula Roosch, ele é bem claro, prático e provocador!

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