18 de julho de 2020

dica de livro para pais: O Rei Lear, de Shakespeare

Foto minha segurando o livro "O Rei Lear", edição da L&PM Pocket com tradução de Millôr Fernandes.

pra fugir um pouco das notícias sobre pandemia, assuntos de trabalho e estudos da faculdade decidi comprar alguns livros literários e, dentre eles, uma grata surpresa: O Rei Lear, de William Shakespeare.

apesar de não ser um leitor acostumado com peças de teatro, fiquei apaixonado por essa tragédia do famoso dramaturgo, na qual tão bem trabalha relações familiares.

e por isso trago ele hoje aqui, como dica literária para pais (e mães também). confira o vídeo:



o livro O Rei Lear é curtinho e tá com desconto na Amazon. recomendo!

e você, já leu algo de Shakespeare? você tem alguma outra dica literária pra desanuviar a cabeça durante essa pandemia? deixe nos comentários ^_^

16 de abril de 2020

o que você tá fazendo com seu filho nessa quarentena?

pais e mães tem um desafio a mais na situação da pandemia de coronavírus: crianças em casa, sem poder brincar com amigos e frequentar escola, por exemplo.

numa situação dessas, fica a dúvida: o que fazer?

Foto de pai e filho brincando com jogo de tabuleiro.

eu não gosto da ideia de ensinar o que cada pai ou mãe tem que fazer, porque cada família tem sua vivência e peculiaridades, mas amo trocar ideias <3

por aqui, minha duas principais preocupações são:

- não me culpar por não fazer tudo o que gostaria com ele;
- criar momentos nossos, de nos desligar dos eletrônicos e nos conectar.

não é fácil, porque por aqui sigo um pouco sobrecarregado: o trabalho segue normal de home office, tenho os estudos por EAD da minha segunda graduação em Pedagogia, tem os cuidados de casa, do gato, de duas cachorras que comecei a dar lar temporário, com o namoro, com a atuação no partido que me filiei, participação nos grupos ambientalistas, etc.

Soma-se a tudo isso o sentimento de solidão criado pela quarentena, que acho que é o pior.

Foto das duas cachorras que esperam uma doação, mostrando elas deitadas comigo.
aproveito para mostrar as duas belezinhas que estão aqui de lar temporário, as duas precisam de um lar definitivo e já estão prontas para doação, é uma mãe e uma filha. a mãe teve uma infecção no estômago, mas agora já está boa. a filha tem um aninho e foi castrada, mas já se recuperou também. são duas vira-latas caramelo amáveis e ansiosas pra amar. fiz um post no Facebook, pra quem quiser ajudar na divulgação (se quiser adotar, é só me chamar).

infelizmente não consigo adotar nenhuma das duas, pois meu gato Chuck não se dá bem com cachorros (provavelmente lembrança de sua vida na rua antes de ser resgatado).

voltando ao assunto hahahaha

além dos cuidados do dia a dia, os papos de café da manhã, almoço, jantar, banho, etc, eu e o Migs temos adotados os momentos de desconectar da internet, principal companhia que temos nesses dias.

nesse momentos fazemos:

- jogos de tabuleiro. a principal descoberta nessa quarentena foi o Carcassone, que comprei há vários anos pra jogar com amigos e que só tirei da caixa agora. demorei porque achei que seria difícil aprender sozinho, mas o jogo é bem simples e razoavelmente rápido, pra 2 ou mais jogadores.

- momento da leitura. isso sempre esteve em nossa rotina, muito mais forte na primeira infância, mas volta e meia depois também. ontem terminamos a leitura de A máscara monstruosa, primeiro livro que lemos da série de terror infantojuvenil Goosebumps. antes dele havíamos lido O meu pé de laranja lima, obra nacional maravilhosa que nos emocionou demais.

- estudos. aqui em Pedreira as escolas públicas municipais não estão oferecendo aulas virtuais, mas tenho tentado manter meu filho estudando um mínimo ao menos na quarentena. pra isso, usamos a plataforma Khan Academy pra estudar Português, Matemática e Ciências. não exijo muito, acho errado nesse momento, mas ao menos 20 minutos por dia a gente vê aulas e faz exercícios juntos.

- sorvete! comprei umas forminhas de sorvete e estamos fazendo sempre com suco natural, principalmente de laranja e limão que são baratinhos. aí a gente senta no quintal pra tomar e conversar sobre o que vier a mente.

e por aí, como tem sido? tem dicas pra compartilhar também? adoraria saber, deixe nos comentários! <3

24 de fevereiro de 2020

o privilégio de não saber cozinhar e o privilégio de estar sempre aprendendo

o meu filho me zoou quando eu disse que EU ia passar a fazer almoço e jantar em casa, agora que moramos sozinhos novamente.

Foto do meu filho jantando a comida que preparei: arroz a grega, purê de batata e salsicha no molho.

da outra vez, não precisei aprender: em Campinas ele ia numa escola integral do município e depois num serviço social. ele tinha café da manhã, almoço, lanchinho da tarde, café da tarde e jantar (às 17h, mas era jantar).

a noite, fazia algo só pra gente matar a fome, geralmente um pão ou macarrão. ou íamos comer um pastel da esquina. ou pedíamos sushi no iFood. eu, no meu almoço, pedia marmitex num mercadinho do bairro e já era. comentei disso no ano passado.

funcionou bem até mudar os esquemas do meu trabalho, quando virei MEI e perdi meu vale-almoço e vale-refeição (obrigado, Temer, PP e Bolsonaro, PSDB, DEM e cia. por aprovarem uma reforma trabalhista que permite terceirização de atividade-fim, deu super certo pro país #sqn).

pra piorar, meu pai havia morrido no ano anterior e já estava bem difícil não poder contar com alguém em momentos de desespero financeiro. fui pedindo empréstimo pra pagar empréstimo.

mas sem tempo para papo triste que a quaresma ainda nem chegou, estamos no Carnaval. resumindo: voltei pra Pedreira pra morar com família e, com a situação um pouco melhor, arranjei novamente uma casinha pra eu viver com meu filho e com o nosso gato Chuck.
mas a situação não melhorou o suficiente para viver de marmitex e, mais uma vez, lá vai eu aprender coisas novas e importantes por conta da necessidade.
acho que quando eu tinha uns 15 anos eu era melhor na cozinha do que eu era no início deste ano. não tenho vergonha de dizer que em janeiro eu não sabia fazer nada além de macarrão, arroz e ovo, porque eu sei que não aprendi porque não precisei, fez parte dos meus privilégios de homem branco classe média.

por outro lado, o bom de estudar Pedagogia é que entendemos que ninguém sabe tudo, aprendizado é um processo e estamos sempre aprendendo. e é a esta ideia que tenho me apegado para me desafiar na cozinha (e confesso que embora esteja uma correria do trampo, almoço e escola, é um dos momentos que mais curto no dia).

vou publicar abaixo as receitas que aprendi, pra mais tarde olhar e ver o quanto evolui.

- arroz branco
- arroz à grega
- feijão
- ovo frito
- ovo mexido
- batata frita
- batata rústica frita
- purê de batata
- frango frito
- frango à milanesa
- torresmo de berinjela
- macarrão com molho pronto
- macarrão com salsicha no molho
- saladas simples (com um vegetal)
- sobremesa de banana congelada com chocolate derretido
- sobremesa de suco de laranja com leite condensado congelados (vira um misto de sorvete/mousse)
- torrada com azeite e orégano

agora que já sabe o que aprendi, aproveite e me ajude: deixe nos comentários uma receita fácil e rápida pra eu tentar fazer!

25 de janeiro de 2020

Que 2020 não nos deixe com saudades de 2019

apesar de tudo, 2019 não foi um ano ruim. difícil, sim, mas ou a gente transforma dificuldades em desafios ou a gente acaba pirando.

eu imaginava que voltar a morar em Pedreira fosse ser mais fácil economicamente e mais difícil culturalmente. no fim das coisas, foi o contrário do que imaginei: saí de algumas dívidas, mas entrei em outras e, embora a cidade não costumasse ter grupos culturais e movimentos políticos, isso não impediu que eu me juntasse com amigos para fazer projetos dos quais me orgulho demais.

- me juntei a Comissão Barragem Não, que luta contra uma barragem de dano potencial alto que está sendo construída há 2 km do centro da cidade;

- ajudei a criar o Coletivo Rosa Branca, que vem promovendo atividades como sarau feminista, aulão aberto, cafés gratuitos na praça pra debater diversos assuntos (encher a barriga é tão importante quanto encher o coração de esperança) e também o #LeiaDiversidades, um círculo de cultura sobre obras diversas de autores e autoras maravilhosos que sou mediador.

- voltei a estudar Pedagogia, que havia parado por falta de grana, mas agora tô fazendo na Univesp, uma universidade estadual à distância (tive a melhor nota da cidade no vestibular, ainda nem acredito);

- ajudei a fundar o Diretório Municipal do PSOL em Pedreira e me tornei Secretário de Comunicação (provando que não odeio publicidade como volta e meia digo);

- criei um podcast sozinho, então tô aprendendo muitão sobre roteirização, gravação, edição e publicação. quem quiser ouvir é só buscar Pedreira à Esquerda no Spotify ou outros agregadores de podcast.

- virei tio!!! bem-vindo, Luquinha <3

- e agora vou dar mais um passo importante: vou mudar novamente de casa com o Migs, voltando a morar só eu, ele e o Chuck, nosso gato.

Foto onde eu e meu filho estamos sorrindo, segurando a chave de nossa nova casa.

se por um lado fiz muitas coisas, também deixei outras de lado, infelizmente. aqui no blog, por exemplo, fiz 30 posts em 2017, 40 em 2018 e em 2019... foram apenas 4 publicações :-(

no Youtube, foram só 2 vídeos, depois de em 2018 ter gravado 33.

também fiquei mais sedentário, saindo pouco de casa, entrei numa fase depressiva e, junto com terapia, comecei a tomar medicação para me ajudar com isso e também com meu TDAH, passei menos tempo do que gostaria brincando com meu filho, vi bem menos minha namorada, acho que não fui nenhuma vez em cinema ou exposição...

2019 não foi fácil. e acho que foi pra muitos poucos. se não são problemas pessoais, a todo o momento nos deparamos com notícias horríveis ou no Twitter ou na TV ou no Facebook ou no Whatsapp ou no Instagram ou de amigos ou de todas essas alternativas juntas.

esse foi um dos motivos pra eu me afastar um pouco das redes sociais e blogs, mas me aproximar das pessoas ao vivo, me envolvendo em projetos que resgatam laços comunitários, ocupando espaços públicos.


Foto do círculo de cultura do Leia Diversidades em Pedreira, organizado pelo Coletivo Rosa Branca.os algoritmos das redes sociais nos enfiam em bolhas tóxicas, por mais bem intencionadas que sejam as pessoas dentro delas.

desafios e aprendizados dão canseira pra caramba. não dá pra cuspir em 2019, o jeito é agradecer e seguir em frente. agradecer naquelas: fazendo figas pra este ano ser muito melhor.

já fez suas metas pra 2020?

as minhas são sobreviver a um ano de eleições, passar mais tempo com meu filho e com minha namorada, escrever um pouco mais que 2019 (mas não tanto quanto 2018) e voltar a praticar esportes, principalmente capoeira, porque tenho certeza que o futuro vai exigir muita ginga de mim :-)

9 de agosto de 2019

Não existe pai perfeito, mas nossa régua está baixa

sempre que falo que sou pai solo as pessoas acham que sou extraordinário. mas eu não sou um pai perfeito. longe disso, aliás.

talvez acima da média, mas só porque nossa régua de pais é bem baixa. uma mãe considerada ruim geralmente está no mesmo nível (ou acima) de um pai bom.

Foto de pai e filho lendo, no meio de bagunça.

eu, por exemplo, não sei cozinhar, não sei faxinar, costumo ser desorganizado (embora nisso esteja melhorando bastante). mas o tempo que morei sozinho em Campinas com o Migs foi quando mais aprendi, pois tive que me virar.

mas não aprendi a cozinhar, aprendi a buscar ajuda: o tempo que eu trabalhava, meu filho estava na escola com café da manhã e almoço ou no serviço social que atendia o bairro, com lanche da tarde e jantar.

se batesse a fome a noite a gente se virava.

mantínhamos em casa 2 pratos, 4 jogos de talheres, 4 copos e poucas panelas e tigelas, pois isso evitava acumular louça.

lavar roupa é fácil, só jogar na máquina separando as brancas, das coloridas e das pretas e colocar sabão e amaciante na medida.

passar roupa era outra história, chatíssima e cansativa. fiz no primeiro mês e depois fazia um daqueles "lifehacks": ao acabar de lavar, já batia elas e estendia no varal com cabide.

não ficava perfeito, mas aceitável. mais ou menos como me enxergo como pai.

já me cobrei menos, já me cobrei mais. hoje faço o que posso, tentando reduzir os defeitos e melhorar as qualidades.

uma dessas qualidades é a honestidade, o que tem feito eu mudar como escrevo aqui. não porque antes era desonesto, mas sinto que acabava passando uma imagem com a qual não me identificava tanto.

no fim do ano passado voltei a morar com minha família por questões financeiras. tendo crescido com um pai tradicional, provedor (que morreu novo de infarto, muito por conta de tanto trabalhar), isso me abalou bastante e entrei numa fase depressiva da qual venho saindo.

e só tenho me fortalecido em diálogos abertos. principalmente fora das redes sociais públicas, onde tantos se mostram perfeitos enquanto outros observam armados, esperando deslizes.

o ambiente virtual tem se tornado tóxico. e acho que a cura só vai vir quando, contraditoriamente, nos armarmos com nossas vulnerabilidades.

aproveitando o tema de vulnerabilidade e papo aberto, nesse Dia dos Pais participei de duas iniciativas que me orgulho demais e recomendo uma passadinha:


  1. para a TNT Energy Drink, um papo acolhedor sobre vivências, alegrias e desafios com outros pais solos, alguns por separação e outros por fatalidade. assista aqui.
  2. para o portal d/propósito, em que gravei um podcast com o Leandro Ziotto, sobre a importância de desconstruir estereótipos paternos e a paternidade como ato afetivo, social e político. ouça aqui.


desejo a todos os pais que me acompanham um ótimo Dia dos Pais e que se desafiem cada vez mais a serem pessoas melhores, pelos seus filhos e pelos filhos de todos porque ninguém é uma ilha.

13 de maio de 2019

Meu filho me estrutura

esse não é um post querendo romantizar a paternidade/maternidade, porque cuidar de uma criança é f*** pra c******.

mas apesar de todas as dificuldades (e, bem provável, graças a elas), ser pai foi e é algo edificante pra mim. sem meu filho, acho que dificilmente eu deixaria de ser moleque, de ser filho. aquele filho homem branco classe média que é insuportável de se conviver.

meu filho me estrutura.

toda vez que acho bagunça dele e reclamo acabo olhando pra mim mesmo e me defrontando com minhas bagunças. quando o vejo roendo unha e tiro o dedo dele da boca, poucos minutos depois sou eu que estou roendo as minhas. ou quando brigo por encontrar embalagem de doce jogada e percebo que perco as contas de quantas vezes assaltei a cozinha no meio da noite...

não dá pra educar uma criança sem se educar.

Foto de pai e filho, deitados abraçados.

paternidade ativa é mais do que participar do cotidiano e dar comida e preparar pra escola e estudar junto e botar pra dormir e cuidar da casa e trabalhar e não deixar a peteca cair.

paternidade ativa, que deveria ser apenas paternidade, é antes de olhar pro filho dar uma olhadinha em si mesmo, crítico, construtivo. é, parodiando Gandhi (ou Clarice Lispector), ser a mudança que você quer ver em seu filho.

sem se culpar demais (o que estou aprendendo) e sem pegar leve demais (o que estou aprendendo também).

sempre que sinto estar vivendo um caos e o Migs ainda mais agitado parece aumentar a pressão, é hora de desligar o fogo pra panela não explodir. é quando percebo que estou improvisando demais e que preciso buscar uma organização minha pra depois organizar a rotina dele.

sem meu filho, talvez passasse a vida improvisando tudo já que as consequências seriam bem menores. ele me estrutura quando imita meus maus hábitos. ele me alerta que tá na hora de mudar de rumo e juntos avançamos nossas jornadas.

numa trilha tão imperfeita quanto a vida, a companhia dele dá um novo sentido pra tudo.

desde que voltei a morar em Pedreira, tenho perdido um pouco o foco das coisas. o blog quase não tem novos posts, o canal quase não tem novos vídeos, em casa quase não fazia as tarefas domésticas... bateu uma deprê.

não acho que saí totalmente dela, mas graças ao meu filho luto com mais forças, buscando ajuda e me esforçando pra não ver ele me copiando.

engraçado e lindo: mesmo tendo nascido de um improviso, meu filho é minha base mais sólida.

5 de março de 2019

Paternidade e ativismo

uma das coisas que mais me deixou feliz ao voltar pra Pedreira/SP foi encontrar um grupo que se mobiliza politicamente para melhorar a cidade.

com a tragédia criminosa ocorrida em Brumadinho, a população daqui ficou mexida com a construção de uma barragem de água pelo Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado de SP. embora barragem de água tenha menos riscos que a de rejeitos, essa que está sendo construída conseguiria armazenar 31.000.000.000 litros de água a apenas 2 km da cidade, o que a coloca como de alto risco potencial para a vida humana (além de outros impactos ambientais e econômicos negativos).

Foto da passeata contra a barragem de Pedreira, que eu participei com meu filho.

o projeto é antigo e o canteiro de obras já está instalado, mas com a mobilização popular e pressão política, os vereadores entraram com pedido de embargo e o prefeito embargou (temporariamente) a obra.

eu e meu filho participamos da passeata contra a barragem, confira como foi e porque participamos:



como pai, é muito mais difícil de participar de reuniões, debates, protestos e passeatas, mas acho que também por termos filhos, agir como cidadãos é ainda mais importante, porque somos vistos como exemplos por eles.

Foto no protesto pelo #EleNão que participei com família e amigos gays.no tempo que morei em Campinas, eu me filiei ao PSOL por ser o partido com o qual mais me identifico e que defende bandeiras que eu também defendo. e uma coisa que sempre curti é que nas principais reuniões do partido sempre tinha recreacionistas para cuidar e brincar com as crianças, permitindo aos pais e mães estarem nas atividades.

mas mesmo quando não tinha eu ia com meu filho, porque obviamente queria participar e também porque acredito que seja muito importante para o desenvolvimento dele conhecer maneiras de reivindicar aquilo que desejamos mudar na sociedade.

e esse tipo de noção é algo que pode ser alimentado também por meio da literatura infantil. já dei aqui a dica do livro Passarinhos e Gaviões, escrito pelo Chico Alencar, e hoje aproveito para dar uma nova dica, que é a obra Rã de Três Olhos, da Olga de Dios:



na obra a gente conhece uma rãzinha que vive num rio poluído. conforme ela vai crescendo, ela começa a descobrir porque a situação do rio chegou àquele ponto e tenta mudar, mas percebe que sozinha ela não consegue. daí ela vai aprender a importância de se mobilizar em grupo. é um livro que esbanja amor e cidadania <3

se quiser comprar, na Amazon tá com 20% de desconto.

como alguém que cria conteúdo pra internet desde 2000 e bolinha, é óbvio que acredito que é relevante compartilhar nas redes sociais notícias e análises que envolvem causas nas quais acreditamos, mas cada vez mais tenho percebido como o cara a cara é potente e transformador, pois permite um diálogo maior de pensamentos e afetos entre as partes.

e você, já teve a oportunidade de participar de uma manifestação com seu filho? ou algum projeto de voluntariado na cidade? se sim, como foi? se não, por quê?

vamos trocar figurinhas ^_^

3 de janeiro de 2019

Um novo ano, um novo começo

fim de ano e começo de ano passei de ressaca. não de bebida, das mídias sociais mesmo.

quando a gente se propõe a ser criador de conteúdo, é uma preocupação constante ter algo de relevante pra falar ou pelo menos algumas efemérides engraçadas.

mas eu fiquei meio sem saco de tudo. acho extremamente saudável dar umas pausas às vezes. e 2018 não foi um ano fácil pra ninguém nas redes sociais, tenho certeza, independentemente do lado político da pessoa.

nem posso dizer que dei a pausa pra ficar mais próximo da família, como acho que muitos esperam de mim. a verdade é que o tempo que não passei cuidando de mudança (estou voltando com meu filho pra minha cidade natal) ou trabalhando, passei jogando.

não tenho orgulho nem vergonha disso.

um dia estará em nossa constituição uma lei pétrea de direito a preguiça. e isso será um ato de resistência numa sociedade cada vez mais preocupada com a produtividade, que nos esgota e adoece.

neste ano que passou, tentei abraçar um mundo de coisas:

lista de livros, nova graduação, cuidar de casa, do Migs, do Chuck, do trampo, do namoro, engajamento na política, conteúdo pra youtube, pra blog. eu senti que tava ficando um pouco doido.

sorte que existe terapia e pessoas que nos ajudam.

e o fato é que, por mais que não possa bater no peito e dizer que arrebentei fazendo tudo, eu consegui alcançar muito mais coisas do que normalmente.

isso talvez explique a preguiça. ou cansaço, tanto faz.

agora o ano virou e parece que virou uma chave. em teoria todo novo dia é uma nova chance de recomeço, mas estas datas têm uma força simbólica muito grande.

começo a fazer planos, buscar os erros e acertos de 2018.

Foto de pai e filho na piscina.

já defini que em 2019 quero realizar mais passeios em família, quitar dívidas que acumulei desde que me tornei pejotinha e abrir mais o peito aqui.

ganhei uma nova agenda de natal que comecei a preencher.

primeiro dia do ano passei na piscina com o filhote, que já a curtia a uns 5 dias sem eu nem ter entrado uma única vez.

escrevo pro blog, o que não fazia a 12 dias, de um jeito que não o fazia a semestres ou anos, talvez...

um novo ano, um novo começo. 

que seja feliz para mim, para minha família e para todos que gastam uns minutos do dia para me ler, espero estar mais próximo de todos agora :-)

21 de dezembro de 2018

Dica de brincadeira: Vou viajar

Hoje tem vídeo novo do canal com algo que adoramos por aqui: brincadeira em família! E dessa vez temos uma convidada especial, a minha namorada Bruna La Serra.

Ela topou gravar com a gente e testar sua atenção e memória. Isto porque a brincadeira "Vou viajar e na minha mala vou levar" exige muito dessas duas habilidades.

Essa brincadeira é rápida e muito legal para grupos pequenos, a qualquer momento, principalmente naqueles chatos, como filas, trânsito hahahahaha.

A brincadeira funciona assim:

- Uma pessoa começa dizendo: "Vou viajar e na minha mala vou levar [qualquer coisa];
- A pessoa ao lado diz: "Vou viajar e na minha mala vou levar [coisa dita pelo primeiro] e [qualquer nova coisa];
- E assim vai, quem errar os objetos ou a ordem perde.

Mas mais fácil que aprender com explicação é ver como se brinca. Confira:



Tem uma dica de brincadeira que é sucesso aí na sua casa? Deixe nos comentários :D

1 de dezembro de 2018

Um dia para discutir maternidade e paternidade

Banner do 6º Seminário Internacional Pais&Filhos, com imagem de família se divertindo.

Esse ano contei minha história na revista Pais&Filhos e acabei me tornando parceiro deles. Por isso segunda-feira que vem (03/12) estarei lá no 6º Seminário Internacional organizado por eles, cobrindo o evento  pelo meu Instagram e Facebook \o/

Embora o tema desse ano seja "Maternidade muda tudo (ainda bem!)", o Seminário vai contar com a presença de dois pais no palco que curto muito, e que dividirão suas experiências em família e sobre a vida depois dos filhos.

Segue a programação:

08:00 - Welcome Coffee
08:30 - Abertura com  Marcos Dvoskin e Mônica Figueiredo: apresentação e 50 anos da revista Pais & Filhos;
09:00 - Bate Papo com Marcos Piangers: Muda o jeito de encarar a vida;
10:00 - Palestra da Laura Gutman: Muda sua relação com você mesma;
11:00 - Palestra do Luiz Hanns: Muda a maneira de namorar;
12:00 - Sorteio;
12:20 - Almoço;
13:20 - Ação da Huggies;
13:30 - Palestra com Alberto Beltrame: Criança Feliz;
14:30 - Palestra com Ana Fontes: Muda a maneira de encarar o trabalho;
15:30 - Coffee Break
15:50 - Palestra com Vera Iaconeli: Muda a maneira de encarar as mudanças
16:50 - Mesa Redonda com Mônica Figueiredo, Cris Guerra, Luanda Fonseca, Rafaela Donini, Beto Bigatti e Roberta Bento: Como lidar com todas essas mudanças e não pirar;
17:50 - Sorteios e Encerramento.

Saiba mais sobre os palestrantes no vídeo abaixo:



Infelizmente os ingressos se esgotaram, por isso, acompanhe segunda-feira meu perfil e o da revista @paisefilhosoficial no Instagram para ficar por dentro dos papos que irão surgir ;-)

27 de novembro de 2018

Histórias de Roald Dahl vão virar séries da Netflix!

Eu nem acredito.

Meu escritor de literatura infantojuvenil favorito. Vai. Ter. Histórias. Animadas. Na. Netflix!

Com certeza o email que recebi da Netflix hoje foi a melhor novidade do mês.

Imagem promocional da parceria entre a Netflix e a The Roald Dahl Company, fazendo referência ao livro A Fantástica Fábrica de Chocolate.

Para quem não conhece, o Roald Dahl é um escritor que junta em suas histórias o universo das travessuras infantis, com humor negro e doses de absurdo. Inspirou muito o Daniel Handler, criador do Desventuras em Série (que a Netflix também transformou em série no ano passado).

São dele histórias como James e o Pêssego Gigante, Matilda, Historinhas em Versos Perversos, A Fantástica Fábrica de Chocolate, Os Minpins, O Fantástico Senhor Raposo, entre outros. Se você não conhece elas, já clica nesses links e adquira seus exemplares na Amazon, porque vale muito a pena.

Muitas de suas histórias, aliás, já viraram filmes. Mas agora elas vão se tornar séries e terão seus universos revisitados e expandidos, em uma parceria da Netflix com a The Roald Dahl Story Company, que é quem cuida do legado do escritor.

O acordo entre eles inclui os seguintes títulos:

Ilustrações de Quentin Blake para as histórias de Roald Dahl.
- A Fantástica Fábrica de Chocolate;
- Matilda;
- O Bom Gigante Amigo;
- Os Pestes;
- Charlie e o Grande Elevador de Vidro;
- O Remédio Maravilhoso de Jorge;
- Boy – Tales of Childhood;
- Going Solo;
- O Crocodilo Enorme;
- A Girafa, o Pelicano e Eu;
- Henry Sugar;
- Os Minpins;
- O Dedo Mágico;
- Esio Trot;
- Dirty Beasts;
- E Rhyme Stew.

***

O início da produção da primeira série está previsto para 2019. Qual será? Qual você gostaria de ver primeiro? Eu escolheria Matilda, que é uma história cujo filme marcou minha infância ^_^

#ANSIEDADEDEFINE
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