
Como muitas pessoas, o meu primeiro contato com Frankenstein veio muito antes do livro.
Sou apaixonado por literatura gótica desde a adolescência, mas naquela época meu vício eram os vampiros. Bram Stoker, Anne Rice, RPG de Vampiro: A Máscara e tudo que envolvesse criaturas da noite me atraía muito mais do que a figura de Frankenstein.
Na verdade, eu conheci a criatura primeiro pela cultura pop, vendo os filmes da Universal e da Hammer, além das versões em séries como A Família Monstro e A Família Addams. A imagem que ficou na minha cabeça era a daquele gigante de cabeça oca, desajeitado e de fala lenta.

Do cinema mudo de 1910 ao Frankenstein de 1931 e às releituras contemporâneas, poucas personagens da literatura permaneceram tão vivas na cultura pop.
E, curiosamente, foi isso que me afastou do livro por muitos anos.
A surpresa que encontrei ao ler Mary Shelley
Quando finalmente li Frankenstein, em 2013, a intenção era quase burocrática: dar um check na minha lista de clássicos góticos lidos.
E a surpresa foi enorme, porque a criatura criada por Mary Shelley não tinha nada a ver com a imagem popular que eu carregava desde criança.
Aquele tal de “monstro” (com muitas aspas) era sensível, inteligente, aprendia sozinho, lia livros, refletia e desejava ser amado. Talvez justamente por isso seja tão trágica a sua história.
Publicado originalmente em 1818, Frankenstein ou o Prometeu Moderno é considerado um dos marcos da literatura gótica e frequentemente apontado como uma das primeiras obras de ficção científica da história.
Mais do que uma história de terror, o romance fala sobre responsabilidade, abandono, preconceito, solidão e os limites da ambição humana. A pergunta que permanece depois da leitura é fácil de responder, mas nem por isso é menos desconfortável: quem é o verdadeiro monstro?
Frankenstein é um clássico que continua atual
Talvez seja por isso que o livro Frankenstein continue tão vivo mais de duzentos anos depois.
As adaptações para cinema acabaram transformando a criatura em um ícone da cultura pop, mas o texto original de Mary Shelley continua surpreendendo novos leitores justamente pela humanidade do personagem.
Encontro de julho do Leia Diversidades
Agora vamos falar do nosso clube de leitura aqui de Pedreira. Frankenstein foi o escolhido pra ser o tema do nosso próximo encontro do do Leia Diversidades e eu já estou muito animado pras conversas que vão surgir.
Se você for aqui da cidade ou da região, já marque na agenda:
📅 26 de julho
🕒 15h
📍 Praça Ângelo Ferrari – Pedreira/SP
Se você sempre achou que conhecia Frankenstein por causa dos filmes, essa será uma ótima oportunidade para ler a obra original e descobrir a criatura que Mary Shelley realmente criou. Nos vemos lá!













O Leia Diversidades já tem a obra escolhida para o primeiro encontro de 2025: “Caderno Proibido”, de Alba de Céspedes!