Faz já um mês que comecei a trabalhar em Pedreira e minha decisão não poderia ser mais acertada. Acho que ninguém deveria colocar o trabalho acima do bem estar.

Com a mudança de emprego, estou com mais tempo e cabeça para o Miguel e para acertar alguns projetos pessoais. Perdi duas grandes coisas: um restaurante vegetariano maravilhoso e as escapadas antes/depois do trabalho na casa da namorada.

Mas continuar trabalhando em Campinas ia me matar, quantas vezes não dormi na estrada com a moto? Quase sempre. Chegava acabado em casa com o Miguel cheio de energia me esperando e tendo que acordar cedo no outro dia, aí não trabalhava direito e não cuidava direito do Migs porque estava sempre o pó da rabiola. Era uma loucura.

E fiz o que tinha de ser feito no momento. Alguém aqui já passou por algo parecido?

Eep: “Meu nome é Eep e esta é minha família, os Croods. Nós nunca tivemos a chance de explorar o mundo lá fora, por causa da regra do meu pai: Nunca deixe a caverna!”
Grug: “O novo é sempre ruim. Nunca deixe de ter medo!”
Eep: “Nunca tivemos a oportunidade de explorar o mundo lá fora, mas o que não sabíamos é que tudo estava prestes a mudar…”

Grug contando uma de suas histórias sobre os perigos do mundo

Assisti Os Croods neste final de semana e simplesmente adorei. É uma comédia pré-histórica para toda a família, mas para quem é pai, o filme é ainda melhor.

Basicamente, conta a história de uma família que sobreviveu, enquanto sua vizinhança morria, graças ao medo do patriarca Grug, que se esconde em cavernas só saindo para comer. Mas sobreviver não era o suficiente para sua filha adolescente, Eep, que queria viver, independentemente do perigo. Um dia, porém, o mundo como eles conhecem começa a ruir, a caverna é destruída e eles são levados a desbravar um novo espaço, para fugir da morte.

Nessa, eles conhecem Guy, um menino nômade órfão cheio de ideias novas que representa um contraponto ao pai super-protetor. Ele abre os olhos de todos para uma outra maneira de existir e acaba co-liderando o grupo rumo a um novo lar.

Rola entre Grug e Guy os conflitos mais básicos: a força vs inteligência, o velho vs o novo, o autoritário vs o libertário.

Grug ama sua família, não há dúvidas, mas erra em alguns pontos. Conforme a história vai se desenrolando, ele tem que se adaptar as mudanças e lidar com a frustração de rever seus costumes. Se reinventar é doloroso e a saga de Grug é a do herói, tendo sempre como o objetivo o bem estar da família.

O senso de dever para com a família já é dado na introdução do filme, quando a família vai “caçar” o café da manhã.

Eles conseguem pegar um ovo para beber e repartem entre os membros, mãe, bebê, filho, filha, vovó, e quando chega na vez de Grug, ele mal consegue uma gota do ovo, mas diz que tudo bem, afinal, ele já havia comido na semana passada. Essa atitude de colocar o bem estar da família antes do próprio é algo que nos toca profundamente. Enquanto as crianças riam no cinema eu queria chorar hahahahahahahahaha.

Uma das cenas que mais ri foi quando a vovó queria comer o bicho-preguiça que acompanha Guy. Ele não permite e diz que é um bicho de estimação, ela pergunta: “O que é um animal de estimação?”, é um animal que não se come, responde, e ela só retruca que os chama de bebês.

Enfim, sem mais, porque não quero dar spoilers. Só queria dizer que este está no meu top 5 de animações, não só pelo tema, mas o roteiro é muito interessante, trabalha temas caros à filosofia (como não pensar no Mito da Caverna?), e o principal, a arte!!!

O visual d’Os Croods é deslumbrante e os animais que a equipe criou são lindos e bizarros. Confira abaixo o trailer e não deixem de assistir, nos cinemas ou em casa depois:

Sexta-feira eu trouxe do trabalho um monte de cartolina que havia sobrado de um projeto lá da agência e sábado foi dia de começar a usá-las com o Miguel.

Como usamos guache no Carnaval para preparar uma fantasia pro filhote, nem precisei sair pra comprar nada, só juntamos os potinhos de tinta, um papel, tigelinha com água, pano e nossos dedos-pincéis.

Como eu prefiro participar a só observar, sujei as mãos para poder assinar também a obra que estávamos criando:

Eu comecei a desenhar características humanas, dois olhos, um bigode, aí o Miguel viu uma mancha verde do lado da cabeça do cara e chamou-a de “pacagaio”. No final das contas, virou um autorretrato de família, um homem meio efeminado e seu papagaio.

Na hora de dar nome para a obra, reparei que eles pareciam preocupados com algo do lado direito deles, perguntei para o Miguel o que ele achava disso: – São os monstros, ele respondeu num segundo. Por isso, o nome dessa primeira obra a quatro mãos é: “Eles estão vindo”.

Semana que vem com certeza tem mais 🙂

Nunca vou me esquecer de uma vez, quando eu era pequeno (acho que uns 10 anos), e abri uma revista da Nintendo World que falava sobre o que você precisava estudar para trabalhar com games. Era meu sonho ganhar dinheiro para respirar games, embora não fizesse ideia se queria trabalhar com desenvolvimento, design ou outra área.

Irmã, primas e primos, todo mundo junto pra curtir meu primeiro videogame, um Dynavision.

Acho que foi ali que comecei a realmente mergulhar no computador, depois na internet e em seguida no conteúdo e mídias sociais. Ali já estava plantada a sementinha do que sou hoje, com toda a certeza.

O Miguel, se eu pergunto o que ele será quando crescer, ele simplesmente me diz: “Bátimaaa!!!”, me dá um soco e sai correndo. Ele ainda tem tempo para escolher outra coisa, não gosto da ideia de ele lutar contra o crime e ser órfão, porque né.

Mas enfim, tudo isso é para dizer o que se passou na minha cabeça quando recebi a proposta da Omo para compartilhar a nova campanha deles “Hoje eu quero ser”, que mostra uma série de vídeos encorajando crianças a experimentarem as profissões de seus sonhos, contando com o acompanhamento de especialistas nas áreas.Não gostei tanto da dublagem, mas ela não atrapalha em nada porque é muito bacana ver as crianças interessadas de biologia marinha a futebol.

Eu queria ter tido uma oportunidade dessa, e vocês? Escolheriam que profissão para conhecer o dia a dia?

Esse post é patrocinado pela Omo, visite o site oficial para descobrir mais sobre como as crianças podem aprender sobre diferentes profissões e curta a OMO no Facebook.

O melhor guitarrista do mundo tem uma das músicas mais lindas e tristes da história da música. E ela foi gravada em homenagem ao filho. Pelamor, embora um gênio, jamais queria ser Eric Clapton, quantas desventuras em sua vida pessoal. E quanta força para seguir em frente, transformando dor em cantos.

Eric nunca conheceu seu pai, sua mãe era solteira e tinha apenas 16 anos quando ele nasceu. Criado como filho pelos avós, só foi saber que sua mãe era mãe, e não uma irmã mais velha, aos 9 anos, quando ela já havia partido para a Alemanha para viver com outro cara.

Não é de se estranhar que o garoto tenha se tornado uma criança mais solitária e na dele.
 
Aos 13 anos, Eric ganhou um violão da avó e nunca mais largou (embora no primeiro ano tenha quase desistido por achar muito difícil RS).

Depois disso viriam as suas várias bandas, alguns abusos de drogas e álcool, carreira solo, casamento, traições com direito a uma filha que teve em segredo, separações, affair, mortes de amigos… e, o que mais o abalaria: a morte de Conor, seu filho de 4 anos com Lory Del Santo. Em março de 1991 o garoto caiu pela janela do 53º andar do apartamento de uma amiga da mãe.

Quando da morte do filho, ele estava separado de Lory há um tempo já, mas sempre esteve presente na vida do filho. Ele queria ser o pai presente que ele não teve. O filho o ajudava a superar a raiva que tinha pela sua família desmembrada.

Com o coração estilhaçado e após uma pausa nos shows, sua música mudou, Eric Clapton volta então com um som mais leve e reflexivo. E é nesse momento que surge Tears in Heaven!

Confira a música e sua letra abaixo:

Tears In Heaven

Would you know my name
If I saw you in Heaven?
Will you be the same
If I saw you in Heaven?
I must be strong
And carry on
‘Cause I know I don’t belong
Here in Heaven

Would you hold my hand
If I saw you in Heaven?
Would you help me stand
If I saw you in Heaven?
I’ll find my way
Through night and day
‘Cause I know I just can’t stay
Here in Heaven

Time can bring you down
Time can bend your knees
Time can break your heart
Have you begging please
Begging please

Beyond the door
There’s peace
I’m sure
And I know there’ll be no more
Tears in Heaven

Esta não foi a única canção que ele compôs inspirado em Conor, recomendo também as músicas “My Father’s Eyes” (duplamente inspirada em seu pai e no seu filho) e em “Circus Left Town” (que é sobre a última vez que esteve com seu filho, num circo, um dia antes de sua morte).

Esse post é um teste pra saber quem tem coração bom. Se você chegou até essa frase e não chorou, você é um monstro. Sua última chance de recuperar a humanidade é ver esse vídeo https://www.youtube.com/watch?v=KB_k2BC0O58 e chorar desesperadamente. Se estiver no trabalho, não se esqueça de botar os óculos escuros.

Andar de skate com o filho é legal, mas em lugares planos, né?


Link do vídeo no Youtube

Por que levá-lo numa rampa? E descer com ele no colo?? Sem nenhum equipamento de segurança??? Ai, ai, ai…

Finalmente a casa dos meus pais é minha! Ao menos enquanto eles estão viajando, curtindo o litoral paulista até a próxima quarta-feira. Eu não pude ir e fiquei com o filhote. Como sobrevivi, se eu sobreviver até lá, é o que espero contar.

As primeiras complicações foram duas: eu não sei fazer nada na cozinha além de macarrão e eu não tenho carro (e moro num lugar onde não passa ônibus). Então, como eu não sou besta pra tirar onda de herói, antes mesmo de meus pais viajarem já estava certo que minha irmãzona viria me ajudar. Aproveitei e chamei a Bruna também. E no domingo, foi a vez da minha vó.

Mas sem me adiantar, como meus problemas estavam resolvidos para o final de semana, sábado fomos todos passear na cidade vizinha, Jaguariúna, no Parque dos Lagos. Eu já comentei desse lugar anteriormente no blog, eu adoro ele.

Passamos a tarde inteira ali, com ele andando, brincando na terra, pegando brinquedos de outras crianças, comendo e usando graveto como espada para matar o pai (Freud mandou um beijo).

Como o Miguel não dormiu nem um minuto no dia inteiro, já no Parque ele estava reclamão, chegamos em casa e ele não apagou. Ele costuma resistir até o último momento. Mas quando entramos no carro pra dar uma volta no centro da cidade à noite: puff!, só acordou no domingo.

Domingão foi dia de descansar…

Olha essa Mel! Até sentou no degrau pra ganhar carinho >.<

Quer dizer, mais ou menos, né, em casa é mais bagunça. Mas acordamos lá pelas 10h, 11h, e depois do almoço dormimos de novo no sofá, então foi mais sussa que o normal.

Mas a noite, quando minha irmã foi embora, a Bruna também e ficamos somente eu, Migs e minha avó, começou a bater uma tensão pré-segunda. Afinal, trabalhar de casa quando vovó e titio do filho estão em casa é muito fácil. Vamos ver hoje como vai ser, conto depois 😉

Semana passada o Miguel foi pela primeira vez ao cinema.

Não estava muito seguro, porque ele não costuma ficar sossegado em casa e assistir um filme inteiro, e também na fila pra pegar pipoca ele não parou um minuto.

Fomos ver A Origem dos Guardiões, que haviam me indicado, e para meu espanto o Miguel não desgrudou nem um minutos os olhos do telão (só um pouquinho quando acabou a pipoca).

Agora que já sei que o cinema o encanta (no sentido antigo da palavra, de feitiço mesmo), vou levá-lo mais vezes.

A parte mais bonitinha do rolê foi quando o filme acabou, créditos passando e eu disse: “Vamos, Miguel, o filme acabou” e ele: “não, papai, vai passar outro”. Owwwn, vocês tem noção do que é um pai cinéfilo ouvindo isso da cria? MORRI!

Ps1: Um agradecimento especial a Bruna, do Coletivo Gente Que Anda Por Aí, pela ótima companhia, pela paciência e pelos ingressos =^.^=

Alguém daqui já levou o filho pequeno ao cinema? Como foi? Sufoco ou sossego? Conta aí!

INTERIOR – PLANO GERAL DO SALÃO
Um salão com sofá e TV ligada num canal infantil, brinquedos pelo chão, desordenados. Rafael segura Miguel no colo para tentar conversar. O garoto parece agitado. É possível ver uma porta ao fundo que leva ao escritório, onde o tio do Miguel está usando o computador.

RAFAEL
Miguel, não pode ir lá.

MIGUEL
Pui quê, papai?

RAFAEL
Porque o titio tá ocupado, tá estudando, e você vai atrapalhar ele.

MIGUEL
Num vô tapaiá, não.

RAFAEL
Vai sim, eu te conheço, vai fazer bagunça. Deixe o titio lá, ele deve estar estudando matemática.

MIGUEL
Num é, papai, é mate zumbi.

RAFAEL

Sim, o titio estava jogando um jogo de zumbis e não queria ser incomodado. Tentei enganar o filhote, mas ele foi mais esperto e quebrou minha perna com um trocadalho do carilho.

“Você tem que rir das coisas que te machucam para se manter em equilíbrio, para se prevenir que o mundo te deixe maluco.” Ken Kesey

Fazia tempo que não ria tanto. E a responsável pela minha dor na bochecha foi a peça Grávido: a comédia do pai moderno, que está em cartaz no Teatro Amil, em Campinas-SP.

Recebi o convite para vê-los quando estrearam em São Paulo, mas nunca dava certo de assistir. Mas o destino é firmeza e semana passada eles estrearam pra esses lados para a minha alegria ^^

Fui com meu irmão mais novo, enquanto a titia Mari e a titia Gabi passeavam com o filhote pelo Parque Dom Pedro. Eu queria que o Migs visse, mas as titias o queriam ¯_(ツ)_/¯

Enfim, achei que o meu irmão não riria tanto, afinal, tinha muita coisa ali que ele não fazia ideia do que era. Tipo, piada sobre funchicórea. Ou com os obstretas. No entanto, ele gargalhou tanto quanto eu com as dificuldades do pai moderno de primeira viagem! Aliás, ele riu mais, porque pimenta nos olhos dos outros, né?!

Gente, a peça é pra [quase] todas as idades, e quem tiver filhos adolescentes, leve-os, tremenda aula de educação sexual. Pelo menos com meu irmão foi, ele aprendeu porque camisinhas são amigas.

Vejam alguns trechos de Grávido:

O espetáculo “Grávido” fica até 16 de dezembro no Teatro Amil, no Parque Dom Pedro Shopping, e as sessões são às 21h nas sextas e sábados e às 19h aos domingos.