Sábado foi dia de piquenique no Parque do Carmo. Com direito a cupcakes, boa companhia, bagunça e cerejeiras em flor.

No Parque do Carmo há mais de 4 mil sakura, as cerejeiras ornamentais, e o ápice da floração neste ano aconteceu neste final de semana passado, quando ocorreu a 34ª Festa das Cerejeiras em Flor.

– Miguel, olha pra câmera, vai, pfv

Tava rolando várias apresentações no evento, tinha taiko, dança, comidas típicas, mas nem saímos do bosque, estava muito lindo e tinha espaço pra criançada correr (e correram, hein, pqp, quanta energia eles têm). Eu e o Cyro só apreciamos as flores com a visão periférica, porque a nossa atenção era toda para o Miguel e o Fefê, que, entre uma brincadeira e outra, fugia da gente rsrs.

Até briga de galo rolou

Um dia muito, muito divertido, saímos de lá bem tarde, já tinha escurecido e talz, ficamos perdidos e tudo. Agora quero voltar lá sem a Festa, porque parece um bom parque pra ir com crianças.

Agora deixe eu parar de escrever e botar mais umas fotos:

Pausa pra jogar Fruit Ninja no celular

É isso 🙂

Eu sou fascinado por toda a cultura nerd/geek: RPG, artes, games, tecnologia, etc. Não sei quando recebi o chamado (talvez quando ganhei meu Dynavision aos 5 anos), mas sei que pegou.

E vocês, curtem esse universo? Espero que sim, pois foi para vocês que separei Tumblrs com esse tema. Confiram abaixo:

Geek Parenting
http://geekparenting.tumblr.com/

Como o próprio Tumblr se descreve, esta é uma página que reúne dicas para criar pequenos nerds e exemplos de pais que estão fazendo isso certo. Música, literatura, HQs, filmes, games, tem tudo quanto é tipo de “nerdizinhos” lá. 🙂

Nerd Pai
http://nerdpai.tumblr.com

Bem, meus leitores já devem conhecer o trabalho do AJ, o @NerdPai. Mas conhecem o Tumblr dele? Segue a mesma linha de seu blog: cultura pop, tecnologia e universo nerd para todas as idades! Sigam e curtam o/

Adorable Babies in Costume
http://cosplayingchildren.tumblr.com/

Um Tumblr só de crianças e bebês fazendo cosplay.Acho que não preciso falar mais nada, não é verdade? >.<

E aí, conhece algum que não apareceu na lista? Não deixe de indicar nos comentários. E para quem não sabe, eu também tenho um Tumblr, o Pais e Amor, onde coloco fotos de pais famosos com seus filhos. Não deixem de conferir também, belê?!

🙂

E aí que o maior terminal rodoviário da América Latina só tem fraldário no banheiro das mulheres, porque pais não trocam fraldas, né?

Eu estava pensando em escrever hoje um post sobre como o Festival do Japão 2012 foi legal, até que, na hora de voltar embora para casa, na rodoviária, eu precisei trocar a fralda do Miguel. Vi um sinal de fraldário e fui seco nele, cheguei lá e era junto ao banheiro feminino ¬¬ Ainda perguntei pra uma das mulheres que entravam:

– Aí homem não entra, né, esse fraldário é só para mães?
– Siiim (eu já sabia a resposta, nem sei porque perguntei).

Ainda com esperanças, fui ao banheiro masculino ver se tinha algo que servisse de fraldário, sei lá, um balcão: nada. Pensei em trocar o filhote nos bancos do saguão de espera, mas as cadeiras tem aquelas divisórias que impedem qualquer um de deitar.

Ando, ando, ando e qual é a única solução? O chão!

Tive que jogar minha blusa no chão, como se piquenique fosse, e trocar o Miguel às vistas de todos, embora eu tenha escolhido um lugar menos movimentado. O que eu fico indignado com esses lances é que eu estou tendo que trocá-lo assim quando estou a 30 metros de um fraldário que eu não posso entrar por ser homem.

Poxa, o Terminal Rodoviário Tietê é o segundo maior do mundo, e ainda assim eles não pensam nos pais? Faz um fraldário pra família ou um no banheiro dos homens também!

Sábado passado estive no Rio de Janeiro para participar da gravação do Na Moral, da TV Globo, sobre privacidade.

Por questão de tempo (o programa tem só 35 minutos), a minha parte do debate ficou muito rasa (e até meio queima-filme, ao menos sem a edição, que não sei como ficou). Vou explicar os pontos que tentei colocar lá, mas não consegui. Minha parte seria sobre exposição na web, afinal, com este blog eu exponho a minha vida e a do Miguel pra toooooda rede mundial de computadores. Isso tá certo? Basicamente, foram levantadas duas questões:

1. Será que a gente não se expõe demais na web?

Sim, é claro que a gente se expõe, e bastante! Mas tenho cisma com a palavra “demais”, parece que quem está nos julgando está usando valores da época dos nossos avós. A gente entra em redes sociais e cria blogs pessoais pra se expor mesmo, é o melhor jeito de encontrar pessoas com interesses em comum, que passam por situações de vida parecidas, etc e tal.

No camarim, fingindo que tava tudo sussa

E os pais são seres  inseguros pra caramba, quando a gente se expõe mostrando nossos problemas ou alegrias da família, não fazemos isso por narcisismo, mas porque queremos opinião e dicas de outras pessoas. E depois de passar por algo, vamos escrever sobre isso pra ajudar os outros pais que também passarão pela mesma coisa.

2. Foto de criança usando uniforme é perigoso?

Aí entrou uma Procuradora Criminal (com maiúscula e tudo) e o Bial perguntou a ela se, olhando meu blog, viu algo de errado ou coisa do tipo. E ela cismou com um post que aparecia o Miguel de uniforme e disse que isso não era seguro.

Meu, fiquei doido, por dois motivos:

2.a) Ela não levou em consideração onde eu moro
Não adianta, Pedreira é uma cidade pequena, tem seus 40 mil habitantes que se conhecem e fofocam até sobre o pum que você solta na praça. Diferente de uma capital (ou uma cidade com seus poucos milhões de habitantes) em que não conhecemos nem nossos vizinhos, onde eu moro as pessoas conhecem todo o círculo social do outro: eu não sou o Rafael que tem blog e trampa com mídias sociais, sou o Rafael, que anda com o Elton, o Shé, o Flávio e outros sujismundos (bjo pessoal!).

E ninguém estará na porta da escolinha esperando o Miguel descer do carro e roubá-lo, nem o motorista permitiria um estranho pegar meu filho nem a mulher que fica no portão da escola.

2.b) Quem dita as regras são os criminosos?
Assim, um dos argumentos que ela usou para dizer que não é seguro publicar imagens com crianças de uniforme foi: há gente mal intencionada na web que vai usar essa informação para o mal. Aham, Cláudia!

Barra da Tijuca, sualinda, sdds! o/

No dia-a-dia, quando seu filho vai sozinho pra escola de uniforme não tem ninguém mal intencionado na rua o olhando, né? E se alguém o sequestrá-lo na saída é culpa dele que andou nas ruas de uniforme, né?

Ela só não falou que a mulher de vestido é a culpada por ser estuprada porque esse não era o tema, senão tenho certeza que ela diria isso.

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Enfim, é isso. Nem sei o que será passado hoje no programa Na Moral, mas assistam e depois voltem aqui pra opinar sobre:

– Tô errado?
– Minha voz é de taquara rachada?
– Fui detonado ou não?
– Aliás, apareci no programa? Sei lá, vai que cortaram minha parte porque fui mal demais…

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Atualização (13/07/12)

Galera, ficou muito legal a edição, melhor do que eu esperava, tiraram a parte que eu gaguejei e não filmaram minhas mãos e pernas tremendo hahahaha…

Li todos os comentários, obrigado a todos por compartilharem suas opiniões aqui, responderei depois um a um. Pra quem perdeu: 

Já faz tempo que o Miguel gosta de rabiscar. E foi por isso que não pensei duas vezes no aniversário dele e comprei uma mesinha, cadeiras, uma caixinha de giz e um caderno para ele fazer suas pinturas.

Poxa, comprei em maio, demorei pra fazer esse post, né? Mas é que eu não estava tão seguro de que ele iria gostar. Mas ele adorou. E não sei como, mas só com esse incremento o salão duplicou a bagunça 😀

Agora pretendo comprar um caderno a cada 4 meses para acompanhar o desenvolvimento dos traços dele, vamos ver. E comecei com o giz de cera porque não suja tanto, mas ainda quero dar guache pra ele, só estou juntando coragem (por enquanto ele brinca disso lá na escolinha que a vovó agradece).

Legal é quando estou trabalhando no escritório lá em casa e ele vem arrastando a mesinha, do lado da minha, para trabalhar igual o papai desenhar >.<

Ó um vídeo dele na mesinha:

Uma vez por mês, os melhores posts que li na blogosfera paterna. Confiram a seleção de junho:

 1) Já foi o tempo em que eu achava a Meg White fofa. Mas o lugar de baterista mais graciosa do mundo da música já tem nova dona: filha do Renato Kaufmann. Vejam no post Little Rock Star:
http://diariogravido.blogspot.com.br/2012/06/little-rock-star.html

2) Outro post que eu adorei não tem texto nenhum. E não faz falta alguma, confira as caras e bocas da Mi, no blog Para Ler Quando Eu Crescer:
http://paralerquandoeucrescer.blogspot.com.br/2012/06/caras-e-bocas-v.html

3) Não vi muitas coisas sobre o Dia dos Namorados, mas o texto do Fabrício Carpinejar arrebentou:
http://carpinejar.blogspot.com.br/2012/06/carta-para-minha-namorada.html

4) Em Coisas que vêm de fábrica, o Caio Melo contou sobre as semelhanças dos filhos com os pais, e me botou pra pensar sobre responsabilidade e (in)finitude da vida:
http://paismodernos.com.br/2012/06/19/coisas-que-vem-de-fabrica/

5) O Hilan Diener compartilhou uma palestra bem legal com os editores da Babble.com, onde eles falam sobre os tabus que os pais enfrentam na criação dos filhos. Tirem 15 minutinhos e passem lá:
http://potencialgestante.com.br/tabus-sobre-a-criacao-de-filhos/

“E os caras que foram vistos dançando foram chamados de doidões por aqueles que não escutavam a música.” Nietzsche

Campanha #MiguelNoDançaDosFamosos

Quarta-feira passada eu estive na Livraria Cultura no lançamento do livro A Equação da Afetividade, do Ivan e do Iuri Capelatto.

A palestra foi ótima, foram duas horas falando sobre educação infantil, limites, raiva, psicanálise, neurologia, angústia e afeto. Sala lotada, mesmo com a chuva.

O tema era a raiva de crianças e adolescentes, explorada sobre a ótica da psicanálise e da neurologia. De acordo com eles, quando uma criança se depara com os limites impostos pelos pais, é normal (e até desejável) que elas façam birra, grite ou chore, é sinal de saúde mental. Ela não está sendo mal-educada, mas reagindo ao medo de perder um prazer que ela estava usufruindo.

Às vezes a depressão infantil está ali onde a gente só vê uma criança obediente, “boazinha”.

Outra coisa que eles enfatizaram bastante foi a questão do desejo dos pais na hora de pôr um limite. Não se deve explicar na hora do limite o porque dele estar sendo colocado, e se o filho perguntar o porquê, a resposta deve ser um simples “porque não”, “porque eu não quero”. Na hora da imposição de um limite, a criança saber o motivo não ajudará em nada, aliás, a explicação pode até criar um desejo paradoxal (o medo produz aquilo que temos medo). O ideal é trabalhar essas noções em outros horários, através de histórias e fábulas.

Para mim, a coisa só ficou meio boring quando eles começaram a falar sobre a sociedade de hoje, de como ela está doente e com valores invertidos, coisa e tal. Achei conservador, mas.

Enfim, pra quem não foi, gravei um trecho, com o Capelatto-pai explicando A Equação da Afetividade. Confiram:

Ivan e Iuri Capelatto, pai e filho, ambos psicólogos, acabam de lançar um livro em conjunto chamado A Equação da Afetividade.

Iuri e Ivan em palestra realizada no Colégio Imaculada Conceição

No livro, eles tratam de uma de nossas dores de cabeça mais comuns: a birra de crianças. A raiva que a criança sente ao ser contrariada, seja por necessidade ou desejo dos pais, não é sinal de que ela é mal-criada, revoltada ou coisa do tipo: é uma reação natural. E mais, é sinal de saúde mental.

“Iuri – (…) Quando as amígdalas cerebrais recebem a informação do meio de que há algo que pode ocasionar perigo ou perda, elas são acionadas. É comum que daí decorra um comportamento de fuga, paralisação, mas geralmente a reação é de raiva. Por exemplo, no momento em que a mãe pede para o filho de dois anos interromper a brincadeira e ir dormir, isso vai gerar na criança o medo de perder aquele prazer que estava tendo. Quando ela sente esse medo, as amígdalas são acionadas. E, então, sua expressão será de raiva, porque a criança não sabe como lidar com esse medo.”

Em A Equação da Afetividade os Capelatto nos mostra como podemos ajudar nossos filhos a administrar esse sentimento, para que se tornem adultos emocionalmente saudáveis e afetivos.

Mais do que recomendar este livro pra todos os meus leitores que tem filhos, gostaria de divulgar o lançamento de A Equação da Afetividade em Campinas. Ele ocorrerá no dia 20 de junho, quarta-feira agora, às 19h no auditório da Livraria Cultura (fica lá no Shopping Iguatemi).

Ah, consegui um livro com a Editora Papirus para sortear entre meus leitores. Para participar é mega simples:

1) Curta nossa página no Facebook

2) Vá em nossa aba de Promoções e clique em Participar.

Aí é só cruzar os dedos, o resultado sai no dia 19 à noite. O ganhador terá a opção de retirar o prêmio lá no lançamento mesmo (e garantir que ele seja autografado pelos autores) ou eu mando depois por correio, caso a pessoa não seja da região ou não tenha conseguido ir.

Você quer assistir seu filme, mas o filho quer destruir a casa? Aprendi alguns truques nesse último ano, que funcionam comigo e espero que com vocês também. Confiram as dicas:

1) Prepare o ambiente

Espalhe os brinquedos favoritos do garoto pela sala, mas não os coloque juntos, deixe alguns escondidos se possível. Aí se no meio do filme ele ficar enjoado dos brinquedos, avise que tem alguns escondidos por aí, de preferência no sofá, almofada e tapete, por não oferecerem perigo e talz (estantes não são legais). Faça-o procurar e você ganhará pelo menos uns 20 minutos de sossego. Ah, e avise pro pessoal da casa pra não ficar entrando e saindo do ambiente, pois isso tira a atenção do que ele está fazendo e pode estragar tudo.

2) Pause o filme quando a coisa ficar preta

Não adianta, vai ter uma hora que você terá de pausar. Torça para que não seja no clímax do filme. Talvez o filho esteja enjoado dos brinquedos, querendo sua atenção, mexendo onde não deve a todo momento (ou por curiosidade ou pra chamar sua atenção), enfim: nessa hora, pause e vá brincar com ele, se jogue no chão, role, chute bola, monte blocos, rabisque caderno e coisas do tipo. Geralmente, não é necessário mais que 10 minutos pra acalmar a fera e voltar pro filme.

3) Estoure pipoca

Há pais que costumam fazer isso no início do filme, mas pra quem tem bebê ou crianças pequenas, é melhor deixar para quando estiver mais ou menos na metade do filme. A pipoca é a carta na manga pra acalmar pestinhas que não deixam você assistir filme (além de uma deliciosa porcariada). É igual quando você joga truco e pega um zap, você não irá usar ele na primeira rodada.

Enfim, esses são meus truques. Você tem outros? O que dá certo? O que você já tentou e deu errado? Conte aí nos comentários 🙂