Há palavras que não tem tradução em outras línguas. Saudade, por exemplo. Outra que descobri ontem é “roughhousing. Eu sempre pratiquei, com meu pai, meu irmão e agora com meu filho, sem saber que tinha um nome especial.

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Roughhousing é aquela brincadeira super saudável física entre duas ou mais pessoas, comum entre pais e filhos, que a mãe sempre alerta: “cuidado que vai acabar em choro”. Pode ser uma guerra de travesseiro, lutinha, agarrão, briga de galo (na psicina ou gramado, de preferência), arremesso de criança pro alto,  etc. Pode parecer bruto para algumas vezes, mas não é tanto, e sério, faz um bem danado para a criança.

Ó uma lista de benefícios do roughhousing para as crianças que tirei do site Art of Manliness:

– Aumenta a resiliência da criança;
– Seu filhote fica mais esperto;
– Ajuda a desenvolver a inteligência social;
– Ensina comportamentos morais;
– Garante uma vida mais ativa;
– Melhora o vínculo de pai e filho.

Ó eu e o Migs brincando disso:

🙂

Kibeloquei o blog hahahahahahahaha

Todos os vídeos dispensam meus comentários. Não sei o que falar. É de ficar besta. Vejam:

Dicken feat. Milah & Korben: “Strangelove”

9 Year Old Jonny Mizzone – How Mountain Girls Can Love – Sleepy Man Banjo Boys

Wake Me Up When September Ends- Green Day Acoustic Cover (Jorge & Alexa Narvaez)

Pronto, podem vomitar arco-íris 😉

A primeira semana de escolinha está acabando. Ocorreu tudo bem, o garoto se adaptou facinho, não chorou nem nada. Eu estou orgulhoso, minha mãe está triste, porque ele foi pra sala de aula sem nem pensar duas vezes.

Ele não deu trabalho nenhum dia, eu quase desejei uma ligação de: – Ei, ele está chorando!, mas não, ele tem se comportado bem. Até quando? Oremos.

Quem mais tem filhote na escolinha? Conte aí nos comentários como tem sido a experiência 🙂

Vou presumir que todo mundo que acessa esse blog conhece o filme O Poderoso Chefão ou ao menos já ouviu falar. O meme do Baby Godfather foi totalmente inspirado no espírito sangue-frio de um Don Corleone.

Como nasceu esse meme

De acordo com o Know Your Meme, a imagem deste bebê de smoking apareceu pela primeira vez, nesse estilão, em fevereiro de 2011 no Redditor, seguido da frase “Reddit, I’ve seen the way you do it….Will you do it again??” (algo como “Reddit, tô ligado no jeito que você faz isso… Vai fazer de novo??”). E aí o pessoal adorou e começou a fazer suas próprias montagens.

O Poderoso Bebê é implacável, veja 3 exemplos:

Aliás, aproveitando que o post é de meme, recomendo aos pais que acessem o blog Memezinho da Mamãe, descobri esses dias e é muito bom >.<

Hoje é dia de blogagem coletiva, organizado pelas mamães do Mamatraca. É a primeira vez que participo de um, e a pauta é o nascimento do blog dos papais e mamães, e por isso vou contar a origem do Família Palmito.

A Origem do Nome

Tudo começou um mês depois da vinda do Miguel ao mundo, como quaisquer outros pais, eu e a Fran queríamos mostrar o Miguel pra todos, divulgar as novidades aos amigos e parentes distantes. Daí veio a ideia de um blog, mas qual nome dar a ele?

Comentei que precisava ser algo não usual, mas que fizesse sentido. Juntamos o que tinhamos em comum: a cor de larva. Hmmm… Eu era vegetariano e ela havia sido… Somos compridos… Miguel era/é uma delícia… Embaralhamos todas as informações e minha eureka foi a alcunha de Família Palmito. Tcharãm!

O que era, o que virou

O blog durante os primeiros meses era basicamente um diário de pai e mãe, com algumas pirações, piadas, alegrias e insegurança comum a pais de primeira viagem. Mas desde que fiquei solteiro, o blog mudou muito.

Na verdade, ele quase acabou. Por um momento achei que não faria mais sentido um blog chamado Família, mas formado só por um pai e filho. Pensava: – Pô, sem a mãe junto não é família. Óbvio que estava enganado, mas minha cabecinha não estava funcionando bem na época. E por fim o blog continuou.

E aí passei a falar não só do Miguel e de mim, mas a compartilhar conteúdo que fosse interessante para outros pais e mães. Principalmente para pais, pois sentia (e ainda sinto) falta da participação dos papais na blogosfera de família. Hoje rola dicas de filmes, livros, músicas e eventos por aqui, para sensibilizar, informar e entreter. Acabaram virando os pilares do Família Palmito >.<

Mas o motivo do blog continuar existindo é o Miguel, registrar os momentos importantes da vida dele, um suporte ao meu cérebro agitado e tão ruim de memória.

Acho que é isso 🙂


Thom Yorke é um cara muito reservado quanto a sua vida pessoal. Pra ter uma ideia, não achei nenhuma foto na internet de seus dois filhos, Noah e Agnes.

Na verdade, eu nem sabia que ele era pai até começar a pesquisar pro Música para os Pais. Mas ele é e, como acontece com todos os pais, isso causou uma grande mudança na vida dele. Ó ele falando sobre paternidade:

“Ai, meodeos, eu não suportava os pais novos que ficavam papagaiando sobre seus filhos, era um tédio, eu me desligava do papo e ficava nos ‘Ah, é, ah, sério?’. Mas virar pai foi ótimo, porque me iluminou. Você deixa de ser o centro do universo e isso é bom. E ser pai ajudou a me voltar para a música. Meu filho desempenha um papel super importante no que faço e espero que ele saiba disso um dia.” via

Tanto é que no álbum que o Radiohead lançou em seguida, Hail to the Thief, há várias músicas com referências a histórias infantis. O clipe de “There, there”, por exemplo, se passa num ambiente fantástico inspirado nos contos de fadas que Thom lia para seu filho.

Cena do clipe There, There

Mas a música diretamente inspirada pelo filho é a 3ª faixa do álbum, Sail to the Moon.

Na boa, não consegui entender a primeira estrofe da letra, mas a segunda sim. “Maybe you’ll / Be president / But know right from wrong” (Talvez você seja um presidente, mas que sabe a diferença entre certo e errado) são versos, sem querer, políticos. Segundo Thom, virar pai aumentou sua responsabilidade e interesse pelo mundo, principalmente sobre as injustiças que afetariam as futuras gerações.

E nos versos seguintes, “Or in the flood / You’ll build an Ark / And sail us to the moon” (Ou durante a inundação você contruirá uma Arca e nos levará à lua), ele faz uma brincadeira com o nome do filho, Noah é Noé, Bíblia, Arca, Dilúvio, hãn, hãn? 🙂

Sail to the moon, como é de se esperar de uma música do Radiohead, tem uma melodia bastante experimental, e a letra é muito aberta, permite entender de várias maneiras, não vou tentar interpretar aqui tudo, mas, mais que algo político (poxa, temos de lembrar como a época tava complicada, teve o 11 de setembro, guerra ao terror, coisa e tal), me parece uma canção/fábula de um garoto, Noah, que vive num mundo ruim (afinal, o dilúvio veio para limpar a Terra, que era um lugar “mal”), mas que tem o poder de mudar isso e salvar o planeta. Sei lá, acho bacana isso.

Ouça a música, acompanhe a letra e depois me diga o que você acha:

Sail To The Moon

I sucked the moon
I spoke too soon
And how much did it cost?
I was dropped from moonbeams
And sailed on shooting stars

Maybe you’ll
Be president
But know right from wrong
Or in the flood
You’ll build an Ark
And sail us to the moon
Sail us to the moon
Sail to the moon

“Fotografar é daora!” Henri Cartier-Bresson

Ensaio 1 – 18/11/2011

Todos sentados a mesa, Miguel acha a câmera fotográfica da vovó e eu mostro a ele o botão pra capturar foto (ou o botão do flash, não sei o que chamou mais a atenção dele no dia). Eis as fotos que se seguiram:

 

 

Ensaio 2 – 30/01/2012

Sorrateiramente, o Miguel pegou a câmera e foi treinar mais alguns cliques pela chácara. Há um avanço notável das primeiras fotos para esta segunda, por exemplo, poucas saíram com o dedo na lente, embora muitas tenham saído sem foco.

  

 

Ensaio 3 – 03/02/2012

Sexta-feira passada o filhote foi para a escola, primeiro dia no Berçário. A vovó ficou encarregada por mim de tirar as fotos, mas se tirou duas foi muito. Quem reinou com a câmera foi o Miguel. E eis a escolinha sob as lentes do fotógrafo mais fofo de Pedreira:

 

 

Ensaio 4 – 04/02/2012

Ontem foi que eu descobri esse hobby dele, fuçando a câmera da minha mãe e decidi ver com meus próprios olhos ele tirando fotos. Acho que foto fora de foco faz parte do movimento artístico que ele está criando, pois aparece em 4 de 10 fotos. Às vezes o efeito fica bacana.

 

 

E é isso. Os primeiros cliques do Miguel. Vamos ver como a coisa evolui. Mas confesso que já estou contente, acho que vou comprar mais um iPhone e dar pra ele, só pra usar o Instagram 🙂

E acontece que 3 dias antes do início das aulas o Miguel ficou doentinho. O nome do vírus é coxsackie, mas bem que poderia ser cock sucker, puta vírus otário.

Olha a cara dele de quem não queria ir pra escolinha

Uma febre que surgiu do nada, dor de garganta, bolhas na boca e no bumbum e a vontade de não sair do colo por nada no mundo foi o que se seguiu. Nem pra dormir, os dias que ele dormiu melhor foi com ele deitado sobre o meu peito ou no da vovó.

No domingo a febre baixou e aproveitamos pra ir no Parque dos Lagos. Mas no mesmo dia a febre voltou.

E aí hoje quem acordou doente fui eu, com febre, dor de garganta, dor de cabeça, cansaço, falta de apetite. Fiquei de cama até a tarde, quando decidi que era melhor eu ir pro hospital e acabei levando uma injeção na bunda, hehehe.

Família de doente, viu?!

Agora estou melhorando, e o Miguel parece que também está, hoje já bagunçou tudo e não parou quieto. Vamos ver pra dormir, que é quando ele mais tem dado trabalho 🙂

Antes de acabar o post, quero mandar um beijo pra minha mãe, olha, ela tem se desdobrado por mim e pelo filhote. :*

Sra. Raposa: Estou grávida.
Sr. Raposo: Uau, vamos ter um filhote. Querida, é uma ótima notícia!
Sra. Raposa: Se estivermos vivos amanhã de manhã, eu quero que encontre outro tipo de trabalho…
Sr. Raposo: Okay…

E é assim que começa O Fantástico Sr. Raposo, um filme em animação stop motion que conta a história de um pai em crise de identidade. Pela família, ele deixa de ser um ladrão de galinhas para se tornar colunista de um jornal, e também se muda para uma nova casa árvore, uma moradia maior e mais confortável que a velha e suja toca.

E é aí que os problemas surgem novamente…

Tendo como vizinhos três fazendeiros (Boque é um granjeiro, Bunco cria patos e gansos, Bino cria perus e cultiva maçãs, com as quais produz sidra), o Sr. Raposo se vê tentado a retornar pra bandidage, pois já não se reconhece mais levando uma vida, de certa forma, castrada.

Outro pilar da história é a formação psicológica de Ash, filho das raposas, um garoto fechado, desajeitado, inseguro e que busca a atenção do pai. Sua situação piora quando um primo vem para a casa deles passar um tempo (ele é exatamente o oposto de Ash).

O Fantástico Sr. Raposo é um bom filme, e tem muita gente pra levar os créditos:

Roald Dahl, que escreveu o livro que deu origem ao filme (ele também é o escritor de A Fantástica Fábrica de Chocolate e Matilda);
Wes Anderson, diretor do filme, e que leva no currículo também Os Excêntricos Tenenbauns, Três é Demais e A Vida Marinha com Steve Zissou;
– Os charmosos dubladores: George Clooney, Meryl Streep, Bill Murray, Willem Dafoe, entre outros;
– Ah, e todos os outros membros da equipe, né? 🙂

Veja abaixo o trailer de O Fantástico Sr. Raposo: