Criar conteúdo pra criança é difícil, afinal, como chamar a atenção dela quando há um mundo inexplorado lá fora? Há 3 coisas que funcionam bem com eles: escatologia, medo e humor pastelão.

Separei 3 clipes do Cocoricó que apresentam essas 3 características de uma maneira bizarramente criativa, saca só:

A História do Cocô

Esse foi o primeiro dos clipes estranhos do Cocoricó que conheci, não lembro como o descobri, o que que eu tava pesquisando hahahahaha mas foi uma surpresa maravilhosa que explodiu minha cabeça!

E se

Quem nunca teve medo do que há embaixo da cama? Esse clipe traz um medo infantil super comum, mas de uma maneira que mais assusta do que ajuda a superar. Não sei qual era a intenção, mas super apoio hahahahaha

O pessimista banguela

Se uma coisa pode dar errado, por que é que daria certo? Pra finalizar essa pequena lista de preciosidades, escolhi a que mais combina comigo e que traz ensinamentos bad vibe pra todas as crianças usarem na vida <3

E você, já deu de cara com clipes desse tipo? O que achou desta seleção? Conta aí nos comentários 😉

Jerônimo Totes tem estranhas mascotes. Mascotes fedidas, babonas, barulhentas, assustadoras. Mas existe alguém que dá de 10 a 0 nelas: seu irmão!

Assista ao vídeo e conheça esse livro divertido e criativo sobre família e fantasia, escrito e ilustrado por M. P. Robertson. Aliás, o autor já foi destacado em nosso canal por causa de outro livro, o Meu Filhote Dragão. Todos lançados no Brasil pela Editora Biruta 😉

Curtiu? Você pode comprar o livro Jerônimo Totes e Suas Estranhas Mascotes na Amazon. Já leu este ou outro livro do autor? Ou algo sobre irmãos que também recomenda? Vamos conversar nos comentários!

Uma das principais atividades de jovens namorados hoje em dia é acompanhar séries juntos. Por aqui, eu e a Bru assistimos muitas séries juntos, às vezes a distância, às vezes juntinhos embaixo do cobertor abraçadinhos (o melhor jeito de ver qualquer coisa na TV ou tablet).

Foto minha e da minha namorada, segurando almofadas da Netflix no Dia dos Namorados.

Pensando nisso, hoje chamei a Bru para bolar comigo uma lista de séries da Netflix que recomendamos para os namorados de todo o mundo. Confira as dicas e não deixe de comentar as séries que fazem sucesso a dois por aí:

Rafael: RuPaul’s Drag Race

Meu reality show favorito! RuPaul é uma das drag queens mais influentes do mundo e, nesse show, ele juntas várias drags de vários países para concorrerem entre si, em desafios que exigem delas carisma, originalidade, nervos de aço e talento. Foi a minha namorada que me apresentou a série e desde então acompanhamos religiosamente a competição. Eu já cheguei a chorar em um episódio que envolvia casamentos hahahahahaha é muito bom pra assistir juntinho, desconstruir preconceitos, aprender a fazer comentários venenosos (shade), se deslumbrar com looks super originais e conhecer uma cultura tão rica e emocionante como a desses profissionais.

Bruna: Please Like Me

Imagem promocional da série Please Like Me.

Ideal para maratonar, já que os episódios tem menos de 30 minutos. Todo episódio tem nome de comida (o que já é delicioso e sugestivo) e começa sempre com alguma receita sendo feita enquanto toca a música de abertura (mega alto astral). Premiadíssima, a série faz parte da onda em que o roteirista é o próprio protagonista dando um ar autobiográfico. Fala de relacionamentos e sobre as neuroses dos jovens sobre a vida adulta. Tem amor, homossexualidade, solidão, rolês, amizades interessantes, transtornos mentais… Não se engane: essa comédia pode ter momentos bem dramáticos pra chorar juntinho. É daquelas pra amar e ter orgulho de ter assistido.

Rafael: Twin Peaks

Cena de Twin Peaks, com Laura Palmer cochichando no ouvido de Dale Cooper.

Twin Peaks é uma série dos anos 90 escrita e dirigida por Mark Frost e David Lynch (meu diretor favorito). A série acompanha um agente do FBI que chega a uma cidade pequena onde ocorreu o assassinato de uma jovem, e quanto mais ele investiga, mais as coisas vão se mostrando o que não pareciam ser. Trama que combina maravilhosamente o gênero policial, drama, romance, comédia, terror, experimentalismo. Por aqui assistimos as duas primeiras temporadas com um box que comprei, e agora a série voltou e está disponível a nova temporada na Netflix. É bom pra assistir juntos e viajar nas teorias 😉

Bruna: Crazy Ex-Girlfriend

Cena de Crazy Ex-Girlfriend.

Antes de mais nada: Rachel Bloom é gênia! Ela é cocriadora da série, atua, escreve as letras das músicas, canta e dança! E é hilária! Pra quem gosta de musical essa série é um prato cheio (tem muitas referências nas entrelinhas). Aviso: tem número musical em toooodos os episódios! O humor é tão perspicaz que me fisgou de cara! As letras têm sempre uma ironia e algo de meio constrangedor. <3 O enredo fala sobre uma advogada bem sucedida de NY que larga a carreira e a boa vida pra ir atrás de um grande amor de adolescência no interior da Califórnia (um lugar peculiar). Ela é obcecada pelo Josh e… bem, dá tudo muito errado!



Rafael
: Dirk Gently’s Holistic Detective Agency

Cena da sérieoriginal da Netflix Dirk Gently's Holistic Detective Agency.

Esta é uma série maravilhosa de comédia, suspense e ficção científica. Ela é inspirada na obra homônima do Douglas Adams, que tem um humor nonsense que sou fã. Na história acompanhamos um jovem que se envolve sem querer num caso de assassinato e sequestros. A trama tem personagens masculinas e femininas muito bem construídas e empolgantes, é uma série onde tudo parece acaso, mas conforme o fim vai chegando, todas as peças vão se encaixando e explodindo sua cabeça. Vale muito a pena assistir juntinhos, como fizemos por aqui.



Bruna
: The Fall

Imagem promocional da série The Fall

Misture um serial killer gato com uma detetive estrelada pela divina Gillian Anderson numa trama obscura e você tem a receita perfeita pra ficar viciadão nessa série. É daquelas pra ficar roendo as unhas, abraçadinho, fazendo teorias da conspiração. O bom é que é curtinha, 3 temporadas de 6 episódios. Uma caçada que traz tensão sexual pra tela. Há uma discussão que polariza os que defendem ser uma série feminista e há os que dizem que é misógina. Só por isso já rende uma boa discussão a dois. Nada como um bom motivo pra dar aquela aulinha de feminismo básica pros boy, né não?!

Este é um post de parceria com a Netflix, porque o Família Palmito faz parte do #StreamTeam, a rede de blogueiros de família deles. Você pode assistir todas as séries recomendadas aqui no serviço de streaming, caso seja assinante. Caso ainda não tenha assinatura, comece seu mês grátis: bit.ly/netflixassinar o/

Uma das horas que mais afligem os pais é a hora de dormir, mas ela também é uma das mais importantes para os nossos filhos.

Veja o vídeo abaixo e conheça a importância de estabelecer uma rotina para as crianças (e adultos) dormirem:

Quer se aprofundar no assunto? Recomendo o curso online e gratuito “Aprendendo a Aprender” e a leitura do artigo “O que acontece enquanto você dorme”, da revista Superinteressante.

Eu sou do tipo que acha a tecnologia fascinante e que ela é muito bem-vinda para as crianças. E se essa tecnologia envolve contação de histórias, aí que piro de vez!

Imagem de um quarto com o papel de parede "Magic Wallpaper" aplicado.

Esse é o caso do papel de parede “Magic Wallpaper”, lançado pela loja francesa Castorama. Ele é considerado o primeiro papel de parede interativo para crianças e, além de ter ilustrações fofas de 10 personagens diferentes, como ET, princesa, robô, super-herói, panda, fada, entre outros, pais e filhos podem baixar um app que, ao scanear uma personagem da parede, conta uma história tendo ela como protagonista. É possível também combinar a história de 2 personagens, criando assim muito mais possibilidades de narrativas.

Saca só:

Ficou interessado? Na Castorama ele sai por 9,90 € (algo como R$37), mas infelizmente só está disponível em francês. O jeito é torcer para que mais marcas entrem pra esse mercado e façam uma versão em português ^.^

A leitura compartilhada é uma atividade com vários benefícios para o desenvolvimento da criança (algumas pesquisas mostram benefícios inclusive para fetos).

Quer saber o que é, como fazemos aqui em casa e alguns dos benefícios dessa prática? Confira o novo vídeo do meu canal:

Para quem quiser se aprofundar no assunto, recomendo um artigo da Ciência Hoje e os livros A Formação do Leitor Literário em Casa e na Escola e Através da Vidraça da Escola: Formando Novos Leitores.

E em sua casa, você lê com sua família? Como é? Vamos compartilhar experiências ^_^

A não ser que venha acompanhado de presentes e chocolates, aí podem dar #brinks

Hoje estou aproveitando o Dia das Mães pra falar de um termo que usei há um tempo e que as pessoas usaram comigo, mas que deixei de usar após começar a entender certas problematizações. O termo é: pãe.

Como muitas pessoas ainda o usam pra definir minha situação com meu filho, por criá-lo sozinho, e como sei que algumas pessoas vão me parabenizar amanhã, decidi gravar um vídeo rapidinho sobre o assunto.

Assistam, comentem e compartilhem <3

E voltamos às dicas de livros que nos encantaram <3

Foto do Miguel lendo o livro infantil "O gato, o cachorro, Chapeuzinho, os ovos explosivos, o lobo e o guarda-roupa da vovó", de Diane e Christyan Fox

A dica de hoje veio de uma leitora do blog (valeu, Ana!), que recomendou “O Gato, o Cachorro, Chapeuzinho, os Ovos Explosivos, o Lobo e o Guarda-Roupa da Vovó” por ser uma obra muito divertida e maluca (pelo título já dá para saber, não é mesmo?!). Ele foi escrito e ilustrado pelo casal Diane e Christyan Fox e lançado no Brasil pela wmf Martins Fontes.

Quer saber mais? Dá uma olhada em nosso vídeo:

Compre o livro com desconto na Amazon: bit.ly/gatocachorrochapeuzinho

Hoje é dia de falar de filme de kung fu, porque: sim. Mês passado a Netflix lançou a série Punho de Ferro e isso reacendeu minha vontade de ver filmes de artes marciais. Zapeando pelo catálogo, fui em busca de algo que não tivesse assistido ainda e achei O Mestre Invencível.

Cena do filme O Mestre Invencível (Drunken Master), com Jackie Chan e Yuen Siu-tien.

Eu podia jurar que já havia assistido o filme, mas a capa estava diferente. Pesquisei na internet e descobri que há 2 filmes do Jackie Chan com esse nome em português, um de 1978 e outro de 1994. Eu só havia assistido o mais recente, e, embora o nome seja igual e os personagens também, a história é bem diferente.

Eu recomendo os 2, mas hoje vou falar da versão de 1978, que está mais fresca na minha cabeça.

O filme

A história é sobre Fei-hung, um adolescente desobediente e enganador que se acha o bam-bam do kung fu (interpretado por Jackie Chan, que tinha 24 anos). Em poucos minutos de filme ele constrange um professor, assedia uma garota, briga com a mãe dela (e apanha), mente pro pai… enfim, é o que chamam de garoto-problema.

O pai, que é mestre numa escola de kung fu, tenta diversos castigos, mas nada parece surtir efeito. Desesperado, decide mandar o garoto para treinar com um cara chamado Beggar So, que tem fama de ser um velho beberrão, sádico e mestre no estilo do punho bêbado.

O treino é puxado e Fei-hung tenta diversas vezes fugir, mas um bandido chega a cidade e põe a vida dele e de seu pai em risco, o que o faz repensar seu comportamento e dedicação às artes marciais.

Por que recomendo?

O Mestre Invencível é uma comédia pastelona recheada de lutas maravilhosamente coreografadas. A mensagem do filme é linda: se seu filho é um pé no saco, entregue ele para um lutador bêbado.

Quero dizer, a mensagem é que a punição corporal não tem tão bons efeitos em filhos rebeldes quanto uma garrafa de vinho.

Não, acho que não é isso também.

Bem, talvez o filme não tenha uma grande moral ou um pai exemplar, mas são 111 minutos que irão passar voando, um voo divertido e empolgante 😉

O filme O Mestre Invencível estava na Netflix quando eu escrevi esse post, mas hoje não sei se ele aparece em algum catálogo no Brasil.

Este é um post de parceria com eles, porque o Família Palmito faz parte do #StreamTeam, a rede de blogueiros de família da Netflix o/

Desde que nos mudamos para Campinas, a rotina tem sido bem louca, cuidar de criança, da casa e do trabalho é mega complicado. E mesmo assim, eu andava levando tudo nas minhas costas, me sobrecarregando.

Chorando as pitangas na terapia, a minha psicóloga sugeriu: “Por que você não faz uma lista de tarefas, num lugar onde ele possa ver sempre e com tarefas de casa que o Miguel pode te ajudar?

Na hora, pensei mil desculpas, porque reclamar e dar desculpas é viciante e fácil. “Ah, ele não respeita regras“, “ele vai fazer e parar em uma semana“, “ele tem preguiça de fazer o que mando“, etc. Mas guardei os pensamentos pra mim e disse pra ela: ““.

Por sorte, já tínhamos um quadro branco aqui em casa, que ganhei da minha namorada e da minha sogra. Fomos comprar canetas coloridas e, quando chegamos em casa, conversamos:

– Miguel, o papai anda muito cansado, porque tenho feito tudo sozinho aqui em casa e isso não está me fazendo bem. Preciso da sua ajuda, tá bom?
– Tá.
– Vou fazer um quadro… com linhas e colunas…, falei enquanto desenhava. E aqui é a coluna da tarefa e essas outras é quem irá fazer, você ou eu. Você acha que consegue levar o lixo lá fora? 
– Sim!
– Tá, você faz isso então. Agora minha tarefas, hmmmm… Lavar roupa!

E assim a conversa foi se desenrolando e o quadro sendo preenchido. Fomos criando cada linha uma tarefa dele e outra minha, para ele sentir que era uma divisão mesmo. Claro que as deles eram um pouco menos complexas, mas tão importante quanto, dando doses homeopáticas de responsabilidade e confiança, tipo:

Tirar o lixo ficou tarefa dele. Eu amarro tudo e deixo separado, mas é ele quem leva pra fora de casa sozinho, destranca o portão, vai pra rua, coloca no cesto e volta, trancando a casa de novo. As duas primeiras vezes fiquei olhando de longe, mas agora confio que ele fará tudo direitinho.

Outra coisa importante: as tarefas não são só de coisas dele, são de todos, pra mostrar que um ajuda o outro e a casa é nossa. Exemplo:

A tarefa de guardar sapatos é dele, mas ele não guarda apenas os próprios sapatos. Ele guarda os meus também, porque quando preparo a comida, lavo a roupa, etc, não faço só pra mim, mas pra ele também.

A divisão no final ficou assim:

Foto de um quadro de tarefas todo preenchido, com as colunas "tarefas", "rafael" e "miguel".

Já se passou um mês e posso dizer que foi um sucesso, porque meu filho não deu praticamente nenhum trabalho para fazer o que está no quadro, pelo contrário, ele se sente útil e feliz em fazer. Vale reparar também que tentei desvincular as tarefas de recompensas, tipo de dinheiro, que já vi muitos fazerem. Primeiro porque sou bem fodido hahahahahaha, segundo porque as tarefas não são mais do que obrigações, o obrigado sincero e a sensação de dever cumprido já é recompensa o suficiente por aqui.

E por aí, há divisão de tarefas? Como é? Pretende fazer? Vamos trocar figurinhas nos comentários ^.^