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será que o seu post no LinkedIn parece lixo de IA?

a plataforma lançou recentemente um botão pra sinalizar isso, vale reparar, agora não temos apenas aquela opção de marcar como “não tenho interesse”.

Captura de tela do menu de opções de uma publicação no LinkedIn. Entre as opções exibidas estão "Salvar", "Copiar link da publicação", "Incorporar esta publicação", "Parece lixo de IA" (destacada), e "Denunciar publicação". Ao fundo, desfocado, aparece parte da publicação e, no canto superior direito, o botão "Seguir".

e esse é um ponto importante, porque o LinkedIn já havia falado inúmeras vezes que iria diminuir o alcance das publicações genéricas geradas por IA, e finalmente temos uma noção mais clara do “como” isso deverá ser feito.

mas o problema não é usar IA, tá? eu uso em boa parte do trabalho e muita gente boa usa também. pode usar, mas…

refine o conteúdo, treine seu GPT da vida a te questionar sobre como tornar o conteúdo ainda mais autoral e relevante, pfv.

ajude a IA a te ajudar.

quando o conteúdo feito com IA carrega experiência, dados e/ou perspectiva de uma pessoa real, ele pode ser um conteúdo mais chatinho e polido, mas com certeza não é lixo de IA e você não deverá correr risco de perder público.

espero que essa novidade faça a galera daqui se esforçar mais a usar bem a ferramenta.

se no ano passado eu me chocava que o LinkedIn tava se tornando minha rede favorita, hoje já me dá até um tremelique no olho ao rolar o feed por 5 minutos.

— ps: não vi nada sobre, mas espero que ainda haja um filtro humano a essas denúncias, porque imagina a galera mal intencionada denunciando todos os posts de concorrentes? absolute chaos —

e você, curtiu a novidade? já usou alguma vez?

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muita gente complica o LinkedIn como se tivesse que decifrar poneglifos antes de publicar algo.

tem que postar no horário certo e não usar certas palavras proibidas e fazer um carrossel inusitado e não usar IA e antes de publicar tem que curtir e comentar os outros, quem sabe até comprar um curso.

é um monte de dica repetida de influencers gringos só pra alimentar FOMO de geral.

homem com expressão de cansaço olhando para um notebook, cercado por linhas e círculos que representam confusão e sobrecarga mental.

tem dicas que ajudam? sempre tem, essas que zoei no começo do post mesmo podem ajudar um post a performar melhor.

mas ninguém precisa virar famoso pra se dar bem no LinkedIn.

a dica mais importante pra 90% dos mortais nesta rede é uma das mais sem glamour: constância.

e eu digo isso com alguma vergonha, tá, porque eu mesmo tenho dificuldade com ela.

como escrevo o dia inteiro para empresas e executivos aqui, quando chega a noite ou fim de semana meu cérebro já não quer mais saber de nada.

só que constância (voltando ao assunto) não significa postar todo dia.

não precisa transformar cada coisa que você faz em um insight de liderança ou ter um título imperdível em TODO santo post.

às vezes, constância é só voltar sem neura.

voltar com uma ideia decente, uma novidade, um projeto e com um texto que pareça seu (mesmo que a IA tenha ajudado).

um texto que seja útil, inclusive pra fora do seu círculo de conexões aqui no LinkedIn.

esse último ponto ficou ainda mais importante porque a rede não entrega seu conteúdo só para quem já te conhece. quando você posta, seu texto pode aparecer no feed de gente que não sabe quem é você, o que você faz ou por que deveria prestar atenção.

não encana com hack de algoritmo, não, se preocupe com essas três coisinhas mais banais mesmo:

  1. ter algo pra compartilhar
  2. dizer com a sua voz
  3. e não sumir.

parece simples, mas é difícil pra… dedéu.

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“O algoritmo do LinkedIn mudou!”

que papo chato, aaaahhhhh!

Robô fofo segurando um lápis para escrever uma mensagem em um pedaço de papel. Ilustração em renderização 3D.

dica do redator que ganha a vida escrevendo pra marcas e executivos por aqui: escreva pra gente (com consistência) e você nunca precisará se importar com essas mudanças de algoritmo 🙏✨ #pas

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ainda tem MUITA gente que culpa link por post que não performa.

não é o link. é o post mesmo.

“ah, mas o LinkedIn não gosta que as pessoas saiam da plataforma”

não funciona assim.

no mobile, o link abre em navegador embutido.
no desktop, abre outra aba e o site segue ativo.

o problema é comportamental.

o LinkedIn não penaliza link. penaliza desinteresse.
comentários, tempo de leitura, salvamentos, é isso que o algoritmo lê.

se o texto for bom, a pessoa comenta antes de clicar ou volta pra comentar. se for ruim, ela só scrola.

mas é mais fácil culpar o link do que admitir que o post não prendeu ninguém.

Imagem com fundo rosa e roxo. Ao centro, um homem careca e barbudo aparece em close, com expressão pensativa e a mão no queixo. Sobre a imagem, há o texto em destaque: “será que o problema do post está mesmo no link?”. No rodapé, aparece o nome “/rafanoris”.

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Data Analyst Using Data Analytics KPI Dashboard

O LinkedIn acaba de lançar o estudo “Easy to Find: Being Where B2B Buying Happens”, um dos materiais mais relevantes do ano para quem quer entender como as marcas B2B crescem em um cenário cada vez mais competitivo e digital.

Com dados quantitativos e qualitativos, o documento mostra que as empresas que crescem são as que estão presentes, visíveis e acessíveis nos canais onde as decisões realmente acontecem.

Mas o que isso significa na prática? E como sua marca pode usar esses aprendizados no LinkedIn para gerar crescimento real?

Nós da Digitale vamos resumir e traduzir os principais insights do estudo a seguir.

Crescimento em B2B depende de duas forças

Segundo o estudo, as marcas B2B que mais crescem são aquelas que equilibram “mental availability” e “physical availability:

  • Mental availability é ser lembrado quando surge uma necessidade de compra.
  • Physical availability é ser fácil de encontrar e comprar nos canais certos.

Em outras palavras, não basta ser reconhecido, é preciso estar presente no momento da decisão.

No LinkedIn, isso se traduz em marcas que constroem presença consistente (por meio de conteúdo, anúncios e networking ativo) e que facilitam o contato e a descoberta de suas soluções.

Presença: estar onde o seu cliente está

O relatório aponta que os compradores B2B usam, em média, 3,7 canais de vendas. Isso mostra que estar presente apenas em um canal é o mesmo que estar ausente de vários.

A pesquisa também mostra que eventos (muitas vezes subestimados) continuam sendo extremamente eficazes quando integrados a uma estratégia digital.

A recomendação do estudo é investir em amplificação digital, combinando presença física com conteúdo e campanhas no LinkedIn para alcançar públicos novos e relevantes.

💡 Insight Digitale: Use os eventos (presenciais ou online) como pontos de partida para conteúdos estratégicos no LinkedIn. Transforme cada palestra, painel ou workshop em posts, vídeos e artigos que mantenham a conversa viva muito depois do evento terminar.

Prominence: seja fácil de achar (e de lembrar)

A prominence, ou destaque, é o que faz uma marca ser lembrada primeiro. E o estudo mostra um dado alarmante: no setor B2B, apenas 46% das buscas mencionam o nome da marca, enquanto no B2C o número chega a 87%.

Isso significa que muitas empresas B2B ainda dependem demais de anúncios pagos (rented prominence) e pouco constroem ativos próprios de marca (owned prominence), como identidade visual, tom de voz e presença orgânica sólida.

💡 Insight Digitale: No LinkedIn, construir destaque orgânico é uma vantagem competitiva. Marcas que publicam com consistência e estimulam seus colaboradores a se tornarem criadores internos fortalecem o reconhecimento e reduzem a dependência de mídia paga.

Portfólio: menos é mais

O estudo revela que 30% dos profissionais de marketing B2B não sabem o quanto seu portfólio principal representa do faturamento.

Entre os que sabem, o core responde por cerca de 50% das vendas.

Ou seja, portfólios enxutos e bem posicionados são mais eficientes do que catálogos extensos e confusos.

O relatório propõe uma abordagem inspirada no varejo: priorizar hero products, simplificar a comunicação e alinhar mensagens às situações reais de compra.

💡 Insight Digitale: No LinkedIn, a clareza é poder. Destaque suas soluções principais em carrosséis, cases e depoimentos. Concentre-se em mostrar o valor do que sua marca faz de melhor.

O que isso significa para o marketing B2B no LinkedIn

O estudo reforça que o crescimento em B2B não acontece por acaso, mas é resultado de estratégias bem calibradas de presença, destaque e consistência.

Para as marcas que atuam no LinkedIn, isso se traduz em três movimentos estratégicos:

  • Amplie sua presença: esteja ativo nos formatos certos (páginas, newsletters, vídeos e LinkedIn Ads).
  • Construa ativos distintivos: mantenha um tom e uma estética reconhecíveis.
  • Simplifique sua mensagem: comunique o essencial com frequência e propósito.

Para ler o estudo completo, acesse a página do LinkedIn Marketing Solutions.

 


Post para o blog da Digitale.

Rocket launching above 2026 cubes with target icon and growth graph on yellow background, symbolizing business startup, creative market, innovation strategy, new year goals, and future success.

O LinkedIn vive um momento decisivo.

Desde a queda do Twitter (e o enfraquecimento do X), a rede se consolidou como o principal espaço para discussões profissionais, troca de conhecimento e marketing B2B.

Com mais de 1,2 bilhão de membros e uma curva constante de engajamento, a plataforma está ampliando sua presença entre criadores de conteúdo e marcas, mas, como todo ecossistema digital, também passa por transformações profundas.

As previsões para 2026 apontam para uma fase marcada por vídeos, inteligência artificial, aprendizado rápido e personalização de jornada.

Entender essas mudanças agora é fundamental para quem quer continuar relevante no LinkedIn, seja como profissional, criador ou empresa.

1. O vídeo assume o protagonismo

O vídeo será o principal formato do LinkedIn em 2026.

O tempo de visualização de vídeos cresce 36% a cada ano, e publicações em vídeo são 20 vezes mais compartilhadas do que qualquer outro tipo de conteúdo.

A plataforma já vem testando em algumas regiões um feed dedicado de vídeos em tela cheia, com experiência semelhante ao TikTok e ao Reels, o que reforça o foco em consumo rápido e visual. A expansão global dessa funcionalidade poderia vir em 2026.

Além disso, o LinkedIn planeja fortalecer o uso de transmissões ao vivo (live streaming), conectando usuários a eventos corporativos, feiras e conferências em tempo real, assim transformando a rede em uma vitrine dinâmica para discussões setoriais e insights de mercado.

💡 Oportunidade: marcas e profissionais que dominarem o vídeo curto, o storytelling e as lives temáticas terão vantagem competitiva. A tendência é clara: quem não aparecer, dificilmente será lembrado.

2. A inteligência artificial como motor de personalização

O LinkedIn está prestes a usar a IA em larga escala para reconfigurar a experiência dos usuários.

A expectativa é que a plataforma consiga finalmente entregar um mapeamento de trajetória profissional personalizado, utilizando dados sobre histórico, formação, experiências e interesses. Essa função deve ser combinada a sugestões de cursos do LinkedIn Learning, vagas compatíveis e recomendações de conexões estratégicas.

Com o apoio das tecnologias da Microsoft, o LinkedIn pode finalmente ganhar um assistente de IA integrado ao feed, que ajudará usuários a otimizar perfis, planejar postagens e acompanhar tarefas diárias na plataforma. Hoje são recursos espalhados nos perfis Premium, mas que podem ser ampliados e melhor conectados.

Para profissionais e empresas, isso representa uma nova era de perfis orientados a dados. A curadoria de conteúdo e o posicionamento pessoal serão ainda mais decisivos, já que a IA vai privilegiar quem demonstra autoridade e consistência temática.

3. Criadores, dados e monetização de conteúdo

O LinkedIn está se aproximando cada vez mais da lógica da creator economy.

A rede já iniciou testes de monetização por anúncios em vídeos de criadores e deve, em 2026, fortalecer os “trend insights”, ferramentas que mostram quais temas estão em alta dentro da plataforma.

Essas informações, alimentadas por IA, ajudarão profissionais e marcas a entender o que está sendo discutido e a direcionar melhor suas pautas e campanhas.

4. B2B mais humano e multiformato

Mesmo com o avanço da IA, o LinkedIn reforça uma mensagem essencial em todos os seus estudos e pesquisas: autenticidade continua sendo o maior ativo.

O algoritmo vem privilegiando publicações com voz humana, transparência e propósito.

Isso vale para executivos, empreendedores e empresas. O público quer histórias reais, aprendizados genuínos e visões de mundo.

O desafio para 2026 será equilibrar automação e empatia: usar tecnologia para potencializar a voz das pessoas, não substituí-las.

Posts em texto seguirão relevantes, mas o sucesso dependerá de uma narrativa que una clareza, consistência e identidade de marca apoiada por vídeos, carrosséis e novos formatos que valorizem a experiência visual.

2026: o ano da maturidade do LinkedIn

O LinkedIn entra em 2026 mais maduro, mais audiovisual e mais inteligente.

A plataforma deixa de ser apenas um espaço de networking para se consolidar como um ecossistema de conteúdo, aprendizado e negócios.

Para profissionais, isso significa aprimorar a gestão de presença e reputação digital.

Para empresas, exige visão estratégica para integrar branding, dados e performance em um mesmo fluxo de comunicação.

 


Post criado para a Digitale.

 

oi, aqui é o Noris!

eis a primeira segunda do mês e aqui está a minha 4ª baguncinha com 10 coisas que achei por aí e quis compartilhar.

entramos no meu mês favorito, quando coisas de terror ganham mais espaço. você também é fã de Halloween, Dia das Bruxas ou Dia do Saci? deixe um comentário 🎃

boa leitura (e boas travessuras)!

1️⃣ quantos anos você tinha quando descobriu que a tradição original de Halloween era decorar nabos ao invés de abóboras?

Imagem de 2 nabos com feições humanóides decoradas para Halloween, com olhos inteiramente negros e dentes bizarros. São exemplares do National Museum of Ireland.

eu tinha 36, e a descoberta foi na semana passada. na minha humilde opinião, nabos de Halloween são 1.000x mais assustadores. — pra saber mais, link da Superinteressante

2️⃣ falando em coisas que dão medo, o medo de flopar

quem cria conteúdo está sujeito a ter essa experiência que o André Oliveira destrinchou MUITO bem.

importante enfrentar o pavor de ser ignorado ou zoado se quiser que seus posts cheguem em algum lugar.

recomendo a leitura!

 

3️⃣ saiu a lista de vencedores do Ig Nobel 2025

falei que ia rolar o Ig Nobel na newsletter passada e agora saiu a lista dos vencedores de 2025. tem pesquisas de pizzas favoritas de lagartos a vacas pintadas de zebra pra enganar mosquitos. tá muito imperdível!

e o melhor lugar pra conhecer os premiados é no podcast Naruhodo, do Ken Fujioka e Altay de Souza, que tem episódio duplo pra você se aprofundar um pouco mais em cada um dos estudos — ouça no Spotify o quanto antes

 

4️⃣ pesquisa nova pra galera do B2B no LinkedIn

finalzinho de setembro saiu uma pesquisa muito interessante sobre conteúdo de lideranças aqui nessa plataforma e o impacto “invisível” dele sobre decisões de compra.

a Edelman e o LinkedIn se debruçaram sobre stakeholders internos das organizações que influenciam decisões de compras mesmo sem serem usuários diretos. 71% deles têm pouca ou nenhuma interação com times de vendas.

falei disso num post semana passada (passe lá deixar um like amigo), mas… — recomendo ler o estudo completo

5️⃣ palavra do mês: WORKSLOP

você com certeza já topou com algo gerado por IA (post, apresentação, análise) que parece ok, mas carece de “substância”, não te ajuda em nada, e aí você precisa retrabalhar total no conteúdo. isso tem nome: “workslop”, e vi essa palavra pela primeira vez na Harvard Business Review.

num estudo publicado por eles, 40% dos funcionários relatam receber “workslops”, o que custa às empresas um “imposto invisível” de cerca de $186 por mês por trabalhador em perda de produtividade. curiosidade: metade dos receptores passa a ver o colega que enviou o “workslop” como menos inteligente.

leitura essencial pra quem quer entender melhor a IA e seus desafios, até pra também usá-la de forma mais… inteligente. — AI-Generated “Workslop” Is Destroying Productivity

 

6️⃣ Tylenol não causa autismo

é simplesmente angustiante esse tópico ser necessário, mas vivemos numa sociedade que parece que perdeu o bom senso e esse assunto bombou em muitos lugares no mês passado. o Igor Eckert postou um carrossel no Instagram que explica direitinho a desinformação que o Trump propagou, vale passar lá e engajar — link do post do @igoreckert

 

7️⃣ falando em correlações espúrias…

A imagem mostra uma correlação curiosa, mas sem relação causal, entre dois dados: De 1995 a 2021, o número de bebês chamados Eleanor nos Estados Unidos cresceu bastante, saindo de cerca de 400 nascimentos por ano para mais de 7 mil. No mesmo período, a quantidade de energia gerada por usinas eólicas na Polônia também aumentou, de praticamente zero para cerca de 16 bilhões de kWh. O gráfico coloca essas duas curvas lado a lado e mostra que elas sobem de forma parecida, com uma correlação estatística muito alta. A intenção é ilustrar um “spurious correlation” (correlação espúria): duas variáveis que parecem andar juntas nos números, mas que não têm nenhuma ligação real entre si.

a popularidade do nome Eleanor nos EUA não aumenta a geração de energia eólica na Polônia. por quê? porque correlação não é causalidade. e esse site do Tyler Vigen mostra isso de uma maneira maravilhosa já faz um tempo, recomendo muito, é divertido e educativo ❤️ — Spurious Correlations

 

8️⃣ vamos falar de coisa boa? vamos falar do aniversariante do mês passado?

no dia 19 de setembro, foi o aniversário de 35 anos do maior sistema de saúde do mundo: o SUS! é um sistema que tem desafios, sim, mas é uma conquista social do povo brasileiro e motivo de muito orgulho.

por não ter plano de saúde, eu e meu filho usamos ele o tempo todo (76% da população brasileira depende dele), já consegui fazer cirurgias em que o tempo da consulta até o procedimento, passando pelos exames, aconteceu em menos de 6 meses, e todo ano faço meu check-up. quem criticar o SUS perto de mim está sujeito a pauladas.

 

9️⃣ dica de leitura

se no tópico anterior eu falei do SUS como conquista, aqui vai uma indicação de livro que mostra bem o que era a vida sem ele: “Quarto de Despejo”, da Carolina Maria de Jesus.

no diário, ela conta o dia a dia de uma mãe na favela dos anos 50, vivendo de catar papel, enfrentando fome, doença, falta de remédio e dependendo de caridade pra sobreviver. é um relato cru, dolorido e necessário, que ajuda a entender por que saúde pública tem que ser direito de todos, e não favor de alguns.

leitura rápida, mas que fica ecoando por muito tempo. — link do livro na Amazon (com desconto)

 

🔟 dica de newsletter aqui no LinkedIn

você também curte a interssecção entre psicologia e escrita? então você precisa seguir a newsletter Int. Emocional & Comunicação, da Tatiane Lucheis. eu descobri o conteúdo graças às curtidas e comentários da Carolina Abilio, MSc por lá, e aí apareceu no meu feed. eu acho muito interessante as voltas que os conteúdos no LinkedIn dão pra chegar na gente 😊 — veja todas as edições publicadas

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Publicar no LinkedIn pode impactar MUITO além do seu público direto.

É o que mostra a pesquisa da Edelman e LinkedIn “B2B Thought Leadership Impact Report”, sobre conteúdo de porta-vozes:

 

📊 63% dos “hidden buyers” (influenciadores internos que não aparecem nas negociações, mas opinam na decisão final) gastam mais de 1h por semana consumindo thought leadership.

📊 71% têm pouca ou nenhuma interação com times de vendas, mas 95% se tornam mais receptivos quando consomem thought leadership de qualidade.

📊 91% dos hidden buyers valorizam conteúdos que revelam oportunidades ainda não percebidas.

📊 71% deles confiam mais nesse tipo de conteúdo do que em materiais tradicionais de marketing.

OU SEJA

Mesmo que você não saiba quem está lendo, seu conteúdo pode estar ajudando nas negociações.

Já já tem post no blog da Digitale com mais dados sobre isso, mas recomendo muito que tirem uns minutinhos pra ler o estudo completo.

Capa do relatório 2025 B2B Thought Leadership Impact Report, produzido pela Edelman em parceria com o LinkedIn. A imagem tem fundo azul-escuro, com círculos azuis organizados em uma grade à esquerda e o título em destaque à direita: “Invisible Influence: Unlocking the Power of Hidden Buyers” (em português: “Influência Invisível: Desbloqueando o Poder dos Compradores Ocultos”).

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A imagem mostra uma thumbnail com um fundo roxo e um quadro rosa. O texto no canto superior esquerdo diz "LISTÃO DO NORIS" em letras grandes e amarelas. Abaixo, há uma lista de tópicos em letras brancas: "LER POR PRAZER, GPT NO BRASIL, BLACK METAL, ETC". No lado direito, há uma imagem pixelizada de um homem barbudo, careca, vestindo um robe branco e segurando uma caneca branca. No canto inferior direito, a hashtag "#003" indica o número da edição.

oi, aqui é o Noris!

o tempo voou e a primeira segunda do mês chegou novamente.

a edição saiu um pouco mais tarde dessa vez porque os últimos dias estão insanos: no trabalho, nos projetos pessoais e até na família. ontem passei a madrugada com meu filho no hospital por conta de uma tosse que tirou o sono até dos vizinhos.

mas enfim, aqui está a esperada baguncinha de 10 coisas que achei por aí e quis compartilhar.

boa leitura!

1️⃣ no fun, my babe, no fun

uma pesquisa conduzida pela University College London e pela University of Florida descobriu que, em 10 anos, o número de estadunidenses que leem por prazer caiu 40%. pra mim, esse é um dado bem preocupante, já que estamos perdendo um hábito que favorece tanto a empatia quanto a saúde mental. você também tem sentido dificuldade de “ler por ler”? — NY Times

Na foto, duas crianças estão sentadas em um sofá: uma sorri abraçando uma almofada, minha prima, enquanto a outra segura o livro “A fada que tinha ideias” (eu). Ao lado delas há uma árvore de Natal decorada com bolas coloridas e laços, a foto é a cara dos anos 90.

época que comecei a ler por prazer e nunca mais parei.

 

2️⃣ do maravilhoso James Clear

“Encarar um problema de frente diminui o medo. É difícil ter medo de algo quando você está avançando, ainda que aos poucos e de forma imperfeita. Agir acalma a ansiedade.”

 

3️⃣ o ChatGPT no Brasil

não é proposital, mas toda edição tem um tópico sobre inteligência artificial. dessa vez, recomendo um artigo MUITO bacana escrito pelo Thássius Veloso para o Tecnoblog com dados da OpenAI sobre o uso do ChatGPT em nosso país. estamos no top 3 dos países que mais usam a ferramenta e seus principais usos por aqui são:

  1. Redação e comunicação (20%)
  2. Aprendizado e capacitação (15%)
  3. Programação, ciência de dados e matemática (6%)

leia a matéria completa

 

4️⃣ falando em pesquisas…

acontece neste mês um dos momentos mais divertidos pra quem se empolga com divulgação científica: dia 18 de setembro vai rolar a cerimônia do 35º Prêmio Ig Nobel. se você não conhece essa paródia do Prêmio Nobel (alguém não conhece??), ele homenageia pesquisas científicas, no mínimo, inusitadas. são estudos que, como eles mesmo dizem, te fazem rir e logo em seguida pensar. vale ficar atento! — site oficial do Ig Nobel

 

5️⃣ exemplo de um Ig Nobel do ano passado

o Ig Nobel que mais achei interessante* em 2024 foi o de Medicina. uma equipe da Europa descobriu que remédios falsos que causam efeitos colaterais dolorosos são mais eficazes do que medicamentos falsos que não causam efeitos colaterais dolorosos.

*confesso que tem outro que gostei mais, mas acho que não seria de bom tom trazer aqui no LinkedIn rslista dos Ig Nobel 2024 no G1

 

6️⃣ lições corporativas de uma banda de black metal

no mês passado, uma das minhas bandas favoritas virou um novelão nas redes sociais. dois integrantes do Cradle of Filth se demitiram no meio da turnê sulamericana, com direito a exposição de DM, acusação de contrato abusivo, problemas conjugais, e até menção a alcoolismo, tudo postado em rede social. a lição? até poderia ter vários insights sobre marketing pessoal ou cultura organizacional, mas deus me livre disso. — matérias no Whiplash

 

7️⃣ pra refletir ✨

A tirinha da cartunista Laerte mostra uma personagem com um chapéu que parece prever desastres. Em quatro quadros, ela aparece em cenários de destruição — uma enchente, um tornado e o rastro de um terremoto — e em todos os cenários, a personagem repete a frase "Eu não disse?". O último quadro mostra a personagem seguindo uma placa de trânsito que aponta para "Eu não disse - a 2km"

deixe um like lá na publicação original da Laerte

 

8️⃣ dica: encontre-se com o artista

você sente que sua criatividade está bloqueada? a Julia Cameron tem uma dica que amo: marque um “encontro com o artista”, um momento semanal dedicado apenas a você e à sua curiosidade, sem a pressão de produzir nada. exemplos:

  • visitar um museu
  • explorar o bairro
  • ir a um show de música ou teatro
  • assistir a um filme antigo
  • sentar em um café e observar as pessoas

a essência dessa prática é que, para que a criatividade flua, a fonte precisa ser reabastecida. e não vale passeio pelo feed infinito das redes sociais, tá? — livro dela tá com desconto na Amazon

 

9️⃣ estudo novo do LinkedIn na área

bora falar de marketing B2B, IA generativa e LinkedIn? a plataforma divulgou recentemente um estudo chamado “AI is the new advantage – B2B Marketing Benchmark”.

ele traz muita informação sobre essa “nova era do marketing B2B”, indicando que 95% dos profissionais de marketing B2B já usam IA semanalmente, mas só 32% dizem ter domínio “extremamente bom” sobre IA.

A imagem mostra a frequência de uso de IA por profissionais de marketing B2B: 46% utilizam várias vezes por dia, 19% uma vez por dia, 26% algumas vezes por semana, 4% uma vez por semana e 5% menos de uma vez por semana, indicando que 95% usam IA pelo menos semanalmente.

de acordo com a pesquisa, o maior benefício percebido não é financeiro, mas tempo economizado: em média 20 horas por semana, considerando diferentes tarefas.

um outro detalhe que chama atenção é o fato de que as habilidades que mais crescem nos perfis de marketing no LinkedIn estão ligadas à IA aplicada: Artificial Intelligence for Business (+121%), Generative AI (+74%) e Prompt Engineering (+43%).

dica de curso no LinkedIn Learning: IA generativa para profissionais de marketing digital, com aulas do Martin Waxman, MCM, APR.

faça o download do estudo aqui

 

🔟 se pudesse, curtia esse post 1.000 vezes

 

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83% das pessoas usam IA generativa sem fact-checking (esse número é inventado, mas já chego lá). 👇

Você deve ter visto vários posts com um monte de dados sem fonte alguma aqui no LinkedIn, né?

Com a popularização da IA, isso só aumentou. 🫠

Por melhores que sejam os prompts, não dá para sair publicando o que um GPT da vida gera sem uma revisão crítica.

Você pode até ganhar curtidas com dados inventados, mas basta um comentário pedindo a fonte pra sua reputação ir pro ralo.

👉 Autoridade se constrói com responsabilidade por aquilo que você compartilha. Você pode ir de especialista a embuste em um único post.

A tirinha, de Tom Fishburne, mostra um apresentador em uma sala de reuniões. Ele aponta para um gráfico de pizza com uma fatia grande de 86,4% e diz: "86,4% das pessoas acreditarão em qualquer dado que você colocar em um post do LinkedIn, mesmo que a IA tenha acabado de inventar para provar seu ponto." A plateia, atenta, reage com aprovação. A tira satiriza a falta de questionamento sobre dados falsos postados online.

A arte do post é uma adaptação que fiz de um quadrinho do Tom Fishburne. O original e o artigo que ele fez pra acompanhar são perfeitos também, recomendo a leitura: https://marketoonist.com/2015/08/data-driven.html

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