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ontem eu fiz minha primeira prova de corrida. foram praticamente 9km em estrada de terra após dias de chuva.

nunca tinha corrido mais de 6km. não faço parte de equipe nem faço musculação focada em performance. eu corro pela minha #SaúdeMental, com o que o corpo aguenta, pra me livrar de vários sintomas de ansiedade, depressão e TDAH.

mas dessa vez quis testar e foi uma experiência diferente de tudo que já vivi correndo.

geralmente eu corro à noite, sozinho, área urbana, ouvindo minhas bandas de metal. e é como se eu limpasse o cache da minha cabecinha careca, os problemas vão embora junto com o suor.

dessa vez foi de manhã, área rural, gente ao redor (mas a mesma trilha sonora de sempre).

Homem careca com barba preta em destaque, correndo em uma estrada de terra em meio à natureza durante uma prova de trail run. Ele veste camiseta laranja do evento e short preto. Ele sorri e faz um gesto de paz com a mão para a câmera enquanto corre. Ao fundo, outros corredores também participam da prova, cercados por vegetação verde no entorno da Fazenda Rio Acima, em Pedreira.

o percurso foi no entorno da Fazenda Rio Acima

foi um sentimento diferente e a palavra que define esse #TrailRunning é conexão:

conexão com o lugar onde nasci, com a natureza e com as outras pessoas que também acordaram cedo num domingo pra correr em estrada de terra.

como nem tudo são flores, voltando pra casa, louco pra tomar banho, me acidentei de moto e quebrei a mão direita. o banho ficou pra depois (e nem foi tão bom, porque tava com tala engessada).

a sensação foi de frustração total, até porque eu estava saindo de uma fase depressiva. aí veio aquele pensamento de sempre: “faço tudo errado, estrago tudo”. porque isso obviamente vai atrapalhar vida profissional e pessoal de inúmeras maneiras.

mas aí chegaram as fotos da prova e o apoio das pessoas ao meu redor. gente que correu comigo lá na prova e gente que está sempre comigo nos meus corres.

e eu lembrei: eu corri 9km (8,75km, pra ser mais exato) e valeu cada km.

agora vou ficar de molho por um mês, mas pelo menos tenho essa conquista pra carregar e uma história pra contar.

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🎶 “Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes…”

Uns dias atrás, escrevi aqui que tá tudo bem usar IA pra escrever (e continuo achando, tá).

Mas quero dar meu testemunho sobre o valor de escrever sem IA:

🧘‍♂️ Só você, uma página em branco, um lápis e a sua máquina orgânica de pensamentos.

Depois que li “O Caminho do Artista”, da Julia Cameron, criei o hábito de fazer as páginas matinais que ela cita na obra. São três páginas escritas à mão, todo dia, logo depois de acordar, no estilo fluxo de consciência.

Foto de uma mão segurando lápis, com uma folha embaixo, e um gato deitado ao lado da pessoa que está escrevendo.

Como todo novo hábito, é cansativo criar e manter ele (ainda mais se você for TDAH como eu), mas os benefícios compensam MUITO.

Essa escrita sem filtro me ajuda a:

✍️ organizar pensamentos
🧠 ter mais clareza mental
⚡ estimular criatividade
🚪 e abrir saídas quando tudo parece travado

Não é um exercício pra escrever um texto bonito, é pra se escutar, pra se entender e no percurso resolver até problemas que você não sabia que tinha.

Bem na linha do que a galera diz que “não é terapia, mas é terapêutico”.

Escrever sem expectativa de performance pode ser mais transformador do que qualquer método de produtividade. Sei que é uma afirmação enviesada, um redator dizendo isso, né, mas confia.

E se você pulou tudo na sua leitura dinâmica só pra ver como eu terminei esse texto, saiba que: pode usar IA pra escrever seus textos, sim, mas experimente escrever por conta própria de vez em quando também. 😉

A imagem mostra um homem com barba e olhos claros, olhando para a câmera com uma expressão de preocupação, com uma das mãos apoiada no rosto. Ao fundo, há uma estante com livros e objetos coloridos. Na parte inferior da imagem, há uma faixa azul com o texto: “TDAH em adulto — O que é e como lidar”.A resposta curta é: não, TDAH também afeta adultos!

Mas pra não acabar o post aqui, vamos explicar um pouco melhor: os diagnósticos de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) geralmente acontecem na infância, principalmente na fase escolar, pois é quando a diferença de comportamento fica mais evidente em relação às outras crianças.

Só que, por ser uma condição neurológica, o TDAH não “passa” com o tempo. Ele acompanha a pessoa também na vida adulta, embora com sintomas que costumam se manifestar de outras formas, muitas vezes mais sutis.

As principais características do TDAH são impulsividade, desatenção e hiperatividade (tanto motora quanto mental).

Em tempos acelerados como os de hoje, é fácil se identificar com esses sintomas (e por isso há muitos diagnósticos errados), mas o que diferencia alguém com TDAH de uma pessoa neurotípica é a constância e a intensidade dessas dificuldades no dia a dia.

Quer entender melhor como isso aparece na vida adulta? No vídeo abaixo eu conto um pouco da minha experiência pessoal e falo sobre como descobri e aprendi a lidar com o TDAH na prática:

E se você tiver alguma dúvida sobre o assunto, manda pra mim! Em breve posso fazer um novo vídeo respondendo as perguntas de vocês. ^_^