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Capa do livro A Mão Esquerda da Escuridão, de Ursula K. Le Guin, sobre fundo vermelho. A ilustração mostra uma figura humana estilizada, de costas, caminhando em uma paisagem montanhosa e gelada, com cores vibrantes como rosa, azul, verde e amarelo. No topo, lê-se o nome da autora “Ursula K. Le Guin” e o título “A Mão Esquerda da Escuridão”. A imagem sugere um cenário alienígena, frio e simbólico, ligado à ficção científica.

O primeiro encontro do Leia Diversidades de 2026 já tem tema definido e ele promete expandir nossos horizontes literários, políticos e humanos.

Em janeiro, vamos nos reunir para discutir “A Mão Esquerda da Escuridão”, obra clássica da ficção científica escrita por Ursula K. Le Guin, uma das autoras mais importantes do século XX.

Sinopse e temas discutidos na obra

Publicado originalmente em 1969, o livro acompanha Genly Ai, um emissário terráqueo enviado ao planeta Gethen, um mundo coberto de gelo onde os habitantes não possuem gênero fixo.

Nesse contexto radicalmente diferente do nosso, Genly precisa lidar com intrigas políticas, choques culturais e seus próprios limites ao tentar compreender o “outro”. Ao seu lado (e, muitas vezes, em tensão) está Estraven, um nativo exilado cuja relação com o protagonista se transforma ao longo da narrativa.

Mais do que uma história de sobrevivência em um ambiente hostil, A Mão Esquerda da Escuridão levanta questões profundas sobre gênero, identidade, alteridade, poder, lealdade e empatia.

Ursula K. Le Guin utiliza a ficção científica como ferramenta crítica, mostrando como nossas construções sociais moldam (e limitam) a forma como nos relacionamos com o mundo e com as pessoas ao nosso redor.

No Leia Diversidades, o livro será ponto de partida para refletirmos coletivamente sobre normalidade, diferenças culturais, política, linguagem e convivência.

Informações sobre o encontro de janeiro do Leia

O encontro acontece no último domingo de janeiro, dia 25, às 15h na Praça Ângelo Ferreira, no centro de Pedreira/SP, e é aberto a todas as pessoas interessadas em literatura e diálogo.

Acompanhe o projeto pelo Instagram, pois durante o mês vou compartilhar vários materiais de apoio para a leitura.

Se você busca um espaço seguro para ler, pensar e trocar ideias com afeto e profundidade, esse encontro é um convite.

Prepare a leitura, a curiosidade e venha conversar com a gente!

Atualização pós-evento:

É uma delícia ver uma iniciativa nossa ter impacto positivo na vida de outras pessoas, né?

Eu coordeno o #LeiaDiversidades desde 2019 em Pedreira/SP. É um encontro na praça pública pra falar de literatura. Totalmente gratuito, totalmente aberto a quem quiser chegar.

Quando eu criei o projeto, eu nunca tinha participado de um clube de leitura, só sabia que queria estar em um.

Como na minha cidade não tinha nada parecido, inventei o meu. Felizmente, tinha amigos que toparam embarcar junto. Assim, juntos é que fomos moldando a dinâmica dos encontros, na base de erros, acertos, tentativas e muita troca boa.

A pandemia, claro, deu um freio em tudo, já que não tinha sentido fazer online: o Leia sempre teve dois objetivos, um que é estimular a #leitura e outro que é aproximar as pessoas da cidade, dos espaços públicos, umas das outras.

No entanto, quando voltamos em 2023, quase tudo tinha mudado: muita gente antiga não conseguiu mais vir, eu mesmo estava com dificuldade de retomar o ritmo de leitura. E você, também sentiu isso?

Mas, aos poucos a roda voltou a girar. Vieram rostos novos, gente de cidades vizinhas, trocas que me lembram por que esse projeto existe.

Pra entender melhor a motivação de quem estava ao meu lado nesses novos caminhos do Leia Diversidades, lancei uma pesquisa simples nas redes sociais: como o Leia Diversidades contribuiu pra sua relação com a leitura?

E aí volto pro começo:

É bom demais ver que nosso esforço mexe com as pessoas, com suas perspectivas e hábitos!

🔹 “O Leia me apresentou obras e autores que se tornaram muito queridos! Os encontros são leves e as trocas valem a pena 🥰”

🔹 “O Leia foi muito importante pra eu voltar a ler, e é sempre legal conversar sobre os livros, ver outros pontos de vista. Eu adoro 👏👏”

🔹 “O Leia apresenta leituras maravilhosas, e as trocas são muito ricas pra trazer perspectivas variadas sobre o mesmo livro. Recomendo 😚”

🔹 “Nosso grupo me despertou o hábito da leitura. Em 2024 e nos anos anteriores não havia lido sequer um livro. No entanto, do início deste ano até aqui, já li 4 livros e estou lendo um quinto. ”

Comentários assim fazem tudo valer a pena, cada divulgação realizada, livro lido, tema estudado, cada roda na praça.

Neste domingo agora tem mais um encontro, dessa vez sobre “A Vegetariana”, da Han Kang. Um livro tão poético quanto brutal (fica a dica!), e eu já estou curioso pra ver os debates que esse livro vai gerar.

Se você for de #PedreiraSP ou região, chega com a gente neste domingo (29/06) às 15h na Praça Ângelo Ferrari.

Mosaico com 4 fotos de diferentes encontros, uma das fotos mostram pessoas sentadas numa praça arborizada conversando em círculo, outra foto mostra uma selfie de grupo, onde seguram o banner do projeto Leia Diversidades e exemplares do livro discutido. A imagem tem um filtro vermelho que é da identidade visual do projeto. No centro, o logo do Leia Diversidades, que é livro aberto com um punho erguido com as cores do arco-íris + o marrom e preto na página da esquerda e na página da direita está escrito Leia Diversidades. Embaixo do logo, há o nome de usuário do projeto no Instagram, que é @leia.diversidades.

Acesse o post original no LinkedIn e me siga por lá!

Capa do livro "A Vegetariana", de Han Kang, sobre fundo vermelho. A ilustração da capa mostra órgãos humanos de onde brotam flores. O título está em letras brancas e o subtítulo informa que a obra venceu o Man Booker International Prize.

O Leia Diversidades chega à junho com uma leitura que promete inquietar e instigar reflexões profundas: “A Vegetariana”, romance de Han Kang.

O encontro acontecerá no domingo, 29 de junho de 2025, às 15h, na Praça Ângelo Ferrari, em Pedreira/SP.

A narrativa acompanha Yeong-hye, uma mulher aparentemente comum que, após uma série de pesadelos perturbadores, decide parar de comer carne. A partir dessa decisão, ela inicia um processo de ruptura com tudo que a cerca: família, corpo, papéis sociais e até a linguagem.

Com uma escrita delicada e feroz ao mesmo tempo, Han Kang convida o leitor a pensar sobre violência simbólica, opressão, desejo, liberdade e resistência.

A história se desenrola em três partes, contadas por diferentes narradores. Isso cria uma perspectiva multifacetada do silêncio, da não conformidade e da dor que muitas vezes acompanha os recomeços.

Como sempre, a leitura prévia não é obrigatória pra participação do Leia, nossos encontros são abertos a todas as pessoas que quiserem participar da roda de conversa.

Leve sua leitura, sua escuta ou sua curiosidade e participe!

Siga o @leia.diversidades no Instagram para acompanhar todas as atualizações.

Atualização pós-evento

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "Ponciá Vicêncio", de Conceição Evaristo, no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

O Leia Diversidades de novembro (que passou para dezembro) terá como tema o livro Ponciá Vicêncio, escrito por Conceição Evaristo, uma das mais importantes vozes da literatura afro-brasileira.

A obra narra a jornada de uma mulher negra em busca de identidade e liberdade, abordando temas como ancestralidade e opressão.

Quem é Conceição Evaristo?

Conceição Evaristo nasceu em 29 de novembro de 1946, em uma favela de Belo Horizonte/MG. Trabalhou como empregada doméstica desde criança, mas estimulada pela sua mãe, nunca deixou de estudar. Formou-se em Letras e, mais tarde, concluiu seu mestrado em Literatura Brasileira e doutorado em Literatura Comparada.

A literatura de Conceição é marcada por sua experiência pessoal e pela luta contra o racismo e a desigualdade. Sua obra se destaca por retratar a vida de mulheres negras e a importância da ancestralidade e resistência no contexto brasileiro.

Sobre o livro Ponciá Vicêncio

Ponciá Vicêncio, publicado em 2003, é o primeira obra solo de Conceição Evaristo. Esse livro marca um momento especial em sua carreira literária, após ela já ter publicado poemas e contos em antologias como os Cadernos Negros na década de 1990.

O romance explora as cicatrizes da escravidão e seus reflexos nas gerações posteriores. Com uma narrativa sensível e poética, Evaristo convida o leitor a refletir sobre a dor da opressão e a força da ancestralidade.

Detalhes do encontro

O evento acontece dia 1º de dezembro (domingo), às 15h, na Praça Ângelo Ferrari, um ponto de encontro em Pedreira/SP com acessibilidade e parquinho para crianças.

Participe e aproveite essa oportunidade de mergulhar em reflexões literárias e sociais em um espaço público com um grupo diverso e acolhedor.

Onde adquirir o livro?

Compre o livro Ponciá Vicêncio com desconto na Amazon: https://amzn.to/3Nartgk

 

Atualização pós-evento: