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muita gente complica o LinkedIn como se tivesse que decifrar poneglifos antes de publicar algo.

tem que postar no horário certo e não usar certas palavras proibidas e fazer um carrossel inusitado e não usar IA e antes de publicar tem que curtir e comentar os outros, quem sabe até comprar um curso.

é um monte de dica repetida de influencers gringos só pra alimentar FOMO de geral.

homem com expressão de cansaço olhando para um notebook, cercado por linhas e círculos que representam confusão e sobrecarga mental.

tem dicas que ajudam? sempre tem, essas que zoei no começo do post mesmo podem ajudar um post a performar melhor.

mas ninguém precisa virar famoso pra se dar bem no LinkedIn.

a dica mais importante pra 90% dos mortais nesta rede é uma das mais sem glamour: constância.

e eu digo isso com alguma vergonha, tá, porque eu mesmo tenho dificuldade com ela.

como escrevo o dia inteiro para empresas e executivos aqui, quando chega a noite ou fim de semana meu cérebro já não quer mais saber de nada.

só que constância (voltando ao assunto) não significa postar todo dia.

não precisa transformar cada coisa que você faz em um insight de liderança ou ter um título imperdível em TODO santo post.

às vezes, constância é só voltar sem neura.

voltar com uma ideia decente, uma novidade, um projeto e com um texto que pareça seu (mesmo que a IA tenha ajudado).

um texto que seja útil, inclusive pra fora do seu círculo de conexões aqui no LinkedIn.

esse último ponto ficou ainda mais importante porque a rede não entrega seu conteúdo só para quem já te conhece. quando você posta, seu texto pode aparecer no feed de gente que não sabe quem é você, o que você faz ou por que deveria prestar atenção.

não encana com hack de algoritmo, não, se preocupe com essas três coisinhas mais banais mesmo:

  1. ter algo pra compartilhar
  2. dizer com a sua voz
  3. e não sumir.

parece simples, mas é difícil pra… dedéu.

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83% das pessoas usam IA generativa sem fact-checking (esse número é inventado, mas já chego lá). 👇

Você deve ter visto vários posts com um monte de dados sem fonte alguma aqui no LinkedIn, né?

Com a popularização da IA, isso só aumentou. 🫠

Por melhores que sejam os prompts, não dá para sair publicando o que um GPT da vida gera sem uma revisão crítica.

Você pode até ganhar curtidas com dados inventados, mas basta um comentário pedindo a fonte pra sua reputação ir pro ralo.

👉 Autoridade se constrói com responsabilidade por aquilo que você compartilha. Você pode ir de especialista a embuste em um único post.

A tirinha, de Tom Fishburne, mostra um apresentador em uma sala de reuniões. Ele aponta para um gráfico de pizza com uma fatia grande de 86,4% e diz: "86,4% das pessoas acreditarão em qualquer dado que você colocar em um post do LinkedIn, mesmo que a IA tenha acabado de inventar para provar seu ponto." A plateia, atenta, reage com aprovação. A tira satiriza a falta de questionamento sobre dados falsos postados online.

A arte do post é uma adaptação que fiz de um quadrinho do Tom Fishburne. O original e o artigo que ele fez pra acompanhar são perfeitos também, recomendo a leitura: https://marketoonist.com/2015/08/data-driven.html

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💡 A área de comentários é o espaço mais genuíno de uma rede social profissional como o LinkedIn. É ali que você:

  • mostra que leu o post
  • oferece sua perspectiva
  • se conecta com a comunidade
  • e contribui com valor

Se você quer fortalecer sua reputação por aqui, pelo amor de Deus, não copie e cole comentário gerado por IA.

E por que estou falando disso?

Pesquisando ideias de conteúdo para um cliente executivo, me deparei com o post de um Top Voice que usava uma cena péssima do Monty Python.

A imagem mostra uma cena do filme "A Vida de Brian". Quatro pessoas, três homens e uma mulher, estão sentadas em degraus de pedra. Todos estão vestidos com túnicas escuras e coberturas para a cabeça, com expressões pensativas.

O que estava ruim, piorou quando cheguei na seção de comentários: vários diretores e executivos interagindo com respostas genéricas e visivelmente criadas por IA.

Além de ignorarem completamente a cena mostrada no vídeo, todos os comentários seguiam a mesma fórmula, com frases feitas que não dizem absolutamente nada. Exemplos pra ilustrar o que estou falando:

  1. A genialidade de “A Vida de Brian” está em mostrar como seguimos repetindo padrões absurdos — só mudam os figurinos…
  2. A genialidade de “A Vida de Brian” mostra como a análise crítica e o humor inteligente permanecem essenciais nos negócios…
  3. Monty Python entendeu cedo: ironizar o status quo é expor estruturas de poder que sobrevivem a décadas…
  4. Satirizar o status quo é um dos poucos jeitos de expor absurdos sistêmicos sem criar resistência. A Vida de Brian revela: o contexto muda, mas as armadilhas coletivas seguem…

O algoritmo do LinkedIn pode até entender que você está “engajando com insights” e melhorar seu Social Selling Index, mas vamos ser honestos, não vale a pena parecer artificial só pra ganhar uns pontos a mais lá.

Comentários são parte do seu posicionamento. Se até eles soam automáticos, por que alguém confiaria no seu conteúdo ou na sua liderança?

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“Como posso ser útil para minha rede hoje?”

Essa pergunta do Samuel Leite me fez parar a leitura do livro e vir aqui recomendar ele pra vocês, mesmo sem ainda ter terminado de ler.

(Não é como se eu tivesse no comecinho… já estou na página 95 😅)

O livro “Conecte, Influencie, Venda” trata de #SocialSelling e é uma leitura indispensável pra quem quer entender como construir autoridade online. Mesmo já trabalhando com o tema aqui na Digitale (inclusive com o próprio Samu), encontrei na obra reflexões, dicas práticas e contextualizações que servem tanto pra quem está começando quanto pra quem já manja do assunto e quer evoluir.

Homem branco, de barba cheia e cabeça raspada, sorri levemente e segura com uma mão o livro “Conecte, Influencie, Venda”, de Samuel Leite, enquanto aponta para ele com a outra mão. A capa do livro é azul com letras brancas e amarelas. Ele veste uma camiseta preta com estampa da banda Misfits. O fundo é neutro, de parede clara.

Embora aborde redes sociais de forma geral, o livro tem um foco especial no LinkedIn e, por isso, trouxe essa dica aqui. Tenho certeza que muitos dos meus contatos se beneficiariam da leitura.

Alguns destaques do que você encontra no livro:

  • um panorama do Social Selling no Brasil;
  • inovações de vendas no mercado B2B;
  • dicas pra extrair mais do LinkedIn;
  • cases de empresas e líderes;
  • a experiência do Samuel como Top Voice no LinkedIn;
  • explicações sobre as métricas do Social Selling Index;
  • um olhar empolgado sobre a construção coletiva de conhecimento (que é o que mais me anima ❤️ ).

Se você tem Kindle, o livro está disponível no Kindle Unlimited.

Espero que com essa dica de leitura eu tenha sido útil para minha rede hoje 😉

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A imagem mostra um homem executivo sentado, de frente a uma mesa com notebook.

Você acha que a sua presença aqui no LinkedIn ajuda sua carreira ou a empresa onde trabalha? 🤔

Hoje saí de uma reunião com um CEO que abriu o jogo: ele não tinha certeza se valia a pena investir o tempo dele aqui.

Parecia muito esforço pra pouco retorno (e talvez isso devesse ficar com o marketing e vendas).

Achei essa dúvida super válida, daquelas que faz a gente pensar sobre o real benefício de investir aqui.

Esses tempos escrevi sobre isso no blog da Digitale, uma pesquisa da FGV mostrou que metade dos CEOs das maiores empresas do Brasil são ausentes ou pouco ativos no LinkedIn.

Essas organizações estão bem, mesmo com seus líderes fora daqui.

Por isso foi uma dúvida honestona (e gostei demais dele ter sido direto).

Mas esse estudo da FGV mostra que quem está presente colhe bons frutos:

Marcas com CEOs ativos são percebidas 23% mais positivamente pelos consumidores;
✨ Mostra o CEO como alguém que se importa com os stakeholders;
✨ Amplia a visibilidade e confiabilidade da marca;
✨ Fortalece os valores organizacionais da empresa;
✨ Gera efeito positivo na reputação e, indiretamente, no desempenho financeiro.

Estar aqui é definitivamente um espaço estratégico para líderes construírem presença, é algo que vai envolver esforço e, inclusive, resultados que não são imediatos. Maaaas…

É esse tipo de esforço que muitas vezes abre portas que nem imaginamos.

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