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Capa do livro Tom na Fazenda. Dois homens estão entrelaçados em uma pose tensa, com os corpos inclinados e próximos. O título aparece em letras grandes, com “NA” em vermelho e o restante em branco, sobre fundo escuro.

Conheci Tom na Fazenda por sugestão do meu amigo Gabriel Dias. Ele tinha assistido à peça em São Paulo e falou da obra com um entusiasmo que me deixou curioso.

Li o livro no começo do ano passado, daqueles jeitos em que a leitura engole a gente. Quando terminei, passei a colocar a obra entre as sugestões de leitura nas enquetes do grupo de WhatsApp do Leia Diversidades, porque ele traz ótimos pontos pra discussão coletiva.

Por que esse livro grudou em mim

Escrito pelo dramaturgo canadense Michel Marc Bouchard, Tom na Fazenda parte de uma situação de luto para abrir discussões muito mais amplas.

Tom vai até a fazenda da família do namorado que morreu, mas chega a um lugar em que a verdade sobre aquela relação não pode ser dita livremente. A partir daí, a peça constrói um ambiente sufocante, em que desejo, medo, violência, silêncio e poder se misturam o tempo todo.

O cenário de interior não é detalhe nesse caso. Ele traz um peso na atmosfera que conhecemos bem em Pedreira/SP, nas relações e no modo como a norma vigia os corpos e as afetividades.

Do livro ao palco

Foto interna do Teatro Castro Mendes, em Campinas, vista a partir da plateia. No palco, após a apresentação, estão quatro atores alinhados, da esquerda para a direita: Camila Nhary, Iano Salomão, Armando Babaioff e Denise Del Vecchio. Ao fundo, há uma cortina escura e um cenário simples. Em primeiro plano, o público aparece em pé, aplaudindo.

Em março de 2025, um mês depois de eu terminar a leitura, ainda tive a oportunidade de assistir à montagem no Teatro Castro Mendes, em Campinas.

Foi uma experiência que só aprofundou o impacto que a leitura já tinha me causado. Ver essa tensão em cena, com os corpos, os silêncios e a brutalidade ganhando forma diante do público, me fez ter ainda mais certeza de que essa era uma obra que merecia chegar ao Leia Diversidades.

A própria trajetória de Tom na Fazenda no teatro e em adaptações mostra a força dramática do texto de Bouchard.

Agora, pra mim, só falta assistir ao filme, algo que pretendo fazer em breve.

Encontro de maio do Leia Diversidades

Agora, finalmente, Tom na Fazenda será tema do encontro de maio do Leia Diversidades.

Será uma oportunidade de conversar sobre luto, homofobia, masculinidade, repressão do desejo e os modos como a violência pode se esconder dentro da família e da vida no interior.

Pra colocar na agenda

O encontro será no dia 31 de maio de 2026, às 15h, na Praça Ângelo Ferrari, em Pedreira/SP.

Se você quiser ler antes e chegar para a conversa com as impressões ainda frescas, essa é uma ótima hora para começar a leitura.

Mas se não der tempo de ler ou se apenas quiser conhecer nosso grupo, saiba que é só chegar, os encontros são sempre abertos para todas as pessoas (que não se importam com spoilers, no caso de não ter lido rs).

Atualização pós-evento:

A imagem mostra a capa do livro "Mau Hábito", de Alana S. Potero. O fundo é vermelho, e a capa é uma colagem que apresenta, no centro, o rosto de uma pessoa jovem com cabelos curtos, laço azul e maquiagem. Ao redor, há sapatos de salto alto, um crânio, pássaros e flores.

No último domingo de agosto, o projeto Leia Diversidades voltará à Praça Ângelo Ferrari, no centro de Pedreira/SP, para mais um encontro literário. Desta vez, com “Mau Hábito”, da escritora espanhola Alana S. Portero.

Você pode comprar o livro com desconto na Amazon.

Publicado no Brasil pela editora Amarcord, Mau Hábito é um romance com toques autobiográficos que retrata a infância e adolescência de uma menina trans na periferia operária de Madri, durante os anos 80 e 90.

A protagonista cresce em um ambiente marcado por repressão, violência e conservadorismo, mas também por afeto, cultura popular, religiosidade e resistência cotidiana. A escrita de Alana alterna delicadeza e contundência, faz da dor uma matéria sensível e literária, sem ceder ao vitimismo nem à espetacularização.

Alana escreve a partir das margens, sem abrir mão da beleza formal nem da força política. Ela nos convida a olhar com mais atenção para as vidas que existem fora do centro: vidas complexas, dignas, poéticas.

Quem é Alana S. Portero?

Alana nasceu em 1978 no bairro de San Blas, zona periférica de Madri. É historiadora com especialização em História Medieval, dramaturga, atriz, poeta e ativista transfeminista. Cofundadora da companhia teatral STRIGA, ela já publicou cinco coletâneas de poesia e tem atuação destacada na cena cultural e política da Espanha. Mau Hábito é seu primeiro romance.

A autora tem se tornado uma voz importante nas discussões sobre transfobia, desigualdade, feminismo e classe. Com ironia, doçura e força, ela defende a centralidade das experiências dissidentes e a necessidade de novas narrativas no imaginário coletivo.

Sobre o encontro

📚 Livro: Mau Hábito, de Alana S. Portero
📍 Local: Praça Ângelo Ferrari – Centro – Pedreira/SP
📆 Data: 31 de agosto de 2025 (domingo)
Horário: 15h

Não é necessário ter lido o livro para participar, mas fica aqui o convite para se preparar para a leitura e, quem sabe, trazer alguém que possa se identificar com essa história.

Siga o @leia.diversidades no Instagram para acompanhar todas as atualizações.

Atualização pós-evento

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "Quarto Aberto" no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

No próximo encontro do Leia Diversidades, vamos discutir o livro “Quarto Aberto” de Tobias Carvalho, uma obra que captura o espírito contemporâneo da sociabilidade entre jovens gays.

Artur, um jovem drag queen, narra suas experiências em um relacionamento aberto com Caíque. Quando ressurge um antigo envolvimento, Eric, as dinâmicas dos relacionamentos mudam, desencadeando uma quadrilha drummondiana de desejos, amor, discussões e rivalidades.

Link para comprar com desconto na Amazon: https://amzn.to/4er4n0F

🗓️ Domingo, 31 de março
🕒 15:00
📍 Praça Ângelo Ferrari, em #PedreiraSP

Atualização pós-evento:

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "Coração na aldeia, pés nos mundo" no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

Para quem estava ansioso para saber o tema do próximo encontro do Leia Diversidades, em setembro nossa roda de conversas em Pedreira/SP será sobre “Coração na aldeia, pés no mundo”, o maravilhoso cordel da Auritha Tabajara, que conta com xilogravuras da Regina Drozina.

Na obra, Auritha nos conduz por suas vivências como mulher indígena, guerreira, lésbica e nordestina, e a busca de seu lugar no mundo.

Leitura perfeita para nos conectarmos com as lutas e representatividades desses grupos em nossa sociedade. ❤️📚🌈

Atualização pós-evento:

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "A queda para o alto" no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

O Leia Diversidades está de volta, depois de uma pandemia, e agora com encontros bimestrais!

O 1º encontro dessa nova temporada já tem tema e data definidos: dia 30 de julho (domingo) faremos o encontro para discutir o livro “A queda para o alto”, de Anderson Herzer. 🏳️‍⚧️

Essa é uma obra que está marcada para sempre na história do movimento LGBTQIA+ e da literatura brasileira. Isso porque ela traz o primeiro relato autobiográfico publicado por uma pessoa trans no Brasil.

Entre poemas e crônicas, acompanhamos a história do autor, suas vivências e violências sofridas na infância e na FEBEM.

Atualização pós-evento:

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "E se eu fosse pura" no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

Em julho, nós do Coletivo Rosa Branca realizamos internamente um encontro literário para discutir o livro “Sejamos Todos Feministas”, da Chimamanda Ngozi Adichie.

O evento deu tão certo que vamos transformar ele num projeto contínuo e aberto chamado Leia Diversidades!

Por isso, marque na agenda: dia 25 de agosto iremos nos encontrar para bater um papo super delicinha sobre o livro autobiográfico da Amara Moira, “E se eu fosse pura”, onde ela narra sua transição de gênero e suas vivências como prostituta em Campinas.

Amara Moira tem graduação, mestrado e doutorado pela UNICAMP na área de literatura, tendo sido inclusive a primeira mulher trans a se doutorar usando o nome social na instituição.

Bora participar?