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Banner com fundo roxo. Na parte direita, há uma ilustração pixelizada de um homem careca de barba com roupão tomando café e o número 5 embaixo, indicando o número da edição. À esquerda está o seguinte texto: "Listão do Noris: Chico Bento, deep fakes, post todo dia, etc".

oi, aqui é o Noris!

aqui está a minha 5ª baguncinha com 10 coisas que achei por aí e quis compartilhar.

finalmente perdi a primeira segunda do mês. como TDAH não medicado, confesso que acho até que demorou um pouquinho pra ter um atraso, mas vocês me perdoam, né?

vamos lá pras aleatoriedades da vez, boa leitura!

1️⃣ 90 anos de Mauricio de Sousa!

Foto do aniversário do Mauricio de Sousa, onde ele está em uma cadeira de rodas no centro da imagem cercado da família.

Foto de Iude Rìchele

preciso começar a news com essa notícia da semana passada: o criador da Turma da Mônica completou 90 anos. esse senhorzinho, que tocou a vida de diversas gerações de pessoas de todo o Brasil (e do mundo, já que há traduções), tem um espaço especial no meu coração: aprendi a ler e virei um grande leitor com o apoio de seus gibis (e graças a minha maravilhosa irmã, Mariana Noris, que aprendia as coisas na escola e vinha me ensinar, brincando de escolinha em casa). a paixão pelos seus personagens é um legado que deixei pro meu filho também, que é viciado na turminha. longa vida ao Mauricio e à MSP Estúdios! — assista sua cinebiografia Mauricio 90: desenhando o Brasil

2️⃣ só por curiosidade, qual sua personagem favorita do Mauricio de Sousa?

Linha evolutiva do desenho do Chico Bento, mostrando as reformulações que o personagem passou pelos anos 1963, 1964, 1966, 1975 e nos anos 80 e 90.

no meu departamento de RH imaginário, essa pergunta seria muito melhor do que “que animal você seria?” hahahahaha eu tenho um pezinho na Magali (quem me conhece sabe), mas meu favorito é o Chico Bento. como alguém do interior que entrava no terreno dos outros pra comer goiaba direto do pé, não tem como não me identificar com ele. e você, com quem se identifica?

3️⃣ o que poderia dar errado?

4️⃣ a audiência B2B do LinkedIn

saiu um texto muito interessante no blog do LinkedIn for Marketing. você sabia que 98% dos CEOs da Fortune 500 usam aqui como sua rede primária ou única plataforma? outro dado bacana é que os Millennials e Gen Z já são maioria entre os compradores B2B presentes no LinkedIn. aliás, dá pra ver que o LinkedIn vem rejuvenescendo, com memes e textos mais despojados, o que acho muito benéfico. outro dado importante de B2B nessa matéria é que 95% do público no LinkedIn ainda não está em fase de compra, o que faz a gente pensar na importância de estratégias topo de funil ao invés de trabalhar como panfletos ambulantes. — ah, o link do artigo “The B2B Audience on LinkedIn: Who They Are, and How They Engage”

5️⃣ um pouco de arte

A imagem mostra uma pintura com seis pessoas sentadas lado a lado num banco de madeira dentro de um ônibus. À esquerda, há uma mulher com vestido claro e cesta no colo; ao lado dela, um homem de macacão azul segura uma ferramenta. No centro, uma mulher indígena com manto amarelo envolve um bebê; ao seu lado, um menino olha pela janela. Depois, um homem branco de terno escuro segura um saco de dinheiro, aparentemente, e à direita, uma jovem de vestido claro e lenço vermelho no pescoço encara o observador. Pelas janelas, vê-se uma cidade com fábricas e árvores ao fundo.

você já tinha visto essa pintura? ela se chama “O Ônibus” e mostra diferentes grupos da sociedade mexicana, num momento aparentemente comum e tranquilo num ponto de ônibus, mas… foi pintada por Frida Kahlo, poucos anos depois do acidente em que um bonde colidiu com o ônibus em que ela estava e uma barra de ferro atravessou seu corpo. algumas teorias dizem que a jovem à direita da tela seria Frida e que o homem de macacão azul lembraria o que a ajudou no resgate. e tcharam!, a obra foi de cena cotidiana de paz pra uma tensão gigante da paz que antecede uma calamidade. amo como um contexto transforma uma obra de arte <3

6️⃣ nunca é demais uma citação do James Clear

“A mente forte é aquela que se mantém firme mesmo quando os planos desmoronam. O corpo forte é o que encontra energia pra treinar mesmo quando o dia não colabora. O relacionamento forte encontra um jeito de se reconectar mesmo quando as coisas ficam complicadas. Em certo sentido, o que mais importa é como você reage nos dias ruins, não nos bons.”

 

7️⃣ pais e mães, dica de TED pra vocês

assisti recentemente uma palestra da Lenore Skenazy e fiquei simplesmente dizendo “sim!” mentalmente a cada frase que ela terminava. com uma boa dose de humor, ela dá uma sugestão que pode fazer os pais de hoje em dia pirarem: passe menos tempo com seus filhos. apesar do choque do título da palestra, obviamente não é uma ode ao abandono parental. ela explica com ótimos argumentos a importância de pais e filhos terem seus espaços, sem um microgerenciamento que tem o potencial de deixar todo mundo ansioso e/ou deprimido. 13 minutinhos só. passe lá! — TED2025, “Porque devemos passar menos tempo com os nossos filhos”

8️⃣ uma coisa que não entendo

por que tantas pessoas não usam uma URL amigável em seu perfil do LinkedIn, sendo que é de graça e fácil de trocar? preferem usar /in/rafael-noris-284727628934 ao invés de /in/rafanoris, por exemplo. às vezes é gente que até trabalha com mídias sociais, eu não consigo entender porque dificultam. são apenas 3 cliques pra mudar isso, juro:

  1. clique nesse link https://www.linkedin.com/public-profile/settings
  2. clique no ícone de lápis em “Alterar sua URL personalizada”
  3. clique em “Salvar”

9️⃣ será que você precisa?

🔟 você anda com dificuldade pra ler? crie um desafio!

agora que o fim do ano está chegando, pode ser uma boa hora de planejar formas de conseguir ler mais em 2026. uma coisa que funciona pra mim é criar desafios literários (saudades do #DLdoTigre, Tati Lopatiuk). teve ano que me desafiei a terminar livros que eu só tinha começado, outra vez eu decidi que só leria obras da biblioteca municipal aqui de Pedreira/SP. pra 2026, vou ler apenas indicações de amigos pra mim, vamos ver no que dá.

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oi, aqui é o Noris!

eis a primeira segunda do mês e aqui está a minha 4ª baguncinha com 10 coisas que achei por aí e quis compartilhar.

entramos no meu mês favorito, quando coisas de terror ganham mais espaço. você também é fã de Halloween, Dia das Bruxas ou Dia do Saci? deixe um comentário 🎃

boa leitura (e boas travessuras)!

1️⃣ quantos anos você tinha quando descobriu que a tradição original de Halloween era decorar nabos ao invés de abóboras?

Imagem de 2 nabos com feições humanóides decoradas para Halloween, com olhos inteiramente negros e dentes bizarros. São exemplares do National Museum of Ireland.

eu tinha 36, e a descoberta foi na semana passada. na minha humilde opinião, nabos de Halloween são 1.000x mais assustadores. — pra saber mais, link da Superinteressante

2️⃣ falando em coisas que dão medo, o medo de flopar

quem cria conteúdo está sujeito a ter essa experiência que o André Oliveira destrinchou MUITO bem.

importante enfrentar o pavor de ser ignorado ou zoado se quiser que seus posts cheguem em algum lugar.

recomendo a leitura!

 

3️⃣ saiu a lista de vencedores do Ig Nobel 2025

falei que ia rolar o Ig Nobel na newsletter passada e agora saiu a lista dos vencedores de 2025. tem pesquisas de pizzas favoritas de lagartos a vacas pintadas de zebra pra enganar mosquitos. tá muito imperdível!

e o melhor lugar pra conhecer os premiados é no podcast Naruhodo, do Ken Fujioka e Altay de Souza, que tem episódio duplo pra você se aprofundar um pouco mais em cada um dos estudos — ouça no Spotify o quanto antes

 

4️⃣ pesquisa nova pra galera do B2B no LinkedIn

finalzinho de setembro saiu uma pesquisa muito interessante sobre conteúdo de lideranças aqui nessa plataforma e o impacto “invisível” dele sobre decisões de compra.

a Edelman e o LinkedIn se debruçaram sobre stakeholders internos das organizações que influenciam decisões de compras mesmo sem serem usuários diretos. 71% deles têm pouca ou nenhuma interação com times de vendas.

falei disso num post semana passada (passe lá deixar um like amigo), mas… — recomendo ler o estudo completo

5️⃣ palavra do mês: WORKSLOP

você com certeza já topou com algo gerado por IA (post, apresentação, análise) que parece ok, mas carece de “substância”, não te ajuda em nada, e aí você precisa retrabalhar total no conteúdo. isso tem nome: “workslop”, e vi essa palavra pela primeira vez na Harvard Business Review.

num estudo publicado por eles, 40% dos funcionários relatam receber “workslops”, o que custa às empresas um “imposto invisível” de cerca de $186 por mês por trabalhador em perda de produtividade. curiosidade: metade dos receptores passa a ver o colega que enviou o “workslop” como menos inteligente.

leitura essencial pra quem quer entender melhor a IA e seus desafios, até pra também usá-la de forma mais… inteligente. — AI-Generated “Workslop” Is Destroying Productivity

 

6️⃣ Tylenol não causa autismo

é simplesmente angustiante esse tópico ser necessário, mas vivemos numa sociedade que parece que perdeu o bom senso e esse assunto bombou em muitos lugares no mês passado. o Igor Eckert postou um carrossel no Instagram que explica direitinho a desinformação que o Trump propagou, vale passar lá e engajar — link do post do @igoreckert

 

7️⃣ falando em correlações espúrias…

A imagem mostra uma correlação curiosa, mas sem relação causal, entre dois dados: De 1995 a 2021, o número de bebês chamados Eleanor nos Estados Unidos cresceu bastante, saindo de cerca de 400 nascimentos por ano para mais de 7 mil. No mesmo período, a quantidade de energia gerada por usinas eólicas na Polônia também aumentou, de praticamente zero para cerca de 16 bilhões de kWh. O gráfico coloca essas duas curvas lado a lado e mostra que elas sobem de forma parecida, com uma correlação estatística muito alta. A intenção é ilustrar um “spurious correlation” (correlação espúria): duas variáveis que parecem andar juntas nos números, mas que não têm nenhuma ligação real entre si.

a popularidade do nome Eleanor nos EUA não aumenta a geração de energia eólica na Polônia. por quê? porque correlação não é causalidade. e esse site do Tyler Vigen mostra isso de uma maneira maravilhosa já faz um tempo, recomendo muito, é divertido e educativo ❤️ — Spurious Correlations

 

8️⃣ vamos falar de coisa boa? vamos falar do aniversariante do mês passado?

no dia 19 de setembro, foi o aniversário de 35 anos do maior sistema de saúde do mundo: o SUS! é um sistema que tem desafios, sim, mas é uma conquista social do povo brasileiro e motivo de muito orgulho.

por não ter plano de saúde, eu e meu filho usamos ele o tempo todo (76% da população brasileira depende dele), já consegui fazer cirurgias em que o tempo da consulta até o procedimento, passando pelos exames, aconteceu em menos de 6 meses, e todo ano faço meu check-up. quem criticar o SUS perto de mim está sujeito a pauladas.

 

9️⃣ dica de leitura

se no tópico anterior eu falei do SUS como conquista, aqui vai uma indicação de livro que mostra bem o que era a vida sem ele: “Quarto de Despejo”, da Carolina Maria de Jesus.

no diário, ela conta o dia a dia de uma mãe na favela dos anos 50, vivendo de catar papel, enfrentando fome, doença, falta de remédio e dependendo de caridade pra sobreviver. é um relato cru, dolorido e necessário, que ajuda a entender por que saúde pública tem que ser direito de todos, e não favor de alguns.

leitura rápida, mas que fica ecoando por muito tempo. — link do livro na Amazon (com desconto)

 

🔟 dica de newsletter aqui no LinkedIn

você também curte a interssecção entre psicologia e escrita? então você precisa seguir a newsletter Int. Emocional & Comunicação, da Tatiane Lucheis. eu descobri o conteúdo graças às curtidas e comentários da Carolina Abilio, MSc por lá, e aí apareceu no meu feed. eu acho muito interessante as voltas que os conteúdos no LinkedIn dão pra chegar na gente 😊 — veja todas as edições publicadas

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Colagem que combina elementos de inteligência artificial (IA) e criatividade. Ela apresenta um jovem desenhando em um caderno, posicionado sobre um pincel, simbolizando a criação humana. Ao lado, um monitor de computador antigo exibe um robô com uma expressão sorridente, representando a tecnologia e a IA. Engrenagens, um símbolo de mecanismo e funcionamento, conectam esses dois mundos. A sigla "IA" em destaque reforça o tema principal.

Acabei de concluir o curso “Como Integrar a IA Generativa no Processo Criativo”!

O curso tá disponível no LinkedIn Learning e recomendo pra quem está começando a explorar IA e quer uns truques para uma rotina com mais criatividade. São só 1h09min bem aproveitados.

Mesmo já usando ferramentas como ChatGPT e Gemini no meu trabalho, achei muito válido pra reforçar ideias (como o uso da IA pra desbloqueio da criatividade) e conhecer outras abordagens (como o Copilot, que eu nunca testei).

Vale o play pra quem trabalha com conteúdo, comunicação ou economia criativa e quer começar a usar a IA com mais intenção.

Parabéns pelo curso, Paula Roosch, ele é bem claro, prático e provocador!

Acesse o post original no LinkedIn e me siga por lá!

A imagem mostra uma thumbnail com um fundo roxo e um quadro rosa. O texto no canto superior esquerdo diz "LISTÃO DO NORIS" em letras grandes e amarelas. Abaixo, há uma lista de tópicos em letras brancas: "LER POR PRAZER, GPT NO BRASIL, BLACK METAL, ETC". No lado direito, há uma imagem pixelizada de um homem barbudo, careca, vestindo um robe branco e segurando uma caneca branca. No canto inferior direito, a hashtag "#003" indica o número da edição.

oi, aqui é o Noris!

o tempo voou e a primeira segunda do mês chegou novamente.

a edição saiu um pouco mais tarde dessa vez porque os últimos dias estão insanos: no trabalho, nos projetos pessoais e até na família. ontem passei a madrugada com meu filho no hospital por conta de uma tosse que tirou o sono até dos vizinhos.

mas enfim, aqui está a esperada baguncinha de 10 coisas que achei por aí e quis compartilhar.

boa leitura!

1️⃣ no fun, my babe, no fun

uma pesquisa conduzida pela University College London e pela University of Florida descobriu que, em 10 anos, o número de estadunidenses que leem por prazer caiu 40%. pra mim, esse é um dado bem preocupante, já que estamos perdendo um hábito que favorece tanto a empatia quanto a saúde mental. você também tem sentido dificuldade de “ler por ler”? — NY Times

Na foto, duas crianças estão sentadas em um sofá: uma sorri abraçando uma almofada, minha prima, enquanto a outra segura o livro “A fada que tinha ideias” (eu). Ao lado delas há uma árvore de Natal decorada com bolas coloridas e laços, a foto é a cara dos anos 90.

época que comecei a ler por prazer e nunca mais parei.

 

2️⃣ do maravilhoso James Clear

“Encarar um problema de frente diminui o medo. É difícil ter medo de algo quando você está avançando, ainda que aos poucos e de forma imperfeita. Agir acalma a ansiedade.”

 

3️⃣ o ChatGPT no Brasil

não é proposital, mas toda edição tem um tópico sobre inteligência artificial. dessa vez, recomendo um artigo MUITO bacana escrito pelo Thássius Veloso para o Tecnoblog com dados da OpenAI sobre o uso do ChatGPT em nosso país. estamos no top 3 dos países que mais usam a ferramenta e seus principais usos por aqui são:

  1. Redação e comunicação (20%)
  2. Aprendizado e capacitação (15%)
  3. Programação, ciência de dados e matemática (6%)

leia a matéria completa

 

4️⃣ falando em pesquisas…

acontece neste mês um dos momentos mais divertidos pra quem se empolga com divulgação científica: dia 18 de setembro vai rolar a cerimônia do 35º Prêmio Ig Nobel. se você não conhece essa paródia do Prêmio Nobel (alguém não conhece??), ele homenageia pesquisas científicas, no mínimo, inusitadas. são estudos que, como eles mesmo dizem, te fazem rir e logo em seguida pensar. vale ficar atento! — site oficial do Ig Nobel

 

5️⃣ exemplo de um Ig Nobel do ano passado

o Ig Nobel que mais achei interessante* em 2024 foi o de Medicina. uma equipe da Europa descobriu que remédios falsos que causam efeitos colaterais dolorosos são mais eficazes do que medicamentos falsos que não causam efeitos colaterais dolorosos.

*confesso que tem outro que gostei mais, mas acho que não seria de bom tom trazer aqui no LinkedIn rslista dos Ig Nobel 2024 no G1

 

6️⃣ lições corporativas de uma banda de black metal

no mês passado, uma das minhas bandas favoritas virou um novelão nas redes sociais. dois integrantes do Cradle of Filth se demitiram no meio da turnê sulamericana, com direito a exposição de DM, acusação de contrato abusivo, problemas conjugais, e até menção a alcoolismo, tudo postado em rede social. a lição? até poderia ter vários insights sobre marketing pessoal ou cultura organizacional, mas deus me livre disso. — matérias no Whiplash

 

7️⃣ pra refletir ✨

A tirinha da cartunista Laerte mostra uma personagem com um chapéu que parece prever desastres. Em quatro quadros, ela aparece em cenários de destruição — uma enchente, um tornado e o rastro de um terremoto — e em todos os cenários, a personagem repete a frase "Eu não disse?". O último quadro mostra a personagem seguindo uma placa de trânsito que aponta para "Eu não disse - a 2km"

deixe um like lá na publicação original da Laerte

 

8️⃣ dica: encontre-se com o artista

você sente que sua criatividade está bloqueada? a Julia Cameron tem uma dica que amo: marque um “encontro com o artista”, um momento semanal dedicado apenas a você e à sua curiosidade, sem a pressão de produzir nada. exemplos:

  • visitar um museu
  • explorar o bairro
  • ir a um show de música ou teatro
  • assistir a um filme antigo
  • sentar em um café e observar as pessoas

a essência dessa prática é que, para que a criatividade flua, a fonte precisa ser reabastecida. e não vale passeio pelo feed infinito das redes sociais, tá? — livro dela tá com desconto na Amazon

 

9️⃣ estudo novo do LinkedIn na área

bora falar de marketing B2B, IA generativa e LinkedIn? a plataforma divulgou recentemente um estudo chamado “AI is the new advantage – B2B Marketing Benchmark”.

ele traz muita informação sobre essa “nova era do marketing B2B”, indicando que 95% dos profissionais de marketing B2B já usam IA semanalmente, mas só 32% dizem ter domínio “extremamente bom” sobre IA.

A imagem mostra a frequência de uso de IA por profissionais de marketing B2B: 46% utilizam várias vezes por dia, 19% uma vez por dia, 26% algumas vezes por semana, 4% uma vez por semana e 5% menos de uma vez por semana, indicando que 95% usam IA pelo menos semanalmente.

de acordo com a pesquisa, o maior benefício percebido não é financeiro, mas tempo economizado: em média 20 horas por semana, considerando diferentes tarefas.

um outro detalhe que chama atenção é o fato de que as habilidades que mais crescem nos perfis de marketing no LinkedIn estão ligadas à IA aplicada: Artificial Intelligence for Business (+121%), Generative AI (+74%) e Prompt Engineering (+43%).

dica de curso no LinkedIn Learning: IA generativa para profissionais de marketing digital, com aulas do Martin Waxman, MCM, APR.

faça o download do estudo aqui

 

🔟 se pudesse, curtia esse post 1.000 vezes

 

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83% das pessoas usam IA generativa sem fact-checking (esse número é inventado, mas já chego lá). 👇

Você deve ter visto vários posts com um monte de dados sem fonte alguma aqui no LinkedIn, né?

Com a popularização da IA, isso só aumentou. 🫠

Por melhores que sejam os prompts, não dá para sair publicando o que um GPT da vida gera sem uma revisão crítica.

Você pode até ganhar curtidas com dados inventados, mas basta um comentário pedindo a fonte pra sua reputação ir pro ralo.

👉 Autoridade se constrói com responsabilidade por aquilo que você compartilha. Você pode ir de especialista a embuste em um único post.

A tirinha, de Tom Fishburne, mostra um apresentador em uma sala de reuniões. Ele aponta para um gráfico de pizza com uma fatia grande de 86,4% e diz: "86,4% das pessoas acreditarão em qualquer dado que você colocar em um post do LinkedIn, mesmo que a IA tenha acabado de inventar para provar seu ponto." A plateia, atenta, reage com aprovação. A tira satiriza a falta de questionamento sobre dados falsos postados online.

A arte do post é uma adaptação que fiz de um quadrinho do Tom Fishburne. O original e o artigo que ele fez pra acompanhar são perfeitos também, recomendo a leitura: https://marketoonist.com/2015/08/data-driven.html

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💡 A área de comentários é o espaço mais genuíno de uma rede social profissional como o LinkedIn. É ali que você:

  • mostra que leu o post
  • oferece sua perspectiva
  • se conecta com a comunidade
  • e contribui com valor

Se você quer fortalecer sua reputação por aqui, pelo amor de Deus, não copie e cole comentário gerado por IA.

E por que estou falando disso?

Pesquisando ideias de conteúdo para um cliente executivo, me deparei com o post de um Top Voice que usava uma cena péssima do Monty Python.

A imagem mostra uma cena do filme "A Vida de Brian". Quatro pessoas, três homens e uma mulher, estão sentadas em degraus de pedra. Todos estão vestidos com túnicas escuras e coberturas para a cabeça, com expressões pensativas.

O que estava ruim, piorou quando cheguei na seção de comentários: vários diretores e executivos interagindo com respostas genéricas e visivelmente criadas por IA.

Além de ignorarem completamente a cena mostrada no vídeo, todos os comentários seguiam a mesma fórmula, com frases feitas que não dizem absolutamente nada. Exemplos pra ilustrar o que estou falando:

  1. A genialidade de “A Vida de Brian” está em mostrar como seguimos repetindo padrões absurdos — só mudam os figurinos…
  2. A genialidade de “A Vida de Brian” mostra como a análise crítica e o humor inteligente permanecem essenciais nos negócios…
  3. Monty Python entendeu cedo: ironizar o status quo é expor estruturas de poder que sobrevivem a décadas…
  4. Satirizar o status quo é um dos poucos jeitos de expor absurdos sistêmicos sem criar resistência. A Vida de Brian revela: o contexto muda, mas as armadilhas coletivas seguem…

O algoritmo do LinkedIn pode até entender que você está “engajando com insights” e melhorar seu Social Selling Index, mas vamos ser honestos, não vale a pena parecer artificial só pra ganhar uns pontos a mais lá.

Comentários são parte do seu posicionamento. Se até eles soam automáticos, por que alguém confiaria no seu conteúdo ou na sua liderança?

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A imagem é uma ilustração que mostra três pessoas à esquerda, imersas em seus smartphones, com balões de fala exibindo o logo do Instagram. À direita, um homem observa os outros com uma postura pensativa.

Bora ser um pouco menos emocionado e mais cético com as grandes novidades que aparecem aqui?

O tanto de post que vi de influencers de #marketingdigital aqui falando que o Instagram agora vai ter conteúdo indexado no Google não é brincadeira.

Não comentei em post de ninguém pra não parecer deselegante, mas… Isso foi novidade lá em 2020, sabe?

Desde o início daquele ano isso acontece com contas profissionais públicas. E não é algo que está chegando agora no Brasil, porque já faz MUITO tempo que faço buscas no Google e topo com reels e posts dessa rede social.

Se estiver em dúvida, é só clicar aqui: https://help.instagram.com/147542625391305/

Será que o ChatGPT inventou essa grande novidade pra algum especialista que replicou isso sem checar as fontes e gerou essa onda?

Não sei, só sei que quem compartilha isso nunca mostra fonte alguma, o que já deveria deixar as pessoas com pé atrás. #quetistreza

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🎶 “Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes…”

Uns dias atrás, escrevi aqui que tá tudo bem usar IA pra escrever (e continuo achando, tá).

Mas quero dar meu testemunho sobre o valor de escrever sem IA:

🧘‍♂️ Só você, uma página em branco, um lápis e a sua máquina orgânica de pensamentos.

Depois que li “O Caminho do Artista”, da Julia Cameron, criei o hábito de fazer as páginas matinais que ela cita na obra. São três páginas escritas à mão, todo dia, logo depois de acordar, no estilo fluxo de consciência.

Foto de uma mão segurando lápis, com uma folha embaixo, e um gato deitado ao lado da pessoa que está escrevendo.

Como todo novo hábito, é cansativo criar e manter ele (ainda mais se você for TDAH como eu), mas os benefícios compensam MUITO.

Essa escrita sem filtro me ajuda a:

✍️ organizar pensamentos
🧠 ter mais clareza mental
⚡ estimular criatividade
🚪 e abrir saídas quando tudo parece travado

Não é um exercício pra escrever um texto bonito, é pra se escutar, pra se entender e no percurso resolver até problemas que você não sabia que tinha.

Bem na linha do que a galera diz que “não é terapia, mas é terapêutico”.

Escrever sem expectativa de performance pode ser mais transformador do que qualquer método de produtividade. Sei que é uma afirmação enviesada, um redator dizendo isso, né, mas confia.

E se você pulou tudo na sua leitura dinâmica só pra ver como eu terminei esse texto, saiba que: pode usar IA pra escrever seus textos, sim, mas experimente escrever por conta própria de vez em quando também. 😉

Gente, tá tudo bem escrever com ajuda da IA, não precisa se justificar e fingir que ama travessão desde criancinha.

Mesmo que você não saiba como inserir essa bodega no teclado — eu não sei até hoje — é claro que você pode ir num documento mais técnico e copiar+colar ela no seu texto pessoal. #pas

Foto de um robô trabalhando para uma homem

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