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83% das pessoas usam IA generativa sem fact-checking (esse número é inventado, mas já chego lá). 👇

Você deve ter visto vários posts com um monte de dados sem fonte alguma aqui no LinkedIn, né?

Com a popularização da IA, isso só aumentou. 🫠

Por melhores que sejam os prompts, não dá para sair publicando o que um GPT da vida gera sem uma revisão crítica.

Você pode até ganhar curtidas com dados inventados, mas basta um comentário pedindo a fonte pra sua reputação ir pro ralo.

👉 Autoridade se constrói com responsabilidade por aquilo que você compartilha. Você pode ir de especialista a embuste em um único post.

A tirinha, de Tom Fishburne, mostra um apresentador em uma sala de reuniões. Ele aponta para um gráfico de pizza com uma fatia grande de 86,4% e diz: "86,4% das pessoas acreditarão em qualquer dado que você colocar em um post do LinkedIn, mesmo que a IA tenha acabado de inventar para provar seu ponto." A plateia, atenta, reage com aprovação. A tira satiriza a falta de questionamento sobre dados falsos postados online.

A arte do post é uma adaptação que fiz de um quadrinho do Tom Fishburne. O original e o artigo que ele fez pra acompanhar são perfeitos também, recomendo a leitura: https://marketoonist.com/2015/08/data-driven.html

Acesse o post original no LinkedIn e me siga por lá!

💡 A área de comentários é o espaço mais genuíno de uma rede social profissional como o LinkedIn. É ali que você:

  • mostra que leu o post
  • oferece sua perspectiva
  • se conecta com a comunidade
  • e contribui com valor

Se você quer fortalecer sua reputação por aqui, pelo amor de Deus, não copie e cole comentário gerado por IA.

E por que estou falando disso?

Pesquisando ideias de conteúdo para um cliente executivo, me deparei com o post de um Top Voice que usava uma cena péssima do Monty Python.

A imagem mostra uma cena do filme "A Vida de Brian". Quatro pessoas, três homens e uma mulher, estão sentadas em degraus de pedra. Todos estão vestidos com túnicas escuras e coberturas para a cabeça, com expressões pensativas.

O que estava ruim, piorou quando cheguei na seção de comentários: vários diretores e executivos interagindo com respostas genéricas e visivelmente criadas por IA.

Além de ignorarem completamente a cena mostrada no vídeo, todos os comentários seguiam a mesma fórmula, com frases feitas que não dizem absolutamente nada. Exemplos pra ilustrar o que estou falando:

  1. A genialidade de “A Vida de Brian” está em mostrar como seguimos repetindo padrões absurdos — só mudam os figurinos…
  2. A genialidade de “A Vida de Brian” mostra como a análise crítica e o humor inteligente permanecem essenciais nos negócios…
  3. Monty Python entendeu cedo: ironizar o status quo é expor estruturas de poder que sobrevivem a décadas…
  4. Satirizar o status quo é um dos poucos jeitos de expor absurdos sistêmicos sem criar resistência. A Vida de Brian revela: o contexto muda, mas as armadilhas coletivas seguem…

O algoritmo do LinkedIn pode até entender que você está “engajando com insights” e melhorar seu Social Selling Index, mas vamos ser honestos, não vale a pena parecer artificial só pra ganhar uns pontos a mais lá.

Comentários são parte do seu posicionamento. Se até eles soam automáticos, por que alguém confiaria no seu conteúdo ou na sua liderança?

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A imagem mostra uma arte digital com duas seções distintas: à esquerda, um fundo roxo escuro com o texto "listão do NORIS". À direita, em um fundo rosa claro, há um retrato do autor Rafael Noris, um homem barbudo, de pele clara e com a cabeça raspada, olhando diretamente para a frente e sorrindo. Ele usa um roupão branco e está segurando uma caneca branca, como se estivesse brindando. O estilo da imagem é pixelado, lembrando gráficos de jogos antigos.

oi, aqui é o Noris!

eis a primeira segunda do mês e aqui está a minha prometida baguncinha de 10 coisas que achei por aí e quis compartilhar.

aliás, a news chegou a 100 assinantes no lançamento, estou emocionado 🥹

bora pra lista logo que “time is money”, já dizia o Super Sam:

1️⃣ você sabe descansar?

descanso não é sinônimo de inatividade, dormir o dia todo ou se perder nas redes sociais, mas sim algo que nos energize. minha dica principal do mês é esse minicurso da Ximena Vengoechea no LinkedIn Learning: “Desbloqueie o poder do descanso para criatividade, produtividade e bem-estar”link

2️⃣ dica de como descansar o corpo

A imagem mostra um diagrama de Venn com dois círculos sobrepostos. O círculo da esquerda representa o "descanso passivo", e o da direita representa o "descanso ativo". Na área de interseção dos dois círculos está a atividade que pode ser considerada tanto passiva quanto ativa (Yoga). Em "Descanso Passivo" temos cochilos, ouvir música, ler um livro e dias de spa. Em "Descanso Ativo", vemos dançar, pular corda, correr e esportes em geral.

esse diagrama é apresentado na aula do curso que está na dica 1.

3️⃣ humana demais

você viu a notícia de que testaram uma IA na gerência de loja por um mês e o robô começou a mentir para clientes e deu prejuízo? deve ser uma delícia ter dinheiro pra desperdiçar com um experimento desses, né — link no O Globo

4️⃣ dica de podcast

você sabia que a Great Place To Work® Brasil tem um podcast? há um tempo venho acompanhando e adoro os papos que rolam por lá, ótimo pra conhecer boas práticas de grandes empresas. chama B2Bench. mais do que recomendo! — link no Spotify

5️⃣ dica de livro

6️⃣ o primeiro “brain-rot”

você já deve ter ouvido falar que “brainrot” foi a Palavra do Ano em 2024, pela Oxford, mas você sabia que a primeira pessoa a usar o termo foi o filósofo estadunidense Henry David Thoreau em 1854? eu não sabia, mesmo ele sendo um crush intelectual da minha adolescência. a expressão aparece no famoso livro Walden, com ele pistolando contra o senso comum e mediocridade da época, enquanto tentava viver uma vida simples, sozinho no bosque.

“While England endeavors to cure the potato-rot, will not any endeavor to cure the brain-rot, which prevails so much more widely and fatally?”

7️⃣ a crise da batata

quando Thoreau citou a “potato-rot”, ele se referia a um desastre real: na década de 1840, ocorreu uma crise da batata na Europa por conta de um fungo que matou mais de um milhão de pessoas só na Irlanda (muito por conta de negligência da Grã-Bretanha). foi uma tragédia brutal, que escancarou desigualdades e provocou ondas de migração.

8️⃣ e já que falamos em “rot” e “brains”

Cena do filme "O Retorno dos Mortos-Vivos", com um close-up de um zumbi feminino decomposto, sem a parte inferior do corpo, gritando de dor sobre uma mesa de metal. Sua pele é verde-acinzentada, o crânio parcialmente exposto e longos cabelos rosas emaranhados emolduram seu rosto angustiado. Há um texto abaixo com a fala "I can feel myself rot".

como me sinto quando sou derrubado pela terrível gripe masculina

no dia 16 de agosto, o filme “O Retorno dos Mortos-Vivos” completará 40 anos. a obra é uma combinação de terror com um humor peculiar e uma trilha sonora maravilhosa, que a tornou um clássico cult. esse filme subverteu as regras do gênero zumbi, apresentando mortos-vivos falantes que anseiam especificamente por cérebros. vale MUITO a pena assistir; é a minha dica de filme do mês — YouTube

9️⃣ aos pais e mães de adolescente

o Instagram mudou as regras pras contas de adolescentes, elas agora são privadas por padrão e com mais ferramentas de supervisão. vale dar uma olhada no post do meu amigo Jorge Freire Jr, do Nerd Pai, pra entender como isso impacta quem tem filhos conectados — link pro blog

🔟 pra fechar com chave de ouro

o post maravilhoso da Thays Ladler, com as 10 tendências no Linkedin que dão ranço:

  1. SEO morreu: Mas ninguém avisou pro meu tráfego orgânico
  2. GEO é o novo SEO: Aqui fizeram um rebranding forçado do SEO, coitado!
  3. Todo conteúdo agora tem que ser carrossel: Sou mais um parágrafo bem escrito do que 12 slides
  4. Comente “alguma coisa” e enviarei “outra coisa”: Aqui ativamos o algoritmo do Linkedin na força do braço

clique aqui para ler a lista completa

tem algo legal pra indicar também? deixe nos comentários e bora aumentar o Listão! 🫶

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