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Capa de livro com fundo branco. No topo, o nome “Hilda Hilst” em letras pretas grandes. No centro, um pequeno vaso com um cacto. Na parte inferior, em letras menores, o subtítulo “Poemas malditos, gozosos e devotos”.

O livro escolhido para o encontro de março do Leia Diversidades é “Poemas malditos, gozosos e devotos”, da Hilda Hilst, o que me deixou especialmente feliz.

Sempre tive uma relação muito próxima com a poesia, gosto de como ela exige outro ritmo de leitura. Já havia lido poemas soltos da Hilda antes, e sempre me fisgou o sarcasmo afiado dela, a coragem de tensionar o sagrado e o profano, além da maneira quase desconcertante com que ela fala de amor, morte, desejo, vida e vazio.

Escritório da escritora Hilda Hilst na Casa do Sol, em Campinas. O ambiente tem paredes em tom rosado, uma mesa cheia de papéis, livros e objetos pessoais, estantes com livros e uma janela por onde entra luz natural.

Esse era o escritório da Hilda Hilst na Casa do Sol, em Campinas-SP

Em 2016, tive a oportunidade de conhecer a Casa do Sol, lugar onde Hilda viveu por quase metade da vida e hoje funciona o Instituto Hilda Hilst. Uma delícia de lugar que recomendo a todo mundo que ama poesia e é da região a visitar.

E ainda que a admire demais, esta será a primeira vez que me debruço sobre um livro específico da autora com intenção de estudo, e fazer isso pra depois trocar experiências em grupo torna tudo ainda mais interessante.

“Poemas malditos, gozosos e devotos” é uma obra que cumpre o que promete no título: Deus é interpelado, provocado, desejado e recusado. O sagrado aparece atravessado pelo corpo, pelo erotismo, pela dúvida intelectual e pela percepção constante da finitude.

Primeiro Leia Diversidades sobre poesia

Este será o primeiro encontro do Leia Diversidades dedicado a uma obra de poesia, o que abre um novo tipo de escuta coletiva. Ler e discutir poesia em grupo será curioso, um convite pra pausas, interpretações múltiplas e bem provável que mais de perguntas do que respostas.

Vamos participar dessa experiência nova com a gente?

O encontro de março é também marcado pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres. Ler Hilda Hilst nesse contexto é reconhecer uma autora que desafiou normas, mercados, expectativas e convenções, inclusive as impostas às mulheres na literatura.

Para além da obra, sua vida com certeza vai gerar ótimas conversas, porque ela foi uma figura única em sua época.

Marque aí na agenda:

📅 29 de março
🕒 15h
📍 Praça Ângelo Ferrari – Pedreira/SP

Homem de barba e cabeça raspada segura um livro de capa vermelha diante do rosto. Na capa, lê-se “hilda hilst” e “da poesia”. Ao fundo, há uma estante com muitos livros.

Para quem for comprar o livro na Amazon, edição nova hoje tem apenas a coletânea com toda sua poesia, é um pouco cara, mas vale muito a pena, são 26 livros em 1, praticamente.

Eu garanti o meu, tava com 20% de desconto: https://amzn.to/3NVKnvn

Dá para achar edições antigas na Estante Virtual também, mas já que ia gastar eu preferi gastar bem <3

Até o próximo encontro!

Atualização pós-evento:

A imagem mostra a capa do livro "Mau Hábito", de Alana S. Potero. O fundo é vermelho, e a capa é uma colagem que apresenta, no centro, o rosto de uma pessoa jovem com cabelos curtos, laço azul e maquiagem. Ao redor, há sapatos de salto alto, um crânio, pássaros e flores.

No último domingo de agosto, o projeto Leia Diversidades voltará à Praça Ângelo Ferrari, no centro de Pedreira/SP, para mais um encontro literário. Desta vez, com “Mau Hábito”, da escritora espanhola Alana S. Portero.

Você pode comprar o livro com desconto na Amazon.

Publicado no Brasil pela editora Amarcord, Mau Hábito é um romance com toques autobiográficos que retrata a infância e adolescência de uma menina trans na periferia operária de Madri, durante os anos 80 e 90.

A protagonista cresce em um ambiente marcado por repressão, violência e conservadorismo, mas também por afeto, cultura popular, religiosidade e resistência cotidiana. A escrita de Alana alterna delicadeza e contundência, faz da dor uma matéria sensível e literária, sem ceder ao vitimismo nem à espetacularização.

Alana escreve a partir das margens, sem abrir mão da beleza formal nem da força política. Ela nos convida a olhar com mais atenção para as vidas que existem fora do centro: vidas complexas, dignas, poéticas.

Quem é Alana S. Portero?

Alana nasceu em 1978 no bairro de San Blas, zona periférica de Madri. É historiadora com especialização em História Medieval, dramaturga, atriz, poeta e ativista transfeminista. Cofundadora da companhia teatral STRIGA, ela já publicou cinco coletâneas de poesia e tem atuação destacada na cena cultural e política da Espanha. Mau Hábito é seu primeiro romance.

A autora tem se tornado uma voz importante nas discussões sobre transfobia, desigualdade, feminismo e classe. Com ironia, doçura e força, ela defende a centralidade das experiências dissidentes e a necessidade de novas narrativas no imaginário coletivo.

Sobre o encontro

📚 Livro: Mau Hábito, de Alana S. Portero
📍 Local: Praça Ângelo Ferrari – Centro – Pedreira/SP
📆 Data: 31 de agosto de 2025 (domingo)
Horário: 15h

Não é necessário ter lido o livro para participar, mas fica aqui o convite para se preparar para a leitura e, quem sabe, trazer alguém que possa se identificar com essa história.

Siga o @leia.diversidades no Instagram para acompanhar todas as atualizações.

Atualização pós-evento

É uma delícia ver uma iniciativa nossa ter impacto positivo na vida de outras pessoas, né?

Eu coordeno o #LeiaDiversidades desde 2019 em Pedreira/SP. É um encontro na praça pública pra falar de literatura. Totalmente gratuito, totalmente aberto a quem quiser chegar.

Quando eu criei o projeto, eu nunca tinha participado de um clube de leitura, só sabia que queria estar em um.

Como na minha cidade não tinha nada parecido, inventei o meu. Felizmente, tinha amigos que toparam embarcar junto. Assim, juntos é que fomos moldando a dinâmica dos encontros, na base de erros, acertos, tentativas e muita troca boa.

A pandemia, claro, deu um freio em tudo, já que não tinha sentido fazer online: o Leia sempre teve dois objetivos, um que é estimular a #leitura e outro que é aproximar as pessoas da cidade, dos espaços públicos, umas das outras.

No entanto, quando voltamos em 2023, quase tudo tinha mudado: muita gente antiga não conseguiu mais vir, eu mesmo estava com dificuldade de retomar o ritmo de leitura. E você, também sentiu isso?

Mas, aos poucos a roda voltou a girar. Vieram rostos novos, gente de cidades vizinhas, trocas que me lembram por que esse projeto existe.

Pra entender melhor a motivação de quem estava ao meu lado nesses novos caminhos do Leia Diversidades, lancei uma pesquisa simples nas redes sociais: como o Leia Diversidades contribuiu pra sua relação com a leitura?

E aí volto pro começo:

É bom demais ver que nosso esforço mexe com as pessoas, com suas perspectivas e hábitos!

🔹 “O Leia me apresentou obras e autores que se tornaram muito queridos! Os encontros são leves e as trocas valem a pena 🥰”

🔹 “O Leia foi muito importante pra eu voltar a ler, e é sempre legal conversar sobre os livros, ver outros pontos de vista. Eu adoro 👏👏”

🔹 “O Leia apresenta leituras maravilhosas, e as trocas são muito ricas pra trazer perspectivas variadas sobre o mesmo livro. Recomendo 😚”

🔹 “Nosso grupo me despertou o hábito da leitura. Em 2024 e nos anos anteriores não havia lido sequer um livro. No entanto, do início deste ano até aqui, já li 4 livros e estou lendo um quinto. ”

Comentários assim fazem tudo valer a pena, cada divulgação realizada, livro lido, tema estudado, cada roda na praça.

Neste domingo agora tem mais um encontro, dessa vez sobre “A Vegetariana”, da Han Kang. Um livro tão poético quanto brutal (fica a dica!), e eu já estou curioso pra ver os debates que esse livro vai gerar.

Se você for de #PedreiraSP ou região, chega com a gente neste domingo (29/06) às 15h na Praça Ângelo Ferrari.

Mosaico com 4 fotos de diferentes encontros, uma das fotos mostram pessoas sentadas numa praça arborizada conversando em círculo, outra foto mostra uma selfie de grupo, onde seguram o banner do projeto Leia Diversidades e exemplares do livro discutido. A imagem tem um filtro vermelho que é da identidade visual do projeto. No centro, o logo do Leia Diversidades, que é livro aberto com um punho erguido com as cores do arco-íris + o marrom e preto na página da esquerda e na página da direita está escrito Leia Diversidades. Embaixo do logo, há o nome de usuário do projeto no Instagram, que é @leia.diversidades.

Acesse o post original no LinkedIn e me siga por lá!

O Leia Diversidades volta em abril com mais uma roda de conversa aberta na Praça Ângelo Ferrari, em Pedreira/SP.

Capa do livro 'Copo Vazio', de Natalia Timerman, sobre um fundo vermelho. A imagem da capa é uma pintura abstrata com tons de azul, rosa e roxo, retratando um copo de vidro sobre uma superfície rosada. O título 'copo vazio' aparece em letras brancas minúsculas no canto direito da imagem, e o nome da autora está na parte inferior.

Desta vez, a obra escolhida é o Copo Vazio, de Natalia Timerman, livro que abarca temas como as dores do abandono e os afetos interrompidos.

Compre o livro com desconto na Amazon: https://amzn.to/4jkKACs

No livro, acompanhamos Mirela, uma mulher que tenta lidar com o desaparecimento súbito de um homem com quem se envolveu afetivamente. O chamado “ghosting” é o ponto de partida dessa narrativa que investiga o impacto emocional do silêncio, idealização do outro e a dificuldade de seguir em frente quando não há respostas.

Ao longo do mês, compartilhamos conteúdos nas redes sociais sobre o livro, a autora e as discussões que surgem da leitura. Tudo isso para aquecer o debate e fazer do encontro um espaço de escuta e troca genuína.

Siga-nos no Instagram: @leia.diversidades

Informações sobre o encontro do Leia Diversidades de abril:

🗓 Domingo, 27 de abril
🕒 15h
📍 Praça Ângelo Ferrari – Pedreira/SP

O encontro é gratuito, aberto a todas as pessoas e não exige leitura prévia da obra. Se você não conseguiu ler o livro, pode chegar para ouvir, conversar ou simplesmente conhecer a proposta do projeto.

Te esperamos lá!

Atualização pós-evento:

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "Sessenta Primaveras no Inverno", da Aimee De Jongh e Ingrid Chabbert, no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

Quem acompanha o Leia Diversidades sabe que ele sempre foi um espaço de trocas ricas, de encontros que vão além das páginas dos livros.

E fevereiro será ainda mais especial, pois além de discutirmos uma obra incrível, celebraremos uma conquista: o apoio da Lei Paulo Gustavo.

A verba ajudará a fortalecer a comunicação do projeto para atingir ainda mais pessoas, com mais conteúdos e investimento em acessibilidade.

Agora vamos falar sobre a graphic novel.

“Sessenta Primaveras no Inverno”, de Ingrid Chabbert e Aimée de Jongh, é uma história sobre recomeços, liberdade, sexualidade e a coragem de quebrar padrões.

Aos 60 anos, Josy decide sair de casa e mudar completamente sua vida, enfrentando medos, julgamentos e expectativas alheias.

Em uma narrativa belíssima e comovente, o livro nos convida a refletir sobre quantas vezes aceitamos viver no piloto automático e o que significa escolher um caminho diferente.

Esta edição especial terá a mediação de Marcos Natal dos Santos, psicólogo graduado em Letras. Se você estiver em Pedreira/SP, venha trocar experiências da leitura com a gente!

O encontro será no dia 22 de fevereiro, sábado, às 15h, na Praça Ângelo Ferrari.

Para acompanhar nossas novidades e posts do projeto, siga o @leia.diversidades no Instagram!

Atualização pós-evento:

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "Ponciá Vicêncio", de Conceição Evaristo, no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

O Leia Diversidades de novembro (que passou para dezembro) terá como tema o livro Ponciá Vicêncio, escrito por Conceição Evaristo, uma das mais importantes vozes da literatura afro-brasileira.

A obra narra a jornada de uma mulher negra em busca de identidade e liberdade, abordando temas como ancestralidade e opressão.

Quem é Conceição Evaristo?

Conceição Evaristo nasceu em 29 de novembro de 1946, em uma favela de Belo Horizonte/MG. Trabalhou como empregada doméstica desde criança, mas estimulada pela sua mãe, nunca deixou de estudar. Formou-se em Letras e, mais tarde, concluiu seu mestrado em Literatura Brasileira e doutorado em Literatura Comparada.

A literatura de Conceição é marcada por sua experiência pessoal e pela luta contra o racismo e a desigualdade. Sua obra se destaca por retratar a vida de mulheres negras e a importância da ancestralidade e resistência no contexto brasileiro.

Sobre o livro Ponciá Vicêncio

Ponciá Vicêncio, publicado em 2003, é o primeira obra solo de Conceição Evaristo. Esse livro marca um momento especial em sua carreira literária, após ela já ter publicado poemas e contos em antologias como os Cadernos Negros na década de 1990.

O romance explora as cicatrizes da escravidão e seus reflexos nas gerações posteriores. Com uma narrativa sensível e poética, Evaristo convida o leitor a refletir sobre a dor da opressão e a força da ancestralidade.

Detalhes do encontro

O evento acontece dia 1º de dezembro (domingo), às 15h, na Praça Ângelo Ferrari, um ponto de encontro em Pedreira/SP com acessibilidade e parquinho para crianças.

Participe e aproveite essa oportunidade de mergulhar em reflexões literárias e sociais em um espaço público com um grupo diverso e acolhedor.

Onde adquirir o livro?

Compre o livro Ponciá Vicêncio com desconto na Amazon: https://amzn.to/3Nartgk

 

Atualização pós-evento:

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "Coração na aldeia, pés nos mundo" no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

Para quem estava ansioso para saber o tema do próximo encontro do Leia Diversidades, em setembro nossa roda de conversas em Pedreira/SP será sobre “Coração na aldeia, pés no mundo”, o maravilhoso cordel da Auritha Tabajara, que conta com xilogravuras da Regina Drozina.

Na obra, Auritha nos conduz por suas vivências como mulher indígena, guerreira, lésbica e nordestina, e a busca de seu lugar no mundo.

Leitura perfeita para nos conectarmos com as lutas e representatividades desses grupos em nossa sociedade. ❤️📚🌈

Atualização pós-evento:

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "A queda para o alto" no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

O Leia Diversidades está de volta, depois de uma pandemia, e agora com encontros bimestrais!

O 1º encontro dessa nova temporada já tem tema e data definidos: dia 30 de julho (domingo) faremos o encontro para discutir o livro “A queda para o alto”, de Anderson Herzer. 🏳️‍⚧️

Essa é uma obra que está marcada para sempre na história do movimento LGBTQIA+ e da literatura brasileira. Isso porque ela traz o primeiro relato autobiográfico publicado por uma pessoa trans no Brasil.

Entre poemas e crônicas, acompanhamos a história do autor, suas vivências e violências sofridas na infância e na FEBEM.

Atualização pós-evento:

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "O país do carnaval" no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

Especialmente por conta do Carnaval, esta edição será no último sábado do mês, dia 29. Mais tempo pra você ler e oportunidade de curtir a folia e nosso evento 😉

Para esta edição, vamos fazer o círculo de cultura na Praça Ângelo Ferrari pra conversar sobre o primeiro livro publicado de Jorge Amado, “O País do Carnaval”. Venha discutir com a gente cultura popular, história do samba e identidade nacional, além da trajetória do escritor e das nossas vivências.

Na biblioteca municipal de Pedreira há diversos exemplares disponíveis deste livro, mas caso queira ter um pra chamar de seu, na Amazon está com desconto: https://amzn.to/36KbZIt

Te esperamos lá!

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "Ideias para adiar o fim do mundo" no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

Vamos começar este novo ano com um livro curto, mas profundo?

“Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”, de Ailton Krenak, traz em versão textual 3 discursos que ele fez de 2017 a 2019, convidando-nos a repensar nossa sociedade contemporânea, a história do Brasil, as violências dos colonizadores, as resistências dos povos indígenas e como podemos superar as dificuldades que estão diante de nós. Ou melhor, como ele coloca em um dos discursos, como podemos parar de temer a queda e construir nossos paraquedas.

Como nas edições anteriores, nossa roda de discussão será na Praça Ângelo Ferrari, em frente a escola do Coronel, no dia 26 de janeiro, sempre ocupando espaços públicos e facilitando a vida de pais e mães com o parquinho do local.

Livro à venda com desconto na Amazon (onde, aliás, está em 1º nos Mais Vendidos na categoria Literatura Nacional): https://amzn.to/47sXppM

Atualização pós-evento:

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