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Montagem com a capa do livro Frankenstein, de Mary Shelley, em destaque sobre um fundo vermelho. A edição da Darkside Books tem aparência envelhecida e traz uma ilustração anatômica de um pé humano com veias e artérias em vermelho, além do título do livro em letras góticas na parte inferior. Atrás da capa, há uma forma branca inclinada que cria efeito de profundidade.

Como muitas pessoas, o meu primeiro contato com Frankenstein veio muito antes do livro.

Sou apaixonado por literatura gótica desde a adolescência, mas naquela época meu vício eram os vampiros. Bram Stoker, Anne Rice, RPG de Vampiro: A Máscara e tudo que envolvesse criaturas da noite me atraía muito mais do que a figura de Frankenstein.

Na verdade, eu conheci a criatura primeiro pela cultura pop, vendo os filmes da Universal e da Hammer, além das versões em séries como A Família Monstro e A Família Addams. A imagem que ficou na minha cabeça era a daquele gigante de cabeça oca, desajeitado e de fala lenta.

Montagem com três representações da criatura de Frankenstein no cinema. À esquerda, uma imagem avermelhada do curta-metragem de 1910, mostrando a criatura em um ambiente escuro. Ao centro, o clássico Frankenstein de 1931, interpretado por Boris Karloff, em foto em preto e branco entre galhos. À direita, uma versão contemporânea de 2025, com a criatura de cabelos longos, cicatrizes no rosto e roupas escuras, iluminada por luz quente.

Do cinema mudo de 1910 ao Frankenstein de 1931 e às releituras contemporâneas, poucas personagens da literatura permaneceram tão vivas na cultura pop.

E, curiosamente, foi isso que me afastou do livro por muitos anos.

A surpresa que encontrei ao ler Mary Shelley

Quando finalmente li Frankenstein, em 2013, a intenção era quase burocrática: dar um check na minha lista de clássicos góticos lidos.

E a surpresa foi enorme, porque a criatura criada por Mary Shelley não tinha nada a ver com a imagem popular que eu carregava desde criança.

Aquele tal de “monstro” (com muitas aspas) era sensível, inteligente, aprendia sozinho, lia livros, refletia e desejava ser amado. Talvez justamente por isso seja tão trágica a sua história.

Publicado originalmente em 1818, Frankenstein ou o Prometeu Moderno é considerado um dos marcos da literatura gótica e frequentemente apontado como uma das primeiras obras de ficção científica da história.

Mais do que uma história de terror, o romance fala sobre responsabilidade, abandono, preconceito, solidão e os limites da ambição humana. A pergunta que permanece depois da leitura é fácil de responder, mas nem por isso é menos desconfortável: quem é o verdadeiro monstro?

Frankenstein é um clássico que continua atual

Talvez seja por isso que o livro Frankenstein continue tão vivo mais de duzentos anos depois.

As adaptações para cinema acabaram transformando a criatura em um ícone da cultura pop, mas o texto original de Mary Shelley continua surpreendendo novos leitores justamente pela humanidade do personagem.

Encontro de julho do Leia Diversidades

Agora vamos falar do nosso clube de leitura aqui de Pedreira. Frankenstein foi o escolhido pra ser o tema do nosso próximo encontro do do Leia Diversidades e eu já estou muito animado pras conversas que vão surgir.

Se você for aqui da cidade ou da região, já marque na agenda:

📅 26 de julho
🕒 15h
📍 Praça Ângelo Ferrari – Pedreira/SP

Se você sempre achou que conhecia Frankenstein por causa dos filmes, essa será uma ótima oportunidade para ler a obra original e descobrir a criatura que Mary Shelley realmente criou. Nos vemos lá!

Capa de livro com fundo branco. No topo, o nome “Hilda Hilst” em letras pretas grandes. No centro, um pequeno vaso com um cacto. Na parte inferior, em letras menores, o subtítulo “Poemas malditos, gozosos e devotos”.

O livro escolhido para o encontro de março do Leia Diversidades é “Poemas malditos, gozosos e devotos”, da Hilda Hilst, o que me deixou especialmente feliz.

Sempre tive uma relação muito próxima com a poesia, gosto de como ela exige outro ritmo de leitura. Já havia lido poemas soltos da Hilda antes, e sempre me fisgou o sarcasmo afiado dela, a coragem de tensionar o sagrado e o profano, além da maneira quase desconcertante com que ela fala de amor, morte, desejo, vida e vazio.

Escritório da escritora Hilda Hilst na Casa do Sol, em Campinas. O ambiente tem paredes em tom rosado, uma mesa cheia de papéis, livros e objetos pessoais, estantes com livros e uma janela por onde entra luz natural.

Esse era o escritório da Hilda Hilst na Casa do Sol, em Campinas-SP

Em 2016, tive a oportunidade de conhecer a Casa do Sol, lugar onde Hilda viveu por quase metade da vida e hoje funciona o Instituto Hilda Hilst. Uma delícia de lugar que recomendo a todo mundo que ama poesia e é da região a visitar.

E ainda que a admire demais, esta será a primeira vez que me debruço sobre um livro específico da autora com intenção de estudo, e fazer isso pra depois trocar experiências em grupo torna tudo ainda mais interessante.

“Poemas malditos, gozosos e devotos” é uma obra que cumpre o que promete no título: Deus é interpelado, provocado, desejado e recusado. O sagrado aparece atravessado pelo corpo, pelo erotismo, pela dúvida intelectual e pela percepção constante da finitude.

Primeiro Leia Diversidades sobre poesia

Este será o primeiro encontro do Leia Diversidades dedicado a uma obra de poesia, o que abre um novo tipo de escuta coletiva. Ler e discutir poesia em grupo será curioso, um convite pra pausas, interpretações múltiplas e bem provável que mais de perguntas do que respostas.

Vamos participar dessa experiência nova com a gente?

O encontro de março é também marcado pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres. Ler Hilda Hilst nesse contexto é reconhecer uma autora que desafiou normas, mercados, expectativas e convenções, inclusive as impostas às mulheres na literatura.

Para além da obra, sua vida com certeza vai gerar ótimas conversas, porque ela foi uma figura única em sua época.

Marque aí na agenda:

📅 29 de março
🕒 15h
📍 Praça Ângelo Ferrari – Pedreira/SP

Homem de barba e cabeça raspada segura um livro de capa vermelha diante do rosto. Na capa, lê-se “hilda hilst” e “da poesia”. Ao fundo, há uma estante com muitos livros.

Para quem for comprar o livro na Amazon, edição nova hoje tem apenas a coletânea com toda sua poesia, é um pouco cara, mas vale muito a pena, são 26 livros em 1, praticamente.

Eu garanti o meu, tava com 20% de desconto: https://amzn.to/3NVKnvn

Dá para achar edições antigas na Estante Virtual também, mas já que ia gastar eu preferi gastar bem <3

Até o próximo encontro!

Atualização pós-evento:

Capa do livro A Mão Esquerda da Escuridão, de Ursula K. Le Guin, sobre fundo vermelho. A ilustração mostra uma figura humana estilizada, de costas, caminhando em uma paisagem montanhosa e gelada, com cores vibrantes como rosa, azul, verde e amarelo. No topo, lê-se o nome da autora “Ursula K. Le Guin” e o título “A Mão Esquerda da Escuridão”. A imagem sugere um cenário alienígena, frio e simbólico, ligado à ficção científica.

O primeiro encontro do Leia Diversidades de 2026 já tem tema definido e ele promete expandir nossos horizontes literários, políticos e humanos.

Em janeiro, vamos nos reunir para discutir “A Mão Esquerda da Escuridão”, obra clássica da ficção científica escrita por Ursula K. Le Guin, uma das autoras mais importantes do século XX.

Sinopse e temas discutidos na obra

Publicado originalmente em 1969, o livro acompanha Genly Ai, um emissário terráqueo enviado ao planeta Gethen, um mundo coberto de gelo onde os habitantes não possuem gênero fixo.

Nesse contexto radicalmente diferente do nosso, Genly precisa lidar com intrigas políticas, choques culturais e seus próprios limites ao tentar compreender o “outro”. Ao seu lado (e, muitas vezes, em tensão) está Estraven, um nativo exilado cuja relação com o protagonista se transforma ao longo da narrativa.

Mais do que uma história de sobrevivência em um ambiente hostil, A Mão Esquerda da Escuridão levanta questões profundas sobre gênero, identidade, alteridade, poder, lealdade e empatia.

Ursula K. Le Guin utiliza a ficção científica como ferramenta crítica, mostrando como nossas construções sociais moldam (e limitam) a forma como nos relacionamos com o mundo e com as pessoas ao nosso redor.

No Leia Diversidades, o livro será ponto de partida para refletirmos coletivamente sobre normalidade, diferenças culturais, política, linguagem e convivência.

Informações sobre o encontro de janeiro do Leia

O encontro acontece no último domingo de janeiro, dia 25, às 15h na Praça Ângelo Ferreira, no centro de Pedreira/SP, e é aberto a todas as pessoas interessadas em literatura e diálogo.

Acompanhe o projeto pelo Instagram, pois durante o mês vou compartilhar vários materiais de apoio para a leitura.

Se você busca um espaço seguro para ler, pensar e trocar ideias com afeto e profundidade, esse encontro é um convite.

Prepare a leitura, a curiosidade e venha conversar com a gente!

Atualização pós-evento:

A imagem mostra a capa do livro “Confissões de uma Máscara”, de Yukio Mishima. O fundo é azul-escuro e traz em destaque um leque japonês azul-claro, com o título e o nome do autor escritos em branco e dourado. À direita, há caracteres japoneses verticais também em azul-claro. O selo da editora Companhia das Letras aparece na parte inferior. A capa está sobre um fundo vermelho com uma folha branca inclinada atrás dela.

No mês de novembro (data foi atualizada), o Leia Diversidades, círculo de leitura realizado em Pedreira/SP, convida o público a mergulhar em uma das obras mais intensas da literatura japonesa moderna: Confissões de uma Máscara, de Yukio Mishima.

Você já ouviu falar do livro?

Publicado em 1949, Confissões de uma Máscara é o primeiro grande sucesso de Mishima e uma de suas obras mais autobiográficas. Em carta do próprio autor para o seu editor, em 1948, ele disse:

“Voltarei sobre mim mesmo o bisturi da análise psicológica que afiei em personagens fictícios. Tentarei me dissecar vivo. Espero alcançar uma precisão científica, tornar-me, nas palavras de Baudelaire, ao mesmo tempo o condenado e o carrasco.”

A narrativa acompanha Kochan, um jovem que cresce tentando forjar uma máscara de normalidade para esconder sua homossexualidade e seus desejos mais sombrios. Em um Japão ainda marcado pelos traumas da Segunda Guerra, o romance revela o conflito entre o desejo e a moral social.

Com uma linguagem intensa e simbólica, Mishima transforma sua experiência pessoal em reflexão sobre identidade, corpo, desejo, violência e beleza, temas que atravessam toda sua trajetória literária.

Mas quem foi Yukio Mishima?

Nascido em 1925, em Tóquio, Mishima (pseudônimo de Kimitake Hiraoka) foi muito mais do que um escritor. Ele era uma personalidade multifacetada: ator, dramaturgo, mestre de artes marciais e chegou até a liderar um polêmico exército privado de estudantes nacionalistas.

Foto mostra Yukio Mishima brincando com um gato na década de 1940.

Considerado um dos maiores escritores do século XX, Mishima foi indicado diversas vezes ao Prêmio Nobel de Literatura e deixou uma obra extensa. São romances, peças e ensaios que exploram o conflito entre tradição e modernidade, corpo e espírito, repressão e liberdade.

Sua vida foi uma tentativa constante de fundir a arte à ação.

Essa tensão atingiu seu clímax em novembro de 1970, quando Mishima chocou o mundo ao cometer seppuku (suicídio ritual samurai) após uma tentativa frustrada de insurreição militar num quartel, com o objetivo de restaurar os poderes do imperador.

O gesto, trágico e teatral, selou uma certa coerência entre sua vida e sua obra, pois a morte era a forma suprema da beleza para ele.

O encontro do Leia Diversidades em Pedreira/SP

O próximo encontro do Leia Diversidades acontece no domingo, 7 de dezembro de 2025 (data foi atualizada!), às 15h, na Praça Ângelo Ferrari, no centro de Pedreira/SP.

A participação é gratuita e aberta ao público, mesmo para quem ainda não leu o livro.

O livro está disponível nas principais livrarias e em formato digital. Compre Confissões de uma Máscara com desconto na Amazon.

Atualização pós-evento:

A imagem mostra a capa do livro "Mau Hábito", de Alana S. Potero. O fundo é vermelho, e a capa é uma colagem que apresenta, no centro, o rosto de uma pessoa jovem com cabelos curtos, laço azul e maquiagem. Ao redor, há sapatos de salto alto, um crânio, pássaros e flores.

No último domingo de agosto, o projeto Leia Diversidades voltará à Praça Ângelo Ferrari, no centro de Pedreira/SP, para mais um encontro literário. Desta vez, com “Mau Hábito”, da escritora espanhola Alana S. Portero.

Você pode comprar o livro com desconto na Amazon.

Publicado no Brasil pela editora Amarcord, Mau Hábito é um romance com toques autobiográficos que retrata a infância e adolescência de uma menina trans na periferia operária de Madri, durante os anos 80 e 90.

A protagonista cresce em um ambiente marcado por repressão, violência e conservadorismo, mas também por afeto, cultura popular, religiosidade e resistência cotidiana. A escrita de Alana alterna delicadeza e contundência, faz da dor uma matéria sensível e literária, sem ceder ao vitimismo nem à espetacularização.

Alana escreve a partir das margens, sem abrir mão da beleza formal nem da força política. Ela nos convida a olhar com mais atenção para as vidas que existem fora do centro: vidas complexas, dignas, poéticas.

Quem é Alana S. Portero?

Alana nasceu em 1978 no bairro de San Blas, zona periférica de Madri. É historiadora com especialização em História Medieval, dramaturga, atriz, poeta e ativista transfeminista. Cofundadora da companhia teatral STRIGA, ela já publicou cinco coletâneas de poesia e tem atuação destacada na cena cultural e política da Espanha. Mau Hábito é seu primeiro romance.

A autora tem se tornado uma voz importante nas discussões sobre transfobia, desigualdade, feminismo e classe. Com ironia, doçura e força, ela defende a centralidade das experiências dissidentes e a necessidade de novas narrativas no imaginário coletivo.

Sobre o encontro

📚 Livro: Mau Hábito, de Alana S. Portero
📍 Local: Praça Ângelo Ferrari – Centro – Pedreira/SP
📆 Data: 31 de agosto de 2025 (domingo)
Horário: 15h

Não é necessário ter lido o livro para participar, mas fica aqui o convite para se preparar para a leitura e, quem sabe, trazer alguém que possa se identificar com essa história.

Siga o @leia.diversidades no Instagram para acompanhar todas as atualizações.

Atualização pós-evento

É uma delícia ver uma iniciativa nossa ter impacto positivo na vida de outras pessoas, né?

Eu coordeno o #LeiaDiversidades desde 2019 em Pedreira/SP. É um encontro na praça pública pra falar de literatura. Totalmente gratuito, totalmente aberto a quem quiser chegar.

Quando eu criei o projeto, eu nunca tinha participado de um clube de leitura, só sabia que queria estar em um.

Como na minha cidade não tinha nada parecido, inventei o meu. Felizmente, tinha amigos que toparam embarcar junto. Assim, juntos é que fomos moldando a dinâmica dos encontros, na base de erros, acertos, tentativas e muita troca boa.

A pandemia, claro, deu um freio em tudo, já que não tinha sentido fazer online: o Leia sempre teve dois objetivos, um que é estimular a #leitura e outro que é aproximar as pessoas da cidade, dos espaços públicos, umas das outras.

No entanto, quando voltamos em 2023, quase tudo tinha mudado: muita gente antiga não conseguiu mais vir, eu mesmo estava com dificuldade de retomar o ritmo de leitura. E você, também sentiu isso?

Mas, aos poucos a roda voltou a girar. Vieram rostos novos, gente de cidades vizinhas, trocas que me lembram por que esse projeto existe.

Pra entender melhor a motivação de quem estava ao meu lado nesses novos caminhos do Leia Diversidades, lancei uma pesquisa simples nas redes sociais: como o Leia Diversidades contribuiu pra sua relação com a leitura?

E aí volto pro começo:

É bom demais ver que nosso esforço mexe com as pessoas, com suas perspectivas e hábitos!

🔹 “O Leia me apresentou obras e autores que se tornaram muito queridos! Os encontros são leves e as trocas valem a pena 🥰”

🔹 “O Leia foi muito importante pra eu voltar a ler, e é sempre legal conversar sobre os livros, ver outros pontos de vista. Eu adoro 👏👏”

🔹 “O Leia apresenta leituras maravilhosas, e as trocas são muito ricas pra trazer perspectivas variadas sobre o mesmo livro. Recomendo 😚”

🔹 “Nosso grupo me despertou o hábito da leitura. Em 2024 e nos anos anteriores não havia lido sequer um livro. No entanto, do início deste ano até aqui, já li 4 livros e estou lendo um quinto. ”

Comentários assim fazem tudo valer a pena, cada divulgação realizada, livro lido, tema estudado, cada roda na praça.

Neste domingo agora tem mais um encontro, dessa vez sobre “A Vegetariana”, da Han Kang. Um livro tão poético quanto brutal (fica a dica!), e eu já estou curioso pra ver os debates que esse livro vai gerar.

Se você for de #PedreiraSP ou região, chega com a gente neste domingo (29/06) às 15h na Praça Ângelo Ferrari.

Mosaico com 4 fotos de diferentes encontros, uma das fotos mostram pessoas sentadas numa praça arborizada conversando em círculo, outra foto mostra uma selfie de grupo, onde seguram o banner do projeto Leia Diversidades e exemplares do livro discutido. A imagem tem um filtro vermelho que é da identidade visual do projeto. No centro, o logo do Leia Diversidades, que é livro aberto com um punho erguido com as cores do arco-íris + o marrom e preto na página da esquerda e na página da direita está escrito Leia Diversidades. Embaixo do logo, há o nome de usuário do projeto no Instagram, que é @leia.diversidades.

Acesse o post original no LinkedIn e me siga por lá!

Capa do livro "A Vegetariana", de Han Kang, sobre fundo vermelho. A ilustração da capa mostra órgãos humanos de onde brotam flores. O título está em letras brancas e o subtítulo informa que a obra venceu o Man Booker International Prize.

O Leia Diversidades chega à junho com uma leitura que promete inquietar e instigar reflexões profundas: “A Vegetariana”, romance de Han Kang.

O encontro acontecerá no domingo, 29 de junho de 2025, às 15h, na Praça Ângelo Ferrari, em Pedreira/SP.

A narrativa acompanha Yeong-hye, uma mulher aparentemente comum que, após uma série de pesadelos perturbadores, decide parar de comer carne. A partir dessa decisão, ela inicia um processo de ruptura com tudo que a cerca: família, corpo, papéis sociais e até a linguagem.

Com uma escrita delicada e feroz ao mesmo tempo, Han Kang convida o leitor a pensar sobre violência simbólica, opressão, desejo, liberdade e resistência.

A história se desenrola em três partes, contadas por diferentes narradores. Isso cria uma perspectiva multifacetada do silêncio, da não conformidade e da dor que muitas vezes acompanha os recomeços.

Como sempre, a leitura prévia não é obrigatória pra participação do Leia, nossos encontros são abertos a todas as pessoas que quiserem participar da roda de conversa.

Leve sua leitura, sua escuta ou sua curiosidade e participe!

Siga o @leia.diversidades no Instagram para acompanhar todas as atualizações.

Atualização pós-evento

O Leia Diversidades volta em abril com mais uma roda de conversa aberta na Praça Ângelo Ferrari, em Pedreira/SP.

Capa do livro 'Copo Vazio', de Natalia Timerman, sobre um fundo vermelho. A imagem da capa é uma pintura abstrata com tons de azul, rosa e roxo, retratando um copo de vidro sobre uma superfície rosada. O título 'copo vazio' aparece em letras brancas minúsculas no canto direito da imagem, e o nome da autora está na parte inferior.

Desta vez, a obra escolhida é o Copo Vazio, de Natalia Timerman, livro que abarca temas como as dores do abandono e os afetos interrompidos.

Compre o livro com desconto na Amazon: https://amzn.to/4jkKACs

No livro, acompanhamos Mirela, uma mulher que tenta lidar com o desaparecimento súbito de um homem com quem se envolveu afetivamente. O chamado “ghosting” é o ponto de partida dessa narrativa que investiga o impacto emocional do silêncio, idealização do outro e a dificuldade de seguir em frente quando não há respostas.

Ao longo do mês, compartilhamos conteúdos nas redes sociais sobre o livro, a autora e as discussões que surgem da leitura. Tudo isso para aquecer o debate e fazer do encontro um espaço de escuta e troca genuína.

Siga-nos no Instagram: @leia.diversidades

Informações sobre o encontro do Leia Diversidades de abril:

🗓 Domingo, 27 de abril
🕒 15h
📍 Praça Ângelo Ferrari – Pedreira/SP

O encontro é gratuito, aberto a todas as pessoas e não exige leitura prévia da obra. Se você não conseguiu ler o livro, pode chegar para ouvir, conversar ou simplesmente conhecer a proposta do projeto.

Te esperamos lá!

Atualização pós-evento:

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "Caderno Proibido", da Alba de Céspedes, no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro. O Leia Diversidades já tem a obra escolhida para o primeiro encontro de 2025: “Caderno Proibido”, de Alba de Céspedes!

Neste clássico moderno da literatura italiana, a escritora nos convida a mergulhar na introspecção e nos dilemas de Valeria Cossati, uma mulher que encontra no ato de escrever a coragem para confrontar as imposições da vida e descobrir a si mesma. Ambientado na Roma dos anos 1950, o romance acompanha Valeria Cossati, uma mulher de classe média que vive dividida entre os papéis de mãe, esposa e funcionária. Em um ato impulsivo, ela compra um caderno ilegalmente em um domingo, contrariando as normas, e faz dele seu diário secreto. Enquanto escreve, Valeria reflete sobre sua existência, suas frustrações e os conflitos geracionais em sua família, iniciando um processo de autodescoberta que transformará sua relação consigo mesma e com os outros. Tem 4 discussões importantes no livro que merecem destaque, são eles:

  • Invisibilidade feminina: Valeria é uma mulher que não ouve seu próprio nome há anos, apagada pela rotina e pelos papéis sociais.
  • Conflitos geracionais: As diferenças entre Valeria e seus filhos refletem as transformações culturais da época.
  • Busca por autonomia: O diário se torna um símbolo da resistência interna de Valeria, que busca se libertar das expectativas impostas pela sociedade patriarcal.
  • Relação com a escrita: O caderno proibido representa a escrita como uma ferramenta de sobrevivência emocional e transformação pessoal.

Então já marque na agenda:

📅 Domingo, 2 de fevereiro de 2025 (data atualizada)
🕒 às 15:00
📍 Praça Ângelo Ferrari, em Pedreira/SP

Acompanhe o perfil do Leia Diversidades no Instagram para mais atualizações e dicas de leitura!

 

Atualização pós-evento:

 

Imagem com fundo vermelho e a capa do livro "Úrsula" no centro. Há uma sombra branca estilizada atrás do livro.

Animados para mais um Leia Diversidades? O tema do encontro de maio será o livro “Úrsula”, de Maria Firmina dos Reis.

Lançado em 1859, Úrsula , de Maria Firmina dos Reis, é um romance histórico mais do que necessário para entendermos a luta abolicionista no Brasil pelo olhar de uma escritora negra, que é também possivelmente a primeira mulher brasileira a publicar um romance em nosso país.

Você pode fazer o download do livro de Maria Firmina dos Reis aqui, pois a obra já se encontra em domínio público.

🗓️ Domingo, 26 de maio
🕒 15:00
📍 Praça Ângelo Ferrari, em Pedreira/SP

Atualização pós-evento: