VoCêH S3 leeMbR@h dUh mIguXês?? ^^

Eu lembro.

Mesmo não tendo usado ele, muitos amigos enchiam seus perfis e scraps com ele.

A imagem mostra um retrato do filósofo Friedrich Nietzsche em preto e branco ao lado da personagem Hello Kitty em tons de rosa, com fundo floral vibrante típico do visual miguxês e a frase “hello nietzsche” sobre o rosto dele. Ela era a capa da comunidade Niilismo Miguxo no Orkut.

Esses dias fiquei viajando na maionese, pensando em como a gente escreve na internet e como o estilo de comunicação muda conforme as plataformas que estão no hype.

Do miguxês espalhafatoso no Orkut às abreviações para caber em 140 caracteres no falecido Twitter (convenhamos que o X é outra coisa, né?) rolou muita coisa.

Agora é a vez do TikTok e do LinkedIn moldarem o jeito de se comunicar: o discurso taquigráfico de um e os vícios de IA do outro.

Se a língua muda, é porque a gente muda também.

E faz parte. São as necessidades do mercado, o espírito do tempo, as ferramentas que nos atravessam.

O que me fascina em ser redator é me debruçar sobre esses códigos e ouvir as vozes de cada geração.

Olhar sem preconceito linguístico.

(como se um Marcos Bagno metafísico me observasse desde a faculdade rs)

É nesses movimentos que mora a mágica da comunicação: ela cria pertencimento, conexão, proximidade.

Tô me sentindo tiozão com essa nostalgia toda, mas sei lá… desde os 15 anos eu já frequentava a comunidade “Jovens idosos” no Orkut.

Então acho que tá tudo certo ✌ 😅

Acesse o post original no LinkedIn e me siga por lá!

 

oi, aqui é o Noris!

eis a primeira segunda do mês e aqui está a minha 4ª baguncinha com 10 coisas que achei por aí e quis compartilhar.

entramos no meu mês favorito, quando coisas de terror ganham mais espaço. você também é fã de Halloween, Dia das Bruxas ou Dia do Saci? deixe um comentário 🎃

boa leitura (e boas travessuras)!

1️⃣ quantos anos você tinha quando descobriu que a tradição original de Halloween era decorar nabos ao invés de abóboras?

Imagem de 2 nabos com feições humanóides decoradas para Halloween, com olhos inteiramente negros e dentes bizarros. São exemplares do National Museum of Ireland.

eu tinha 36, e a descoberta foi na semana passada. na minha humilde opinião, nabos de Halloween são 1.000x mais assustadores. — pra saber mais, link da Superinteressante

2️⃣ falando em coisas que dão medo, o medo de flopar

quem cria conteúdo está sujeito a ter essa experiência que o André Oliveira destrinchou MUITO bem.

importante enfrentar o pavor de ser ignorado ou zoado se quiser que seus posts cheguem em algum lugar.

recomendo a leitura!

 

3️⃣ saiu a lista de vencedores do Ig Nobel 2025

falei que ia rolar o Ig Nobel na newsletter passada e agora saiu a lista dos vencedores de 2025. tem pesquisas de pizzas favoritas de lagartos a vacas pintadas de zebra pra enganar mosquitos. tá muito imperdível!

e o melhor lugar pra conhecer os premiados é no podcast Naruhodo, do Ken Fujioka e Altay de Souza, que tem episódio duplo pra você se aprofundar um pouco mais em cada um dos estudos — ouça no Spotify o quanto antes

 

4️⃣ pesquisa nova pra galera do B2B no LinkedIn

finalzinho de setembro saiu uma pesquisa muito interessante sobre conteúdo de lideranças aqui nessa plataforma e o impacto “invisível” dele sobre decisões de compra.

a Edelman e o LinkedIn se debruçaram sobre stakeholders internos das organizações que influenciam decisões de compras mesmo sem serem usuários diretos. 71% deles têm pouca ou nenhuma interação com times de vendas.

falei disso num post semana passada (passe lá deixar um like amigo), mas… — recomendo ler o estudo completo

5️⃣ palavra do mês: WORKSLOP

você com certeza já topou com algo gerado por IA (post, apresentação, análise) que parece ok, mas carece de “substância”, não te ajuda em nada, e aí você precisa retrabalhar total no conteúdo. isso tem nome: “workslop”, e vi essa palavra pela primeira vez na Harvard Business Review.

num estudo publicado por eles, 40% dos funcionários relatam receber “workslops”, o que custa às empresas um “imposto invisível” de cerca de $186 por mês por trabalhador em perda de produtividade. curiosidade: metade dos receptores passa a ver o colega que enviou o “workslop” como menos inteligente.

leitura essencial pra quem quer entender melhor a IA e seus desafios, até pra também usá-la de forma mais… inteligente. — AI-Generated “Workslop” Is Destroying Productivity

 

6️⃣ Tylenol não causa autismo

é simplesmente angustiante esse tópico ser necessário, mas vivemos numa sociedade que parece que perdeu o bom senso e esse assunto bombou em muitos lugares no mês passado. o Igor Eckert postou um carrossel no Instagram que explica direitinho a desinformação que o Trump propagou, vale passar lá e engajar — link do post do @igoreckert

 

7️⃣ falando em correlações espúrias…

A imagem mostra uma correlação curiosa, mas sem relação causal, entre dois dados: De 1995 a 2021, o número de bebês chamados Eleanor nos Estados Unidos cresceu bastante, saindo de cerca de 400 nascimentos por ano para mais de 7 mil. No mesmo período, a quantidade de energia gerada por usinas eólicas na Polônia também aumentou, de praticamente zero para cerca de 16 bilhões de kWh. O gráfico coloca essas duas curvas lado a lado e mostra que elas sobem de forma parecida, com uma correlação estatística muito alta. A intenção é ilustrar um “spurious correlation” (correlação espúria): duas variáveis que parecem andar juntas nos números, mas que não têm nenhuma ligação real entre si.

a popularidade do nome Eleanor nos EUA não aumenta a geração de energia eólica na Polônia. por quê? porque correlação não é causalidade. e esse site do Tyler Vigen mostra isso de uma maneira maravilhosa já faz um tempo, recomendo muito, é divertido e educativo ❤️ — Spurious Correlations

 

8️⃣ vamos falar de coisa boa? vamos falar do aniversariante do mês passado?

no dia 19 de setembro, foi o aniversário de 35 anos do maior sistema de saúde do mundo: o SUS! é um sistema que tem desafios, sim, mas é uma conquista social do povo brasileiro e motivo de muito orgulho.

por não ter plano de saúde, eu e meu filho usamos ele o tempo todo (76% da população brasileira depende dele), já consegui fazer cirurgias em que o tempo da consulta até o procedimento, passando pelos exames, aconteceu em menos de 6 meses, e todo ano faço meu check-up. quem criticar o SUS perto de mim está sujeito a pauladas.

 

9️⃣ dica de leitura

se no tópico anterior eu falei do SUS como conquista, aqui vai uma indicação de livro que mostra bem o que era a vida sem ele: “Quarto de Despejo”, da Carolina Maria de Jesus.

no diário, ela conta o dia a dia de uma mãe na favela dos anos 50, vivendo de catar papel, enfrentando fome, doença, falta de remédio e dependendo de caridade pra sobreviver. é um relato cru, dolorido e necessário, que ajuda a entender por que saúde pública tem que ser direito de todos, e não favor de alguns.

leitura rápida, mas que fica ecoando por muito tempo. — link do livro na Amazon (com desconto)

 

🔟 dica de newsletter aqui no LinkedIn

você também curte a interssecção entre psicologia e escrita? então você precisa seguir a newsletter Int. Emocional & Comunicação, da Tatiane Lucheis. eu descobri o conteúdo graças às curtidas e comentários da Carolina Abilio, MSc por lá, e aí apareceu no meu feed. eu acho muito interessante as voltas que os conteúdos no LinkedIn dão pra chegar na gente 😊 — veja todas as edições publicadas

tem algo legal pra indicar também? deixe nos comentários e bora aumentar o Listão! 🫶

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A imagem mostra a capa do livro “Confissões de uma Máscara”, de Yukio Mishima. O fundo é azul-escuro e traz em destaque um leque japonês azul-claro, com o título e o nome do autor escritos em branco e dourado. À direita, há caracteres japoneses verticais também em azul-claro. O selo da editora Companhia das Letras aparece na parte inferior. A capa está sobre um fundo vermelho com uma folha branca inclinada atrás dela.

No mês de novembro (data foi atualizada), o Leia Diversidades, círculo de leitura realizado em Pedreira/SP, convida o público a mergulhar em uma das obras mais intensas da literatura japonesa moderna: Confissões de uma Máscara, de Yukio Mishima.

Você já ouviu falar do livro?

Publicado em 1949, Confissões de uma Máscara é o primeiro grande sucesso de Mishima e uma de suas obras mais autobiográficas. Em carta do próprio autor para o seu editor, em 1948, ele disse:

“Voltarei sobre mim mesmo o bisturi da análise psicológica que afiei em personagens fictícios. Tentarei me dissecar vivo. Espero alcançar uma precisão científica, tornar-me, nas palavras de Baudelaire, ao mesmo tempo o condenado e o carrasco.”

A narrativa acompanha Kochan, um jovem que cresce tentando forjar uma máscara de normalidade para esconder sua homossexualidade e seus desejos mais sombrios. Em um Japão ainda marcado pelos traumas da Segunda Guerra, o romance revela o conflito entre o desejo e a moral social.

Com uma linguagem intensa e simbólica, Mishima transforma sua experiência pessoal em reflexão sobre identidade, corpo, desejo, violência e beleza, temas que atravessam toda sua trajetória literária.

Mas quem foi Yukio Mishima?

Nascido em 1925, em Tóquio, Mishima (pseudônimo de Kimitake Hiraoka) foi muito mais do que um escritor. Ele era uma personalidade multifacetada: ator, dramaturgo, mestre de artes marciais e chegou até a liderar um polêmico exército privado de estudantes nacionalistas.

Foto mostra Yukio Mishima brincando com um gato na década de 1940.

Considerado um dos maiores escritores do século XX, Mishima foi indicado diversas vezes ao Prêmio Nobel de Literatura e deixou uma obra extensa. São romances, peças e ensaios que exploram o conflito entre tradição e modernidade, corpo e espírito, repressão e liberdade.

Sua vida foi uma tentativa constante de fundir a arte à ação.

Essa tensão atingiu seu clímax em novembro de 1970, quando Mishima chocou o mundo ao cometer seppuku (suicídio ritual samurai) após uma tentativa frustrada de insurreição militar num quartel, com o objetivo de restaurar os poderes do imperador.

O gesto, trágico e teatral, selou uma certa coerência entre sua vida e sua obra, pois a morte era a forma suprema da beleza para ele.

O encontro do Leia Diversidades em Pedreira/SP

O próximo encontro do Leia Diversidades acontece no domingo, 7 de dezembro de 2025 (data foi atualizada!), às 15h, na Praça Ângelo Ferrari, no centro de Pedreira/SP.

A participação é gratuita e aberta ao público, mesmo para quem ainda não leu o livro.

O livro está disponível nas principais livrarias e em formato digital. Compre Confissões de uma Máscara com desconto na Amazon.

Atualização pós-evento:

Publicar no LinkedIn pode impactar MUITO além do seu público direto.

É o que mostra a pesquisa da Edelman e LinkedIn “B2B Thought Leadership Impact Report”, sobre conteúdo de porta-vozes:

 

📊 63% dos “hidden buyers” (influenciadores internos que não aparecem nas negociações, mas opinam na decisão final) gastam mais de 1h por semana consumindo thought leadership.

📊 71% têm pouca ou nenhuma interação com times de vendas, mas 95% se tornam mais receptivos quando consomem thought leadership de qualidade.

📊 91% dos hidden buyers valorizam conteúdos que revelam oportunidades ainda não percebidas.

📊 71% deles confiam mais nesse tipo de conteúdo do que em materiais tradicionais de marketing.

OU SEJA

Mesmo que você não saiba quem está lendo, seu conteúdo pode estar ajudando nas negociações.

Já já tem post no blog da Digitale com mais dados sobre isso, mas recomendo muito que tirem uns minutinhos pra ler o estudo completo.

Capa do relatório 2025 B2B Thought Leadership Impact Report, produzido pela Edelman em parceria com o LinkedIn. A imagem tem fundo azul-escuro, com círculos azuis organizados em uma grade à esquerda e o título em destaque à direita: “Invisible Influence: Unlocking the Power of Hidden Buyers” (em português: “Influência Invisível: Desbloqueando o Poder dos Compradores Ocultos”).

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