É uma delícia ver uma iniciativa nossa ter impacto positivo na vida de outras pessoas, né?

Eu coordeno o #LeiaDiversidades desde 2019 em Pedreira/SP. É um encontro na praça pública pra falar de literatura. Totalmente gratuito, totalmente aberto a quem quiser chegar.

Quando eu criei o projeto, eu nunca tinha participado de um clube de leitura, só sabia que queria estar em um.

Como na minha cidade não tinha nada parecido, inventei o meu. Felizmente, tinha amigos que toparam embarcar junto. Assim, juntos é que fomos moldando a dinâmica dos encontros, na base de erros, acertos, tentativas e muita troca boa.

A pandemia, claro, deu um freio em tudo, já que não tinha sentido fazer online: o Leia sempre teve dois objetivos, um que é estimular a #leitura e outro que é aproximar as pessoas da cidade, dos espaços públicos, umas das outras.

No entanto, quando voltamos em 2023, quase tudo tinha mudado: muita gente antiga não conseguiu mais vir, eu mesmo estava com dificuldade de retomar o ritmo de leitura. E você, também sentiu isso?

Mas, aos poucos a roda voltou a girar. Vieram rostos novos, gente de cidades vizinhas, trocas que me lembram por que esse projeto existe.

Pra entender melhor a motivação de quem estava ao meu lado nesses novos caminhos do Leia Diversidades, lancei uma pesquisa simples nas redes sociais: como o Leia Diversidades contribuiu pra sua relação com a leitura?

E aí volto pro começo:

É bom demais ver que nosso esforço mexe com as pessoas, com suas perspectivas e hábitos!

🔹 “O Leia me apresentou obras e autores que se tornaram muito queridos! Os encontros são leves e as trocas valem a pena 🥰”

🔹 “O Leia foi muito importante pra eu voltar a ler, e é sempre legal conversar sobre os livros, ver outros pontos de vista. Eu adoro 👏👏”

🔹 “O Leia apresenta leituras maravilhosas, e as trocas são muito ricas pra trazer perspectivas variadas sobre o mesmo livro. Recomendo 😚”

🔹 “Nosso grupo me despertou o hábito da leitura. Em 2024 e nos anos anteriores não havia lido sequer um livro. No entanto, do início deste ano até aqui, já li 4 livros e estou lendo um quinto. ”

Comentários assim fazem tudo valer a pena, cada divulgação realizada, livro lido, tema estudado, cada roda na praça.

Neste domingo agora tem mais um encontro, dessa vez sobre “A Vegetariana”, da Han Kang. Um livro tão poético quanto brutal (fica a dica!), e eu já estou curioso pra ver os debates que esse livro vai gerar.

Se você for de #PedreiraSP ou região, chega com a gente neste domingo (29/06) às 15h na Praça Ângelo Ferrari.

Mosaico com 4 fotos de diferentes encontros, uma das fotos mostram pessoas sentadas numa praça arborizada conversando em círculo, outra foto mostra uma selfie de grupo, onde seguram o banner do projeto Leia Diversidades e exemplares do livro discutido. A imagem tem um filtro vermelho que é da identidade visual do projeto. No centro, o logo do Leia Diversidades, que é livro aberto com um punho erguido com as cores do arco-íris + o marrom e preto na página da esquerda e na página da direita está escrito Leia Diversidades. Embaixo do logo, há o nome de usuário do projeto no Instagram, que é @leia.diversidades.

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Cena do filme Hannibal (2001). Um homem de terno escuro (Dr. Hannibal Lecter, interpretado por Anthony Hopkins) está em pé ao lado de uma mesa de jantar elegantemente posta, com taças de vinho e velas acesas. Ele encara uma mulher (Clarice Starling, interpretada por Julianne Moore), que está sentada à mesa usando um vestido preto. A iluminação é baixa e dramática, criando um clima tenso e sombrio. A expressão dos personagens sugere uma conversa séria ou intimidadora.

Hoje é sexta-feira 13, então aqui vão 13 lições que os filmes de terror ensinam sobre o mundo corporativo:

Tô brincando hahahaha

Mas aproveite pra assistir um clássico, tomar um susto, comer uma pipoca. Nem tudo precisa virar aprendizado 😉

Aliás, lazer e descanso também são parte do processo criativo (talvez até sejam as partes mais importantes).

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Sabrina Sato virou Top Voice no LinkedIn com 300 seguidores, 2 posts e menos de 120 reações.

Captura de tela do perfil de Sabrina Sato no LinkedIn. Ela aparece com o selo azul de "Top Voice", tem 312 seguidores e apenas dois posts. A imagem mostra sua foto de perfil, banner com visual profissional e informações básicas como cidade, cargo e empresa.

É isso.

No fim do dia, o selinho azul é uma decisão do próprio LinkedIn, não necessariamente uma recompensa pelo seu esforço de conteúdo ou autoridade na plataforma.

Siga buscando conversas boas, trocas sinceras e ideias que somam, porque é isso o que importa de verdade aqui.

PS: E eu entendo que muita gente foque sua criação de conteúdo na busca por essa badge, viu? Também tento pegar todos os troféus nos meus jogos favoritos da Steam (mas lá pelo menos tem critério público e objetivo pra cada conquista).

Tela de conquistas do jogo "Wolfenstein: The New Order" na Steam, com a barra indicando 100% de progresso. O usuário conquistou todas as 50 conquistas disponíveis no jogo. Abaixo, há uma lista com os nomes das conquistas, porcentagem de jogadores que também as desbloquearam e a data de conclusão.

E já que citei troféus dos meus jogos favoritos, um orgulho que tenho 😁

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2 informações de 2 pesquisas diferentes que talvez te interessem:

1️⃣ Socialinsider mostra que o engajamento no Instagram caiu cerca de 28% entre 2023 e 2024.

2️⃣ Buffer aponta que o LinkedIn é hoje a rede social com maior taxa de engajamento, com média de 6,5% (e subindo trimestre a trimestre).

Como eu interpreto isso? É que tem muita gente cansada no Instagram.

Fadiga digital, excesso de estímulo e uma promessa de descanso mental que só entrega mais angústia com o noticiário ou brain rot com as aleatoriedades.

As pessoas não estão saindo da rede, mas consumindo de forma mais passiva.

Isso impacta diretamente quem trabalha com social media.

É preciso reconhecer essa mudança, ajustar expectativas e seguir tentando construir narrativas que realmente mereçam o tempo de quem tá do outro lado (inclusive reconhecendo que tem informação que não engaja tanto, mas nem por isso tem menos importância).

Já o LinkedIn tem outra proposta.

A gente vem nesta plataforma com uma outra intenção (e atenção).

A gente vem pra acompanhar o mercado, os colegas e ex-colegas, absorver contexto, aprender, entender pra onde a gente tá indo profissionalmente e pensar qual será o futuro do trabalho num mundo que vem sendo dominado pela IA.

É tipo abrir um espaço de foco no meio da bagunça das redes.

Eu já torci MUITO o nariz pro LinkedIn. Achava engessado, artificial, um teatro corporativo chatíssimo, mas… nos últimos tempos, tenho visto um lugar mais plural, humano e instigante.

(E talvez por isso mesmo eu tenha voltado com força e decidido estudar mais essa plataforma.)

Se alguém dissesse pro Noris de 2024 que ele ia considerar o LinkedIn mais saudável que o Insta, ele teria dado block na hora hahahahaha

Mas olha só onde a gente tá 😅

Pessoa careca e com barba, sentada em uma cadeira de plástico branco, de olhos fechados e mãos abertas em um gesto expressivo, como se estivesse falando ou refletindo intensamente. Usa camiseta preta com a estampa de um pato amarelo e a frase “I CHOOSE FIGHT”. Está em uma área externa com churrasqueira e objetos ao fundo, transmitindo um clima descontraído e informal.

Minha versão de 2024 respirando fundo pra tentar escutar o meu eu de 2025 dizendo que o LinkedIn se tornaria minha rede favorita.

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Capa do livro "A Vegetariana", de Han Kang, sobre fundo vermelho. A ilustração da capa mostra órgãos humanos de onde brotam flores. O título está em letras brancas e o subtítulo informa que a obra venceu o Man Booker International Prize.

O Leia Diversidades chega à junho com uma leitura que promete inquietar e instigar reflexões profundas: “A Vegetariana”, romance de Han Kang.

O encontro acontecerá no domingo, 29 de junho de 2025, às 15h, na Praça Ângelo Ferrari, em Pedreira/SP.

A narrativa acompanha Yeong-hye, uma mulher aparentemente comum que, após uma série de pesadelos perturbadores, decide parar de comer carne. A partir dessa decisão, ela inicia um processo de ruptura com tudo que a cerca: família, corpo, papéis sociais e até a linguagem.

Com uma escrita delicada e feroz ao mesmo tempo, Han Kang convida o leitor a pensar sobre violência simbólica, opressão, desejo, liberdade e resistência.

A história se desenrola em três partes, contadas por diferentes narradores. Isso cria uma perspectiva multifacetada do silêncio, da não conformidade e da dor que muitas vezes acompanha os recomeços.

Como sempre, a leitura prévia não é obrigatória pra participação do Leia, nossos encontros são abertos a todas as pessoas que quiserem participar da roda de conversa.

Leve sua leitura, sua escuta ou sua curiosidade e participe!

Siga o @leia.diversidades no Instagram para acompanhar todas as atualizações.

Atualização pós-evento

Você sabia que o símbolo do travessão (—) praticamente quadruplicou em buscas no Google Brasil desde o lançamento do GPT-4o?

Sim, eu fui lá no Google Trends e joguei o travessão direto.

Gráfico do Google Trends mostrando o aumento das buscas pelo símbolo de travessão (—) no Brasil entre março de 2023 e junho de 2025. O eixo vertical representa o interesse de busca, variando de 0 a 100. O gráfico exibe uma linha azul que se mantém estável no início, em torno de 25 pontos, e passa a crescer gradualmente a partir do início de 2024, com pico em junho de 2025.

Pode ser uma correlação espúria? Pode, mas…

Eu entendo que, com o boom da IA generativa, muita gente começou a prestar atenção nos detalhes “suspeitos” dos textos, como o uso de travessão, de alguns chavões ou estruturas mais literárias (ou super adjetivadas) do que o comum.

Isso aumentou o uso da travessão e, claro, de suas buscas também.

Aí vem o debate:

“Esse texto tem cara de IA porque tem travessão”
“Eu sempre usei travessão, desde criança”
“Nem sei como digita esse negócio”

Na boa? Um debate que não leva a lugar nenhum.

O que realmente importa é:

🧠 O texto tem ideia?
💬 É gostoso de ler?
🎯 Traz algo novo ou relevante?

Dito isso: sim, o aumento na busca por travessão é um dado interessante pra entender como a popularização da IA tá mudando o nosso olhar pro texto.

Não só o que se escreve, mas como se escreve.

E se você não sabe digitar o travessão no teclado, um plot twist pessoal: aprendi a fazer ele no teclado por causa de um post meu aqui no LinkedIn, é só segurar Alt, digitar 0151 no teclado numérico e voilà —

PS: Falando em correlações espúrias, você sabia que a busca por “cat memes” na internet se correlaciona com recall de automóveis por conta de airbags? Parem de pesquisar memes de gatinhos pelo bem do trânsito! https://www.tylervigen.com/spurious-correlations

Um gráfico de linhas linear com os anos no eixo X e duas variáveis no eixo Y. A primeira variável representa as pesquisas no Google por 'cat memes' e a segunda variável são os recalls de automóveis por problemas com airbags. O gráfico abrange o período de 2004 a 2022, e as duas variáveis apresentam valores que se acompanham de perto ao longo desse tempo.

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