Depois das tristezas incontáveis com as eleições 2016, é hora de falar de coisa boa, é hora de falar sobre a campanha linda do Itaú “Leia Para Uma Criança”, que mais uma vez distribuirá livros infantis gratuitos pelo Brasil o/

Imagem da campanha Leia Para Uma Criança, do Itaú

Preciso dizer o quanto é importante ler para uma criança? Quem me acompanha aqui e os meus vídeos de Leitura Compartilhada já sabe que a leitura e educação são minhas bandeiras mais fortes, mas fica aqui a título de reforço o porque você precisa ler para seu filho/sobrinho/neto/primo/filho do amigo, de acordo com o próprio site da campanha:

– Histórias ajudam a compreender o mundo;
– Histórias ensinam novas palavras;
– Histórias facilitam o aprendizado;
– Histórias estimulam a criatividade;
– Histórias fortalecem a ligação entre adulto e a criança.

Incluiria aqui também: porque ler é divertido. Principalmente boas histórias infantis, que dialogam com o absurdo, o fantástico, o inacreditável. E falando em boas histórias, na campanha deste ano, que começou hoje, serão distribuídos os livros:

Poeminhas da Terra, de Márcia Leite e Tatiana Móes, que retrata brincadeiras, palavras, hábitos e o dia a dia em comunidades indígenas. Editora Pulo do Gato;

Maya e Selou, de Lara Meana e María Pascula de la Torre, cuja história acompanha duas crianças vizinhas que passam o dia imaginando aventuras incríveis. Edições SM.

Como receber os livros infantis gratuitamente?

  1. Acesse o site www.itau.com.br/crianca;
  2. Vá na opção Peça Sua Coleção;
  3. Preencha os campos com as informações solicitadas;
  4. Revise se o endereço está correto e confirme a solicitação;
  5. Agora é só esperar os livros chegarem.

Não é preciso ser cliente Itaú para conseguir os livros, basta seguir os passos acima citados. Compartilhe esse post com amigos/parentes que tenham filhos ou contato com crianças, quanto mais crianças tiverem a oportunidade de receber esses livros, melhor 😉

A dica de hoje é um clássico da literatura infantil: Onde Vivem os Monstros, escrito e ilustrado por Maurice Sendak!

Ilustração que faz parte do livro "Onde Vivem Os Monstros", de Maurice Sendak.

Embora muitos conheçam o filme de mesmo título, lançado em 2009, o livro é um show a parte, fundamental na biblioteca de todos os pequenos. A premissa do livro é simples: Max faz bagunça e vai de castigo, para lidar com sua frustração, cria um reino imaginário onde ele se torna o rei dos monstros. Quem nunca? ^.^

Confira o vídeo onde eu e meu filho falamos sobre o livro Onde Vivem os Monstros:

Uma curiosidade bacana: o Maurice Sendak revelou que a história em seu plano inicial seria Onde Vivem os Cavalos Selvagens (Where the wild things are seria Where the wild horses are), mas como não conseguia desenhar bem cavalos, ele teve que mudar essa parte. Ainda bem, cavalos são legais, mas monstros são muito mais!

A obra foi lançada pela editora Cosac Naify, que infelizmente fechou, mas o livro ainda está a venda na Amazon. Já leu o livro? Assistiu o filme? Conte pra gente o que você achou 🙂

Embora esse quadro se chame “Filme para os Pais”, pensando em pais homens, hoje o post será pela primeira vez mais voltado para mãe (embora aberto para pais também), com a dica de um filme com uma mãe como protagonista.

É que eu não podia deixar de falar de The Babadook (2014), filme de terror australiano, escrito e dirigido por Jennifer Kent. A história acompanha uma mãe solo com seu filho pequeno e a dificuldade dela em lidar com a morte do marido, as atitudes problemáticas da criança e seu trabalho esgotante.

Cena do filme The Babadook, filme de terror australiano

E as coisas só pioram quando um livro de aparência infantil aparece no quarto de seu filho e ele pede para a mãe ler. O livro conta a história de uma criatura sinistra chamada Babadook, que vive nas sombras da casa e vai matar toda a família. A mãe tenta se livrar do livro e acalmar o menino, mas em vão, o livro sempre volta para a casa e a criança está cada vez mais apavorada com a história, pois acredita que o monstro está em casa.

Cena que mãe e filho leem o livro do Babadook.

Mas The Babadook não é apenas um filme de terror de mãe e filho com criatura sobrenatural, até porque senão nem o destacaria aqui. A obra é uma trama extremamente poética e que fala diretamente com certas preocupações que os pais passam e com um tema muito importante: a depressão. O monstro tem muitas semelhanças com esse transtorno, por exemplo: ele desequilibra as relações familiares, ele faz as pessoas tomarem atitudes que não fariam racionalmente, ele se fortalece quanto mais se tenta negar a existência dele, etc.

Recomendo MUITO!

Trecho do livro Mister Babadook.

O filme The Babadook está disponível na Netflix, você pode assistir clicando aqui caso seja assinante. Caso ainda não tenha assinatura, comece seu mês grátis: http://bit.ly/netflixassinar

E sim, este é um post em parceria com eles, porque o Família Palmito faz parte do #StreamTeam, a rede de blogueiros de família da Netflix o/

Meu filho tem feito aulas semanais de hip hop numa entidade aqui do bairro e começa a mostrar os primeiros passos aprendidos.

Imagem do vídeo do meu filho dançando hip hop

Para quem não sabe, a gente mora do lado de uma comunidade e tem uma ONG que faz gratuitamente o contraturno da escola para os pais que precisam trabalhar. O Migs está nela e pago muito pau pro trabalho que eles fazem, cada dia tem uma aula diferente, entre culinária, música, artes circenses, hip hop, etc.

Aos poucos ele tem se soltado pra me mostrar alguns passos que aprende, abaixo o vídeo dele fazendo alguns dos movimentos quando a agência que trampo tava mais vazia:

Daqui há alguns dias haverá apresentação dele lá na instituição e mal posso aguardar pra ver hahahahaha ele com 6 anos dança melhor do que eu jamais vou dançar :~~~~~~~~

#ProudFather

Imagem do BlogDay

Hoje é o BlogDay, data em que tradicionalmente as pessoas são incentivadas a compartilhar seus blogs favoritos e, aqui estou, com uma lista imperdível para você acompanhar.

A data do BlogDay foi definida como 31 de agosto por causa dessa brincadeira:

31/08 —> 3108 —> 3=B 1=l 0=o 8=g = Rá!

Enfim, a última vez que fiz indicações pro Blogday foi em 2011. Como tenho conhecido vários blogs bacanas e novos, quero fazer novas indicações. São elas:

1 – Filhos em Quadrinhos

http://filhosemquadrinhos.com

O blog da Debora Alouan é demais! Nele ela narra as histórias do seu cotidiano de mãe de duas crianças de forma bem humorada e com quadrinhos que parecem ter sido desenhados por criança. É sempre uma alegria ver que tem post novo por lá 🙂

2 – A Mãe Preta

http://amaepreta.com.br

Gosto muito de acompanhar o blog da Lu Bento porque mostra pontos que jamais verei em minha vida educando um filho, que é a questão da maternância preta, como ela descreve. Tudo isso em forma de dicas de livros, crônicas e poemas .

3 – Pai de Cinco

http://www.paide5.com.br

Eu às vezes fico doido com um filho só, então deixo aqui meus aplausos para o Adriano Bisker que é pai de cinco. Em seu blog, acompanhamos o dia a dia dele com suas trigêmeas e também seus outros  filhos maiores. No snap (@paide5), os vídeos dele vem sempre acompanhados de ótimas músicas 😉

4 – A Splintered Mind

http://douglascootey.com/

Douglas Cootey é colunista da revista ADDitude, especializada em TDAH e dificuldades de aprendizagem. Além da coluna, ele mantém um blog com pegada mais pessoal, onde fala de suas dificuldades com o TDAH e a depressão e como isso impacta em sua vida como pai solo de 4 filhas, além de ótimas dicas para quem passa por situações parecidas.

5 – Fatherly

https://www.fatherly.com

Tá, o Fatherly não é um blog, é um site. Mas os artigos são escritos com um tom muito pessoal por outros pais e é por isso que ele vai entrar nessa lista 😛 O site é atualizado com uma grande frequência e é sempre com conteúdo útil e divertido ligados a paternidade.

Imagem de Ash e Pikachu juntos, os protagonistas do desenho animado Pokémon.


Eu sou definitivamente um pokémaníaco, desde os 10 anos quando a série chegou ao Brasil. Eu assistia o desenho, chorava com os episódio tristes (tipo o Adeus Buterfree, que quase morri do coração), comprava toda revista Pokémon Club, jogava no PC com emuladores porque não tinha grana pro Gameboy (sdds, NO$GMB!), tinha os tazos e meu sonho era que eu pudesse interagir com os Pokémon na vida real (e por isso fiquei tão feliz quando anunciaram o Pokémon Go).

Tela inicial do jogo Pokémon Red, lançado para o Gameboy em 1996.Caso tenha caído de paraquedas no assunto e esteja se perguntando: que é Pokémon?, eu vou resumir: Pokémon foi lançado como um jogo em 1996, onde você controla um garoto que vive num continente ficcional chamado Kanto, repleto de monstros exóticos chamados Pokémon (Pocket Monster, “monstro de bolso”). Com ele, você sai em uma aventura para se tornar o mestre Pokémon, aquele que possui as criaturas mais poderosas do mundo. Para isso, precisa capturar esses seres, treiná-los e enfrentar os líderes de ginásio e vencer os torneios. Quando ficam mais fortes, os Pokémon podem evoluir para seres diferentes. 

O criador do jogo, Satoshi Tajiri, se inspirou em seu passatempo de criança, quando coletava insetos e os colecionava. Com o sucesso do game, a franquia se expandiu, com novos jogos eletrônicos, de cartas, desenhos animados, pelúcias e tudo o que você imaginar (TUDO MESMO). Foi uma febre no mundo inteiro, principalmente entre os anos 1999 e 2001, e continua fazendo sucesso até hoje.

Agora que o Miguel #aos6 está crescendo, achei que era hora de apresentar a ele esse universo maravilhoso e, por que não?, redescobrir ela novamente. Mês passado começamos a assistir juntos no Netflix os primeiros episódios de Pokémon, com dublagem original que o serviço disponibilizou há um tempo já.

Depois foi a vez de jogarmos Pokémon TCG, um jogo de cartas que aqui no Brasil quem distribui é a Copag, compramos dois decks e umas cartas por fora, ele curtiu, mas como ainda está aprendendo a ler, a dinâmica não está tão legal ainda, pois volta e meia preciso ver as cartas dele para ajudá-lo. O lado bom é que isso ajuda ele a se esforçar pra aprender a ler 😉

Mas o melhor… Ah, o melhor… Com certeza está sendo o Pokémon Go.

No dia que lançou, fizemos um tour pelo bairro a noite, caçando as criaturinhas. Foi uma hora de caminhada sem rumo, vibrando a cada Pokémon que capturávamos. Olha aí o resultado de nossa primeira caminhada:

Confesso que foi difícil para mim… Deixar ele jogar hahahahaha esperei minha infância e adolescência inteira por esse jogo. Mas ele parecia tão empolgado quanto eu. Temos andado bem mais e ido em parques que quase nem íamos para jogar, o que tem sido bem legal. Recomendo para todos os pais jogarem Pokémon Go com seus filhos pequenos, pois:

1 – vale por uma atividade física
2 – é legal participar da vida do seu filho
3 – os adultos que jogam Pokémon Go se divertem mais do que os adultos que reclamam do jogo
4 – é bom terem um adulto por perto para serem lembrados de olhar para os lados ao atravessar a rua
5 – seu filho guardará esses dias na lembrança com uma sensação muito gostosa

Imagem de criança jogando Pokémon Go no tablet, tentando capturar uma Goldeen.

Vendo o meu filhote curtindo tudo que envolve a marca, dos jogos antigos aos novos, dos desenhos animados da minha época até a dele, dá para ver como Pokémon envelheceu bem. Fico emocionado de ver ele recebendo bem meu legado nerd 🙂

PS: tem outros pais/mães falando de Pokémon Go também, confira os posts do Jorge (Nerd Pai), da Cynthia (Fala, Mãe!), da Helena (Eu, ele e as crianças) e da Patrícia (Disney Babble).

Foto antiga do Miguel, com meus óculos e boina.

Estava conversando com o Miguel sobre as coisas que assistimos recentemente para ver se ele havia captado algumas mensagens legais por trás das histórias dos filmes e séries. Mais do que informações, estava interessado nos valores. Decidi separar aqui algumas das lições que aprendemos com a ajuda da Netflix no último mês:

1. Amigos devem ajudar uns aos outros

(Stranger Things. Mike explicando para a Onze o que é um amigo)

2. Devemos ir atrás de nossos sonhos 

(Pokémon. Caterpie contando para o Pikachu os seus sonhos e planos para o futuro)

3. Seja legal com as crianças menores, pois já fomos como elas

(Puffin Rock. Os irmãos Oona e Baba brincando)

4. Não tem problema algum ser diferente da maioria das pessoas

(Gravity Falls. Mable sendo Mable <3)
E uma lição que EU aprendi recentemente… 

5. Tudo bem riscar onde não pode, a criança pode se tornar o Walt Disney no futuro

(Walt Antes do Mickey. O pequeno Walt aprontando no celeiro do pai)

MEU EXTRA: Não existe família normal e o que importa é o amor

(The New Normal. Bryan e David pensam nas dificuldades que terão ao se tornarem pais)
E você, o que tem aprendido com as séries que assiste sozinho ou com sua criança?
PS: O Família Palmito faz parte do #StreamTeam da Netflix, nessa parceria, compartilho aqui as melhores dicas para pais de conteúdo que tem por lá. Todas as séries e filmes citados aqui estão disponíveis para assistir na Netflix. Caso ainda não tenha assinatura, comece seu mês grátis: http://bit.ly/netflixassinar

Estamos com dica nova de leitura: “Sete Patinhos na Lagoa”, escrito por Caio Riter e ilustrado por Laurent Cardon!

Ilustração do livro Sete Patinhos na Lagoa, escrito por Caio Riter e ilustrado por Laurent Cardon.

Na obra, acompanhamos sete patinhos passeando pra lá e pra cá na água, até que dão de cara com o terrível Barnabé, um jacaré esfomeado, que fará de tudo para comer todos eles. Será que conseguirá? Só lendo para saber 🙂

Conheça mais sobre o livro no vídeo que gravei com meu filhote:

O livro “Sete Patinhos na Lagoa” foi lançado pela editora Biruta e está a venda na Amazon BR 🙂

A imagem mostra o jogo de tabuleiro RPG Quest, um RPG para crianças. Há um tabuleiro quadrado com peças de papel dobradas, representando personagens e monstros. No canto inferior direito, há dois dados brancos de seis lados. O cenário do tabuleiro é uma masmorra com quadrados azuis e azulejos cinzentos, e algumas partes mostram teias de aranha e tesouros.

Você sabe o que é RPG? São jogos de criação de histórias, onde há um narrador e jogador(es) e ambos criam as histórias juntos, o narrador controlando as regras e apresentando personagens, cenários e situações, e o(s) jogador(es) interpretando os personagens que criaram.

Eu e o Miguel jogamos RPG de mesa há um tempo já. Embora em intervalos espaçados demais para o meu gosto, é sempre muito divertido e prazeroso, cada vez ele se mostra mais solto e dentro da história e por isso gostaria de compartilhar algumas dicas com quem pretende iniciar os seus pequenos nessa mistura de teatro, matemática e games:

1. Não se prenda a um sistema de regras

Até em RPG para adultos essa regra vem escrita: se a regra atrapalha o jogo, faça do seu jeito. O legal em mestrar para crianças é fazê-las usarem a imaginação para se divertir e pensar em planos para vencer. Não é preciso rolar dados para todas as ações, se der uma história boa, pode valer a pena dar uma colher de chá 😉 aqui jogamos usando o sistema do RPG Quest, que foi feito para crianças, mas há outros bem simples também, como o 3D&T (versão digital gratuita), Calisto (cujo manual de regras são apenas 4 páginas, versão digital e gratuita) e para quem manja de inglês, há o Hero Kids.

2. Crie um personagem para ser o mentor ou amigo da criança

Aventuras solo podem ser divertidas para quem já manja como jogar, mas para uma criança que está aprendendo, é sempre melhor ter um companheiro ou um grupo para dar suporte a ela, sugerindo ações, fazendo alívio cômico ou coisa do tipo.

 

3. Antes de mostrar, descreva o que ele vê

Os jogos de RPG para criança costumam ter ilustrações de monstros e personagens, muitas vezes até miniaturas. Mas não estrague a surpresa: descreva lentamente e com suspense os personagens. Por exemplo, não diga que ele viu um Bullywug, que é basicamente um homem-sapo. Antes da criatura aparecer, diga que ele ouve o som de um sapo coachando, mas que é mais forte e grave que o normal e o som vai se intensificando, até que ele vê diante de si uma criatura amarela esverdeada como uma caca de nariz, do tamanho de um homem, com pés e mãos com os dedos colados como de um sapo. Inclusive, sua cabeça é de sapo, com olhos esbugalhados e raivosos e uma boca que poderia comer numa bocada só um pote grande de sorvete.

4. Histórias simples e personagens simples

A criança pequena não conseguirá participar de uma história complexa com personagens em escalas de cinza, para mestrar pros pequeninos vale a pena assistir menos Game of Thrones e mais Ursinhos Gummi hahahahahha. Em suas histórias, faça o bom como bom e o mau como mau, onde o bom nunca faz coisas más e os maus só fazem coisas boas se estiverem tentando enganar. Essa polarização para criança é muito importante, já que ainda estão desenvolvendo o caráter e noções de valores. Isso não significa que precisam ser mantidos estereótipos do tipo a bruxa é má e a princesa é boa, fazer combinações diferentes pode ser super legal, como um goblin assustador mas amigo, um dragão bom mas medroso, etc.

5. Histórias para divertir ou ensinar? Ambas!

RPG é diversão, é suspense, é planejamento, e é educativo também. Ao pensar nas histórias que irá contar, pense em maneiras de adicionar pitadas educativas no cenário, desafios ou personagens, como quebra-cabeças de matemática, ciências, trava-línguas. Só não exagere para não matar os jogadores de tédio ou cansaço, a ideia é passar boas horas juntos, e mesmo que não coloque desafios educativos diretamente, o próprio fato de lutar, interpretar e evoluir os personagens no jogo já tem sua parcela pedagógica.

Tem mais alguma dica, dúvidas ou quer trocar figurinhas? Vamos conversar nos comentários!

Um menino que era de riso fácil e contagiante, começa a ficar mais solitário. Na escola ninguém queria ele no time, os colegas o achavam nerd e efeminado. Ele começou a ficar mais sensível e chorar muito. Até que ele parou de chorar e os pais não conseguiram mais ajudar.

Pôster do documentário Bullying.

Os colegas da escola falavam que ele deveria se enforcar, que ele não valia nada. Não aguentando mais o bullying que sofria, cometeu suicídio…

Essa é a história de Tyler, apenas uma das várias que são contadas no documentário Bullying (2011), dirigido magistralmente por Lee Hirsch.

É com esse nó na garganta que a obra começa. E durante os próximos 90 minutos iremos acompanhar o cotidiano de várias outras famílias com crianças que sofrem bullying nas escolas e em outros momentos de suas vidas.

Por exemplo:

Alex é um garoto de 12 anos, apelidado de “cara de peixe”. Gosta de estudar, mas não tem amigos e sofre violência verbal e física o tempo todo de outras crianças, alguns o enforcam, dão tapas e o ameaçam simplesmente por ele estar ali.

Alex em cena de Bullying, filme dirigido por Lee Hirsch.
Alex

Outra criança que vemos é Ja’Meya, de 14 anos e ótima jogadora de basquete, possui vários troféus em seu quarto. Mas no ônibus para a escola ela é constantemente alvo de chacota por ser negra e fora dos padrões de beleza, as crianças a xingam e jogam coisas nela. Um dia ela acha uma arma na casa da sua mãe e leva pra escola, no ônibus, quando começam a zoar ela, ela tira o revólver e ameaça a todos. Apesar de ser a vítima das agressões diárias, é ela quem vai para a casa de detenção.

Há outras histórias, todas merecem ser vistas. Todo mundo que tem filho deveria assistir com o filho (no Netflix tem dublado!), não só quem tem criança que sofre com bullying, mas caso o filho pratique isso também ou para conscientizar quem presencia isso.

Eu mesmo confesso que fui uma criança que tanto sofreu com isso (em especial um apelido odiável que não vem ao caso, que recebi quando contei segredos para um amigo, que espalhou) quanto praticou, infelizmente era um ato normalizado no senso comum, “crianças são assim mesmo”. Eu só fui ter consciência disso e problematizar lá pelos 16 anos, na minha fase de ovelha negra, quando decidi assumir posições que batiam de frente com minha família e com a mentalidade do interiorrrr.

Do meu círculo na escola consigo lembrar de pelo menos 3 pessoas que foram muito impactadas por esse tipo de violência, um por ter um jeito ~louco~ e ansioso, outra que saia com alguns meninos na 4ª série e era rotulada por isso e outro que era gordinho e lutava com monstros imaginários.

Escola pode ser um ambiente terrível para quem é diferente e crianças podem ser muito inconsequentes. Por isso que esse documentário é essencial! E embora pareça uma obra que vai te deixar deprê, o documentário mostra também a união de pais, crianças, jovens e da sociedade que buscam dar um basta nisso e criam uma comunidade de apoio anti-bullying.

Veja o trailer abaixo:

O documentário Bullying está disponível na Netflix, assista clicando aqui. Caso ainda não tenha assinatura, comece seu mês grátis: http://bit.ly/netflixassinar

O Família Palmito faz parte do #StreamTeam do Netflix, nessa parceria, compartilho aqui as melhores dicas para pais de conteúdo que tem por lá o/

  • Uma última coisa: escrevendo este post, fui pesquisar as crianças do documentário, é muito bacana ver que graças a união que surgiu após o filme elas se tornaram jovens mais eloquentes, inteligentes e confiantes. Vale a pena também acompanhar a página do filme no Facebook: https://www.facebook.com/bullymovie