Imagem de bilhete que fiz para meu filho, escrito "Espero que seu dia seja bem colorido!"

Há um mês eu e meu filho começamos um novo hábito aqui em casa, de escrever diariamente bilhetes um para o outro.

Por quê? Os motivos são simples:

  • Ele está na fase alfabética, diferenciando letras, sílabas, palavras e frases. Ser “obrigado” a ler e escrever recados, mesmo que frases curtas, melhora o processo de alfabetização;
  • Melhora a construção de frases e lhe dá ferramentas para exprimir o que sente. Nos primeiros bilhetes, ele praticamente copiava os meus, aí ele começou pouco a pouco escrever coisas diferentes e hoje já me escreve sobre fatos e sentimentos;
  • Fortalece o vínculo de pai e filho. Ao dar espaço para falar o que sente, a criança estabelece uma confiança maior e a troca de afetos cria uma ligação ainda mais forte.

Recomendo muito! E você, o que acha desse hábito? Conhece alguma outra atividade que ajude nesses pontos? O que funciona com você? Vamos continuar a conversa nos comentários 😀

Foto de Jonathan Davis, do Korn, cantando
Jonathan Davis pisando nas peças de Lego que seus filhos deixaram espalhados pelo chão

Além do fato de ser considerado uma das principais vozes do Metal de todos os tempos, Jonathan Davis é também um pai muito bacana.

A música inspirada no filho é So Unfair, mas antes de falar dela, já que esse é um blog para discutir coisas de família, quero falar da infância nada fácil do Jonathan Davis e um pouco do caminho que ele percorreu até se tornar o pai que admiro.

Bem, vamos lá. Filho de um tecladista (que chegou a tocar com Frank Zappa) e uma dançarina profissional, seus pais se separaram quando ele ainda tinha 3 anos. Ele foi morar com o pai e madrasta, sofria de asma e de constantes abusos físicos e psicológicos da esposa de seu pai. Sobre ela, ele fez uma música mais tarde, nada singela, chamada Kill You. Sem contar que mais tarde, por volta dos 12 anos, ele foi constantemente abusado sexualmente por uma babá amiga da família e seus pais não acreditavam nele, outro trauma que se tornou música, Daddy.

Jonathan teve que lidar com depressão e ansiedade desde muito pequeno e encontrou na música a sua válvula de escape durante a adolescência. Mas não foi tão simples. Fã de música new wave, gostava de usar maquiagem e era alvo constante de bullying no colégio, onde não só alunos o incomodavam com isso, mas também professores. Essa vivência virou música também, claro, e se chama Faget.

Quando nem a violência das músicas era suficiente para se sentir livre das suas dores, Davis começou a abusar de drogas, o que, claro, piorou o seu quadro psicológico. Começou a ter ataques esquizofrênicos e pânico, estava no fundo do poço e seu avô, de quem gostava muito, morreu nessa fase também. Sua vida virou um grande caos…

E foi quando ele decidiu procurar ajuda. Começou a fazer terapia, tomar antidepressivo, parou de beber, se drogar e, hoje, lida melhor com suas fraquezas, com o apoio de fãs, da família (ele tem 3 filhos, Nathan, Pirate e Zeppelin) e da música.

Contado isso, vamos pra parte de “Música para os pais” de fato? 😉

Foto de Jonathan Davis passeando com o pequeno Zeppelin.
Zeppelin com o Jonathan

A música que destaco hoje se chama “So Unfair”, como escrevi lá em cima, e é sobre as dificuldades em criar um filho com uma doença grave, como é o caso da diabetes tipo 1 que o Zeppelin tem, e a frustração que ele, como pai, sente ao ver o sofrimento de sua criança.

Em uma entrevista, ele conta sobre como foi o momento que ficou sabendo da notícias:

“Eu estava na estrada e minha esposa me ligou, dizendo que Zeppy estava cansado e ficando letárgico, e que algo estava errado. Eu cheguei em casa da turnê e nós o levamos para o hospital e explicamos o que estava acontecendo. E eles começaram a fazer exames, testes e todas essas coisas, até que eles decidiram verificar o açúcar em seu sangue, só para ver. Eu acho que o nível estava naquele momento em 290. E foi o que desencadeou uma bandeira para a diabetes tipo 1. Sua glicose estava alta. E foi quando isso aconteceu que mudou minha vida para sempre.”

Em colaboração com a JDRF, instituição que pesquisa diabetes, ele compôs em 2014 uma canção e fez campanha para arrecadar fundos para a fundação.

Confira a música e letra traduzida (por mim hahaha) de So Unfair, do Korn, abaixo:

Pirate e Zeppelin com o papai Jonathan Davis.

My son is on the prowl (Meu filho está a espreita)
What’s gonna happen today (O que acontecerá hoje?)
Sometimes I feel empty inside (Às vezes me sinto vazio por dentro)
He takes that all away (Ele é quem manda isso embora)
Feeling sorry is not allowed (Não é permitido se lamentar)
There’s times I have bad days (Há dias que fico mal)
But he is still alive and well (Mas ele está vivo e bem)
It’s all I need now (E isto é tudo que preciso agora)

Cause I can’t help (Eu não consigo evitar)
Your cards been dealt (Suas cartas foram dadas)
It’s so unfair (É tão injusto)
Your eyes (Seus olhos)
They burn me (Me queimam)
It’s hurting (Está doendo)

The tension starts to build (A tensão começa a acumular)

The torment is his prey (O tormento é sua presa)
Sometimes I feel I can’t go on (Às vezes sinto que não consigo continuar)
But I can’t run away (Mas não posso fugir)
Feeling sorry is not allowed (Não é permitido se lamentar)
There’s times I have bad days (Há dias que fico mal)
But he is still alive and well (Mas ele está vivo e bem)
It’s all I need now (E isto é tudo que preciso agora)

I can never win (Posso nunca vencer)
You will never give in (Você nunca desistirá)

Depois das tristezas incontáveis com as eleições 2016, é hora de falar de coisa boa, é hora de falar sobre a campanha linda do Itaú “Leia Para Uma Criança”, que mais uma vez distribuirá livros infantis gratuitos pelo Brasil o/

Imagem da campanha Leia Para Uma Criança, do Itaú

Preciso dizer o quanto é importante ler para uma criança? Quem me acompanha aqui e os meus vídeos de Leitura Compartilhada já sabe que a leitura e educação são minhas bandeiras mais fortes, mas fica aqui a título de reforço o porque você precisa ler para seu filho/sobrinho/neto/primo/filho do amigo, de acordo com o próprio site da campanha:

– Histórias ajudam a compreender o mundo;
– Histórias ensinam novas palavras;
– Histórias facilitam o aprendizado;
– Histórias estimulam a criatividade;
– Histórias fortalecem a ligação entre adulto e a criança.

Incluiria aqui também: porque ler é divertido. Principalmente boas histórias infantis, que dialogam com o absurdo, o fantástico, o inacreditável. E falando em boas histórias, na campanha deste ano, que começou hoje, serão distribuídos os livros:

Poeminhas da Terra, de Márcia Leite e Tatiana Móes, que retrata brincadeiras, palavras, hábitos e o dia a dia em comunidades indígenas. Editora Pulo do Gato;

Maya e Selou, de Lara Meana e María Pascula de la Torre, cuja história acompanha duas crianças vizinhas que passam o dia imaginando aventuras incríveis. Edições SM.

Como receber os livros infantis gratuitamente?

  1. Acesse o site www.itau.com.br/crianca;
  2. Vá na opção Peça Sua Coleção;
  3. Preencha os campos com as informações solicitadas;
  4. Revise se o endereço está correto e confirme a solicitação;
  5. Agora é só esperar os livros chegarem.

Não é preciso ser cliente Itaú para conseguir os livros, basta seguir os passos acima citados. Compartilhe esse post com amigos/parentes que tenham filhos ou contato com crianças, quanto mais crianças tiverem a oportunidade de receber esses livros, melhor 😉