“Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi”

Existe um trecho de música melhor do que esse para representar o fim das férias da criançada? Duvido. Trabalhar com uma criança por perto nas férias é uma proeza pra poucos e tenho certeza que dá pra colocar essa aventura naquele esquema que chamam de Jornada do Herói, sabe? Como tenho lido sobre o assunto, vou tentar encaixar e vocês me dizem se não é assim mesmo:

12 trabalhos é sussa, quero ver o Hércules sobreviver a 12 férias. 

1 – Mundo Comum 
Nossa casa, nosso trabalho. Uma linda tarde, saboreando um café e fazendo suas atividades em paz.

2 – Chamado à aventura
Anoitece e você lembra que no dia seguinte começará as férias do filho.

3 – Recusa ao chamado
O 1º dia nem acaba e você já está ficando louco, com cobrança do chefe, o pedido de atenção da criança. O banho, o almoço, o lanche, a sobremesa, a diversão, o trabalho, o relatório, as tarefas mais básicas. A total mudança da rotina. Meu deus, será que alguém não pode cuidar do nosso filho, a bisa, alguma tia, o papa, por que a escola faz isso com a gente?!

4 – Encontro com o Mentor
Aí a bisa, o papa, a vó, o terapeuta, alguém do tipo diz: relaxa, você já foi criança, é assim mesmo, vai passar esse período e você nem vai perceber, ficará com saudades até.

5 – Travessia do Umbral/ Limiar
Eu sou um pai ou um saco de batatas? Eu vou conseguir, vou acreditar no pessoal da etapa anterior.

6 – Testes, aliados e inimigos.
Entre parquinhos, festas, passeios, às vezes surge um anjo para passar um fim de semana com a criança, ou uma noite no meio da semana, para a gente namorar, relaxar, tomar um banho sossegado, recarregar a bateria ou algo assim. Mas a maior parte do tempo passamos com a criança desafiando seus limites.

7 – Aproximação do objetivo 
O estresse continua, todo mundo te cobra a baixa produtividade, você se sente um saco de batatas (vide passo 5)… Mas o fim das férias já está chegando, falta o quê, só mais 25 dias.

8 – Provação máxima
A criança não te aguenta mais, você pede socorro a qualquer um que apareça. Gente, um minuto de sossego. Você quer ir ao banheiro sem ouvir nenhum barulho de algo caindo ou sendo destruindo, você quer TRABALHAR(!), só isso, MISERICÓRDIA! Aaaaaaahhhhhh

9 – Conquista da recompensa
Chega o dia 31, ufa! O pai sobrevive, e geralmente a criança também. Talvez agora volte o sossego, possamos trabalhar normal e chegar no fim do dia com saudades da criança.

10 – Caminho de volta
Criança foi pra escola. Pai foi pro trabalho.

11 – Depuração
No trabalho e/ou em casa, começa uma nova batalha: pôr tudo razoavelmente em ordem.

12 – Retorno transformado
Nunca mais somos os mesmos depois disso. Evoluído ou traumatizado, mas os mesmos, não…

Ó lá, não é que consegui ligar o dia a dia de férias aos 12 passos da Jornada do Herói?! É ou não é assim?! Talvez nós pais e mães sejamos mais poderosos que imaginamos mesmo.

***

Blogueiro do Família Palmito adverte: nenhuma criança foi ferida moral ou fisicamente durante esse processo. Esse é um post de humor, não é para ser levado a sério. É legal ter filhos e ficar com eles, pessoal (tiozão que pulou na piscina e descobriu que ela estava gelada pra cara*** e não quer ficar sozinho)

Quem me acompanha aqui no blog sabe que há um tempo tenho me dedicado a ler muita coisa com meu filho e a compartilhar as dicas por aqui, em blogs amigos e nas redes sociais. Agora arrisquei um passo adiante:

um vlog literário com o Miguel!

A qualidade técnica não é das melhores (prometo estudar mais essa parte), mas tem criança linda e dica boa. Ah, e nesse piloto tem cachorrinha também!

O primeiro episódio do Leitura Compartilhada é sobre o livro Quem Tem Medo de Lobo, da autora Fanny Joly e lançado aqui pela editora Scipione. Veja:



Título: Quem Tem Medo de Lobo?
Autor: Fanny Joly
Ilustrador: Jean-Noël Rochut
Páginas: 30
Temas: Astúcia, comportamento, medo
Idade indicada: acima de 4 anos
Editora: Scipione

Se curtiram a ideia, dê um joinha lá no Youtube, ajudem a divulgar e deixem um comentário, porque na verdade tô mega inseguro com esse negócio hahahahahahhahahaha

Domingo passado levei meu filho pela primeira vez ao museu. Fomos todos, eu, namorada, filho e amigos, de excursão para São Paulo ver o mundo pontilhado da japonesa Yayoi Kusama.

Confesso que não dava a importância devida à artista, pra mim, sempre pensava em bolinhas e ‘cabô, não via a graça. Mas como a Bruna vivia falando dela e a amava, mostrei para ela uma excursão que estavam planejando e fomos. Preparei o Miguel antes falando um pouco sobre as obras, sobre como ela curtia desenhar bolinhas em tudo, ensinei ele a falar o nome dela e pronto. Torci para que ele se comportasse e, mais do que isso, torci para que ele se interessasse.

A realidade foi bem melhor que a expectativa, tanto em relação ao que descobri sobre a Kusama, quanto sobre o comportamento do Miguel. Embora tivesse fila na entrada, ele aproveitou para uma soneca. E quando ele entrou, quis ver tudo e se encantou com várias coisas, principalmente as instalações com espelho e luzes.

A carinha do danado

Legal é topar com a imaginação da criança ao ver imagens abstratas. Um quadro branco com bolinhas pretas eram pessoas com um cão de guarda, um barco cheio de objetos fálicos era um barco cheio de cenouras, e coisas do tipo.

Minhas pinturas favoritas eram as do início da carreira dela, mais sombrias e apocalípticas, principalmente por causa da 2ª Guerra Mundial, mas os trabalhos mais recentes são bem coloridos e interessantes, principalmente aqueles com pegada surrealista e traços simples.

São berinjelas de prata, Miguel

Selfie no museu pode sim

Miguel me contando suas visões sobre a arte de Yayoi Kusama

Os trabalhos mais recentes

A melhor pintura da artista, segundo EU.

Recomendo muito o passeio no museu com criança, o Miguel adorou e eu também. Sinto muito de não ter ido quando pequeno, mas minha família não tinha o hábito…

A exposição “Obsessão Infinita” da Yayoi Kusama estará em São Paulo só até esse domingo, 27 de julho, depois vai para o México. Então quem quiser ver, precisa correr. Recomendo chegar uma hora antes da abertura, porque pelo que fiquei sabendo a tarde lota (imagine na última semana então).

Acesse o site do Instituto Tomie Ohtake para mais informações: institutotomieohtake.org.br

As crianças do comercial da Sadia continuam nunca tendo visto a seleção brasileira de futebol ser campeã do mundo, mas provavelmente já viram os pais desrespeitando os profissionais envolvidos, o técnico, treinadores, jogadores, isso eu acho uma vergonha. Perder, seja numa partida solitária de Paciência ou num jogo da Copa do Mundo, não é.

Quem já praticou um esporte, mesmo que seja apenas aquele chamado VIDA, sabe que:

– perder faz parte
– não é vexame um time perder do outro, não importa por quanto
– a vitória é mérito do vencedor, e não demérito do perdedor.
– ser derrotado não é uma vergonha
um fracasso não faz de alguém um fracassado
– alguém se sair melhor que você em algo não faz de você alguém ruim
uma partida pode entristecer, mas não deve enraivecer
– quem joga sempre corre o risco de perder
– e perder é a melhor oportunidade de aprender

Então, pais, não digam perto de seus filhos que uma derrota foi uma vergonha ou vexame, eles podem acabar acreditando em vocês, e vocês estão errados.

E se sua vida não depende do esporte que o outro pratica, pfv, leve mais na esportiva.