Acabei de dar banho no Miguel, falhei como pai e é com muita vergonha que escrevo este post.

O Miguel brincava na banheira, trá lá lá, ele encheu o carrinho de água, virou e tomou uns bons goles. Aí ele virou e disse pra mim:

– Minha aguinha!

E como todos sabem, minha cabeça faz umas conexões doidas, e eu retruquei:

– Minha aguinha pocotó! Pocotó, pocotó, pocotó!

POR QUÊÊÊ??? Por que eu fiz isso, meodeos?! E como era de se esperar de toda vez que a gente fala uma besteira, ele repetiu durante o banho inteiro…

Miguel na banheira brincando com seu dinossauro

♪ “Aguinha tototó, minha aguinha, pototó…” ♫

Hoje, pela segunda vez desde que estou morando com meus pais e filho, trabalhei de casa. Demorei pra fazer isso por medo e agora quero sempre hahahahaha

Lembro da primeira vez, há um mês (ui, rimou), quando achei que o home office seria uma tarefa impossível com um garotinho serelepe ao lado, pois deveria ficar com um olho nele e outro no computador, mas não foi nem difícil, é só dar umas pausas de 30 em 30 minutos pra pegar um papel pra ele rabiscar, pra pegar um brinquedo diferente, pra correr com ele, pra se jogar no chão e pra enchê-lo de beijos.

Itens essenciais para quem vai trabalhar em casa

Se eu pensar no ritmo da agência, os papos de boa, o videogame, as idas na cozinha pra tomar cafézinho e coisas do tipo, o tempo que passo entretendo o Miguel é quase o mesmo. E, desculpe, colegas, mais prazeroso ainda 🙂

Meu assistente de trabalho quando faço home-office
Estar perto de quem a gente ama não tem preço.

Claro que não dá pra fazer isso sempre, minha mãe não me aguentaria, e as reuniões de trabalho ainda são bem melhores ao vivo, e o povo lá na agência fica com saudades de mim, e talz, mas sempre que puder vou dar um jeito de ficar perto do meu filhote, corujando.

E você, trabalha em casa com filhos às vezes (ou sempre)? Como costuma ser? Comente aí 🙂

F. Scott Fitzgerald e sua filha, Francis

Enquanto procurava conteúdo para meu Tumblr Pais e Amor, encontrei uma carta que o escritor estadunidense F. Scott Fitzgerald escreveu para sua filha. Gostei tanto que preciso compartilhar aqui o trecho em que ele lista com o que a filha deve se preocupar, com o que não deve, e outras coisas.

Confira:

Coisas pra se preocupar:

– Preocupe-se com a coragem
– Preocupe-se com a higiene
– Preocupe-se com a eficiência
– Preocupe-se com a equitação

Coisas pra não se preocupar:

– Não se preocupe com a opinião popular
– Não se preocupe com as bonecas
– Não se preocupe com o que já passou
– Não se preocupe com o que ainda não aconteceu
– Não se preocupe de ficar mais velha
– Não se preocupe com quem passar por cima de você
– Não se preocupe com o triunfo
– Não se preocupe se falhar (a menos que seja por sua culpa)
– Não se preocupe com mosquitos
– Não se preocupe com as moscas
– Não se preocupe com os insetos em geral
– Não se preocupe com os pais
– Não se preocupe com os garotos
– Não se preocupe com as decepções
– Não se preocupe com os prazeres
– Não se preocupe com satisfações

Coisas pra se pensar:

– Qual é meu objetivo com isso?
– Quão boa eu sou em comparação com as pessoas da minha época em relação aos estudos?
– Eu realmente compreendo as pessoas e sou capaz de lidar bem com elas?
– Estou cuidando do meu corpo para torná-lo útil ou não?

Com muito amor,

Papai.

Bacana, né? Vocês concordam com os conselhos? A carta completa e no original em inglês pode ser lida no site Letters of Note 🙂

Há músicas inspiradas por filhos aqui no Brasil também, pô, e pra estrear a versão nacional de Música Para os Pais, ninguém melhor que Nando Reis!

via Flickr

Nunca acompanhei a carreira solo de Nando Reis, por causa daquele típico caso de “eu não gosto dos fãs, logo não ouço o artista”. Pra mim, o ruivão só era lembrado como um dos fundadores do Titãs, o cara romântico que compôs Pra Dizer Adeus e Sua Impossível Chance, o punk que compôs Igreja e Bichos Escrotos, e, na minha opinião, a melhor voz da banda.

🙂

Enfim. Falando em Titãs, a primeira música que ele fez diretamente inspirada por um de seus filhos foi gravada por eles. O Mundo é Bão, Sebastião! apareceu pela primeira vez no álbum A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, lançado em 2001, mas reaparece no MTV Ao Vivo, 2004, de sua carreira solo.

O título, dizem, é uma frase que a Vânia, mãe do garoto, repetia sempre para o filho. Confira abaixo o clipe de O Mundo é Bão, Sebastião!, uma música de extrema sensibilidade e recheada de monstros, dos pais (a febre do filho, o dente que cai) e do filho (tem Godzilla, mamute, T-Rex).

Por que o Sol saiu
Por que seu dente caiu
Por que essa flor se abriu
Por que iremos viajar no verão
Por que aqui o mundo não será cão

Depois de Sebastião, foi a vez da pequena Zoé ganhar uma música. Disse ele numa entrevista que “um dia ela chegou para mim e falou: ‘Quando é que você vai fazer a música O mundo é bão, Zoézinha?'”. O que dizer, né? rsrs Assim nasceu Espatódea, no álbum Sim e Não, de 2006.

Espatódea é uma árvore que possui flor laranja, vermelha, linda, como os cabelos de Zoé, que são iguais aos do Nando. Essa ligação por causa da aparência surge já na primeira estrofe: “Minha cor / Minha flor / Minha cara“.

Confira o vídeo de Espatódea gravado no Luau MTV:

Não sei se esse mundo é bom
Mas ele está melhor
Desde que você chegou
E explicou o mundo pra mim

Sophia Reis, a segunda filha do músico e hoje apresentadora de TV, ganhou uma música recentemente. Só Pra So é uma música mais íntima e passeia por um pai que hora sofre, hora se emociona, um Nando que se redime por erros cometidos no passado.

Só Pra So é do álbum Drês, que saiu em 2009. Um álbum todo trabalhado nas homenagens. Tem música, além da feita pra filha, pra ex e pra mãe dele também.


A música mesmo só começa 1:30, caso não queira ver bastidores de show e lenga-lenga 🙂

Sophia
Meu medo é te ver machucada
Errei por ter te machucado
Seu pai é um homem indomável
Um provável homem doce

Ai, ai… :3

Até meia noite ainda é Dia do Índio, né? Então vamos lá, que estou atrasado.

Quando eu era pequeno, odiava essas festas temáticas e blá blá blá, mas agora eu descobri como elas podem ser divertidas, espero que o Miguel não cresça e fique chato igual eu era 🙂

Trabalhando em casa a tarde, pude ir a escolinha do Miguel ver a apresentação que eles prepararam nesta data. Que os bebês estariam uma fofura eu já sabia, mas jamais esperaria que houvesse alguma ordem lá (mas tinha).

Miguel no centro da foto, e do seu lado esquerdo está o João Miguel, seu primeiro amiguinho quando entrou no Infantil 🙂

É tudo tão clichê, careta, mas quando a gente assiste de repente vem aqueles ciscos nos nossos olhos e começamos a lacrimejar que nem bundões. Parece até que a gente chora de emoção rsrs

Não consegui gravar bem a apresentação, mas uma partinha deu, pra achar o Miguel é fácil, procurem pelo bebê que está assustado sem dançar:

Enquanto a turminha curtia ele me viu e assim que acabou a dança ele veio direto no meu colo, apavorado com tanta gente e barulho. Depois de muito beijo e carinho, minha cara estava meia pintada também (mentira, era só a ponta do nariz).

Ele se aninhou bem e quando foi hora da apresentação final de todas as crianças, ele não quis ir, eu e as professoras tentamos e tentamos, mas sem sucesso, como vocês podem conferir na seguinte foto:

Ai, ai… só fico pensando: se fiquei assim no Dia do Índio, imagine quando chegar o Dia dos Pais (e aí se a escolinha não preparar uma super festa pra mim!!!)?

🙂

Novamente, todos os vídeos dispensam meus comentários. Não sei o que falar. É de ficar besta. Vejam:

Love Me Do (Beatles cover) – Children Medieval Band

Killing In The Name Of (RATM Cover) – Unavailable

Tema de Boy Commander – Kang Eunju

Deixem nos comentários suas impressões, nem que seja na forma desse emoticon -> :OOOOOOOOOOOO (é a cara que fiquei ao ver e rever esses vídeos para o post).

Acordar cedo e ir trabalhar são duas tarefas simples, se não levarmos em conta o sono e a preguiça de pegar estrada.

Mas um certo garoto, muito fofo e que acorda de bom humor (na maioria das vezes), faz tudo ficar mais leve. E com pequenos gestos e palavras doces faz eu ganhar uma energia que não é minha.

Ele pega minhas coisas e vai entregando e falando, uma a uma, a “bolsha“, o “cete“, a “busa“, e termina tudo com beijo e um “tchau, papai” que é de vomitar arco-íris.

Só os pais sabem como é bom e revigorante isso.

🙂

A gente não sabe a origem da data, mas isso não é motivo pra não beijar. Comemorem o Dia do Beijo dando um beijo bem estalado em quem você ama 🙂

:*

A gente olha para os nossos pais hoje e nem imaginamos o quanto esses danadinhos já aprontaram. Já fizeram coisas toscas, se rebelaram com os bons costumes, aderiram a looks de gosto questionáveis, enfim.

Alguns deles guardam fotos disso e mostram para seus filhos, e alguns filhos retribuem publicando em Tumblr.

Confira abaixo 3 Tumblrs que homenageam esses pais do século XX:

Dads Are The Original Hipsters foi criado para ser um tapa na cara dos hipsters de hoje, pois mostra que os pais deles já haviam adotado o estilo muito antes de virar modinha. Lidem com isso, baitolas!

Estilo é tudo e essas pessoas, hoje pais, têm de sobra, como mostra o Tumblr My Parents Were Awesome.

Before They Were Grandparents conta, através de imagens, historietas daqueles que viriam a ser avós. Os trabalhos, as diversões, o visual, as aventuras, as zoeiras et cetera, de nossos velhinhos.

E aí, você conhece outros tão bons quantos estes? Indique nos comentários. Ah, e não deixe de visitar o meu Tumblr Pais e Amor também 🙂

Semana passada a Yumi trouxe o Felipe para brincar com o Miguel. Fazia mais ou menos 6 meses que eles não se viam e tanto eu quanto ela estávamos curiosos para ver como eles iam ficar juntos depois de tanto tempo.

Foi melhor do que eu podia imaginar, assim que se encontraram já foram destruir tudo brincar juntos! >.<

O Miguel está numa fase de não curtir muito dividir os brinquedos, mas o fez mais do que o comum. Brigou algumas vezes por um carrinho ou outro, mas comparado com o tanto que ele briga com nosso priminho, foi uma maravilha. Mesmo porque o Fefê trouxe brinquedos, então cada um brincava com o do outro 🙂

Teve saias-justas também, duas: uma foi com o Fefê, que estranhou a casa na hora de dormir (foi uma noite loooonga), outra foi com o Miguel, que mordeu o Felipe duas vezes sem que ele tivesse feito qualquer coisa.

Mas fora isso, volto ao título: um é bom, dois é ótimo. É que é assim, os dois deram muito menos trabalho juntos do que quando estão sozinhos. O Miguel quando está sozinho não para em lugar algum, a gente tem que ficar correndo. Agora com o Fefê, ele até pediu pra ir no quadrado!

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Foi lindo, galera, me emocionei.

Enfim, foi tudo muito bom, mas na próxima vez que eu reunir toda a família quero ir passear, não quero ficar preso em casa, não. Como estou sem carro, fica mais difícil, mas eu me viro. Quero conhecer o Orquidário de Amparo, dizem que é lindão.

Enfim, fiquem com um videozinho dos dois aqui na chácara, com efeitinho e musiquinha kitsch, porque sou desses: