22 de junho de 2012

A equação da afetividade

Quarta-feira passada eu estive na Livraria Cultura no lançamento do livro A Equação da Afetividade, do Ivan e do Iuri Capelatto.


A palestra foi ótima, foram duas horas falando sobre educação infantil, limites, raiva, psicanálise, neurologia, angústia e afeto. Sala lotada, mesmo com a chuva.

O tema era a raiva de crianças e adolescentes, explorada sobre a ótica da psicanálise e da neurologia. De acordo com eles, quando uma criança se depara com os limites impostos pelos pais, é normal (e até desejável) que elas façam birra, grite ou chore, é sinal de saúde mental. Ela não está sendo mal-educada, mas reagindo ao medo de perder um prazer que ela estava usufruindo.


Às vezes a depressão infantil está ali onde a gente só vê uma criança obediente, "boazinha".

Outra coisa que eles enfatizaram bastante foi a questão do desejo dos pais na hora de pôr um limite. Não se deve explicar na hora do limite o porque dele estar sendo colocado, e se o filho perguntar o porquê, a resposta deve ser um simples "porque não", "porque eu não quero". Na hora da imposição de um limite, a criança saber o motivo não ajudará em nada, aliás, a explicação pode até criar um desejo paradoxal (o medo produz aquilo que temos medo). O ideal é trabalhar essas noções em outros horários, através de histórias e fábulas.


Para mim, a coisa só ficou meio boring quando eles começaram a falar sobre a sociedade de hoje, de como ela está doente e com valores invertidos, coisa e tal. Achei conservador, mas.

Enfim, pra quem não foi, gravei um trecho, com o Capelatto-pai explicando A Equação da Afetividade. Confiram:


3 comentários:

  1. Rafa, confesso que são tantos especialistas que, por vezes, fico confusa. Sempre achei que o porquê do motivo na hora do limite era importante, se bem que meus pais ora explicava tim tim por tim tim, ora dizia "porque sim" ou "porque eu estou mandando". Pensando bem, acho que não teve muita diferença. Fiquei chateada em todas do mesmo jeito, hahahaha!

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    Respostas
    1. Bem, toda vez que o Migs dá trabalho porque cortei o barato dele, ele nunca liga para o que eu digo, parece que estou falando com uma pedra. Então, eu até concordo com eles nesse ponto. Só não sei como trabalhar assim com adolescentes rsrsrs...

      :)

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  2. É bom mesmo tentar entender... meu Luisinho de vez em quando tem uns acessos de raiva incompreensíveis. Por mim, pelo menos.

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