24 de abril de 2017

"O Gato, o Cachorro, Chapeuzinho..." | Leitura Compartilhada #19

E voltamos às dicas de livros que nos encantaram <3

Foto do Miguel lendo o livro infantil "O gato, o cachorro, Chapeuzinho, os ovos explosivos, o lobo e o guarda-roupa da vovó", de Diane e Christyan Fox

A dica de hoje veio de uma leitora do blog (valeu, Ana!), que recomendou "O Gato, o Cachorro, Chapeuzinho, os Ovos Explosivos, o Lobo e o Guarda-Roupa da Vovó" por ser uma obra muito divertida e maluca (pelo título já dá para saber, não é mesmo?!). Ele foi escrito e ilustrado pelo casal Diane e Christyan Fox e lançado no Brasil pela wmf Martins Fontes.

Quer saber mais? Dá uma olhada em nosso vídeo:



Compre o livro com desconto na Amazon: bit.ly/gatocachorrochapeuzinho

15 de abril de 2017

Filme para os pais: O Mestre Invencível (1978)

Hoje é dia de falar de filme de kung fu, porque: sim. Mês passado a Netflix lançou a série Punho de Ferro e isso reacendeu minha vontade de ver filmes de artes marciais. Zapeando pelo catálogo, fui em busca de algo que não tivesse assistido ainda e achei O Mestre Invencível.

Cena do filme O Mestre Invencível (Drunken Master), com Jackie Chan e Yuen Siu-tien.

Eu podia jurar que já havia assistido o filme, mas a capa estava diferente. Pesquisei na internet e descobri que há 2 filmes do Jackie Chan com esse nome em português, um de 1978 e outro de 1994. Eu só havia assistido o mais recente, e, embora o nome seja igual e os personagens também, a história é bem diferente.

Eu recomendo os 2, mas hoje vou falar da versão de 1978, que está mais fresca na minha cabeça e está disponível na Netflix.

A história é sobre Fei-hung, um adolescente desobediente e enganador que se acha o bam-bam do kung fu (interpretado por Jackie Chan, que tinha 24 anos). Em poucos minutos de filme ele constrange um professor, assedia uma garota, briga com a mãe dela (e apanha), mente pro pai, enfim, é o que chamam de garoto-problema.

O pai, que é mestre numa escola de kung fu, tenta diversos castigos, mas nada parece surtir efeito. Desesperado, decide mandar o garoto para treinar com um cara chamado Beggar So, que tem fama de ser um velho beberrão, sádico e mestre no estilo do punho bêbado.




O treino é puxado e Fei-hung tenta diversas vezes fugir, mas um bandido chega a cidade e põe a vida dele e de seu pai em risco, o que o faz repensar seu comportamento e dedicação às artes marciais.


O Mestre Invencível é uma comédia pastelona recheada de lutas maravilhosamente coreografadas. A mensagem do filme é linda: se seu filho é um pé no saco, entregue ele para um lutador bêbado. Quero dizer, a mensagem é que a punição corporal não tem tão bons efeitos em filhos rebeldes quanto uma garrafa de vinho. Não, acho que não é isso também.

Bem, talvez o filme não tenha uma grande moral ou um pai exemplar, mas são 111 minutos que irão passar voando, um voo divertido e empolgante ;-)

O filme O Mestre Invencível  está na Netflix, você pode assistir clicando aqui caso seja assinante. Caso ainda não tenha assinatura, comece seu mês grátis: bit.ly/netflixassinar

Este é um post de parceria com eles, porque o Família Palmito faz parte do #StreamTeam, a rede de blogueiros de família da Netflix \o/

2 de abril de 2017

Dividindo responsabilidade com filho pequeno

Desde que nos mudamos para Campinas, a rotina tem sido bem louca, cuidar de criança, da casa e do trabalho é mega complicado. E mesmo assim, eu andava levando tudo nas minhas costas, me sobrecarregando.

Chorando as pitangas na terapia, a minha psicóloga sugeriu: "Por que você não faz uma lista de tarefas, num lugar onde ele possa ver sempre e com tarefas de casa que o Miguel pode te ajudar?"

Na hora, pensei mil desculpas, porque reclamar e dar desculpas é viciante e fácil. "Ah, ele não respeita regras", "ele vai fazer e parar em uma semana", "ele tem preguiça de fazer o que mando", etc. Mas guardei os pensamentos pra mim e disse pra ela: "".

Por sorte, já tínhamos um quadro branco aqui em casa, que ganhei da minha namorada e da minha sogra. Fomos comprar canetas coloridas e, quando chegamos em casa, conversamos:

- Miguel, o papai anda muito cansado, porque tenho feito tudo sozinho aqui em casa e isso não está me fazendo bem. Preciso da sua ajuda, tá bom?
- Tá.
- Vou fazer um quadro... com linhas e colunas..., falei enquanto desenhava. E aqui é a coluna da tarefa e essas outras é quem irá fazer, você ou eu. Você acha que consegue levar o lixo lá fora? 
- Sim!
- Tá, você faz isso então. Agora minha tarefas, hmmmm... Lavar roupa!

E assim a conversa foi se desenrolando e o quadro sendo preenchido. Fomos criando cada linha uma tarefa dele e outra minha, para ele sentir que era uma divisão mesmo. Claro que as deles eram um pouco menos complexas, mas tão importante quanto, dando doses homeopáticas de responsabilidade e confiança, tipo:

Tirar o lixo ficou tarefa dele. Eu amarro tudo e deixo separado, mas é ele quem leva pra fora de casa sozinho, destranca o portão, vai pra rua, coloca no cesto e volta, trancando a casa de novo. As duas primeiras vezes fiquei olhando de longe, mas agora confio que ele fará tudo direitinho.

Outra coisa importante: as tarefas não são só de coisas dele, são de todos, pra mostrar que um ajuda o outro e a casa é nossa. Exemplo:

A tarefa de guardar sapatos é dele, mas ele não guarda apenas os próprios sapatos. Ele guarda os meus também, porque quando preparo a comida, lavo a roupa, etc, não faço só pra mim, mas pra ele também.

A divisão no final ficou assim:

Foto de um quadro de tarefas todo preenchido, com as colunas "tarefas", "rafael" e "miguel".

Já se passou um mês e posso dizer que foi um sucesso, porque meu filho não deu praticamente nenhum trabalho para fazer o que está no quadro, pelo contrário, ele se sente útil e feliz em fazer. Vale reparar também que tentei desvincular as tarefas de recompensas, tipo de dinheiro, que já vi muitos fazerem. Primeiro porque sou bem fodido hahahahahaha, segundo porque as tarefas não são mais do que obrigações, o obrigado sincero e a sensação de dever cumprido já é recompensa o suficiente por aqui.

E por aí, há divisão de tarefas? Como é? Pretende fazer? Vamos trocar figurinhas nos comentários ^.^

23 de março de 2017

A fantástica loja de livros infantis da Amazon

Eu sou tiete da Amazon, assumo. Mas cada dia ela dá mais motivos pra que eu a continue amando! Dessa vez, a novidade é para nós, pais e mães: eles lançaram uma lojinha infantil no site :-D

Banner de lançamento da loja infantil da Amazon.

Qual a diferença? Agora ficou mais fácil achar livros infantis com preços maravilhosos e de bom conteúdo, porque nessa área agora há seções divididas por idade, por personagens, por série, por autor e, um dos meus favoritos, uma seleção feita pela A Taba, que é uma consultoria de livros infanto-juvenis.

A seleção d'A Taba, tem 3 critérios:

- Tipo de leitura: individual ou acompanhada;
- Autonomia do leitor: iniciante, independente ou expert
- Experiência desejada: Para Conversar Sobre Assuntos Difíceis, Para Pensar Sobre a Vida, Para Rir e se Divertir, Para Se Emocionar, Para Sentir Medo e Para Viajar para Mundos Fantásticos.

Nessa seleção por experiência desejada, fiz um garimpo nas indicações e escolhi meus favoritos, que já li e recomendo. Confira!

Para Conversar Sobre Assuntos Difíceis

Cada do livro infantil "Um Porco Vem Morar Aqui", de Claudia Fries.
Seção dedicada a livros que nos ajudam a falar direta ou indiretamente sobre temas espinhudos, tabus e/ou delicados de forma lúdica.

Exemplo de livro: Um Porco Vem Morar Aqui, de Claudia Fries.
Sinopse: Quando um porco se muda para um apartamento, seus vizinhos galinha, raposo e coelho ficam preocupados, com medo que ele seja bagunceiro e sujo, e logo começam a culpá-lo por tudo que dá errado no local. Uma fábula perfeita para falar sobre preconceitos com os pequenos.
Desconto atual: 30%

Confira outros livros dessa seção.

Para Pensar Sobre a Vida

Capa do livro infantil "A Velhinha Que Dava Nome Às Coisas", de Cynthia Rylant e Kathryn Brown.Livros com conteúdos mais poéticos e filosóficos para crianças pensarem na vida.

Exemplo de livro: A Velhinha Que Dava Nome Às Coisas, de Cynthia Rylant e Kathryn Brown.
Sinopse: Uma velhinha que já não tinha mais amigos começa a dar nome às coisas que iriam durar mais que ela... Até o dia que chega um cãozinho em seu portão. Um livro que trata sobre a velhice, perdas e solidão, de forma bela e sutil.
Desconto atual: 30%

Confira outros livros dessa seção.

Para Rir e se Divertir

Capa do livro infantil "Você Troca?", de Eva Furnari.
Livros com histórias inusitadas e divertidas, de personagens desajeitados e engraçados.

Exemplo de livro: Você Troca?, de Eva Furnari.
Sinopse: Não há uma trama, apenas uma pergunta que percorre o livro: você trocaria isso por aquilo? As trocas são as mais doidas possíveis, como um leão sem dente por um dragão obediente ou um mamão bichado por um bichão mimado. Criatividade e riso garantido.
Desconto atual: 30%

Confira outros livros dessa seção.

Para Se Emocionar

Capa do livro infantil "A Árvore Generosa", de Shel Silverstein.
Histórias que emocionam leitores de todas as idades, com toque de lirismo envolvendo os mais sentimentos.

Exemplo de livro: A Árvore Generosa, de Shel Silverstein.
Sinopse: Um menino ama certa árvore, ama brincar em seus galhos, comer seus frutos, descansar sob a sombra dela. Mas quando cresce, essa relação vai ficando cada vez mais fria e aproveitadora. A árvore, que se doa generosamente sempre, logo começa a morrer.
Desconto atual: 20%

Confira outros livros dessa seção.

Para Sentir Medo

Capa do livro infantil "A Bruxa Salomé", de Audrey e Don Wood.
Livros que ajudam os leitores a enfrentar e superar seus medos, em representações das mais diversas.

Exemplo de livro: A Bruxa Salomé, de Audrey e Don Wood.
Sinopse: A mãe precisou ir ao mercado e avisou: "Não abram a porta para estranhos". As crianças, inconsequentes, desobedecem a mãe e acabam tendo que lidar com uma bruxa. Esse é um clássico maravilhoso, lembro de ler na infância e li recentemente com o Miguel, que também adorou.
Desconto atual: 35%

Confira outros livros dessa seção.

Para Viajar para Mundos Fantásticos

Capa do livro infanto-juvenil "James e o Pêssego Gigante", de Roald Dahl.
Um convite para se aventurar em mundos fantásticos através dos livros.

Exemplo de livro: James e o Pêssego Gigante, de Roald Dahl.
Sinopse: Depois que seus pais foram atropelados por um rinoceronte, o pequeno James precisa viver com duas tias horríveis. Isso até que o pessegueiro velho e seco dá um fruto enorme. Quando o garoto o investiga, descobre insetos cheios de personalidade, os quais se tornarão seus amigos e, então, partirão em uma grande aventura.
Desconto atual: 30%

Confira outros livros dessa seção.

O link para a lojinha infantil da Amazon é: www.amazon.com.br/lojainfantil

5 de março de 2017

Pai também é gente, saudades do meu

Meu pai morreu semana retrasada, faltando 12 dias para seu aniversário, que seria hoje. A ficha não caiu rápido pra mim, só quando eu vi ele estirado no caixão é que chorei, embora soubesse da notícia 12 horas antes.

Foto minha, com meu pai e com meu filho.

Fiquei sabendo pela minha namorada, que foi a minha casa e me contou, pois eu havia deixado o celular no Modo Avião pra dormir sossegado. Fui o único que dormiu sossegado no dia 22 de fevereiro de 2016. Vou divagar um pouco: nesse mesmo dia, fez 8 anos da morte do meu avô, por parte materna. E mais: quando meu vô por parte paterna morreu, meu pai tinha a minha idade. Coincidências...

Eu não me dava bem com ele, nós dois pensamos diferentes, mas temos o mesmo gênio: impulsivos, explosivos, hiperativos. Pensávamos. Tínhamos. Ainda me confundo com os tempos verbais, porque a ficha caiu, mas tem um monte ainda pra cair.

Acho fácil aceitar o diferente, mas o que é igual a mim me incomoda. Por isso que ele e meu filho são as pessoas que conseguem me desestruturar mais facilmente. Eu cobrava um ser humano exemplar do meu pai, esquecendo que ele é humano e tem defeitos como todo mundo. Ele trabalhava demais, era estressado, aprontava com minha mãe, xingava as pessoas quando algo não era do jeito dele, bebia bastante (mesmo tomando remédio)... A morte dele não me fez esquecer isso...

Foto de um desenho que meu pai fez num caderno dele de 8ª série, com naves, vulcões e meteoros.
Desenho num caderno dele da 8ª série
Por outro lado, me fez perceber ele como outro, uma pessoa, não um ideal. Alguém que rabiscava nos cadernos da escola com desenhos de naves espaciais fugindo de asteróides (que, inclusive, tinha versos melosos nesse mesmo caderno), alguém que gostava de zoar com amigos, alguém que se preocupava com os filhos, mas não sabia expressar seus sentimentos, alguém que queria crescer, alguém que não deixava a família passar necessidade, alguém que ainda pequeno entregava jornal pra conseguir seu dinheiro pra comprar figurinhas.

Última foto minha com ele
A morte dele me fez lembrar das vezes que pedalávamos juntos por estradas longas quando eu era pequeno, de quando a gente passeava com nosso pastor alemão pelo bairro, de quando ele me deu um Super Nintendo no aniversário de 6 anos, aquele que me deu uma guitarra graças a qual entrei numa banda punk, aquele que me levou pro hospital quando fiz merda, aquele que, em nosso último fim de semana juntos, tentou me arrastar pra lanchonete, quando eu só queria ficar no meu quarto lendo. Agora queria ter ido, mesmo que fosse pra ouvir ele fazendo piada tosca, enchendo o saco, me provocando. Mas o que passou, passou.

Eu não acredito em Deus nem em outras vidas, Gostaria que existisse, pedir desculpas por ser um filho que deu tanto trabalho e foi tão chato com ele, mas acho que se existissem outras vidas e o reencontrasse, a única coisa que faria ao vê-lo seria zoar e falar alguma besteira. Era o nosso jeito de demonstrar afeto.

Se de pequeno o idealizava e de adolescente o culpava por tudo, quando me tornei pai, fui me equilibrando. Não deu pra curtir muito essa fase mais moderada, o infarto não marca horário nem nos prepara. Hoje é o primeiro aniversário dele sem sua presença. E minha comemoração é tirar esses pensamentos do peito e colocar aqui, para elaborá-los melhor.

Obrigado a todos que me acompanham, aos que me mandaram mensagens no meu Facebook ou Whatsapp e aos que estiveram no velório/enterro.

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
[...]
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
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