4 de maio de 2013

Sobre quando a gente precisa mudar de emprego para sobreviver

Faz já um mês que comecei a trabalhar em Pedreira e minha decisão não poderia ser mais acertada. Acho que ninguém deveria colocar o trabalho acima do bem estar.

Com a mudança de emprego, estou com mais tempo e cabeça para o Miguel e para acertar alguns projetos pessoais. Perdi duas grandes coisas: um restaurante vegetariano maravilhoso e as escapadas antes/depois do trabalho na casa da namorada.

Mas continuar trabalhando em Campinas ia me matar, quantas vezes não dormi na estrada com a moto? Quase sempre. Chegava acabado em casa com o Miguel cheio de energia me esperando e tendo que acordar cedo no outro dia, aí não trabalhava direito e não cuidava direito do Migs porque estava sempre o pó da rabiola. Era uma loucura.

E fiz o que tinha de ser feito no momento. Alguém aqui já passou por algo parecido?

25 de março de 2013

Filme para os pais - Os Croods

Eep: "Meu nome é Eep e esta é minha família, os Croods. Nós nunca tivemos a chance de explorar o mundo lá fora, por causa da regra do meu pai: Nunca deixe a caverna!"
Grug: "O novo é sempre ruim. Nunca deixe de ter medo!"
Eep: "Nunca tivemos a oportunidade de explorar o mundo lá fora, mas o que não sabíamos é que tudo estava prestes a mudar..."

Grug contando uma de suas histórias sobre os perigos do mundo

Assisti Os Croods neste final de semana e simplesmente adorei. É uma comédia pré-histórica para toda a família, mas para quem é pai, o filme é ainda melhor.

Basicamente, conta a história de uma família que sobreviveu, enquanto sua vizinhança morria, graças ao medo do patriarca Grug, que se esconde em cavernas só saindo para comer. Mas sobreviver não era o suficiente para sua filha adolescente, Eep, que queria viver, independentemente do perigo. Um dia, porém, o mundo como eles conhecem começa a ruir, a caverna é destruída e eles são levados a desbravar um novo espaço, para fugir da morte.

Nessa, eles conhecem Guy, um menino nômade órfão cheio de ideias novas que representa um contraponto ao pai super-protetor. Ele abre os olhos de todos para uma outra maneira de existir e acaba co-liderando o grupo rumo a um novo lar.


Rola entre Grug e Guy os conflitos mais básicos: a força vs inteligência, o velho vs o novo, o autoritário vs o libertário.

Grug ama sua família, não há dúvidas, mas erra em alguns pontos. Conforme a história vai se desenrolando, ele tem que se adaptar as mudanças e lidar com a frustração de rever seus costumes. Se reinventar é doloroso e a saga de Grug é a do herói, tendo sempre como o objetivo o bem estar da família.
O senso de dever para com a família já é dado na introdução do filme, quando a família vai "caçar" o café da manhã.

Eles conseguem pegar um ovo para beber e repartem entre os membros, mãe, bebê, filho, filha, vovó, e quando chega na vez de Grug, ele mal consegue uma gota do ovo, mas diz que tudo bem, afinal, ele já havia comido na semana passada. Essa atitude de colocar o bem estar da família antes do próprio é algo que nos toca profundamente. Enquanto as crianças riam no cinema eu queria chorar hahahahahahahahaha.


Uma das cenas que mais ri foi quando a vovó queria comer o bicho-preguiça que acompanha Guy. Ele não permite e diz que é um bicho de estimação, ela pergunta: "O que é um animal de estimação?", é um animal que não se come, responde, e ela só retruca que os chama de bebês.

Enfim, sem mais, porque não quero dar spoilers. Só queria dizer que este está no meu top 5 de animações, não só pelo tema, mas o roteiro é muito interessante, trabalha temas caros à filosofia (como não pensar no Mito da Caverna?), e o principal, a arte!!!


O visual d'Os Croods é deslumbrante e os animais que a equipe criou são lindos e bizarros. Confira abaixo o trailer e não deixem de assistir, nos cinemas ou em casa depois:

24 de fevereiro de 2013

Quando o arteiro faz arte

Sexta-feira eu trouxe do trabalho um monte de cartolina que havia sobrado de um projeto lá da agência e sábado foi dia de começar a usá-las com o Miguel.

Como usamos guache no Carnaval para preparar uma fantasia pro filhote, nem precisei sair pra comprar nada, só juntamos os potinhos de tinta, um papel, tigelinha com água, pano e nossos dedos-pincéis.


Como eu prefiro participar a só observar, sujei as mãos para poder assinar também a obra que estávamos criando:


Eu comecei a desenhar características humanas, dois olhos, um bigode, aí o Miguel viu uma mancha verde do lado da cabeça do cara e chamou-a de "pacagaio". No final das contas, virou um autorretrato de família, um homem meio efeminado e seu papagaio.


Na hora de dar nome para a obra, reparei que eles pareciam preocupados com algo do lado direito deles, perguntei para o Miguel o que ele achava disso: - São os monstros, ele respondeu num segundo. Por isso, o nome dessa primeira obra a quatro mãos é: "Eles estão vindo".

Semana que vem com certeza tem mais :-)

31 de janeiro de 2013

Vídeo Patrocinado: Quando eu crescer, quero ser...

Nunca vou me esquecer de uma vez, quando eu era pequeno (acho que uns 10 anos), e abri uma revista da Nintendo World que falava sobre o que você precisava estudar para trabalhar com games. Era meu sonho ganhar dinheiro para respirar games, embora não fizesse ideia se queria trabalhar com desenvolvimento, design ou outra área.

Irmã, primas e primos, todo mundo junto pra curtir meu primeiro videogame, um Dynavision.

Acho que foi ali que comecei a realmente mergulhar no computador, depois na internet e em seguida no conteúdo e mídias sociais. Ali já estava plantada a sementinha do que sou hoje, com toda a certeza.

O Miguel, se eu pergunto o que ele será quando crescer, ele simplesmente me diz: "Bátimaaa!!!", me dá um soco e sai correndo. Ele ainda tem tempo para escolher outra coisa, não gosto da ideia de ele lutar contra o crime e ser órfão, porque né.

Mas enfim, tudo isso é para dizer o que se passou na minha cabeça quando recebi a proposta da Omo para compartilhar a nova campanha deles "Hoje eu quero ser", que mostra uma série de vídeos encorajando crianças a experimentarem as profissões de seus sonhos, contando com o acompanhamento de especialistas nas áreas.Não gostei tanto da dublagem, mas ela não atrapalha em nada porque é muito bacana ver as crianças interessadas de biologia marinha a futebol.



Eu queria ter tido uma oportunidade dessa, e vocês? Escolheriam que profissão para conhecer o dia a dia?

Esse post é patrocinado pela Omo, visite o site oficial para descobrir mais sobre como as crianças podem aprender sobre diferentes profissões e curta a OMO no Facebook.

17 de janeiro de 2013

Música para os pais - Tears in Heaven, Eric Clapton


O melhor guitarrista do mundo tem uma das músicas mais lindas e tristes da história da música. E ela foi gravada em homenagem ao filho. Pelamor, embora um gênio, jamais queria ser Eric Clapton, quantas desventuras em sua vida pessoal. E quanta força para seguir em frente, transformando dor em cantos.

Eric nunca conheceu seu pai, sua mãe era solteira e tinha apenas 16 anos quando ele nasceu. Criado como filho pelos avós, só foi saber que sua mãe era mãe, e não uma irmã mais velha, aos 9 anos, quando ela já havia partido para a Alemanha para viver com outro cara.

Não é de se estranhar que o garoto tenha se tornado uma criança mais solitária e na dele.
 
Aos 13 anos, Eric ganhou um violão da avó e nunca mais largou (embora no primeiro ano tenha quase desistido por achar muito difícil RS).

Depois disso viriam as suas várias bandas, alguns abusos de drogas e álcool, carreira solo, casamento, traições com direito a uma filha que teve em segredo, separações, affair, mortes de amigos... e, o que mais o abalaria: a morte de Conor, seu filho de 4 anos com Lory Del Santo. Em março de 1991 o garoto caiu pela janela do 53º andar do apartamento de uma amiga da mãe.

Quando da morte do filho, ele estava separado de Lory há um tempo já, mas sempre esteve presente na vida do filho. Ele queria ser o pai presente que ele não teve. O filho o ajudava a superar a raiva que tinha pela sua família desmembrada.

Com o coração estilhaçado e após uma pausa nos shows, sua música mudou, Eric Clapton volta então com um som mais leve e reflexivo. E é nesse momento que surge Tears in Heaven!

Confira a música e sua letra abaixo:



Tears In Heaven

Would you know my name
If I saw you in Heaven?
Will you be the same
If I saw you in Heaven?
I must be strong
And carry on
'Cause I know I don't belong
Here in Heaven

Would you hold my hand
If I saw you in Heaven?
Would you help me stand
If I saw you in Heaven?
I'll find my way
Through night and day
'Cause I know I just can't stay
Here in Heaven

Time can bring you down
Time can bend your knees
Time can break your heart
Have you begging please
Begging please

Beyond the door
There's peace
I'm sure
And I know there'll be no more
Tears in Heaven

Esta não foi a única canção que ele compôs inspirado em Conor, recomendo também as músicas "My Father's Eyes" (duplamente inspirada em seu pai e no seu filho) e em "Circus Left Town" (que é sobre a última vez que esteve com seu filho, num circo, um dia antes de sua morte).

Esse post é um teste pra saber quem tem coração bom. Se você chegou até essa frase e não chorou, você é um monstro. Sua última chance de recuperar a humanidade é ver esse vídeo https://www.youtube.com/watch?v=tLJsQOMq2-g e chorar desesperadamente. Se estiver no trabalho, não se esqueça de botar os óculos escuros.
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