3 de setembro de 2014

O Pequeno Dragão | Leitura Compartilhada #4

O episódio de Leitura Compartilhada de hoje é para quebrar a imagem do dragão como uma criatura malvada, furiosa, destruidora. No livro "O Pequeno Dragão", de Pedro Bandeira, conhecemos Dadá, um dragãozinho bem diferente desse estereótipo!

Ilustração do livro O Pequeno Dragão, de Pedro Bandeira

Num mundo bem feio, cheio de pedras, pântanos, lama e vulcões, viviam os dragões. Todos eles eram treinados desde pequenos a serem maus, mas havia um que por mais que tentasse, nem soltar fogo conseguia. Dadá é um pequeno dragão fofo que não se encaixa num ambiente desses, é zoado por colegas, reprovado pela professora e expulso do lugar!

Conheça mais sobre o livro no vídeo abaixo:



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2 de setembro de 2014

Expo com criança: Castelo Rá Tim Bum e MAC

Nesse final de semana fiz mais um super passeio com amigos, namorada e filho em São Paulo. Fomos finalmente na exposição do Castelo Rá Tim Bum e depois ainda visitamos o Museu de Arte Contemporânea.

Eu e meu filho com o porteiro do Castelo Rá Tim Bum
- Klift, klaft, still, a porta se abriu!

Como era visita agendada para manhã, a aventura começou comigo acordando às 5h20 da manhã para arrumar bolsa, trocar o Miguel e pegar ônibus para Campinas, onde iria me encontrar com o pessoal da van. Chegamos às 8h40 mais ou menos no Museu de Imagem e Som e, em nem meia hora já estávamos lá dentro. 

Eu acho que estava mais excitado que o Miguel para ver a expo, pois acompanhei quase todos os episódios na infância. Para ele curtir o rolê, mostrei um mês antes vários episódios da série, pois eles estão no Youtube na íntegra no canal oficial do Castelo Rá Tim Bum

Biblioteca do Castelo Rá Tim Bum
Minha casa dos sonhos #AjudaLuciano!

Meus amores na exposição do Castelo Rá Tim Bum
Amores!

Nos encanamentos do Castelo Rá Tim Bum
Os bons, o mal e o feio

A exposição está bem legal, com roteiros originais pendurados nas paredes, desenhos dos personagens (da primeira concepção ao final), manequins deles em tamanhos reais, fantoches, cenários, vídeos. Mas o melhor mesmo é que boa parte dela é interativa, e para crianças curiosas como o Miguel (e eu), isso torna o passeio mais interessante.

Interação é fundamental para cativar crianças :-)
Smack!
Sempre sonhei em ter uma parede giratória para entrar no meu quarto *------*
Eu, que sempre quis ser abduzido, não preciso nem dizer qual foi a parte que mais gostei, né? Era na entrada já, lá estava ele, no final de um corredor que balançava como touro mecânico, iluminado por cores frias, Etêvaldo:


Enfim, tem muito mais fotos do passeio nessa exposição, mas quero deixar um pouco de espaço para outro que nos encantou igualmente: o Museu de Arte Contemporânea da USP.

Minha nossa, 7 andares de coisas maravilhosas para ver. Do classicismo a arte contemporânea, de pinturas a instalações, todo o nosso grupo de amigos se surpreenderam positivamente. Não fazia ideia do que tinha lá além do gato gigante de pelúcia e talvez por isso tenha me encantado tanto.

Primeira foto que tiramos lá: claro que seria uma gracinha
Fiquei nele pensando como seria legal uma exposição de História Sem Fim
A parte que o Miguel mais gostou foi a instalação Transarquitetônica, uma obra gigantesca que ocupa 1600 metros e faz a gente sair da modernidade da arquitetura de Niemeyer, passar por uma parte mal rebocada e chegar num labirinto de tapume, que parece o oco de uma árvore milenar. Claro que o Miguel gostou da parte labiríntica e de correr pra me despistar.

Miguel curtindo a instalação Transarquitetônica
:P

Foto panorâmica da instalação Transarquitetônica

Transarquitetônica do MAC USP
Saca só o tamanho da coisa
Tio Ed brincando com fantoche de boi minutos antes deles serem atacados por uma sucuri
Castelo ou bunker? Ou n.d.a.?

Esse post tá muito grande e ainda tenho tanto para postar. Mas vou deixar a dica para vocês verem por si mesmos :-) Só digo uma coisa: ambos os passeios são ótimos para fazer sozinho ou com crianças. Tanto no MIS quanto no MAC tem obras para encantar os dois públicos. Mais informações você consegue no site deles:

http://www.mis-sp.org.br/
http://www.mac.usp.br/mac/

27 de agosto de 2014

5 coisas para fazer com meu filho quando ele crescer

É mais fácil de lembrar aquilo que anotamos, por isso decidi fazer uma lista com 5 coisas que quero fazer com o Miguel quando ele ficar maior. Algumas coisas são pra daqui a pouco, outras vão demorar, mas faz parte.

Vamos lá:

1 - Jogar videogame sem dar mole

A gente joga algumas coisas já, mas um de cada vez, e sempre no celular que é onde ele manja, principalmente Angry Birds. Mas mal vejo a hora de explodir ele num Bomberman, arrebentá-lo no Street Fighter, meter uma goleada num PES ou Fifa da vida ou mesmo trabalhar juntos para zerar Cadillacs and Dinosaurs.


2 - Mestrar uma aventura de terror a noite

Eu joguei bastante Vampiro: A Máscara na adolescência, quase sempre a noite para dar um clima, e essa é uma das melhores lembranças que tenho da época, mesmo não jogando tão bem.

Além de jogar, já mestrei fantasia medieval para meu irmão quando ele era criança usando o sistema RPG Quest e ainda hoje ele lembra da história com carinho. De seu guerreiro que ganhou um torneio de lutadores, venceu um minotauro que causava problemas no reino e ganhou a mão da princesa hahahahaha.

Por isso, vou usar o mesmo sistema para mostrar ao Miguel o universo do RPG e, quando ele ficar maior, espero mestrar para ele e seus amigos algo no sistema Chamado de Cthulhu, que foi criado com base no universo de Lovecraft, um dos meus escritores favoritos, e é perfeito para histórias de terror.

3 - Treinar alguma arte marcial juntos

Eu já fiz karatê e capoeira de pequeno, jiu jitsu, submission, taekwondo e boxe de grande. Amei cada arte marcial que pratiquei e só parei por falta de grana e tempo. Hoje o Miguel tem aulinhas de capoeira na escola, com o mesmo professor que tive, o Escurinho. Com ele maior, quero levar ele pra treinar o que quiser, e o que ele escolher farei junto para incentivá-lo e ajudá-lo.

4 - Mostrar a ele porque o punk é melhor que outros tipos de rock

Punk não é só sobre música, mas se fosse ainda assim seria melhor que os outros tipos de rock, pois a sua simplicidade e ritmo salvaram o mundo da punhetagem virtuosística que corria solto nos anos 70. Jello Biafra > Jon Anderson.


Mas punk  é atitude e o espírito de Do It Yourself que criaram é o seu maior legado. Você não é bom na guitarra? Isso não te impede de ter uma banda. Você não tem uma gravadora? Isso não te impede de lançar um álbum. Você não tem divulgação? Isso não te impede de criar o seu próprio zine e promover sua banda e suas ideias. Se você quer e vai atrás, você dá um jeito de conquistar seu espaço no mundo.

5 - Me desculpar pelos meus erros

Claro, quando ele ficar maior já vou ter tropeçado bastante nessa estrada agridoce que é a paternidade, então vou pedir desculpas pelos erros que cometi, não como um coitado ou vítima do destino, mas como um existencialista que toma para si a responsabilidade de suas ações. Afinal, sempre fiz o melhor que pude e o bem-estar dele é minha maior motivação pra tudo.

Depois de ter essa conversa sentimental vou chamá-lo para mais uma partida de videogame onde o fatiarei com o Baraka hahahahahaha

E você, o que gostaria de fazer com seu filho(a) e ainda não pode pois ele(a) é muito pequeno(a)?

22 de agosto de 2014

Dicas de livros para o Dia do Folclore | Leitura Compartilhada #3

Dia 22 de agosto é comemorado o Dia do Folclore Nacional, e é também dia de episódio novo do Leitura Compartilhada. Por isso, vamos indicar dois livros muito legais relacionados a mitologia brasileira.


O primeiro livro que indicamos é da Tatiana Belinky, uma autora que já lemos diversas coisas e gostamos muito. Na ida à biblioteca na semana passada descobrimos "Dez Sacizinhos". Ele é um livro todo rimado com o personagem mais famoso do nosso folclore: o Saci Pererê. Aliás, um grupo deles. E a Cuca também aparece.

Mas não queremos ficar só no mainstream, porque somos hipsters nosso folclore é rico e tem muito mais para explorar. Então compramos "O Mais Assustador do Folclore", livro de Luciana Garcia que traz vários monstros legais e, infelizmente, menos conhecidos da maioria, como Mapinguari, Jurupari, Capelobo, Cabra-Cabriola, Gorjala, entre outros.

Confira em nosso vídeo mais informações sobre eles:



Além desses dois livros, vale destacar as coleções Brincando de Folclore e Lendas Brasileiras, que são da Turma da Mônica e apresentam também para as crianças essas coisas lindas que são os monstros brasileiros. Isso fora os clássicos do Monteiro Lobato, mas enfim, no vídeo quisemos indicar obras que são legais e menos conhecidas.

E você, também tem dica de livro que envolva personagens folclóricos? Deixe aí nos comentários!

5 de agosto de 2014

Vitória da Preguiça | Leitura Compartilhada #2

Tem episódio novo do canal Leitura Compartilhada! Nesse episódio, eu e o Miguel recomendamos o livro Vitória da Preguiça.


Não, o livro não é uma ode à preguiça-atitude, mas sim à preguiça-animal hehehehe. Com ilustrações fofas de Lynn Munsinger e um texto divertido de Helen Lester, o livro se passa numa escola para esses bichinhos.

Saiba mais com o nosso vídeo:



E se você tem conta no Youtube, passe por lá para curtir o vídeo e se inscrever em nosso canal. Isso ajuda muito na divulgação dele e motiva eu e o filhote a produzirmos mais :-)

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