19 de setembro de 2016

"Onde Vivem os Monstros" | Leitura Compartilhada #16

A dica de hoje é um clássico da literatura infantil: Onde Vivem os Monstros, escrito e ilustrado por Maurice Sendak!

Ilustração que faz parte do livro "Onde Vivem Os Monstros", de Maurice Sendak.

Embora muitos conheçam o filme de mesmo título, lançado em 2009, o livro é um show a parte, fundamental na biblioteca de todos os pequenos. A premissa do livro é simples: Max faz bagunça e vai de castigo, para lidar com sua frustração, cria um reino imaginário onde ele se torna o rei dos monstros. Quem nunca? ^.^

Confira o vídeo onde eu e meu filho falamos sobre o livro Onde Vivem os Monstros:



Uma curiosidade bacana: o Maurice Sendak revelou que a história em seu plano inicial seria Onde Vivem os Cavalos Selvagens (Where the wild things are seria Where the wild horses are), mas como não conseguia desenhar bem cavalos, ele teve que mudar essa parte. Ainda bem, cavalos são legais, mas monstros são muito mais!

A obra foi lançada pela editora Cosac Naify, que infelizmente fechou, mas o livro ainda está a venda na Amazon. Já leu o livro? Assistiu o filme? Conte pra gente o que você achou :-)

12 de setembro de 2016

Filme para os Pais - The Babadook

Embora esse quadro se chame "Filme para os Pais", pensando em pais homens, hoje o post será pela primeira vez mais voltado para mãe (embora aberto para pais também), com a dica de um filme com uma mãe como protagonista.

É que eu não podia deixar de falar de The Babadook (2014), filme de terror australiano, escrito e dirigido por Jennifer Kent. A história acompanha uma mãe solo com seu filho pequeno e a dificuldade dela em lidar com a morte do marido, as atitudes problemáticas da criança e seu trabalho esgotante.

Cena do filme The Babadook, filme de terror australiano

E as coisas só pioram quando um livro de aparência infantil aparece no quarto de seu filho e ele pede para a mãe ler. O livro conta a história de uma criatura sinistra chamada Babadook, que vive nas sombras da casa e vai matar toda a família. A mãe tenta se livrar do livro e acalmar o menino, mas em vão, o livro sempre volta para a casa e a criança está cada vez mais apavorada com a história, pois acredita que o monstro está em casa.


Cena que mãe e filho leem o livro do Babadook.
Mas The Babadook não é apenas um filme de terror de mãe e filho com criatura sobrenatural, até porque senão nem o destacaria aqui. A obra é uma trama extremamente poética e que fala diretamente com certas preocupações que os pais passam e com um tema muito importante: a depressão. O monstro tem muitas semelhanças com esse transtorno, por exemplo: ele desequilibra as relações familiares, ele faz as pessoas tomarem atitudes que não fariam racionalmente, ele se fortalece quanto mais se tenta negar a existência dele, etc.

Recomendo MUITO!

Trecho do livro Mister Babadook.

O filme The Babadook está disponível na Netflix, você pode assistir clicando aqui caso seja assinante. Caso ainda não tenha assinatura, comece seu mês grátis: http://bit.ly/netflixassinar

E sim, este é um post em parceria com eles, porque o Família Palmito faz parte do #StreamTeam, a rede de blogueiros de família da Netflix \o/

9 de setembro de 2016

Miguel e seus primeiros movimentos de hip hop

Meu filho tem feito aulas semanais de hip hop numa entidade aqui do bairro e começa a mostrar os primeiros passos aprendidos.

Imagem do vídeo do meu filho dançando hip hop

Para quem não sabe, a gente mora do lado de uma comunidade e tem uma ONG que faz gratuitamente o contraturno da escola para os pais que precisam trabalhar. O Migs está nela e pago muito pau pro trabalho que eles fazem, cada dia tem uma aula diferente, entre culinária, música, artes circenses, hip hop, etc.

Aos poucos ele tem se soltado pra me mostrar alguns passos que aprende, abaixo o vídeo dele fazendo alguns dos movimentos quando a agência que trampo tava mais vazia:



Daqui há alguns dias haverá apresentação dele lá na instituição e mal posso aguardar pra ver hahahahaha ele com 6 anos dança melhor do que eu jamais vou dançar :~~~~~~~~

#ProudFather

31 de agosto de 2016

BlogDay 2016 - dicas de blogs para pais e mães

Imagem do BlogDay

Hoje é o BlogDay, data em que tradicionalmente as pessoas são incentivadas a compartilhar seus blogs favoritos e, aqui estou, com uma lista imperdível para você acompanhar.

A data do BlogDay foi definida como 31 de agosto por causa dessa brincadeira:

31/08 ---> 3108 ---> 3=B 1=l 0=o 8=g = Rá!

Enfim, a última vez que fiz indicações pro Blogday foi em 2011. Como tenho conhecido vários blogs bacanas e novos, quero fazer novas indicações. São elas:

1 - Filhos em Quadrinhos

http://filhosemquadrinhos.com

O blog da Debora Alouan é demais! Nele ela narra as histórias do seu cotidiano de mãe de duas crianças de forma bem humorada e com quadrinhos que parecem ter sido desenhados por criança. É sempre uma alegria ver que tem post novo por lá :-)

2 - A Mãe Preta

http://amaepreta.com.br

Gosto muito de acompanhar o blog da Lu Bento porque mostra pontos que jamais verei em minha vida educando um filho, que é a questão da maternância preta, como ela descreve. Tudo isso em forma de dicas de livros, crônicas e poemas .

3 - Pai de Cinco

http://www.paide5.com.br

Eu às vezes fico doido com um filho só, então deixo aqui meus aplausos para o Adriano Bisker que é pai de cinco. Em seu blog, acompanhamos o dia a dia dele com suas trigêmeas e também seus outros  filhos maiores. No snap (@paide5), os vídeos dele vem sempre acompanhados de ótimas músicas ;-)

4 - A Splintered Mind

http://douglascootey.com/

Douglas Cootey é colunista da revista ADDitude, especializada em TDAH e dificuldades de aprendizagem. Além da coluna, ele mantém um blog com pegada mais pessoal, onde fala de suas dificuldades com o TDAH e a depressão e como isso impacta em sua vida como pai solo de 4 filhas, além de ótimas dicas para quem passa por situações parecidas.

5 - Fatherly

https://www.fatherly.com

Tá, o Fatherly não é um blog, é um site. Mas os artigos são escritos com um tom muito pessoal por outros pais e é por isso que ele vai entrar nessa lista :-P O site é atualizado com uma grande frequência e é sempre com conteúdo útil e divertido ligados a paternidade.

8 de agosto de 2016

Legado Nerd: Pokémon

Imagem de Ash e Pikachu juntos, os protagonistas do desenho animado Pokémon.

Eu sou definitivamente um pokémaníaco, desde os 10 anos quando a série chegou ao Brasil. Eu assistia o desenho, chorava com os episódio tristes (tipo o Adeus Buterfree, que quase morri do coração), comprava toda revista Pokémon Club, jogava no PC com emuladores porque não tinha grana pro Gameboy (sdds, NO$GMB!), tinha os tazos e meu sonho era que eu pudesse interagir com os Pokémon na vida real (e por isso fiquei tão feliz quando anunciaram o Pokémon Go).

Tela inicial do jogo Pokémon Red, lançado para o Gameboy em 1996.Caso tenha caído de paraquedas no assunto e esteja se perguntando: que é Pokémon?, eu vou resumir: Pokémon foi lançado como um jogo em 1996, onde você controla um garoto que vive num continente ficcional chamado Kanto, repleto de monstros exóticos chamados Pokémon (Pocket Monster, "monstro de bolso"). Com ele, você sai em uma aventura para se tornar o mestre Pokémon, aquele que possui as criaturas mais poderosas do mundo. Para isso, precisa capturar esses seres, treiná-los e enfrentar os líderes de ginásio e vencer os torneios. Quando ficam mais fortes, os Pokémon podem evoluir para seres diferentes. 
O criador do jogo, Satoshi Tajiri, se inspirou em seu passatempo de criança, quando coletava insetos e os colecionava. Com o sucesso do game, a franquia se expandiu, com novos jogos eletrônicos, de cartas, desenhos animados, pelúcias e tudo o que você imaginar (TUDO MESMO). Foi uma febre no mundo inteiro, principalmente entre os anos 1999 e 2001, e continua fazendo sucesso até hoje.

Agora que o Miguel #aos6 está crescendo, achei que era hora de apresentar a ele esse universo maravilhoso e, por que não?, redescobrir ela novamente. Mês passado começamos a assistir juntos no Netflix os primeiros episódios de Pokémon, com dublagem original que o serviço disponibilizou há um tempo já.

Depois foi a vez de jogarmos Pokémon TCG, um jogo de cartas que aqui no Brasil quem distribui é a Copag, compramos dois decks e umas cartas por fora, ele curtiu, mas como ainda está aprendendo a ler, a dinâmica não está tão legal ainda, pois volta e meia preciso ver as cartas dele para ajudá-lo. O lado bom é que isso ajuda ele a se esforçar pra aprender a ler ;-)

Mas o melhor... Ah, o melhor... Com certeza está sendo o Pokémon Go.

No dia que lançou, fizemos um tour pelo bairro a noite, caçando as criaturinhas. Foi uma hora de caminhada sem rumo, vibrando a cada Pokémon que capturávamos. Olha aí o resultado de nossa primeira caminhada:



Confesso que foi difícil para mim... Deixar ele jogar hahahahaha esperei minha infância e adolescência inteira por esse jogo. Mas ele parecia tão empolgado quanto eu. Temos andado bem mais e ido em parques que quase nem íamos para jogar, o que tem sido bem legal. Recomendo para todos os pais jogarem Pokémon Go com seus filhos pequenos, pois:

1 - vale por uma atividade física
2 - é legal participar da vida do seu filho
3 - os adultos que jogam Pokémon Go se divertem mais do que os adultos que reclamam do jogo
4 - é bom terem um adulto por perto para serem lembrados de olhar para os lados ao atravessar a rua
5 - seu filho guardará esses dias na lembrança com uma sensação muito gostosa

Imagem de criança jogando Pokémon Go no tablet, tentando capturar uma Goldeen.

Vendo o meu filhote curtindo tudo que envolve a marca, dos jogos antigos aos novos, dos desenhos animados da minha época até a dele, dá para ver como Pokémon envelheceu bem. Fico emocionado de ver ele recebendo bem meu legado nerd :-)

PS: tem outros pais/mães falando de Pokémon Go também, confira os posts do Jorge (Nerd Pai), da Cynthia (Fala, Mãe!), da Helena (Eu, ele e as crianças) e da Patrícia (Disney Babble).
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