22 de maio de 2017

A importância da leitura compartilhada

A leitura compartilhada é uma atividade com vários benefícios para o desenvolvimento da criança (algumas pesquisas mostram benefícios inclusive para fetos).

Quer saber o que é, como fazemos aqui em casa e alguns dos benefícios dessa prática? Confira o novo vídeo do meu canal:



Para quem quiser se aprofundar no assunto, recomendo um artigo da Ciência Hoje e os livros A Formação do Leitor Literário em Casa e na Escola e Através da Vidraça da Escola: Formando Novos Leitores.

E em sua casa, você lê com sua família? Como é? Vamos compartilhar experiências ^_^

13 de maio de 2017

Não me dê feliz Dias das Mães

A não ser que venha acompanhado de presentes e chocolates, aí podem dar #brinks

Hoje estou aproveitando o Dia das Mães pra falar de um termo que usei há um tempo e que as pessoas usaram comigo, mas que deixei de usar após começar a entender certas problematizações. O termo é: pãe.

Como muitas pessoas ainda o usam pra definir minha situação com meu filho, por criá-lo sozinho, e como sei que algumas pessoas vão me parabenizar amanhã, decidi gravar um vídeo rapidinho sobre o assunto.

Assistam, comentem e compartilhem <3

24 de abril de 2017

"O Gato, o Cachorro, Chapeuzinho..." | Leitura Compartilhada #19

E voltamos às dicas de livros que nos encantaram <3

Foto do Miguel lendo o livro infantil "O gato, o cachorro, Chapeuzinho, os ovos explosivos, o lobo e o guarda-roupa da vovó", de Diane e Christyan Fox

A dica de hoje veio de uma leitora do blog (valeu, Ana!), que recomendou "O Gato, o Cachorro, Chapeuzinho, os Ovos Explosivos, o Lobo e o Guarda-Roupa da Vovó" por ser uma obra muito divertida e maluca (pelo título já dá para saber, não é mesmo?!). Ele foi escrito e ilustrado pelo casal Diane e Christyan Fox e lançado no Brasil pela wmf Martins Fontes.

Quer saber mais? Dá uma olhada em nosso vídeo:



Compre o livro com desconto na Amazon: bit.ly/gatocachorrochapeuzinho

15 de abril de 2017

Filme para os pais: O Mestre Invencível (1978)

Hoje é dia de falar de filme de kung fu, porque: sim. Mês passado a Netflix lançou a série Punho de Ferro e isso reacendeu minha vontade de ver filmes de artes marciais. Zapeando pelo catálogo, fui em busca de algo que não tivesse assistido ainda e achei O Mestre Invencível.

Cena do filme O Mestre Invencível (Drunken Master), com Jackie Chan e Yuen Siu-tien.

Eu podia jurar que já havia assistido o filme, mas a capa estava diferente. Pesquisei na internet e descobri que há 2 filmes do Jackie Chan com esse nome em português, um de 1978 e outro de 1994. Eu só havia assistido o mais recente, e, embora o nome seja igual e os personagens também, a história é bem diferente.

Eu recomendo os 2, mas hoje vou falar da versão de 1978, que está mais fresca na minha cabeça e está disponível na Netflix.

A história é sobre Fei-hung, um adolescente desobediente e enganador que se acha o bam-bam do kung fu (interpretado por Jackie Chan, que tinha 24 anos). Em poucos minutos de filme ele constrange um professor, assedia uma garota, briga com a mãe dela (e apanha), mente pro pai, enfim, é o que chamam de garoto-problema.

O pai, que é mestre numa escola de kung fu, tenta diversos castigos, mas nada parece surtir efeito. Desesperado, decide mandar o garoto para treinar com um cara chamado Beggar So, que tem fama de ser um velho beberrão, sádico e mestre no estilo do punho bêbado.




O treino é puxado e Fei-hung tenta diversas vezes fugir, mas um bandido chega a cidade e põe a vida dele e de seu pai em risco, o que o faz repensar seu comportamento e dedicação às artes marciais.


O Mestre Invencível é uma comédia pastelona recheada de lutas maravilhosamente coreografadas. A mensagem do filme é linda: se seu filho é um pé no saco, entregue ele para um lutador bêbado. Quero dizer, a mensagem é que a punição corporal não tem tão bons efeitos em filhos rebeldes quanto uma garrafa de vinho. Não, acho que não é isso também.

Bem, talvez o filme não tenha uma grande moral ou um pai exemplar, mas são 111 minutos que irão passar voando, um voo divertido e empolgante ;-)

O filme O Mestre Invencível  está na Netflix, você pode assistir clicando aqui caso seja assinante. Caso ainda não tenha assinatura, comece seu mês grátis: bit.ly/netflixassinar

Este é um post de parceria com eles, porque o Família Palmito faz parte do #StreamTeam, a rede de blogueiros de família da Netflix \o/

2 de abril de 2017

Dividindo responsabilidade com filho pequeno

Desde que nos mudamos para Campinas, a rotina tem sido bem louca, cuidar de criança, da casa e do trabalho é mega complicado. E mesmo assim, eu andava levando tudo nas minhas costas, me sobrecarregando.

Chorando as pitangas na terapia, a minha psicóloga sugeriu: "Por que você não faz uma lista de tarefas, num lugar onde ele possa ver sempre e com tarefas de casa que o Miguel pode te ajudar?"

Na hora, pensei mil desculpas, porque reclamar e dar desculpas é viciante e fácil. "Ah, ele não respeita regras", "ele vai fazer e parar em uma semana", "ele tem preguiça de fazer o que mando", etc. Mas guardei os pensamentos pra mim e disse pra ela: "".

Por sorte, já tínhamos um quadro branco aqui em casa, que ganhei da minha namorada e da minha sogra. Fomos comprar canetas coloridas e, quando chegamos em casa, conversamos:

- Miguel, o papai anda muito cansado, porque tenho feito tudo sozinho aqui em casa e isso não está me fazendo bem. Preciso da sua ajuda, tá bom?
- Tá.
- Vou fazer um quadro... com linhas e colunas..., falei enquanto desenhava. E aqui é a coluna da tarefa e essas outras é quem irá fazer, você ou eu. Você acha que consegue levar o lixo lá fora? 
- Sim!
- Tá, você faz isso então. Agora minha tarefas, hmmmm... Lavar roupa!

E assim a conversa foi se desenrolando e o quadro sendo preenchido. Fomos criando cada linha uma tarefa dele e outra minha, para ele sentir que era uma divisão mesmo. Claro que as deles eram um pouco menos complexas, mas tão importante quanto, dando doses homeopáticas de responsabilidade e confiança, tipo:

Tirar o lixo ficou tarefa dele. Eu amarro tudo e deixo separado, mas é ele quem leva pra fora de casa sozinho, destranca o portão, vai pra rua, coloca no cesto e volta, trancando a casa de novo. As duas primeiras vezes fiquei olhando de longe, mas agora confio que ele fará tudo direitinho.

Outra coisa importante: as tarefas não são só de coisas dele, são de todos, pra mostrar que um ajuda o outro e a casa é nossa. Exemplo:

A tarefa de guardar sapatos é dele, mas ele não guarda apenas os próprios sapatos. Ele guarda os meus também, porque quando preparo a comida, lavo a roupa, etc, não faço só pra mim, mas pra ele também.

A divisão no final ficou assim:

Foto de um quadro de tarefas todo preenchido, com as colunas "tarefas", "rafael" e "miguel".

Já se passou um mês e posso dizer que foi um sucesso, porque meu filho não deu praticamente nenhum trabalho para fazer o que está no quadro, pelo contrário, ele se sente útil e feliz em fazer. Vale reparar também que tentei desvincular as tarefas de recompensas, tipo de dinheiro, que já vi muitos fazerem. Primeiro porque sou bem fodido hahahahahaha, segundo porque as tarefas não são mais do que obrigações, o obrigado sincero e a sensação de dever cumprido já é recompensa o suficiente por aqui.

E por aí, há divisão de tarefas? Como é? Pretende fazer? Vamos trocar figurinhas nos comentários ^.^
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