8 de agosto de 2016

Legado Nerd: Pokémon

Imagem de Ash e Pikachu juntos, os protagonistas do desenho animado Pokémon.

Eu sou definitivamente um pokémaníaco, desde os 10 anos quando a série chegou ao Brasil. Eu assistia o desenho, chorava com os episódio tristes (tipo o Adeus Buterfree, que quase morri do coração), comprava toda revista Pokémon Club, jogava no PC com emuladores porque não tinha grana pro Gameboy (sdds, NO$GMB!), tinha os tazos e meu sonho era que eu pudesse interagir com os Pokémon na vida real (e por isso fiquei tão feliz quando anunciaram o Pokémon Go).

Tela inicial do jogo Pokémon Red, lançado para o Gameboy em 1996.Caso tenha caído de paraquedas no assunto e esteja se perguntando: que é Pokémon?, eu vou resumir: Pokémon foi lançado como um jogo em 1996, onde você controla um garoto que vive num continente ficcional chamado Kanto, repleto de monstros exóticos chamados Pokémon (Pocket Monster, "monstro de bolso"). Com ele, você sai em uma aventura para se tornar o mestre Pokémon, aquele que possui as criaturas mais poderosas do mundo. Para isso, precisa capturar esses seres, treiná-los e enfrentar os líderes de ginásio e vencer os torneios. Quando ficam mais fortes, os Pokémon podem evoluir para seres diferentes. 
O criador do jogo, Satoshi Tajiri, se inspirou em seu passatempo de criança, quando coletava insetos e os colecionava. Com o sucesso do game, a franquia se expandiu, com novos jogos eletrônicos, de cartas, desenhos animados, pelúcias e tudo o que você imaginar (TUDO MESMO). Foi uma febre no mundo inteiro, principalmente entre os anos 1999 e 2001, e continua fazendo sucesso até hoje.

Agora que o Miguel #aos6 está crescendo, achei que era hora de apresentar a ele esse universo maravilhoso e, por que não?, redescobrir ela novamente. Mês passado começamos a assistir juntos no Netflix os primeiros episódios de Pokémon, com dublagem original que o serviço disponibilizou há um tempo já.

Depois foi a vez de jogarmos Pokémon TCG, um jogo de cartas que aqui no Brasil quem distribui é a Copag, compramos dois decks e umas cartas por fora, ele curtiu, mas como ainda está aprendendo a ler, a dinâmica não está tão legal ainda, pois volta e meia preciso ver as cartas dele para ajudá-lo. O lado bom é que isso ajuda ele a se esforçar pra aprender a ler ;-)

Mas o melhor... Ah, o melhor... Com certeza está sendo o Pokémon Go.

No dia que lançou, fizemos um tour pelo bairro a noite, caçando as criaturinhas. Foi uma hora de caminhada sem rumo, vibrando a cada Pokémon que capturávamos. Olha aí o resultado de nossa primeira caminhada:



Confesso que foi difícil para mim... Deixar ele jogar hahahahaha esperei minha infância e adolescência inteira por esse jogo. Mas ele parecia tão empolgado quanto eu. Temos andado bem mais e ido em parques que quase nem íamos para jogar, o que tem sido bem legal. Recomendo para todos os pais jogarem Pokémon Go com seus filhos pequenos, pois:

1 - vale por uma atividade física
2 - é legal participar da vida do seu filho
3 - os adultos que jogam Pokémon Go se divertem mais do que os adultos que reclamam do jogo
4 - é bom terem um adulto por perto para serem lembrados de olhar para os lados ao atravessar a rua
5 - seu filho guardará esses dias na lembrança com uma sensação muito gostosa

Imagem de criança jogando Pokémon Go no tablet, tentando capturar uma Goldeen.

Vendo o meu filhote curtindo tudo que envolve a marca, dos jogos antigos aos novos, dos desenhos animados da minha época até a dele, dá para ver como Pokémon envelheceu bem. Fico emocionado de ver ele recebendo bem meu legado nerd :-)

PS: tem outros pais/mães falando de Pokémon Go também, confira os posts do Jorge (Nerd Pai), da Cynthia (Fala, Mãe!), da Helena (Eu, ele e as crianças) e da Patrícia (Disney Babble).

26 de julho de 2016

O que aprendemos com a Netflix #StreamTeam

Foto antiga do Miguel, com meus óculos e boina.

Estava conversando com o Miguel sobre as coisas que assistimos recentemente para ver se ele havia captado algumas mensagens legais por trás das histórias dos filmes e séries. Mais do que informações, estava interessado nos valores. Decidi separar aqui algumas das lições que aprendemos com a ajuda da Netflix no último mês:

1. Amigos devem ajudar uns aos outros


(Stranger Things. Mike explicando para a Onze o que é um amigo)

2. Devemos ir atrás de nossos sonhos 


(Pokémon. Caterpie contando para o Pikachu os seus sonhos e planos para o futuro)

3. Seja legal com as crianças menores, pois já fomos como elas


(Puffin Rock. Os irmãos Oona e Baba brincando)

4. Não tem problema algum ser diferente da maioria das pessoas


(Gravity Falls. Mable sendo Mable <3)

E uma lição que EU aprendi recentemente... 

5. Tudo bem riscar onde não pode, a criança pode se tornar o Walt Disney no futuro


(Walt Antes do Mickey. O pequeno Walt aprontando no celeiro do pai)

MEU EXTRA: Não existe família normal e o que importa é o amor


(The New Normal. Bryan e David pensam nas dificuldades que terão ao se tornarem pais)

E você, o que tem aprendido com as séries que assiste sozinho ou com sua criança?

PS: O Família Palmito faz parte do #StreamTeam da Netflix, nessa parceria, compartilho aqui as melhores dicas para pais de conteúdo que tem por lá. Todas as séries e filmes citados aqui estão disponíveis para assistir na Netflix. Caso ainda não tenha assinatura, comece seu mês grátis: http://bit.ly/netflixassinar

18 de julho de 2016

"Sete Patinhos na Lagoa" | Leitura Compartilhada #15

Estamos com dica nova de leitura: "Sete Patinhos na Lagoa", escrito por Caio Riter e ilustrado por Laurent Cardon!

Ilustração do livro Sete Patinhos na Lagoa, escrito por Caio Riter e ilustrado por Laurent Cardon.

Na obra, acompanhamos sete patinhos passeando pra lá e pra cá na água, até que dão de cara com o terrível Barnabé, um jacaré esfomeado, que fará de tudo para comer todos eles. Será que conseguirá? Só lendo para saber :-)

Conheça mais sobre o livro no vídeo que gravei com meu filhote:



O livro "Sete Patinhos na Lagoa" foi lançado pela editora Biruta e está a venda na Amazon BR :-)

14 de junho de 2016

5 dicas para jogar RPG com seu filho pequeno

Tabuleiro do RPG Quest, RPG de mesa criado especialmente para introduzir crianças a esse tipo de jogo.

Você sabe o que é RPG? São jogos de criação de histórias, onde há um narrador e jogador(es) e ambos criam as histórias juntos, o narrador controlando as regras e apresentando personagens, cenários e situações, e o(s) jogador(es) interpretando os personagens que criaram.

Eu e o Miguel jogamos RPG de mesa há um tempo já. Embora em intervalos espaçados demais para o meu gosto, é sempre muito divertido e prazeroso, cada vez ele se mostra mais solto e dentro da história e por isso gostaria de compartilhar algumas dicas com quem pretende iniciar os seus pequenos nessa mistura de teatro, matemática e games:

1. Não se prenda a um sistema de regras. Até em RPG para adultos essa regra vem escrita: se a regra atrapalha o jogo, faça do seu jeito. O legal em mestrar para crianças é fazê-las usarem a imaginação para se divertir e pensar em planos para vencer. Não é preciso rolar dados para todas as ações, se der uma história boa, pode valer a pena dar uma colher de chá ;-) aqui jogamos usando o sistema do RPG Quest, que foi feito para crianças, mas há outros bem simples também, como o 3D&T (versão digital gratuita), Calisto (cujo manual de regras são apenas 4 páginas, versão digital e gratuita) e para quem manja de inglês, há o Hero Kids.

2. Crie um personagem para ser o mentor ou amigo da criança. Aventuras solo podem ser divertidas para quem já manja como jogar, mas para uma criança que está aprendendo, é sempre melhor ter um companheiro ou um grupo para dar suporte a ela, sugerindo ações, fazendo alívio cômico ou coisa do tipo.



3. Antes de mostrar, descreva o que ele vê. Os jogos de RPG para criança costumam ter ilustrações de monstros e personagens, muitas vezes até miniaturas. Mas não estrague a surpresa: descreva lentamente e com suspense os personagens. Por exemplo, não diga que ele viu um Bullywug, que é basicamente um homem-sapo. Antes da criatura aparecer, diga que ele ouve o som de um sapo coachando, mas que é mais forte e grave que o normal e o som vai se intensificando, até que ele vê diante de si uma criatura amarela esverdeada como uma caca de nariz, do tamanho de um homem, com pés e mãos com os dedos colados como de um sapo. Inclusive, sua cabeça é de sapo, com olhos esbugalhados e raivosos e uma boca que poderia comer numa bocada só um pote grande de sorvete.

4. Histórias simples e personagens simples. A criança pequena não conseguirá participar de uma história complexa com personagens em escalas de cinza, para mestrar pros pequeninos vale a pena assistir menos Game of Thrones e mais Ursinhos Gummi hahahahahha. Em suas histórias, faça o bom como bom e o mau como mau, onde o bom nunca faz coisas más e os maus só fazem coisas boas se estiverem tentando enganar. Essa polarização para criança é muito importante, já que ainda estão desenvolvendo o caráter e noções de valores. Isso não significa que precisam ser mantidos estereótipos do tipo a bruxa é má e a princesa é boa, fazer combinações diferentes pode ser super legal, como um goblin assustador mas amigo, um dragão bom mas medroso, etc.

5. Histórias para divertir ou ensinar? Ambas! RPG é diversão, é suspense, é planejamento, e é educativo também. Ao pensar nas histórias que irá contar, pense em maneiras de adicionar pitadas educativas no cenário, desafios ou personagens, como quebra-cabeças de matemática, ciências, trava-línguas. Só não exagere para não matar os jogadores de tédio ou cansaço, a ideia é passar boas horas juntos, e mesmo que não coloque desafios educativos diretamente, o próprio fato de lutar, interpretar e evoluir os personagens no jogo já tem sua parcela pedagógica.

Tem mais alguma dica, dúvidas ou quer trocar figurinhas? Vamos conversar nos comentários!

7 de junho de 2016

Filme para os pais: Bullying #StreamTeam

Um menino que era de riso fácil e contagiante, começa a ficar mais solitário. Na escola ninguém queria ele no time, os colegas o achavam nerd e efeminado. Ele começou a ficar mais sensível e chorar muito. Até que ele parou de chorar e os pais não conseguiram mais ajudar.

Pôster do documentário Bullying.

Os colegas da escola falavam que ele deveria se enforcar, que ele não valia nada. Não aguentando mais o bullying que sofria, cometeu suicídio...

Essa é a história de Tyler, apenas uma das várias que são contadas no documentário Bullying (2011), dirigido magistralmente por Lee Hirsch.

É com esse nó na garganta que a obra começa. E durante os próximos 90 minutos iremos acompanhar o cotidiano de várias outras famílias com crianças que sofrem bullying nas escolas e em outros momentos de suas vidas.

Por exemplo:

Alex é um garoto de 12 anos, apelidado de "cara de peixe". Gosta de estudar, mas não tem amigos e sofre violência verbal e física o tempo todo de outras crianças, alguns o enforcam, dão tapas e o ameaçam simplesmente por ele estar ali.

Alex em cena de Bullying, filme dirigido por Lee Hirsch.
Alex

Outra criança que vemos é Ja'Meya, de 14 anos e ótima jogadora de basquete, possui vários troféus em seu quarto. Mas no ônibus para a escola ela é constantemente alvo de chacota por ser negra e fora dos padrões de beleza, as crianças a xingam e jogam coisas nela. Um dia ela acha uma arma na casa da sua mãe e leva pra escola, no ônibus, quando começam a zoar ela, ela tira o revólver e ameaça a todos. Apesar de ser a vítima das agressões diárias, é ela quem vai para a casa de detenção.

Há outras histórias, todas merecem ser vistas. Todo mundo que tem filho deveria assistir com o filho (no Netflix tem dublado!), não só quem tem criança que sofre com bullying, mas caso o filho pratique isso também ou para conscientizar quem presencia isso.

Eu mesmo confesso que fui uma criança que tanto sofreu com isso (em especial um apelido odiável que não vem ao caso, que recebi quando contei segredos para um amigo, que espalhou) quanto praticou, infelizmente era um ato normalizado no senso comum, "crianças são assim mesmo". Eu só fui ter consciência disso e problematizar lá pelos 16 anos, na minha fase de ovelha negra, quando decidi assumir posições que batiam de frente com minha família e com a mentalidade do interiorrrr.

Do meu círculo na escola consigo lembrar de pelo menos 3 pessoas que foram muito impactadas por esse tipo de violência, um por ter um jeito ~louco~ e ansioso, outra que saia com alguns meninos na 4ª série e era rotulada por isso e outro que era gordinho e lutava com monstros imaginários.

Escola pode ser um ambiente terrível para quem é diferente e crianças podem ser muito inconsequentes. Por isso que esse documentário é essencial! E embora pareça uma obra que vai te deixar deprê, o documentário mostra também a união de pais, crianças, jovens e da sociedade que buscam dar um basta nisso e criam uma comunidade de apoio anti-bullying.

Veja o trailer abaixo:



O documentário Bullying está disponível na Netflix, assista clicando aqui. Caso ainda não tenha assinatura, comece seu mês grátis: http://bit.ly/netflixassinar

O Família Palmito faz parte do #StreamTeam do Netflix, nessa parceria, compartilho aqui as melhores dicas para pais de conteúdo que tem por lá \o/


  • Uma última coisa: escrevendo este post, fui pesquisar as crianças do documentário, é muito bacana ver que graças a união que surgiu após o filme elas se tornaram jovens mais eloquentes, inteligentes e confiantes. Vale a pena também acompanhar a página do filme no Facebook: https://www.facebook.com/bullymovie 
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