25 de julho de 2014

#1 Leitura Compartilhada - Quem Tem Medo de Lobo?

Quem me acompanha aqui no blog sabe que há um tempo tenho me dedicado a ler muita coisa com meu filho e a compartilhar as dicas por aqui, em blogs amigos e nas redes sociais. Agora arrisquei um passo adiante:
um vlog literário com o Miguel!
A qualidade técnica não é das melhores (prometo estudar mais essa parte), mas tem criança linda e dica boa. Ah, e nesse piloto tem cachorrinha também!

O primeiro episódio do Leitura Compartilhada é sobre o livro Quem Tem Medo de Lobo, da autora Fanny Joly e lançado aqui pela editora Scipione. Veja:




Título: Quem Tem Medo de Lobo?
Autor: Fanny Joly
Ilustrador: Jean-Noël Rochut
Páginas: 30
Temas: Astúcia, comportamento
Idade indicada: acima de 4 anos
Editora: Scipione

Se curtiram a ideia, dê um joinha lá no Youtube, ajudem a divulgar e deixem um comentário, porque na verdade tô mega inseguro com esse negócio hahahahahahhahahaha

22 de julho de 2014

Primeira visita ao museu

Domingo passado levei meu filho pela primeira vez ao museu. Fomos todos, eu, namorada, filho e amigos, de excursão para São Paulo ver o mundo pontilhado da japonesa Yayoi Kusama.

Confesso que não dava a importância devida à artista, pra mim, sempre pensava em bolinhas e 'cabô, não via a graça. Mas como a Bruna vivia falando dela e a amava, mostrei para ela uma excursão que estavam planejando e fomos. Preparei o Miguel antes falando um pouco sobre as obras, sobre como ela curtia desenhar bolinhas em tudo, ensinei ele a falar o nome dela e pronto. Torci para que ele se comportasse e, mais do que isso, torci para que ele se interessasse.

A realidade foi bem melhor que a expectativa, tanto em relação ao que descobri sobre a Kusama, quanto sobre o comportamento do Miguel. Embora tivesse fila na entrada, ele aproveitou para uma soneca. E quando ele entrou, quis ver tudo e se encantou com várias coisas, principalmente as instalações com espelho e luzes.

A carinha do danado

Legal é topar com a imaginação da criança ao ver imagens abstratas. Um quadro branco com bolinhas pretas eram pessoas com um cão de guarda, um barco cheio de objetos fálicos era um barco cheio de cenouras, e coisas do tipo.

Minhas pinturas favoritas eram as do início da carreira dela, mais sombrias e apocalípticas, principalmente por causa da 2ª Guerra Mundial, mas os trabalhos mais recentes são bem coloridos e interessantes, principalmente aqueles com pegada surrealista e traços simples.

São berinjelas de prata, Miguel

Selfie no museu pode sim

Miguel me contando suas visões sobre a arte de Yayoi Kusama

Os trabalhos mais recentes

A melhor pintura da artista, segundo EU.

Recomendo muito o passeio no museu com criança, o Miguel adorou e eu também. Sinto muito de não ter ido quando pequeno, mas minha família não tinha o hábito...

A exposição "Obsessão Infinita" da Yayoi Kusama estará em São Paulo só até esse domingo, 27 de julho, depois vai para o México. Então quem quiser ver, precisa correr. Recomendo chegar uma hora antes da abertura, porque pelo que fiquei sabendo a tarde lota (imagine na última semana então).

Acesse o site do Instituto Tomie Ohtake para mais informações: institutotomieohtake.org.br

11 de julho de 2014

Perder não é uma vergonha

As crianças do comercial da Sadia continuam nunca tendo visto a seleção brasileira de futebol ser campeã do mundo, mas provavelmente já viram os pais desrespeitando os profissionais envolvidos, o técnico, treinadores, jogadores, isso eu acho uma vergonha. Perder, seja numa partida solitária de Paciência ou num jogo da Copa do Mundo, não é.


Quem já praticou um esporte, mesmo que seja apenas aquele chamado VIDA, sabe que:

perder faz parte
- não é vexame um time perder do outro, não importa por quanto
- a vitória é mérito do vencedor, e não demérito do perdedor.
- ser derrotado não é uma vergonha
- um fracasso não faz de alguém um fracassado
- alguém se sair melhor que você em algo não faz de você alguém ruim
- uma partida pode entristecer, mas não deve enraivecer
- quem joga sempre corre o risco de perder
- e perder é a melhor oportunidade de aprender

Então, pais, não digam perto de seus filhos que uma derrota foi uma vergonha ou vexame, eles podem acabar acreditando em vocês, e vocês estão errados.

E se sua vida não depende do esporte que o outro pratica, pfv, leve mais na esportiva.

13 de junho de 2014

Eu sou o personal storyteller do meu filho

Se tem uma coisa que me viciou na paternidade, é a contação de história para meu filho. Todo dia leio um livro ou invento uma história para ele. Às vezes algo real, às vezes fantástica. Às vezes com moral, às vezes só para entreter.

Mas não sou tão bom como possa aparecer, assim na abertura do post. Sou bom para o Miguel, porque sei o que o entretém e o que o desinteressa. Não me vejo fazendo teatro de fantoches ou maquiado para um público nem nada do tipo. Por isso que inventei (ou não) essa profissão: personal storyteller. É claramente um derivado do personal trainer, só que ao invés de exercitar o corpo eu remexo minha imaginação :D

Como exercício, fizemos uns blocos de personagens e cenários para histórias.

WTF? Imagine um bingão (eita saudades de jogar bingo com as veiaradas nos domingos). Um bingo que ao invés de arrancarmos números, mexemos na sacola e tiramos personagens e lugares aleatoriamente. É isso!

Começamos com apenas seis blocos, mas nele já tem o essencial: um ninja!

Tiramos dois personagens e um cenário e aí o personal storyteller aqui tem que inventar uma história envolvendo eles.

Um exemplo. Tiramos a "Cachinhos Dourados" e o "Lobo Mal" como personagens e o bloco de cenário foi "Bosque". Saca a história que saiu da minha cabeça (resumida):

Passeando pelo bosque, Cachinhos Dourados encontrou uma casa bem simples, de madeira, e esquecendo tudo o que passou com os três ursos, decidiu entrar lá e ver qual é que era. Ao abrir a porta, não encontrou ninguém. Silêncio. Sentiu um cheiro bom e foi investigar. Era um caldeirão com feijoada, e a menina decidiu experimentar um pouco. Mas quando estava quase no fim, ouviu um assovio e passos perto da casa, apavorada, Cachinhos Dourados correu para baixo da cama para se esconder do dono da casa. A porta se abriu e ela só conseguiu ver um pé peludo, e uma voz grossa e rouca gritou: "Mas que coisa, alguém invadiu minha casa e comeu minha comida!" e foi olhar se a pessoa estava no banheiro. Cachinhos aproveitou e tentou fugir, mas quando abriu a porta foi pega e flagrante e não acreditou no que seus olhos viram: ela tinha entrado na casa do temido Lobo Mal!

Como acabou só o Miguel sabe hahahahahaha

Enfim, esses bloquinhos de história são muito legais, e foi uma adaptação que fiz das story stones. Peguei imagens da internet, o Miguel pintou e depois colei em bloquinhos de MDF que encontrei jogado na loja dos meus pais.

Tem dragão, bruxa, ninja, Cachinhos Dourados, anões,  porquinhos, lobo, flautista de Hamelin e como cenários tem centro urbano, bosque, caverna e castelo. São poucos itens, mas quantas combinações divertidas e loucas não dá pra fazer?!

Enfim, deixo aqui registrada minha dica para outros papais e mamães que gostem de ler e criar histórias com seus pequerruchos. E para outras dicas de criação de narrativas para crianças, confira este painel no Pinterest: http://www.pinterest.com/inspirationlabs/story-telling/ :-)

8 de junho de 2014

Brincadeira de domingo: Tiro ao alvo


Para a brincadeira de tiro ao alvo você precisará de:
1 (ou mais) giz
1 (ou mais) coisa para jogar
1 pouco de vontade

Participantes: 2 ou mais
Ontem a noite eu vi um artigo do Buzzfeed cheio de ideias de brincadeiras fáceis de fazer com crianças e o tiro ao alvo me atraiu por ser bem simples de fazer e bem divertido. Às vezes ficamos tão engolidos na rotina que as brincadeiras mais bestas de simples nem passam pela nossa cabeça, né?

Então, hoje pela manhã, peguei a caixinha de giz que temos aqui em casa e chamei o Miguel para riscarmos o chão do quintal:


No artigo que li, eles falavam de jogar esponja, mas não curti tanto a ideia. Achei mais fácil pegar umas tampinhas de Play-Doh e já era, nem tinha mais massinha no pote mesmo. Fiz uma linha mais ou menos próxima do alvo para o Miguel e uma mais longe para mim, expliquei as regras em menos de 30 segundos e lá fomos nós jogar:


O danado acertou o círculo menor na primeira jogada ¬¬


E eu joguei no círculo, mas a tampinha caiu em pé e foi rolando lá para o portão. Achei ridículo e culpei o vento HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. Não é preciso ter imaginação para descobrir como isso ia terminar. Olha o placar:



Independentemente de eu ter fracassado, foi uma hora bem divertida a que passamos. Recomendo muito :-)