27 de agosto de 2014

5 coisas para fazer com meu filho quando ele crescer

É mais fácil de lembrar aquilo que anotamos, por isso decidi fazer uma lista com 5 coisas que quero fazer com o Miguel quando ele ficar maior. Algumas coisas são pra daqui a pouco, outras vão demorar, mas faz parte.

Vamos lá:

1 - Jogar videogame sem dar mole

A gente joga algumas coisas já, mas um de cada vez, e sempre no celular que é onde ele manja, principalmente Angry Birds. Mas mal vejo a hora de explodir ele num Bomberman, arrebentá-lo no Street Fighter, meter uma goleada num PES ou Fifa da vida ou mesmo trabalhar juntos para zerar Cadillacs and Dinosaurs.


2 - Mestrar uma aventura de terror a noite

Eu joguei bastante Vampiro: A Máscara na adolescência, quase sempre a noite para dar um clima, e essa é uma das melhores lembranças que tenho da época, mesmo não jogando tão bem.

Além de jogar, já mestrei fantasia medieval para meu irmão quando ele era criança usando o sistema RPG Quest e ainda hoje ele lembra da história com carinho. De seu guerreiro que ganhou um torneio de lutadores, venceu um minotauro que causava problemas no reino e ganhou a mão da princesa hahahahaha.

Por isso, vou usar o mesmo sistema para mostrar ao Miguel o universo do RPG e, quando ele ficar maior, espero mestrar para ele e seus amigos algo no sistema Chamado de Cthulhu, que foi criado com base no universo de Lovecraft, um dos meus escritores favoritos, e é perfeito para histórias de terror.

3 - Treinar alguma arte marcial juntos

Eu já fiz karatê e capoeira de pequeno, jiu jitsu, submission, taekwondo e boxe de grande. Amei cada arte marcial que pratiquei e só parei por falta de grana e tempo. Hoje o Miguel tem aulinhas de capoeira na escola, com o mesmo professor que tive, o Escurinho. Com ele maior, quero levar ele pra treinar o que quiser, e o que ele escolher farei junto para incentivá-lo e ajudá-lo.

4 - Mostrar a ele porque o punk é melhor que outros tipos de rock

Punk não é só sobre música, mas se fosse ainda assim seria melhor que os outros tipos de rock, pois a sua simplicidade e ritmo salvaram o mundo da punhetagem virtuosística que corria solto nos anos 70. Jello Biafra > Jon Anderson.


Mas punk  é atitude e o espírito de Do It Yourself que criaram é o seu maior legado. Você não é bom na guitarra? Isso não te impede de ter uma banda. Você não tem uma gravadora? Isso não te impede de lançar um álbum. Você não tem divulgação? Isso não te impede de criar o seu próprio zine e promover sua banda e suas ideias. Se você quer e vai atrás, você dá um jeito de conquistar seu espaço no mundo.

5 - Me desculpar pelos meus erros

Claro, quando ele ficar maior já vou ter tropeçado bastante nessa estrada agridoce que é a paternidade, então vou pedir desculpas pelos erros que cometi, não como um coitado ou vítima do destino, mas como um existencialista que toma para si a responsabilidade de suas ações. Afinal, sempre fiz o melhor que pude e o bem-estar dele é minha maior motivação pra tudo.

Depois de ter essa conversa sentimental vou chamá-lo para mais uma partida de videogame onde o fatiarei com o Baraka hahahahahaha

E você, o que gostaria de fazer com seu filho(a) e ainda não pode pois ele(a) é muito pequeno(a)?

22 de agosto de 2014

Dicas de livros para o Dia do Folclore

Dia 22 de agosto é comemorado o Dia do Folclore Nacional, e é também dia de episódio novo do Leitura Compartilhada. Por isso, vamos indicar dois livros muito legais relacionados a mitologia brasileira.


O primeiro livro que indicamos é da Tatiana Belinky, uma autora que já lemos diversas coisas e gostamos muito. Na ida à biblioteca na semana passada descobrimos "Dez Sacizinhos". Ele é um livro todo rimado com o personagem mais famoso do nosso folclore: o Saci Pererê. Aliás, um grupo deles. E a Cuca também aparece.

Mas não queremos ficar só no mainstream, porque somos hipsters nosso folclore é rico e tem muito mais para explorar. Então compramos "O Mais Assustador do Folclore", livro de Luciana Garcia que traz vários monstros legais e, infelizmente, menos conhecidos da maioria, como Mapinguari, Jurupari, Capelobo, Cabra-Cabriola, Gorjala, entre outros.

Confira em nosso vídeo mais informações sobre eles:



Além desses dois livros, vale destacar as coleções Brincando de Folclore e Lendas Brasileiras, que são da Turma da Mônica e apresentam também para as crianças essas coisas lindas que são os monstros brasileiros. Isso fora os clássicos do Monteiro Lobato, mas enfim, no vídeo quisemos indicar obras que são legais e menos conhecidas.

E você, também tem dica de livro que envolva personagens folclóricos? Deixe aí nos comentários!

5 de agosto de 2014

Vitória da Preguiça | Leitura Compartilhada #2

Tem episódio novo do canal Leitura Compartilhada! Nesse episódio, eu e o Miguel recomendamos o livro Vitória da Preguiça.


Não, o livro não é uma ode à preguiça-atitude, mas sim à preguiça-animal hehehehe. Com ilustrações fofas de Lynn Munsinger e um texto divertido de Helen Lester, o livro se passa numa escola para esses bichinhos.

Saiba mais com o nosso vídeo:



E se você tem conta no Youtube, passe por lá para curtir o vídeo e se inscrever em nosso canal. Isso ajuda muito na divulgação dele e motiva eu e o filhote a produzirmos mais :-)

Confira as ofertas do livro Vitória da Preguiça no Buscapé e compre em sua livraria favorita.

30 de julho de 2014

Férias da criançada e a jornada do pai herói

"Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi"

Existe um trecho de música melhor do que esse para representar o fim das férias da criançada? Duvido. Trabalhar com uma criança por perto nas férias é uma proeza pra poucos e tenho certeza que dá pra colocar essa aventura naquele esquema que chamam de Jornada do Herói, sabe? Como tenho lido sobre o assunto, vou tentar encaixar e vocês me dizem se não é assim mesmo:

12 trabalhos é sussa, quero ver o Hércules sobreviver a 12 férias. 

1 – Mundo Comum 
Nossa casa, nosso trabalho. Uma linda tarde, saboreando um café e fazendo suas atividades em paz.

2 – Chamado à aventura
Anoitece e você lembra que no dia seguinte começará as férias do filho.

3 – Recusa ao chamado
O 1º dia nem acaba e você já está ficando louco, com cobrança do chefe, o pedido de atenção da criança. O banho, o almoço, o lanche, a sobremesa, a diversão, o trabalho, o relatório, as tarefas mais básicas. A total mudança da rotina. Meu deus, será que alguém não pode cuidar do nosso filho, a bisa, alguma tia, o papa, por que a escola faz isso com a gente?!

4 – Encontro com o Mentor
Aí a bisa, o papa, a vó, o terapeuta, alguém do tipo diz: relaxa, você já foi criança, é assim mesmo, vai passar esse período e você nem vai perceber, ficará com saudades até.

5 – Travessia do Umbral/ Limiar
Eu sou um pai ou um saco de batatas? Eu vou conseguir, vou acreditar no pessoal da etapa anterior.

6 – Testes, aliados e inimigos.
Entre parquinhos, festas, passeios, às vezes surge um anjo para passar um fim de semana com a criança, ou uma noite no meio da semana, para a gente namorar, relaxar, tomar um banho sossegado, recarregar a bateria ou algo assim. Mas a maior parte do tempo passamos com a criança desafiando seus limites.

7 – Aproximação do objetivo 
O estresse continua, todo mundo te cobra a baixa produtividade, você se sente um saco de batatas (vide passo 5)... Mas o fim das férias já está chegando, falta o quê, só mais 25 dias.

8 – Provação máxima
A criança não te aguenta mais, você pede socorro a qualquer um que apareça. Gente, um minuto de sossego. Você quer ir ao banheiro sem ouvir nenhum barulho de algo caindo ou sendo destruindo, você quer TRABALHAR(!), só isso, MISERICÓRDIA! Aaaaaaahhhhhh

9 – Conquista da recompensa
Chega o dia 31, ufa! O pai sobrevive, e geralmente a criança também. Talvez agora volte o sossego, possamos trabalhar normal e chegar no fim do dia com saudades da criança.

10 – Caminho de volta
Criança foi pra escola. Pai foi pro trabalho.

11 – Depuração
No trabalho e/ou em casa, começa uma nova batalha: pôr tudo razoavelmente em ordem.

12 – Retorno transformado
Nunca mais somos os mesmos depois disso. Evoluído ou traumatizado, mas os mesmos, não...

Ó lá, não é que consegui ligar o dia a dia de férias aos 12 passos da Jornada do Herói?! É ou não é assim?! Talvez nós pais e mães sejamos mais poderosos que imaginamos mesmo.

***

Blogueiro do Família Palmito adverte: nenhuma criança foi ferida moral ou fisicamente durante esse processo. Esse é um post de humor, não é para ser levado a sério. É legal ter filhos e ficar com eles, pessoal (tiozão que pulou na piscina e descobriu que ela estava gelada pra cara*** e não quer ficar sozinho)

25 de julho de 2014

Quem Tem Medo de Lobo? | Leitura Compartilhada #1

Quem me acompanha aqui no blog sabe que há um tempo tenho me dedicado a ler muita coisa com meu filho e a compartilhar as dicas por aqui, em blogs amigos e nas redes sociais. Agora arrisquei um passo adiante:
um vlog literário com o Miguel!
A qualidade técnica não é das melhores (prometo estudar mais essa parte), mas tem criança linda e dica boa. Ah, e nesse piloto tem cachorrinha também!

O primeiro episódio do Leitura Compartilhada é sobre o livro Quem Tem Medo de Lobo, da autora Fanny Joly e lançado aqui pela editora Scipione. Veja:




Título: Quem Tem Medo de Lobo?
Autor: Fanny Joly
Ilustrador: Jean-Noël Rochut
Páginas: 30
Temas: Astúcia, comportamento, medo
Idade indicada: acima de 4 anos
Editora: Scipione

Se curtiram a ideia, dê um joinha lá no Youtube, ajudem a divulgar e deixem um comentário, porque na verdade tô mega inseguro com esse negócio hahahahahahhahahaha