14 de junho de 2016

5 dicas para jogar RPG com seu filho pequeno

Tabuleiro do RPG Quest, RPG de mesa criado especialmente para introduzir crianças a esse tipo de jogo.

Você sabe o que é RPG? São jogos de criação de histórias, onde há um narrador e jogador(es) e ambos criam as histórias juntos, o narrador controlando as regras e apresentando personagens, cenários e situações, e o(s) jogador(es) interpretando os personagens que criaram.

Eu e o Miguel jogamos RPG de mesa há um tempo já. Embora em intervalos espaçados demais para o meu gosto, é sempre muito divertido e prazeroso, cada vez ele se mostra mais solto e dentro da história e por isso gostaria de compartilhar algumas dicas com quem pretende iniciar os seus pequenos nessa mistura de teatro, matemática e games:

1. Não se prenda a um sistema de regras. Até em RPG para adultos essa regra vem escrita: se a regra atrapalha o jogo, faça do seu jeito. O legal em mestrar para crianças é fazê-las usarem a imaginação para se divertir e pensar em planos para vencer. Não é preciso rolar dados para todas as ações, se der uma história boa, pode valer a pena dar uma colher de chá ;-) aqui jogamos usando o sistema do RPG Quest, que foi feito para crianças, mas há outros bem simples também, como o 3D&T (versão digital gratuita), Calisto (cujo manual de regras são apenas 4 páginas, versão digital e gratuita) e para quem manja de inglês, há o Hero Kids.

2. Crie um personagem para ser o mentor ou amigo da criança. Aventuras solo podem ser divertidas para quem já manja como jogar, mas para uma criança que está aprendendo, é sempre melhor ter um companheiro ou um grupo para dar suporte a ela, sugerindo ações, fazendo alívio cômico ou coisa do tipo.



3. Antes de mostrar, descreva o que ele vê. Os jogos de RPG para criança costumam ter ilustrações de monstros e personagens, muitas vezes até miniaturas. Mas não estrague a surpresa: descreva lentamente e com suspense os personagens. Por exemplo, não diga que ele viu um Bullywug, que é basicamente um homem-sapo. Antes da criatura aparecer, diga que ele ouve o som de um sapo coachando, mas que é mais forte e grave que o normal e o som vai se intensificando, até que ele vê diante de si uma criatura amarela esverdeada como uma caca de nariz, do tamanho de um homem, com pés e mãos com os dedos colados como de um sapo. Inclusive, sua cabeça é de sapo, com olhos esbugalhados e raivosos e uma boca que poderia comer numa bocada só um pote grande de sorvete.

4. Histórias simples e personagens simples. A criança pequena não conseguirá participar de uma história complexa com personagens em escalas de cinza, para mestrar pros pequeninos vale a pena assistir menos Game of Thrones e mais Ursinhos Gummi hahahahahha. Em suas histórias, faça o bom como bom e o mau como mau, onde o bom nunca faz coisas más e os maus só fazem coisas boas se estiverem tentando enganar. Essa polarização para criança é muito importante, já que ainda estão desenvolvendo o caráter e noções de valores. Isso não significa que precisam ser mantidos estereótipos do tipo a bruxa é má e a princesa é boa, fazer combinações diferentes pode ser super legal, como um goblin assustador mas amigo, um dragão bom mas medroso, etc.

5. Histórias para divertir ou ensinar? Ambas! RPG é diversão, é suspense, é planejamento, e é educativo também. Ao pensar nas histórias que irá contar, pense em maneiras de adicionar pitadas educativas no cenário, desafios ou personagens, como quebra-cabeças de matemática, ciências, trava-línguas. Só não exagere para não matar os jogadores de tédio ou cansaço, a ideia é passar boas horas juntos, e mesmo que não coloque desafios educativos diretamente, o próprio fato de lutar, interpretar e evoluir os personagens no jogo já tem sua parcela pedagógica.

Tem mais alguma dica, dúvidas ou quer trocar figurinhas? Vamos conversar nos comentários!

7 de junho de 2016

Filme para os pais: Bullying #StreamTeam

Um menino que era de riso fácil e contagiante, começa a ficar mais solitário. Na escola ninguém queria ele no time, os colegas o achavam nerd e efeminado. Ele começou a ficar mais sensível e chorar muito. Até que ele parou de chorar e os pais não conseguiram mais ajudar.

Pôster do documentário Bullying.

Os colegas da escola falavam que ele deveria se enforcar, que ele não valia nada. Não aguentando mais o bullying que sofria, cometeu suicídio...

Essa é a história de Tyler, apenas uma das várias que são contadas no documentário Bullying (2011), dirigido magistralmente por Lee Hirsch.

É com esse nó na garganta que a obra começa. E durante os próximos 90 minutos iremos acompanhar o cotidiano de várias outras famílias com crianças que sofrem bullying nas escolas e em outros momentos de suas vidas.

Por exemplo:

Alex é um garoto de 12 anos, apelidado de "cara de peixe". Gosta de estudar, mas não tem amigos e sofre violência verbal e física o tempo todo de outras crianças, alguns o enforcam, dão tapas e o ameaçam simplesmente por ele estar ali.

Alex em cena de Bullying, filme dirigido por Lee Hirsch.
Alex

Outra criança que vemos é Ja'Meya, de 14 anos e ótima jogadora de basquete, possui vários troféus em seu quarto. Mas no ônibus para a escola ela é constantemente alvo de chacota por ser negra e fora dos padrões de beleza, as crianças a xingam e jogam coisas nela. Um dia ela acha uma arma na casa da sua mãe e leva pra escola, no ônibus, quando começam a zoar ela, ela tira o revólver e ameaça a todos. Apesar de ser a vítima das agressões diárias, é ela quem vai para a casa de detenção.

Há outras histórias, todas merecem ser vistas. Todo mundo que tem filho deveria assistir com o filho (no Netflix tem dublado!), não só quem tem criança que sofre com bullying, mas caso o filho pratique isso também ou para conscientizar quem presencia isso.

Eu mesmo confesso que fui uma criança que tanto sofreu com isso (em especial um apelido odiável que não vem ao caso, que recebi quando contei segredos para um amigo, que espalhou) quanto praticou, infelizmente era um ato normalizado no senso comum, "crianças são assim mesmo". Eu só fui ter consciência disso e problematizar lá pelos 16 anos, na minha fase de ovelha negra, quando decidi assumir posições que batiam de frente com minha família e com a mentalidade do interiorrrr.

Do meu círculo na escola consigo lembrar de pelo menos 3 pessoas que foram muito impactadas por esse tipo de violência, um por ter um jeito ~louco~ e ansioso, outra que saia com alguns meninos na 4ª série e era rotulada por isso e outro que era gordinho e lutava com monstros imaginários.

Escola pode ser um ambiente terrível para quem é diferente e crianças podem ser muito inconsequentes. Por isso que esse documentário é essencial! E embora pareça uma obra que vai te deixar deprê, o documentário mostra também a união de pais, crianças, jovens e da sociedade que buscam dar um basta nisso e criam uma comunidade de apoio anti-bullying.

Veja o trailer abaixo:



O documentário Bullying está disponível na Netflix, assista clicando aqui. Caso ainda não tenha assinatura, comece seu mês grátis: http://bit.ly/netflixassinar

O Família Palmito faz parte do #StreamTeam do Netflix, nessa parceria, compartilho aqui as melhores dicas para pais de conteúdo que tem por lá \o/


  • Uma última coisa: escrevendo este post, fui pesquisar as crianças do documentário, é muito bacana ver que graças a união que surgiu após o filme elas se tornaram jovens mais eloquentes, inteligentes e confiantes. Vale a pena também acompanhar a página do filme no Facebook: https://www.facebook.com/bullymovie 

30 de maio de 2016

Só dá pra seguir nossos sonhos quando estamos acordados

Hoje começa a Jornada Viver de Verdade, um congresso online e gratuito sobre desenvolvimento humano, cheio de palestras legais com coachings, terapeutas e psicólogos.

Já comentei por aqui como o processo de coaching foi importante para mim e é por isso que recomendo muito que se inscrevam. Você não precisa estar querendo mudar de carreira nem coisas assim: auto-conhecimento nunca é demais e tenho certeza que cada vídeo acrescentará algo em sua visão.

Mas claro que se você busca fazer mudanças em sua vida, todas as conversas desse congresso serão ainda de maior proveito, acordando você para seguir aquilo que realmente importa em sua vida!

Eu também participei, contando um pouco de como fiz limonada com cada limão que a vida me deu :P

Meu vídeo estará disponível no dia 1 de junho, às 18h, mas inscreva-se já (coloque seu email aqui: http://jornadaviverdeverdade.com/rafanoris) para poder ter acesso a todas as palestras abaixo:

Dia 30 de Maio

Vivendo de Verdade Após a Maternidade, às 14h
Bianca Amorim
Coach de Mães, Psicóloga Perinatal e idealizadora do Programa Renascendo Após a Maternidade.

Como você se trata? Os 3 Principais Erros que Afetam os seus Relacionamentos, às 16h
Deborah Cadore
Coach de Poder Pessoal e Relacionamentos, idealizadora do Programa Acorda, Bela!

Autoconhecimento através da Escrita!, às 18h
Gabriele Ribas
Psicóloga, Coach e Arteterapeuta. Autora do blog Caderno da Gabi e do livro A Rosa da Gratidão

Inteligência Espiritual Quem a desenvolve e qual o caminho?, às 20h
Heloisa Capelas
Autora do livro O Mapa da Felicidade, Consteladora Sistêmica, Coach, Master Practitioner em PNL e Diretora do Centro Hoffman.

Dia 31 de Maio

Confiança Criativa: Resgate a sua Felicidade!, às 10h
Alessandra Alkmin
Palestrante, Educadora Criativa e Gestora de Projetos

Humildade, Amor e o Seu Direito de Existir, às 14h
Mari Mel Ostermann
Naturóloga e co-fundadora do curso Integral Way

Ame-se Agora! Da teoria à prática, às 16h
Gabby Lacerda
Coach de Vida, Mestre em Linguagens e autora do livro A Felicidade Emagrece

Jornada com as Deusas! Uma viagem interior com os arquétipos das deusas gregas, às 18h
Viviani Burke
Psicóloga junguiana e Coach de Autoestima

Você Merece! Aprenda a expandir os limites das suas metas!, às 20h
Daiana Zarur
Coach com foco em Psicologia Positiva, Aumento de Performance e Motivação. É co-fundadora do Programa Blush & Atitude!

Dia 1 de Junho

Eu tenho a força! Como ser um Super Astro naquilo que você já é bom, às 14h
Juliana Fanzeres
Coach de líderes e entusiasta do Desenvolvimento Humano

Protagonismo: Uma questão de Atitude, às 16h
Amanda Bífaro
Psicóloga e Coach de Protagonismo na Carreira

Não Precisa Se Abandonar: Como Perseguir seus Sonhos Mesmo com os Desafios de Criar um Filho Sozinho, às 18h
Rafael Noris
Editor do blog Família Palmito, Redator Publicitário e pai do Miguel

Baba Yaga: O encontro com a própria sombra, às 20h
Juliana Carneiro
Coach de Mulheres, autora do blog Caminhos Femininos e do Programa Vida Selvagem

Dia 2 de Junho

Eu Sou Maravilhosa! Uma história de desconstrução e empoderamento, às 10h
Débora Andrade
Especialista em Marketing Digital, Ativista Feminista e idealizadora do Projeto O Cotidiano Extraordinário

Pra Viver de Verdade, tem que Sentir de Verdade, às 14h
Vitor Costa
Terapeuta reikiano, Gestor de T.I. e Doulo

Por que adoecemos? Uma visão da medicina chinesa, às 16h
Dr. Pablo Malheiros
Médico especialista em Acupuntura, professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e do CESMAC.

Viver de Verdade: Os Passos da Jornada, às 18h
Isis Rocha
Coach de Poder Pessoal e Estilo de Vida, co-fundadora do projeto Chinelo Velho e Idealizadora da Jornada Viver de Verdade

Porque você deixa de Viver de Verdade ao não ter uma Atitude Leve, às 20h
Gabriela Billoria
Coach de Bem-Estar Total e Estilo de Vida. Idealizadora do Programa de Coaching Atitude Leve

Dia 3 de Junho

Era uma vez... Transforme suas experiências em histórias que inspiram, às 10h
Telma Penteado
Coach de Comunicação. Storyteller Coach e idealizadora do Programa Coach em Vídeo

Vai com medo mesmo! O difícil é dar o primeiro passo, às 14h
Rebecca Agra
Visual Designer e Escritora

Trabalho e Espiritualidade: 7 Jornadas Para a Criação do Trabalho que Você Ama, às 16h
Janine Scheffer Lummertz
Coach e Idealizadora da Liga das Mulheres Extraordinárias

Bem-vindo ao LinkedIn! Como se posicionar profissionalmente na internet, às 18h
Tatti Maeda
Publicitária especializada em Redes Sociais e Inovação Digital pela ESPM, atua como Consultora de Marketing Digital, Palestrante e facilitadora de Workshops e Treinamentos

Mindset Poderoso: Como desenvolver o modelo mental dos vencedores, às 20h
Adriana Marques
Master Coach, CEO do Coaching Club e autora do Programa Eukratos

Mais informações aqui: http://jornadaviverdeverdade.com/

21 de maio de 2016

"Ana, Guto e o Gato Dançarino" | Leitura Compartilhada #14

A dica de livro de hoje é uma ode ao incomum!

Ilustração do livro "Ana, Guto e o Gato Dançarino", de Stephen Michael King, e lançado no Brasil pela editora Brinque-Book.

Em "Ana, Guto e o Gato Dançarino", Stephen Michael King dá um show de sensibilidade e criatividade. No livro, acompanhamos Ana, uma moça que adora fazer coisas diferentes e criativas, mas é sugada por um trabalho comum em que ninguém dá bola para o inusitado.

Veja o vídeo abaixo e se apaixone por essa obra:



As obras de Stephen Michael King são lançadas no Brasil pela editora Brinque-Book, o livro "Ana, Guto e o Gato Dançarino" está a venda na Amazon BR :-)

14 de maio de 2016

Trocas imperdíveis

Essa semana o Miguel veio todo feliz me contar da super troca que ele fez com um coleguinha de classe, ele deu um copo portátil daqueles sanfonados que havia ganhado e ficou com um chiclete do colega. UM CHICLETE.

Miguel se divertindo com cara de ué

Eu não fiquei bravo, até porque o copo não era caro. E também porque na hora me lembrei de uma super troca que fiz na infância, mais ou menos na mesma idade, quando vendi um relógio por 25 centavos, para comprar um pirulito de pirata, que vinha tatuagem se não me engano. Meu pai assim que soube disse que eu teria de ir naquele momento na casa do meu amigo desfazer o "negócio". Envergonhado, fiz.

O Miguel eu não mandei desfazer o negócio, ao menos não diretamente. Só comentei, rindo, que o copo valia uns 20 chicletes. A cara de "putz" foi linda hahahahahahahaha. Um dia depois ele apareceu com o copinho de novo :-)

E você, já fez dessas trocas imperdíveis? Seu filho fez? Como lidou? O que rolou?
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