22 de fevereiro de 2012

A arte de sair de casa

Tenho percebido que o pior lugar para ficar com um bebê é a nossa própria casa. Explico. Não há nada diferente e que instigue a curiosidade dos filhotes, exceto aquilo que eles não podem fuçar (mas fuçam).

Sair de casa com o filho é libertador, tudo é passível de fuçação!

Pra passeá tem que ter disposiçããããão

Não sei se essa dica serve para todos, mas para mim cai como uma luva. O Miguel é muito curioso, gosta de explorar os lugares, aí com isso eu consegui juntar o meu gosto por passear sem rumo.

Não precisa ser um lugar bonito, nem ter um playground (veja, estou descrevendo Pedreira), basta ter o mínimo de segurança. E a diversão é por conta da nossa criatividade.

O Miguel poderia passar a tarde inteira quebrando gravetos
Pelo jeito, até escalar um toco de árvore e pular "lá de cima" é divertido
Ó, os caras de skate, Migs, quando será você ali?

O Miguel nunca deu trabalho passeando e, se acontece dele fazer birra, há sempre algum elemento no ambiente para eu usar e chamar a atenção dele. Mas é raro acontecer.

Final de ano, na praia e de férias, toda tarde íamos de uma ponta a outra, ouvindo música, conversando,  brincando.


Sempre estamos à deriva, redescobrindo os lugares, guiados pelos sentimentos que vamos construindo no caminho, não importa a direção. Uma meditação andando que lembra os escritos de Thich Nhat Hanh:

"Quando praticamos a meditação andando, chegamos a todo momento. Nosso verdadeiro lar é o momento atual. Quando entramos profundamente no momento atual, nossas queixas e preocupações desaparecem, e descobrimos a vida com todas as suas maravilhas." do livro Meditação Andando

E há um benefício valiosíssimo, como chegar em casa e seu filho desmaiar de canseira :P
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